📝 Quebrando a internet: BTS! 🔥

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📝 Quebrando a internet: BTS! 🔥

Em junho de 2018, um grande outdoor foi colocado na Times Square, para celebrar o quinto aniversário de um dos maiores grupos da indústria musical. Divididas em várias telas de LED, imagens e vídeos de divulgação e comemoração ficaram em exibição por dias, para quase 1 milhão de pessoas que passavam por uma das ruas mais visitadas do planeta, no epicentro do turismo na cidade de Nova York.

Os telões não foram alugados pela empresa do BTS, e também não foram resultado de uma campanha de marketing de uma empresa multimilionária. Na verdade, tudo isso foi fruto do interesse dos fãs em mostrar ao mundo, e ao grupo em si, o quanto o BTS significa para eles. Os anúncios provavelmente custaram entre R$ 42 mil e R$ 126 mil por dia — o valor base desse espaço na Times Square, em comparação a um tamanho similar do que foi usado nos anúncios dedicados ao BTS.

O BTS é uma força onipresente, e você provavelmente já ouviu falar sobre eles nas manchetes internacionais por conta de seu discurso emocionante na Assembleia da ONU, em 2018, ou já assistiu à sua apresentação charmosa de um dos prêmios do Grammy, em 2019, ou ainda encontrou o vídeo de sua apresentação no Saturday Night Live ao entrar no YouTube — os primeiros artistas coreanos a conseguirem todos esses feitos.

Mesmo que você não tenha ouvido nenhuma de suas músicas, é impossível ignorar o impacto crescente do BTS no cenário musical atual — e a crescente globalização da cultura pop — do século 21.

Ao longo dos últimos anos, o BTS construiu uma caminho autêntico, com recordes extraordinários em múltiplas plataformas como o Spotify, YouTube, iTunes, Twitter, Guinness, e nos charts da Billboard, nos EUA, e Gaon, na Coreia do Sul.

Dois pontos importantes nessa história aconteceram em maio de 2018, quando o BTS se tornou o primeiro artista coreano a alcançar o primeiro lugar na Billboard 200, com o lançamento de Love Yourself 轉 ‘Tear’, e em abril de 2019, quando o grupo ganhou o certificado de platina do RIAA, quando seu single “Boy With Luv” (feat. Halsey) quebrou o recorde de vídeo com o maior número de visualizações no YouTube em suas primeiras 24 horas, com expressivas 74.6 milhões de visualizações. Além disso, muitos de seus prêmios conquistados, como o de Melhor Grupo no MTV VMAs de 2019, também fizeram do BTS o primeiro artista coreano a alcançar tais feitos.

O debut do BTS aconteceu em junho de 2013, apenas 3 anos depois de sua formação em 2010, na Big Hit Entertainment, uma empresa de entretenimento coreana fundada em 2005, pelo produtor e empresário Bang SiHyuk (a.k.a. “Hitman” Bang).

Na época do debut do grupo, a empresa ainda era relativamente nova — pelo menos comparada às demais empresas do ramo, conhecidas como “Big 3”: SM, YG e JYP, sendo a última onde Bang Si-hyuk já trabalhou como compositor.

Mesmo com uma empresa jovem, Bang conseguiu encontrar garotos que combinavam perfeitamente entre si para formar o BTS: RM, a estrela underground de hip-hop — a quem Bang chamou de amigo —, e o primeiro a se juntar à Big Hit; SUGA, o produtor de hip-hop que foi convencido a fazer parte do BTS em 2010, após fazer uma audição para se tornar um trainee; J-Hope, o astro da dança, que fez audição em outra empresa antes de entrar na Big Hit; Jin, conhecido por ter sido “recrutado” após ter sido flagrado na rua, à caminho de sua universidade em Seul; JungKook, que já tinha sido escolhido por diversas outras empresas, mas escolheu seguir com a Big Hit após ter se impressionado com as habilidades de RM; V, que, sem querer, passou pelo processo de audições da empresa após ter ido apenas acompanhar seu amigo; e Jimin, que foi encorajado por seu professor de dança a fazer as audições da Big Hit.

