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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua.. LEIA MAIS
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Categoria: Artigo

Publicado em 21.07.2018
Bangtan Face: o poder dos ARMYs em projetos sociais surpreende o mundo!
Caridade, doação de sangue e os projetos sociais que enobrecem os ARMYs.

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▲ Com um estimado de 10 milhões ao redor do mundo, o fã-clube do BTS, os ARMYs, apoia e demonstra seu amor pelo grupo em vários eventos, do Mnet Asian Music Awards 2014 em Hong Kong (acima) ao Billboard Music Awards, nos Estados Unidos, que ocorreu em maio passado (abaixo).

■ MILAGRES DOS ARMYs


Começando por colocar o BTS no primeiro lugar da Billboard 200,
Iniciando os esforços para ajudar crianças e jovens por todo mundo,
Bem como doações de sangue que podem salvar 1,5 mil vidas,
Até o presidente Moon Jae-in torce por esse fã-clube socialmente consciente.

Os ARMYs são nossa vida, nosso tudo!” ARMYs são uma força poderosa que levou o BTS até o topo do mundo. Eles são o exército do BTS e os ARMYs e o BTS estão neste destino juntos. ARMY é acrônimo para “Adorable Representative M.C for Youth” (em português, algo como “adorável representante MC pela juventude”), significando que eles também são os porta-vozes da juventude em todo lugar. Onde quer que estejam, o BTS sempre lembra dos ARMYs, constantemente expressando sua gratidão. Até mesmo o presidente Moon Jae-in, quando emitiu um comunicado parabenizando o BTS pela conquista do primeiro lugar na Billboard 200, especificamente mencionou os ARMYs, notando que ele está “torcendo pelos ARMYs, que, junto ao BTS, estão fazendo suas vozes serem ouvidas no mundo”.

Ainda que números exatos sejam difíceis de tabular, é estimado que cerca de 10 milhões de ARMYs estejam espalhados pelo globo, baseado em dados regionais de visualizações no YouTube e uso de redes sociais. ARMYs de todos os grupos etários, desde adolescentes até a faixa dos 40, descrevem o relacionamento como “além de amizade”. Dos testemunhos de ARMYs de todas as idades, podemos ter uma ideia acerca do “mundo ARMY”.

Enquanto o BTS coloca seu “sangue, suor e lágrimas” em suas apresentações, os ARMYs vêm fazendo “milagres que não são milagres” (em referência à música Magic Shop) fora dos holofotes. Eles não só seguem as atividades dos seus ídolos, mas também operam de forma deliberadamente organizada para conquistar seus objetivos em manter uma reputação positiva.

O mundo vem observando o chamado “poder de fogo” dos ARMYs. A força propulsora por trás do prêmio de Top Social Artist do BTS no Billboard Music Awards desse ano, bem como o do ano passado, é os fãs internacionais, chamados de “i-Lovelies”, e os ARMYs coreanos, trabalhando juntos e concentrando seus esforços em votações online. Além disso, eles novamente demonstraram seu poder no processo de colocar o BTS no topo da Billboard 200. Para aumentar o tempo de rádio do BTS, que pode determinar a permanência do grupo nas paradas da Billboard, a conta @BTSx50states conduz projetos que incentivam pedidos pelas músicas do BTS em estações de rádio por todo os Estados Unidos.


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▲ BTS no lançamento da campanha global da UNICEF Coreia #ENDviolence, em novembro do ano passado.


O verdadeiro valor dos ARMYs se manifesta na maneira em que compartilham sua visão de mundo com o BTS, combinando o seu caminho com o do grupo. Isso é ilustrado perfeitamente pela campanha
Love Myself, trazida pelo BTS e sua agência Big Hit Entertainment.

Love Myself é uma campanha que teve início em novembro passado com a intenção de promover o amor próprio e a empatia pelo próximo, fazendo da sociedade, à longo prazo, mais gentil e madura. Todo rendimento dos produtos da campanha oficial e 3% do lucro das vendas dos álbuns da série Love Yourself serão doados para a causa.

Logo que o BTS faz o anúncio, ARMYs se movimentaram para promover a campanha globalmente. Como resultado, em seus meses, a campanha arrecadou um total de ₩ 1,154,600 bilhão (cerca de R$ 380 milhões) até maio de 2018, incluindo outros ₩ 500 milhões (cerca de R$ 1,7 milhões) doados pelo próprio BTS e sua agência.

A diretora executiva da UNICEF, Henrietta Fore, recentemente comentou por meio da conta oficial da UNICEF no Twitter que “a campanha Love Myself é prova que a juventude ao redor do mundo pode se juntar e fazer a diferença. Das suas músicas às suas mensagens e suas doações, vocês nos mostraram o poder da gentileza”.

A BTS Thailand e Candy Clover, organizações de ARMYs da Tailândia, recentemente realizaram doações de sangue para celebrar o quinto aniversário de debut do BTS, dizendo que foram “inspirados pelo BTS a espalhar amor para os outros”. Em resultado, foram coletados 20 litros de sangue para serem entregues ao UNICEF, o suficiente para salvar mais de 1500 vidas. Depois do evento, as organizações anunciaram nos outdoors digitais da praça central de Bangkok que estão “trabalhando para levar amor a todos, como o BTS transmite amor através de suas canções”.

E isso não é tudo. Em abril, logo depois da iniciativa Roar for Change ser lançada pela Star Wars para fornecer comida para crianças mal-nutridas, a Star Wars agradeceu os ARMYs por terem ajudado a chegar no objetivo de US$ 1 milhão, feito atingido com apenas dois dias de campanha. No Tweet, falaram: “graças aos fãs de todo o mundo e ao #BTSARMY, chegamos ao número máximo de doações de US$ 1 milhão”. A quantia foi entregue ao UNICEF.

O Bangtan Aunts (@BTS_fanlady), um grupo doméstico de fãs mulheres acima de 30 anos, estão ativamente ajudando crianças e adolescentes institucionalizados, que estão crescidas demais para ficarem em orfanatos, a conquistar uma vida independente. Elas também doaram sacos de arroz para o projeto Pinwheel Supporters, um grupo que ajuda crianças que não estão mais sob o cuidado de instituições de proteção da infância.

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▲ Anúncio do projeto Bangtan Face
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O projeto Bangtan Face (“rosto do Bangtan”) é outra maneira em que os ARMYs se diferenciam de outros fandoms. Às vezes, fãs colocam seus ídolos em posições precárias mas os fãs do BTS começaram uma campanha para promover uma cultura de fandom “limpa”, chamando-a de “Projeto BF”, onde o princípio que a guia é que “os ARMYs são o rosto do BTS”. Quando o BTS chegou no aeroporto dos Estados Unidos para comparecer ao Billboard Music Awards, em maio, os fãs iniciaram uma “campanha ARMY de segurança no aeroporto”. Os fãs americanos amarraram fitas roxas para formar uma barricada e proteger o grupo dentro do aeroporto e ao longo do caminho até a saída, ganhando considerável atenção local.

O movimento socialmente consciente dos ARMYs, como detalhado acima, é entendido como um caso exemplar de um fandom exercendo impacto positivo no mundo ao seu redor.


Fonte: Naver
Trans ko-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 21.07.2018
Jimin: o colo humano preferido de cachorrinhos e gatinhos!
A reação dos bichinhos à Jimin, o ser-humano preferido dos filhotes.

Jimin se tornou um tópico de conversa dos amantes de bichos devido sua incrível habilidade de fazer amizade quase imediata com os animais que ele conhece pela primeira vez.

Recentemente nas comunidades onlines de fãs, a química transbordante de Jimin com os animais atraiu a atenção de muitos.

Os cachorros que Jimin pega no colo parecem estar sempre muito confortáveis. Alguns até chegam a cheirar o rosto da estrela, um sinal de interesse dos peludos!

 

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Eles, que parecem incrivelmente próximos um com o outro, na verdade se conheceram pela primeira vez no set de gravação naquele mesmo dia.

Em outro set de gravação, desta vez para um comercial da LG, Jimin abraça um Shih Tzu e demonstra muito carinho pelo seu novo amigo de quatro patas.

 

 

O Shih Tzu, que muitas vezes demonstra receio de estranhos, gentilmente aceitou contracenar com Jimin e demonstrou conforto com o carinho e cuidado que o cantor teve com ele.

 

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O jeito amigável de Jimin não foi uma exceção quando chegou a vez dos gatos! Em uma gravação para o MV de ‘Serendipity’, intro solo do cantor, ele e o bichano trocaram carinhos de aquecer o coração de qualquer um.

 

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Apesar de ser um fato que Jimin tem uma personalidade amável com os animais, os bichinhos também demonstram um senso de amizade e confiança por ele. Será que o cantor está escondendo petiscos em sua roupa para fazer amizades tão rápido?

 

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É fato conhecido que Jimin quando mais novo tinha um cachorro. Talvez por essa experiência de anos, os animais que desfrutam do colo de Jimin parecem tão confortáveis, como se estivessem deitados em uma almofada muito macia.

Mesmo que atualmente ele seja o único integrante do BTS a não ter seu próprio animal de estimação, Jimin já revelou que um de seus hobbies é procurar por fotos de cachorros e gatos como uma forma de se distrair durante o tempo livre.

 

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Fonte: Insight Korea
Trans ko-eng; yoon @ cafe_army
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSBR


Publicado em 20.07.2018
Provas de que o BTS são os maiores fãs do BIGBANG!
Os integrantes já mostraram que são V.I.P.s em mais de uma forma...