Com um vigoroso período de treinamentos, que incluiu aulas de dança e canto (algo comum para os grupos de K-Pop e, algumas vezes, aulas de inglês e de treinamento de mídia também fazem parte desse processo), o grupo passou os primeiros anos de sua carreira seguindo essa rotina. Eles se apresentaram em locais pequenos, e fizeram shows de graça, como o do Hollywood Troubadour nos Estados Unidos, em 2014, além de também fazerem parte da lineup do festival de cultura pop coreana KCON LA, no mesmo ano, também nos EUA. Desde o começo, eles cultivaram uma base de fãs diversa, com eventos de meet & greet e aparições constantes nas redes sociais (como as carismáticas transmissões ao vivo no V Live), lançando músicas enérgicas e inspiradas em hip-hop de alta qualidade com mensagens sobre problemas complexos sofridos pelo público jovem – como podemos observar em seus primeiros mini álbuns e EPs, 2 Cool 4 Skool e O!RUL8,2?.

De acordo com o Instituto de Pesquisa da Hyundai, estima-se que a Big Hit esteja valendo entre R$ 4.19 bilhões e R$ 8.39 bilhões (o que significa que, provavelmente, ela superou as originais “Big 3” em termos de valor corporativo). As estimativas também apontam que o próprio BTS é responsável por R$ 19.5 bilhões do PIB da Coreia do Sul, incluindo entradas provenientes de turismo, exportações, campanhas de marcas, entre outros fatores. Mesmo fora da Coreia, o grupo tem sido altamente procurado por grandes marcas, da Mattel à FILA. Mas não é segredo para ninguém que, antes de toda a fama, o BTS era desvalorizado na indústria ultra competitiva do K-Pop.

Os pilares da moderna indústria multimilionária do K-Pop estão no começo dos anos 1990, com artistas pioneiros do segmento, como Seo Taiji & Boys e H.O.T, que incorporaram elementos da música internacional (no caso, rap e hip-hop) a fim de criar um novo panorama musical, marcado pela experimentação e diversificação de gêneros musicais. Nos anos 2000, parcialmente graças ao fascínio pela diáspora coreana e ao crescente apelo e sucesso de seus artistas no cenário musical internacional, o K-Pop se estabeleceu como uma fonte de poder capaz de moldar não apenas a mídia musical e a cultura, mas a própria economia da Coreia, se transformando em um soft power do país ao redor do mundo. O próprio governo sul-coreano já admitiu que o K-Pop é uma das fontes de exportação mais lucrativas do país, atrás apenas de bens físicos como carros, equipamentos médicos e produtos de informática.

Apesar do BTS ter sido formado inicialmente num âmbito de grupos mais tradicionais de idols do K-Pop, eles, sem sombra de dúvidas, transcenderam essa barreira dentro da indústria — superando grupos talentosos, mesmo dentro da ascensão da onda Hallyu 2.0, ou Segunda Onda Coreana, que começou no final dos anos 2000. Impulsionada pelo sucesso internacional de grupos como Girls’ Generation, e estimulada pelo desenvolvimento tecnológico da disseminação da mídia no espaço, tempo e cultura (com o aumento do uso de redes sociais como Twitter e YouTube, por exemplo), a onda Hallyu 2.0 veio para ficar na cultura pop, e provou ser ainda mais forte que sua antecessora, colocando o K-Pop no centro das discussões sobre cultura em todo o mundo.

Mas o sucesso inovador do septeto também gerou muitos debates sobre se ainda seria possível considerá-los artistas de K-Pop tradicionais, por conta de sua estável ascensão à fama e dominação global como artistas da música pop. Mas não importa como você os define: pelo menos no ocidente, a própria existência do grupo está desafiando as percepções retrógradas sobre os artistas não brancos e que não falam/cantam em inglês. Se definir não parece ser algo muito importante para o BTS, também, já que RM faz um rap, em seu single de 2018, “IDOL”, que diz: “Você pode me chamar de artista. Você pode me chamar de idol. Não importa como você me chame. Eu não ligo”.

Cada um dos integrantes do grupo é um artista multifacetado em sua própria maneira. RM (Kim Namjoon, 25), um rapper ágil e prodígio do hip-hop, é o líder do grupo que graças à suas habilidades com a língua inglesa, muitas vezes também faz o papel de tradutor dos demais garotos quando eles estão fora do país. Pensativo e intenso, SUGA (Min Yoongi, 26) é um produtor e compositor talentoso e humilde, que já trabalhou em algumas faixas para outros artistas de grande expressão na Coreia do Sul, como o Epik High e Heize; Jin (Kim Seokjin, 26), dono de uma voz angelical, também conhecido como Mr. Worldwide Handsome, é um compositor sentimental.

Jimin (Park Jimin, 24) é um dançarino elegante e letrista, com vocais delicados capazes de te deixar nas nuvens; V (Kim Taehyung, 23) é um ator talentoso e um vocalista profundamente emotivo; JungKook (Jeon JungKook, 22), o tímido, ainda que forte, maknae do grupo, é conhecido por seu impressionante talento como compositor e diretor de curtas e vídeos documentando as jornadas do grupo; e por fim o divertido J-Hope (Jung Hoseok, 25) é dono de habilidades de dança e rap explosivas, muito bem demonstradas em sua releitura multilíngue do hit “Chicken Noodle Soup”, de 2006, com participação da artista pop mexicana-americana Becky G.

O apelo do BTS é abrangente: eles são extremamente talentosos (veja suas coreografias complexas, extensas habilidades vocais e visuais de cair o queixo), e seu companheirismo é indiscutível, é só reparar em como eles brincam entre si em vlogs, ou se ajudam em entrevistas e momentos estresse nos bastidores dos shows. Eles também são filantropos, muitas vezes doando seu tempo e dinheiro para causas significativas — atualmente, o BTS é embaixador da UNICEF, onde o grupo luta contra a violência infantil. Desde o seu lançamento em 2017, sua campanha intitulada “LOVE MYSELF”, que tem por objetivo “ajudar as crianças e adolescentes expostos à violência”, já arrecadou mais de $ 2 milhões (aproximadamente R$ 8 milhões de reais) em doações.

E apesar do grupo ser uma força poderosa única, eles também brilham em seus projetos solo, que incluem mixtapes, composições e ocasionais colaborações com outros artistas, as últimas tendo aumentado consideravelmente nos últimos anos, com a crescente popularidade do BTS também na indústria musical ocidental. De Lil Nas X a Fall Out Boy, Nicki Minaj a Charli XCX, os integrantes do BTS têm, tanto em grupo como solo, trabalhado com uma gama diversificada de artistas de rap, rock, pop e EDM.

Becky G diz estar “honrada” por poder trabalhar em “Chicken Noodle Soup” com J-Hope: “Eu sempre digo que a música é universal, e poder unir três lindas culturas em uma música só, especialmente em um que tanto eu como J-Hope nos lembramos de dançar quando éramos pequenos, foi tão legal. Ele foi tão acolhedor, e simplesmente arrasou em toda a coreografia. Todo mundo no Twitter disse que nós meio que somos a mesma pessoa, e eu definitivamente senti isso quando nós finalmente nos conhecemos”.

A vasta discografia do BTS é repleta de composições completas, sobre uma infinidade de tópicos considerados tabus na sociedade coreana tradicional e conservadora, explorando a pressão social em “N.O.”, uma faixa de hip-hop forte sobre o sistema educacional restritivo sul-coreano, e a importância das discussões sobre saúde mental com “The Last”, o solo de SUGA que fala sobre ansiedade e depressão, lançado pelo rapper sob seu pseudônimo solo, Agust D.

Originalmente, a sigla do grupo que representava a frase em coreano “Bangtan Sonyeondan” (ou “Bulletproof Boy Scouts”, em inglês — “Garotos a Prova de Balas”, em português), é uma metáfora para sua missão inicial de proteger os jovens das críticas da sociedade (em 2017, a Big Hit anunciou que a tradução em inglês da sigla BTS seria “Beyond The Scene”, combinando com sua busca para inspirar os jovens a lutar por seu próprio futuro). A ideia de amor próprio é a mensagem central do BTS, e apenas uma das muitas razões pelas quais o grupo inspirou níveis de devoção comparados aos da Beatlemania. E, se o BTS é o raio, seus fãs são o trovão.