Todo mundo sabe que o BTS são grandes fãs do BIGBANG, tanto que é praticamente impossível que você nunca tenha visto o grupo reagindo a uma das apresentações do icônico grupo em programas musicais! Mas o amor deles pelo grupo também já foi demonstrado de muitas outras maneiras.

Aqui estão apenas alguns exemplos em que o BTS prova que eles são grandes fãs do BIGBANG:

1. Eles estão sempre dançando músicas do BIGBANG

Como a vez em que Jin, SUGA, J-Hope, Jimin e V foram flagrados dançando ‘Fantastic Baby’ durante uma Bangtan Bomb!


Ou a vez em que eles dançaram ‘Ringa Linga’ do Taeyang…

 


2. Eles cantam músicas do BIGBANG sempre que podem

Existe uma Bangtan Bomb que se tornou extremamente famosa por mostrar os melhores momentos do BTS dublando ‘Eyes, Nose, Lips’ também do Taeyang.



E também teve a vez em que a Vocal Line cantou ‘You’re My’ do Taeyang em um episódio do Rookie King.



E não podemos esquecer da vez em que V e JungKook fizeram uma incrível performance de ‘Bang Bang Bang’ no karaokê.


E quem poderia esquecer a surpreendente apresentação do JungKook com ‘If You’ no King of Masked Singer?





3. Eles vão à shows do BIGBANG

Jimin e JungKook, os grandes fãs de Taeyang, foram vistos em seu show “White Night” em Seoul.


J-Hope, Jimin e JungKook foram ao último show da turnê “MADE” (2016) do BIGBANG em Seoul.

 



Fãs também flagraram V e Park Bogum no show “0 TO 10” do BIGBANG em 2017.




E no fim das contas descobrimos que Jin também foi a esse mesmo show!


4. Eles gostam de produtos oficiais do BIGBANG!

Olha como JungKook ficou feliz em receber o lightstick oficial do grupo!


E ele ficou ainda mais animado com outros produtos que ganhou.




Jin também ficou bastante animado com o lightstick!

 

E JungKook muito contente com a sua revista DAZED com o G-Dragon na capa!




5. Eles expressam seu amor pelo BIGBANG em voz alta


Uma vez o BTS foi questionado sobre quem seriam os seus grandes modelos inspiracionais, RM rapidamente respondeu vocês já sabem quem.

Também teve a vez em que JungKook disse que ‘Heartbreaker’ do G-Dragon foi o que fez ele querer se tornar um cantor.

Mas o nosso argumento final é a vez em que JungKook confessou seu amor pelo G-Dragon sunbaenim.

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Fonte: Koreaboo
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza @ BTSBR


Publicado em 19.07.2018
O lançamento de “Love Yourself 結 Answer” com a próxima tour
As expectativas para o lançamento do novo álbum junto à turnê mundial!

A sequência para ‘Love Yourself 轉 Tear’, com expectativa de lançamento para 24 de Agosto, logo antes do início da turnê mundial esgotada do grupo

No dia 16 de Julho, BigHit Entertainment anunciou que o grupo de K-pop best-seller BTS irá lançar seu mais novo álbum Love Yourself: Answer no dia 24 de Agosto, um dia antes de iniciarem sua Love Yourself Tour, dia 25 de Agosto, em Seul. Love Yourself: Tear alcançou o 1o lugar da Billboard 200 da semana do dia 2 de Junho, a primeira vez que artistas coreanos conseguiram tal feito. Apesar das dicas até então serem menos reveladoras do que se gostaria, parece que o septeto coreano deseja um repeat do que aconteceu com o último álbum.

 

Também na semana do dia 2 de Junho, o single de BTS “Fake Love” alcançou a 10a posição na Hot 100, seu primeiro hit a alcançar o Top 10. No dia 17 de Outubro de 2017, a música “DNA”, do álbum “Love Yourself: Her” do grupo chegou no 67o lugar, dando início ao período onde conhecimento geral dos sete mais-que-idols explodiu. Apesar da qualidade musical do grupo sempre ter sido alta, Love yourself: Tear alcançou níveis inimagináveis de crescimento, tanto em vendas, como em crítica.

 


BTS irá chegar em Los Angeles para a parte norte-americana de sua tour esgotada no dia 5 de Setembro, logo após o Dia do Trabalho*. Isso será 1 semana depois da data prevista em que apresentarão seu tão aguardado novo material. Quaisquer que sejam as características desse novo trabalho, ele irá receber muita atenção da fanbase apaixonada do grupo. Os fãs se animaram na medida em que as notícias de um novo álbum se espalharam, e o ARMY com certeza irá se esforçar para aumentar as vendas dos CDs.

 

 

BTS oferece à seus fãs muito: material direcionado, a rica história dos universos alternativos criados pelo BTS e seu simbolismo, e até mesmo um contexto filantrópico conectando a cultura de fã à cidadania global. 3% do lucro de todos os albuns Love Yourself são direcionados para a campanha internacional do grupo com a UNICEF Love Myself. Falando de forma sincera, estes jovens homens levaram o K-pop à novas alturas.

Além disso, é necessário mais que coragem para lançar um album novo após apenas 2 meses de terem um álbum número 1. Isso é confiança artística, e a fanbase do grupo não são os únicos curiosos para ver quais músicas exclusivas BTS irá lançar, ao se desafiarem dessa forma. Nós sabemos que a resposta está em um álbum chamado “Answer”**, e que também o mundo terá que esperar.

 

*O Dia do Trabalho nos EUA é sempre na 1a segunda-feira do mês de Setembro, e, em 2018, isso será no dia 3 de Setembro.

**Trocadilho com a palavra “Answer”, que, ao mesmo tempo que é o nome do novo álbum do BTS, é também “Resposta”, em inglês.

 

Fonte: Grammy
Trans eng-ptbr; fer zloccowick @ btsbr


Publicado em 19.07.2018
Jin e sua habilidade em abraçar e aconchegar todo o BTS
O integrante mais velho do grupo serve como abrigo e remete à tons de azul.

Jin é um “lindo cara azul”, por conta de sua habilidade de abraçar e aconchegar os demais integrantes.

Azul é a cor favorita dos coreanos. Ela é a mais escolhida na paleta de cores pelas empresas para despertar confiança, além de também combinar naturalmente com qualquer outra cor, dando uma sensação visual refrescante. É por isso que a cor azul é tão popular quanto o preto para a moda. Jin, por exemplo, tem sido visto usando muitos itens azuis.

Há um equilíbrio entre a beleza dos traços faciais de Jin e o azul, a cor símbolo de confiança. Em fevereiro, um cirurgião estético estrangeiro o listou como o homem asiático mais bonito, ao aplicar uma medida científica de simetria à aparência de Jin. Então, quando o mesmo usa azul, sua beleza se destaca ainda mais.

J-Hope tem um estilo “experimental”, RM possui um estilo único, SUGA tem uma clara preferência por itens específicos, mas diferentemente de todos eles, Jin é atraente por seu estilo casual e confortável, que é único.

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O estilo básico de Jin inclui calças pretas e azuis com jaquetas jeans sobre camisetas brancas, moletons encapuzados de cores branca e azul, e camisetas azuis. A cor azul é constante em seu armário. Especialmente em tons mais claros e vívidos, como azul céu, por exemplo.

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Tons claros de azul representam conforto, liberdade e aconchego, coisas que combinam muito bem com a personalidade do Jin.

Fonte: Naver
Trans ko-eng; JINfortheworld
Trans eng-ptbr; Jojo Viola @ btsbr


Publicado em 19.07.2018
Como o BTS e o K-pop estão impulsionando o mundo da moda
Os reflexos da indústria musical sul-coreana e seu impacto na moda.

Desde que o vídeo de “Gangnam Style” se tornou viral em 2012, a música pop coreana têm ascendido lentamente – até agora. Está rapidamente se tornando um fenômeno global. De comida a beleza a moda, a ‘onda coreana’ continua a se fortalecer – com suas estrelas da música reunindo fãs dedicados e acumulando milhões de seguidores nas mídias sociais.

Muitas marcas – das ligadas ao esporte como Nike, Adidas, Puma e Reebok até as luxuosas como Gucci e Fendi – estão entendendo mais a enorme influência que o K-pop traz.

“Consumidores jovens são expostos a uma infinidade de celebridades e entretenimento do que há anos atrás, e o K-pop chama atenção.” disse Beth Goldstein, designer de acessórios e calçados e também analista no NPD Group Inc. “É diferente, mas de fácil identificação. Para uma marca de moda, parcerias com artistas do gênero é uma forma única de alcançar demográficos positivos em uma escala global.”

“É parte do zeitgeist*. Seus vídeos e trabalhos artísticos.” falou Marc Beckman, CEO da empresa de marketing DMA United. “A música é expressiva, e isso se estende ao merchandise. K-pop é um espelho da cultura jovem, e continuará a crescer além da música.”

O BTS é um dos nomes mais fervorosos da música atual, e mesmo sem lançamentos em língua inglesa o grupo tem dominado o mundo e alcançado muito sucesso nos Estados Unidos.

O grupo, formado por V, SUGA, JungKook, RM, Jin, J-Hope e Jimin, vem quebrando barreiras culturais desde seu debut em 2013.