A crescente comunidade internacional de fãs do BTS é conhecida como ARMYs. Dedicados a espalhar a mensagem do BTS (e por aumentar a representação e visibilidade para o grupo), os ARMYs são um dos fandoms mais engajados — principalmente no Twitter, onde o grupo tem mais de 22.2 milhões de seguidores em sua conta oficial (número de outubro de 2019), e o recorde de maior engajamento, com uma média de 250.000 retweets por tweet. Os ARMYs são responsáveis pelas dezenas de hashtags no Twitter todos os dias; os diversos fansites e contas descrevendo as atividades e conquistas diárias do BTS; os outdoors promocionais espalhados por várias cidades e estações de metrô ao redor do mundo; e os mutirões de votação para ajudar o grupo a ganhar premiações de redes sociais e outros meios digitais.

Mas talvez uma das vitórias mais importantes do BTS seja a transformação, mesmo que acidental, mas inerente, que seu sucesso global e seu impacto no crescimento da visibilidade de artistas fora do padrão etnocêntrico na indústria musical do ocidente trouxe. Em 1º de março de 2019, o BTS lotou o Estádio de Wembley, com capacidade para um público de 90 mil pessoas e vendeu todos os ingressos em menos duas horas, onde levaria a BTS World Tour Love Yourself: Speak Yourself, se tornando o primeiro artista asiático a alcançar tal feito.

Cantadas em sua maioria em coreano, suas músicas foram acolhidas em diversos países que não falam coreano, dos Estados Unidos ao Brasil, transcendendo as barreiras culturais e linguísticas. A postura do BTS voltada para o futuro, tão reforçada em suas letras que falam sobre como realizar seus sonhos é sempre possível, é profundamente profética para um grupo musical do leste asiático que se tornou, nas palavras do DJ e produtor Steve Aoki “o grupo musical mais influente do mundo”.

“[Eles] mudaram o mundo,” continua Aoki, com quem o BTS já colaborou, no remix de seu single de 2017, “MIC Drop”, na produção da faixa de 2018 “The Truth Untold”, e em sua primeira parceria totalmente cantada em inglês, “Waste It On Me”, com os vocais de RM, Jimin e JungKook. “É a primeira vez que isso acontece desde os Beatles. Para nós asiáticos, eles são como o Bruce Lee da nossa geração, colocando rostos asiáticos em destaque de novo”.

De acordo com o BTS, a teoria por trás de seu apelo universal aos ouvintes é bem simples: “Nós achamos que a mensagem da nossa música é que nós queremos compartilhar [momentos] com nossos fãs”, eles dizem. “Qualquer um pode se relacionar com a mensagem que estamos tentando passar, pois nós falamos sobre os sentimentos compartilhados por nossa geração. Nossa música pode estar quebrando barreiras de religião, língua e pessoas”.

Qual foi o maior desafio que você enfrentou como um grupo e como o superou?

RM: Sete homens adultos sempre estando próximos e vivenciando trabalho e vida pessoal ao mesmo tempo, significa que ficamos cara a cara com inúmeras contradições e diferenças. Mas acho que superamos isso trabalhando em nos entendermos e cuidarmos um do outro ao longo dos anos.

SUGA: Sete homens com valores diferentes morando juntos não foi fácil. Foi difícil para todos nós concentrar os nossos pensamentos em um único ponto, mas olhando para trás, todas as lembranças são boas.

J-Hope: Houve uma época em que brigamos com uma certa frequência porque todos viemos de diferentes origens e nossas personalidades eram muito diferentes. Mas fomos capazes de superar isso conversando um com o outro frequentemente e vivermos juntos há um longo tempo. Agora sabemos o que cada um de nós está pensando apenas olhando um para o outro.

Jimin: Como cada integrante era tão diferente, acho que foi difícil para todos entenderem um ao outro. Mas não desistimos e agora somos uma equipe em que cada membro é insubstituível.

JungKook: Quando algo que eu disse ou fiz causou um problema ou fez as pessoas se sentirem decepcionadas, percebi que deveria pensar duas vezes antes de fazer qualquer coisa, e não esquecer onde estou, não importa em que situação esteja.