Em seu mais recente álbum Tear, por exemplo é o primeiro lançamento coreano a ficar no topo do Billboard 200 em maio deste ano. O single promocional do álbum, “Fake Love”, é a primeira música de um grupo K-pop a figurar no Top 10 da Billboard Hot 100.

Com quase 12 milhões de seguidores no Instagram, BTS tem uma base de fãs leal, chamada ARMY, e alguns os comparam com o fenômeno dos Beatles.

Em 2017, o grupo foi o que recebeu mais engajamentos no Twitter entre contas de celebridades – como Justin Bieber, Selena Gomez, Taylor Swift etc. –  e com isso levaram para casa o prêmio Top Social Artist no Billboard Music Awards. Feito que se repetiu em maio deste ano. A Puma fechou parceria com o BTS na Coreia em 2015. Agora a marca especializada em artigos esportivos leva o contrato a outro nível com colaboração direta do grupo em produtos, como por exemplo o Puma Turin.

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“Nós observamos que muitos de nossos consumidores, especialmente o público feminino, se conectam com o BTS e estamos felizes com a maneira que eles responderam aos produtos e campanhas de marketing que foram fechadas juntamente com a parceria,” disse Adam Petrick, diretor de marketing global da marca.

A coleção Puma x BTS estará disponível em todo mundo este mês. O septeto também pode ser visto nas campanhas deste ano da marca para o Puma Suede e os conjuntos de abrigos e moletons T-7.

“Neste momento, eles têm a presença mais forte no mercado coreano e são ótimos embaixadores locais para nós lá, mas pretendemos elevar essa parceria significantemente. A popularidade deles dentro e fora dos palcos tem crescido globalmente, e é interessante estar a bordo dessa jornada.” Adam Petrick.

Nota: Zeitgeist* é um termo alemão que significa o conjunto de fatores intelectuais e culturais do mundo em determinado período de tempo.

Fonte: Footwear News
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSBR


Publicado em 19.07.2018
Explicando BTS: O grupo que mudou o K-pop
Sonoridade emocionante, sinceridade e um exército de fãs, são a chave do sucesso!

Em 2012, a Rolling Stone desenvolveu uma lista dos 10 grupos de K-Pop mais propícios a atingirem o sucesso nos EUA. Conquistar uma fama significante nos Estados Unidos foi um novo alcance, ainda que distante, marco histórico para os grupos sul-coreanos graças à tremenda exportação da cultura sul-coreana internacionalmente – uma tendência chamada Hallyu, a Onda Coreana. A lista da Rolling Stone, que apareceu dois meses após “Gangnam Style”, do PSY, incluía grupos como Big Bang, Girls Generation e 2NE1 – os maiores grupos do que era geralmente chamado de “segunda geração”, pois surgiram durante a imersão do K-Pop no mercado internacional.

No entanto, não incluía um grupo de jovens garotos que havia recentemente se reunido em um estúdio sob o processo de audições, no qual eram meticulosamente lapidados e preparados para sua estreia. Em 22 de Dezembro de 2012, o grupo divulgou no Soundcloud um número de clipes com os sete integrantes fazendo rap em coreano e em inglês – incluindo um cover de “Last Christmas”, do Warm.

Era árduo o trabalho de chamar atenção com um material de hip hop coreano. Mas o grupo em questão — Bangtan Boys, mais tarde conhecidos oficialmente como BTS — iriam transformar completamente a imagem de todos os grupos masculinos na música sul-coreana e quebrar conceitos de como era o sucesso dos grupos no exterior.

O destaque do BTS nos Estados Unidos se expandiu rapidamente ao longo dos anos, quando o grupo pareceu esmagar uma métrica de sucesso atrás da outra, desde passar inúmeras semanas nas paradas americanas, à uma aparição marcante no American Music Awards e ter uma colaboração com Steve Aoki para o single “Mic Drop Remix”.

Agora, o BTS está celebrando um recorde verdadeiramente inédito: eles são o primeiro grupo sul-coreano na história a estrear um álbum no primeiro lugar das paradas da Billboard US, e também, bem como o primeiro com um single no primeiro lugar da Billboard Hot 100. O novo álbum deles, Love Yourself: Tear, uma sequência do Love Yourself: Her, de 2017, o qual também estreou no top 10, moveu 135 mil unidades em sua primeira semana para pousar no topo dos charts. Em abril, o grupo anunciou uma turnê mundial incluindo diversas cidades dos Estados Unidos, que imediatamente tiveram seus ingressos esgotados — mais uma conquista para o grupo que vêm mudando o modo em que pensamos sobre K-Pop nos Estados Unidos.

Por que foi o BTS o primeiro grupo que finalmente quebrou a barreira cultural externa e fazer sucesso significante nos EUA? A resposta encontra-se em uma combinação de fatores, sendo eles majoritariamente sobre evoluções: evoluindo a cultura de estúdio do K-Pop e em como os “idols” eram desenvolvidos; as representações de masculinidade na Coreia do Sul; evoluindo os limites que existiam em expressões aceitáveis no K-Pop; e, acima de tudo, o método que eles usaram para estabelecer sua fanbase e interagir com os fãs.

Mas, para entender toda essa mudança, nós temos que voltar alguns anos e entender como o K-Pop se tornou a indústria regrada que é hoje — e como o BTS ultrapassa esse regime.

BTS é o produto de uma indústria privilegiada que desejava criar um novo estilo de idol.

O K-Pop começou em 11 de abril de 1992, quando um trio de hip-hop chamado Seo Taiji and Boys se apresentou em um show de talentos em rede nacional sul-coreana. Seo Taiji and Boys eram inovadores, mudaram padrões acerca de estilos musicais, moda, e sobre censura, o que era inédito para uma cultura cuja a produção musical havia passado as últimas décadas se sujeitando à fiscalização do governo. Mas isso não duraria.

Nos anos anos 90, três estúdios de música começaram a cultivar o que se tornaria conhecido como grupos de idols. Reunidos através de audições e anos de preparação em uma cultura intensa de estúdio — o altamente regrado sistema de formação de grupos de idols nos estúdios coreanos e japoneses — os grupos são polidos para a perfeição, designados para apresentar os mais altos padrões de beleza, dança e musicalidade.

Crianças que se inserem nesses estúdios gastam a maior parte de suas vidas sustentando treinos rigorosos para se tornarem parte de um grupo. Se eles forem escolhidos, os estúdios exercem um grande controle, não apenas sobre as músicas que eles cantam e sobre a forma que serão comercializados, mas também sobre suas vidas pessoais.

Os grupos musicais vieram para dominar a indústria coreana, mas alguns fatores tóxicos e abusivos são bem conhecidos nessa indústria — como revelou o recente suicídio de Jong-hyun, do SHINee. Os estúdios eliminaram sistematicamente a expressão pessoal e a conscientização social que deixaram o Seo Taiji and Boys conhecidos — depois de tudo, é difícil se expressar quando você está contratualmente proibido de ter uma vida pessoal. Normalmente, os idols só se sentem livres para se abrirem sobre seus problemas depois que seu contrato com o estúdio acaba.

É nesse contexto que um homem chamado Bang Si-hyuk começou a montar silenciosamente um diferente tipo de estúdio e a produzir o grupo que se tornaria o BTS. Por ser um compositor e produtor de sucesso, Bang foi apelidado de “Hitman”, já que escreveu várias músicas populares. Ele trabalhou como produtor com o estúdio JYP até 2005, quando ele o deixou para formar a sua própria [empresa], conhecida como Big Hit Entertainment.

Mas Bang enfrentou dificuldades com sua posição nessa indústria. Como dono do estúdio, ele confessou sua insegurança com seu trabalho e disse que admirava cantores que podiam expressar suas personalidades em suas músicas. Essa combinação de ideias — a mais honesta expressão musical de uma angústia criativa — se tornaria um elemento crucial do BTS.

Em 2010, Bang começou a reunir jovens para um grupo que ele chamou de Bulletproof Boy Scouts. Eles se tornaram Bangtan Boys, e então BTS, mas os ingredientes do sucesso deles eram inerentes no nome original. Bang pretendia utilizar “à prova de balas” para funcionar como uma celebração da tenacidade e habilidade dos rapazes em suportar as pressões do mundo. Mas ele também queria que o grupo fosse capaz de ser sincero e genuíno — não como idols imaculados desenvolvidos em estúdio, mas sendo garotos reais que compartilham suas personalidades autênticas e talentos com o mundo.

Esse método é um pouco diferente do convencional dos estúdios, no qual os idols eram treinados para serem agradáveis e suaves — para serem lousas em branco, em que os espectadores podem projetar suas fantasias. Em contrapartida, Bang quis que o BTS fosse cheio de figuras que a audiência pudesse se identificar. Em uma entrevista em 2018 para a revista sul-coreana JoongAng, ele descreveu de que maneira ele originalmente pensou no BTS, consistindo em gentis e simpáticos idols que poderiam orientar seus fãs:

“Eu recentemente encontrei um documento sobre uma empresa de 2012, o ano anterior à estreia do BTS, no qual nós estávamos debatendo sobre qual tipo de grupo criar. Nele dizia, ‘Qual o tipo de herói que a juventude de hoje está procurando?’ Não é alguém que prega sobre o céu dogmaticamente. Melhor, parece que eles precisam de um herói que possa lhes dar um ombro para se apoiar, mesmo sem dizer uma única palavra.”