Se você pudesse trocar de talento com um dos seus colegas de grupo por 24 horas, quem você escolheria e por quê?

RM: Eu gostaria de dançar igual ao J-Hope por um dia. Qual seria a sensação?

Jin: A habilidade do V em memorizar coreografias. Eu quero falar pro RM “Você já esqueceu [os movimentos]?”

SUGA: RM — Eu quero ser bom em inglês.

J-Hope: A habilidade incrível de produzir músicas do SUGA!!!

Jimin: O sorriso do J-Hope. Olhando para ele, eu acho que o sorriso dele é realmente adorável.

V: Eu quero pegar o cérebro do RM emprestado e fazer um montão de músicas.

JungKook: RM. Eu quero escrever letras muito boas e ter pensamentos mais profundos.

Você já se sentiu pressionado, diante da fama global, a se apresentar de uma certa maneira para o mundo? O que você faz quando se sente ansioso com a pressão em ser “perfeito”?

RM: Seria uma mentira se eu dissesse que não há pressão. Ainda assim, no palco, quero sempre me sair muito bem.

Jin: Eu tento me manter no caminho certo.

SUGA: Eu não estaria dizendo a verdade se falasse que não há pressão. Mas o que você pode fazer? A pressão também é uma parte da vida.

J-Hope: Não posso dizer que não. Hoje em dia, sinto que vivo com um senso de missão. Em vez de pensar: “Tem que ser perfeito!”, faço o que tenho que fazer, me certificando de lembrar das coisas realmente importantes e fundamentais, confiando que os resultados virão.

Jimin: Além de tudo, sempre acho que tenho que mostrar uma performance que seja pelo menos próxima da perfeição para todos que vierem assistir à nossa apresentação.

V: Sinto a pressão de mostrar uma performance próxima da perfeição, mas acho que ser natural também é importante.

JungKook: A pressão está sempre lá. Mas quero mostrar a eles que estou melhorando.

Tem algum conselho que vocês gostariam de dar para vocês mesmos quando mais novos?

RM: Se você está debatendo entre ir ou não, vá.

Jin: Jin, estude inglês!

SUGA: Por favor, estude inglês.

J-Hope: Quando as coisas ficarem difíceis, olhe para as pessoas que te amam! Você ganhará energia deles.

Jimin: O silêncio vale ouro. Não perca tempo.

V: Você trabalhou duro! [Tapinha nas costas]

JungKook: Não perca as pessoas que estão ao seu lado por causa dos seus erros. E viva [a sua vida] ao máximo.

Recentemente, vocês tiveram férias prolongadas para descansar e relaxar após um longo período de lançamentos e divulgação do seu trabalho. Como você passou suas férias?

RM: Eu dormi, malhei e visitei muitos museus de arte. Eu fui para a Ilha de Jeju, Veneza, Viena e Copenhague.

Jin: Eu fiquei jogando em casa. E também fui pescar com o SUGA.

SUGA: Eu foquei em descansar e trabalhei em algumas músicas. Foi um período para olhar para mim mesmo.

J-Hope: Fui filmar o MV de “Chicken Noodle Soup”. Senti e aprendi muitas coisas! Não foi um período de descanso, mas foi significativo. Depois eu voltei para casa, comi bem e descansei. E brinquei com o meu cachorrinho.

Jimin: Eu continuei me movimentando e fui para vários lugares. Foi uma oportunidade de pensar no passado e no futuro [do grupo].

V: Eu descansei bastante. Foi uma rotina de comer-jogar-dormir.

JungKook: Eu trabalhei em músicas.

Tem algum estilo de música que vocês ainda não tentaram e estão animados para fazer no futuro?

RM: Eu quero mostrar nossos variados lados que reflitam a progressão da nossa idade, bem como nossas emoções e sensibilidades.

Jin: Eu quero tentar algo no gênero do rock. Eu acho que vai ser ótimo, porque os integrantes são muito carismáticos.

SUGA: Tem tantos [estilos] que eu não sei qual dizer. Temos muitas coisas para mostrar para vocês, então por favor esperem por isso.