Para criar esse grupo, Bang teve que desestabilizar precedentes sobre como os idols eram tratados. O BTS não teria contratos estritos e obrigatórios, e teriam permissão para discutir os problemas da vida de estrela. Suas composições seriam abertas sobre a pressão situada nos jovens coreanos para controlar suas ansiedades. Em resumo, eles seriam honestos e naturais.

Como eles chegaram lá: um estilo conscientemente autêntico combinado com mensagens sociais

“Nós nos reunimos com o sonho em comum de compor, dançar e produzir músicas que reflitam nosso passado musical e nossos valores de aceitação, vulnerabilidade e sucesso”, disse o líder do BTS, RM, em uma entrevista de 2017 com a Time. Existem seis maneiras com as quais o BTS acaba com os precedentes estabelecidos por grupos masculinos de K-pop para realizar essa missão:

  1. Eles frequentemente escrevem suas próprias letras e músicas;
  2. Suas letras são socialmente conscientes e especialmente sintonizadas em descrever a pressão da vida dos jovens sul-coreanos modernos;
  3. Eles criam e administram a maior parte de suas redes sociais;
  4. Eles não assinaram “contratos de escravidão”, e seus contratos não possuem as exaustivas restrições de outros grupos de idols;
  5. Sua tendência é focar no marketing de álbuns inteiros ao invés de singles;
  6. Eles falam abertamente sobre as dificuldades e ansiedades de sua carreira no lugar de apresentar uma imagem polida o tempo todo.

É preciso notar que a maioria desses elementos têm sido apresentados em vários outros grupos recentes de K-pop — especialmente o Big Bang, que provavelmente influenciou o BTS mais do que qualquer outro grupo. O que a Big Hit Entertainment fez, no entanto, foi sistematizar esses elementos no BTS, e divulgá-los com avidez.

Nos primeiros vídeos do grupo, de meses antes de sua estreia em 2013, os integrantes eram mostrados como jovens e docemente inocentes, mantendo o conceito escolar comum em grupos masculinos de K-pop. Quando o grupo estreou oficialmente em junho de 2013, entretanto, foi com um estilo pesado prestando homenagem aos primórdios do rap gangster. Seu primeiro single, “No More Dream”, era uma ode a apatia adolescente, uma rejeição rebelde ao tradicionalismo coreano.

E não foi exatamente popular. As primeiras reações do público incluíram muitas reviradas de olhos ao que era visto como uma imagem de gangster superimposta que o grupo não tinha conquistado. E enquanto eles estavam claramente se apoiando no tipo de confissão apática musical de Seo Taiji e seus sucessores anteriores, tudo parecia mais inventado que real.

Um comentarista de K-pop que atende pelo nome de Stephen fazia um podcast semanal chamado “Essa semana no K-pop”, entre 2013 e 2017, narrou lançamentos do K-pop e inevitavelmente documentou a ascensão do BTS. Mas Stephen e seus colegas eram céticos quando se tratava do grupo. “Agora o K-pop tem esse falso tom de hip-hop em todos os lugares”, ele disse. “Mas em 2013 não havia tanto além do Big Bang. Então quando o BTS chegou com essa imagem de “Nós somos hip-hop”, pareceu um pouco bobo.”

Stephen aponta que o K-pop em geral sofre desse problema. “O K-pop gosta muito do visual e da atitude do hip-hop, mas não demais. É bem superficial: hip-hop como cultura, e não gênero musical.”

A escalada do sucesso do BTS envolveu achar um jeito do grupo mostrar que sua imagem confessionária era real. Eles fizeram isso misturando sua sinceridade nas redes sociais com letras diretas e honestas — e abraçando seu status como um grupo de azarões batalhando para vencer contra outros grupos que vinham de estúdios estabelecidos com orçamentos maiores. Eles falaram abertamente da influência do Big Bang, um grupo de hip-hop que também é conhecido por suas mensagens sociais. E eles fizeram um cover de “Come Back Home”, do Seo Taiji:

Em resumo, eles encontraram uma maneira de embutir seu estilo musical com substância. Isso levou a sua aclamada série de três álbuns “The Most Beautiful Moment in Life”, que definitivamente misturou “teatro e autobiografia”.

Os dois singles de maior sucesso dessa época conseguiram mostrar bem essa nova direção. “I Need U” foi um energizante passo longe do hip-hop e em direção a um som mais R&B, enquanto “Dope” celebrava abertamente o trabalho duro sem fim de suas vidas: “Mais da metade do dia nos afogamos em trabalho / Mesmo que nossa juventude apodreça no estúdio / Graças a isso estamos mais próximos do sucesso.”

“Dope” também chamou atenção para o talento do grupo de uma grande maneira: era o momento da Coreia do Sul perceber que aqueles meninos sabiam dançar.