J-Hope: Agora parece que o BTS é apenas o BTS. Qualquer [estilo de] música ou apresentação acontece no estilo do BTS.

Jimin: Tem muitas coisas que eu quero tentar, mas não quero ser muito específico com relação a isso.

V: Eu quero fazer música no estilo do Conan Gray ou “All Tinted”.

JungKook: É diferente de tempos em tempos. Eu só espero poder aumentar meu espectro vocal, independente do estilo que seja.

Seus fãs, os ARMYs, são uma das bases de fãs na música, mais apaixonadas e mobilizadas do mundo, especialmente nas mídias sociais. Como você definiria o que torna sua base de fãs tão especial?

BTS: É uma honra que pessoas ao redor do mundo amem nossa música e mensagens. Parece que não há barreira de linguagem. Nós achamos que os ARMYs nos ajudaram a espalhar a nossa música pelo mundo. Nada disso seria possível sem os ARMYs.

Outro tema em sua música são sonhos. Com todo o peso do mundo hoje, você acha que os sonhos ajudam as pessoas a encontrar significado e ambição para avançar em tempos incertos?

RM: Só esperamos poder ajudar. Nós dissemos que você não precisa sonhar se não quiser, mas viver uma vida sem sonhos ou esperança seria bastante sombrio, não é? Acho que todo mundo precisa de motivação e metas para dar continuidade. Seja o que for, queremos ajudar, mesmo que um pouco, a seguir em frente.

Tantos dos seus sonhos se tornaram realidade desde que vocês fizeram o seu debut: álbuns número 1 em todo o mundo, turnês esgotadas em estádios, ir ao Grammy e se apresentar em premiações estadunidenses, o primeiro grupo de música coreano a se apresentar no Saturday Night Live… Quais novos sonhos surgiram para cada um de vocês, agora que vocês riscaram essas conquistas em suas listas?

RM: Quero seguir um caminho reto, sem perder de vista o que sinto agora. [Eu quero] manter nossa paixão acesa, ardente e seguir em frente.

Jin: Eu converso com o produtor Bang com bastante frequência sobre como devemos trabalhar juntos por uma vida feliz. Como viver feliz… penso nisso com frequência.

SUGA: Eu gostaria de ter um hobby, pois nunca tive um. Eu adoraria ter um hobby para toda minha vida.

J-Hope: Continuarmos saudáveis! Para que possamos continuar fazendo o que estamos fazendo agora!!!

Jimin: Eu sei que muitas pessoas estão torcendo por nós por quem somos agora. Penso em como essas pessoas adorariam ver nossas novas e melhores músicas e apresentações. O que estou tentando dizer é que meu sonho é mostrar a eles mais performances e músicas melhores por muito, muito tempo.

V: Eles não são novos sonhos, mas sonhos que nunca imaginamos que poderiam alcançar. Eu gostaria de mantê-los.

JungKook: Eu não gostaria de nada além de continuar fazendo música e me apresentar como agora.

No que vocês esperam melhorar?

RM: Dançar! E “me” conhecer.

Jin: Espero que todos continuem se dando bem e todos sejam felizes.

SUGA: Sem sombra de dúvidas, inglês.

J-Hope: A nossa saúde! E felicidade! São o caminho para crescer!

Jimin: Quero ser bom no que eu estou fazendo no momento.

V: Quero expandir o meu espectro e me tornar um artista que possui uma variedade de talentos.

JungKook: Se eu tivesse a chance de aperfeiçoar todos os aspectos em mim mesmo, eu faria isso acontecer ao invés de ficar apenas parado.

Que música está animando você recentemente? O que toca nas suas playlists pessoais?

RM: O último álbum do Post Malone.

Jin: ME! – Taylor Swift, a música tem uma energia brilhante, então meu humor melhora quando eu a ouço. Também quero experimentar esse tipo de música.

SUGA: Circles do Post Malone.

J-Hope: Eu tenho curtido ouvir músicas mais antigas recentemente, Killing Me Softly do The Fugees e Got To Be Real da Cheryl Linn.

Jimin: Eu gosto de músicas que me façam sentir algo, esses dias tenho ouvido muito nossa música “Jamais Vu”.

V: Eu tenho ouvido o novo álbum do DaBaby.

JungKook: Eu estou escutando as músicas do Jang Beom June esses dias.

O que significou ter o seu álbum indicado no Grammy Awards de 2019 por “Best Package Album”?

BTS: Foi realmente uma honra. Ficamos felizes em ser convidados como apresentadores de uma premiação tão grande, com ótimos músicos. Também nos tornamos membros da Recording Academy este ano. Esperamos ser convidados para a premiação no próximo ano.

A importância e o poder de “amar a si mesmo” é uma parte essencial da mensagem do BTS, em suas letras, discursos, videoclipes e além. Mas quando e como a noção de amor próprio se tornou algo pelo qual você era tão apaixonado?

BTS: Nossa série LOVE YOURSELF carrega a mensagem de que “amar a si mesmo é o começo do amor verdadeiro.” O “amor” que pretendemos transmitir pode ser tanto a experiência individual quanto uma mensagem para a nossa sociedade hoje. Certa vez, vimos em algum lugar que “poder amar também é uma habilidade. Se você não se ama, nunca poderá amar mais ninguém.” Refletindo sobre como você se ama, pensamos que essa pergunta poderia dar a resposta para muitos aspectos diferentes. Queríamos focar nesse processo de busca e encontrar as respostas. [Nós] pensamos que amar a si mesmo tem um impacto positivo. [Nós] também nos perguntamos: “Eu realmente me amo?” Então, [nós] olhamos para trás mais uma vez e transmitimos isso nas nossas letras.

Quais são as principais diferenças em se apresentar para o público do seu país e em outros lugares do mundo?

BTS: Fãs de todo o mundo estão torcendo por nós. Subimos ao palco com a mentalidade para dar a eles o nosso melhor desempenho. Toda ocasião para encontrar nossos fãs é importante e significativa.

Como as mídias sociais e a internet afetaram a maneira como você pode alcançar os ouvintes?

BTS: Nós gostamos de nos comunicar com nossos fãs. Nós nos comunicávamos [com eles online] mesmo antes do nosso debut. Os fãs gostam e nós também. Nosso aplicativo WeVerse foi lançado recentemente, que é uma plataforma para nossos fãs. Podemos ver as mensagens deles e deixar comentários lá. Sentimos que o mundo inteiro está realmente conectado como um só através das mídias sociais. O idioma não é mais uma grande barreira, e achamos que com boa música, mensagens sinceras e o esforço de comunicação, fãs de todo o mundo mostrarão seu amor.

O que você pode compartilhar sobre suas músicas futuras?

BTS: No momento, estamos praticando e trabalhando em novas músicas para que possamos mostrar os melhores lados de nós mesmos. Por favor, aguarde.

Nota dos editores: Para o momento de Quebra da Internet do PAPER em 2019, combinamos três potências culturais: BTS, nossas estrelas da capa; Lisa Frank, que criou a arte personalizada; e Virgil Abloh, cujo a coleção primavera 2020 da Louis Vuitton Men veste o grupo. O BTS é o maior grupo de música do planeta e, desde o início, defende o empoderamento da juventude. O PAPER foi particularmente inspirado por sua campanha e discurso “Love Yourself” na ONU no ano passado, quando RM falou aos jovens: “Não importa quem você é, de onde você é, sua cor de pele, sua identidade de gênero: apenas fale você mesmo. Encontre seu nome e encontre sua voz.” Durante décadas, a icônica artista americana Lisa Frank capacitou os jovens a se expressarem livremente e a pensar criativamente. Sua arte é o símbolo máximo de amor próprio. Finalmente, simplesmente não há ninguém melhor em se comunicar com as gerações mais jovens e quebrar barreiras na moda do que Virgil Abloh, diretor artístico da moda masculina da Louis Vuitton, bem como o fundador e diretor criativo da Off-White. Separadamente, suas contribuições para a cultura pop são enormes, juntas elas Quebram a Internet.

Fonte: Paper Magazine
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza & Jojo Viola @ btsbr

Entrevistas | por em 22/11/2019
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