“‘Dope’ é provavelmente meu vídeo favorito de todos os tempos,” disse Stephen. “Focando na dança daquele jeito — eles não eram os únicos fazendo aquilo, mas eram definitivamente os melhores.”

“E eles alternam entre os grandes, turbulentos vídeos de dança e aqueles mais artísticos e emocionais.” E nenhum vídeo artístico do BTS é melhor que “Blood Sweat & Tears”, o belo e gótico single de 2016 que os lançou a um novo patamar de fama internacional.

Colette Bennett é uma repórter de entretenimento e uma grande fã do BTS (elas assistiu seus shows quatro vezes desde 2014), mas mesmo que gostasse da música, levou um tempo para que ela levasse sua mensagem a sério.

“Quando a série ‘The Most Beautiful Moment in Life’ começou, eu vi alguma coisa,” ela me disse. “E foi aí que eu voltei e assisti seus vlogs antigos. Até e após sua estreia, essas crianças magrelas apertadas em um estúdio do tamanho de um armário de vassouras. Só… sendo honestos sobre quanto eles investiam no que estavam fazendo, humildes sobre estarem assustados e incertos, etc.”

Para Bennett, a discussão franca do grupo sobre saúde mental e as expectativas colocadas sobre jovens asiáticos foi revolucionária. Em 2016, ela escreveu um perfil do grupo que argumentava que eles estavam mudando a natureza do K-pop através de seu toque intrapessoal para construção de imagem. Enquanto os assistia em sua Wings Tour de 2017, ela disse, “houve um momento que realmente se destacou.”

“Existe uma canção dos três rappers chamada Cypher 4. O refrão diz “Eu amo, eu amo, eu amo a mim mesmo / Eu conheço, eu conheço, eu conheço a mim mesmo.”

“Eu olhei ao meu redor e vi centenas de jovens em seus 20 anos cantando cada palavra e pensei, ‘Meu Deus. Eles estão usando sua influência para ensinar jovens — aqueles mais inclinados a sofrer com ódio internalizado — a começar a considerar o que amor próprio significa.”

Os ARMYs do BTS são reais e poderosos

Os fãs do BTS — que ganharam o apelido de ARMY — responderam tão bem a estratégia confessional que, em 2015, os ingressos para a turnê americana esgotada foram revendidos por mais de 10 mil dólares. Os ingressos para sua atual turnê esgotada tem alta demanda, com um preço médio de 452 dólares, os mais caros do verão.

Stephen me disse que levou um tempo para os apresentadores do “Essa Semana no K-pop” se darem conta de quão grande o BTS havia se tornado. “Nós sempre achamos que o próximo grupo a deslanchar seria feminino, como o Twice, por exemplo”, ele me disse. “Eu não acho que realmente percebi [isso] até me mudar para a Coreia em 2014 e conversar com as crianças. Cada pessoa no meu sistema escolar, dos professores aos alunos do ensino médio e fundamental — todo mundo sabia quem o BTS era.”

O fandom internacional do BTS também trabalhou duro para se certificar que o grupo alcançasse o estrelato. Em 2017, os fãs sistematicamente bombardearam distribuidores americanos como Walmart, Target e Amazon com pedidos pelos novos álbuns do BTS — e eles prontamente levaram os álbuns para o topo das paradas de venda. O ARMY era tão poderoso que, quando o BTS fez sua estreia na televisão americana no American Music Awards de 2017, a audiência foi agraciada com um espetáculo de K-pop: um auditório vibrando com fanchants.

O fandom internacional do BTS tem trabalhado para popularizar o K-pop junto com outros fatores. No Tumblr, a casa não-oficial dos fãs na internet, o BTS e seus integrantes reinam, lembrando a vasta procura pelo One Direction em seus dias de glória. Em abril de 2018, o Tumblr decidiu parar de colocar o K-pop em uma estimativa separada no seu semanal Fandom Metrics, um produto oficial para mensurar a popularidade dos fandoms e de subtópicos relacionados no site. Misturando o K-pop com grupos de língua inglesa, a conta poderia mostrar mais  precisamente a popularidade relativa dos grupos de K-pop em comparação com grupos ocidentais.

Na primeira semana que as categorias se misturaram, o BTS estreou em número 1 na plataforma, na frente de Beyoncé e Harry Styles.

Quem são esses caras, afinal?

A ideia inicial de Bang para o BTS não era a de montar uma boy band, mas uma equipe de apoio para um adolescente talentoso: Kim Namjoon, também conhecido como RM. Ele, ao contrário, rapidamente, optou pelo caminho de um grupo de idols, e levou quase três anos, tentando diversas combinações de membros e estilos, para que a boy band pudesse surgir.

A maioria dos grupos de K-Pop tem membros que ocupam posições fixas e notáveis dentro da equipe: o líder,  o “rosto” do grupo, o “visual”, cujo principal papel é ser bonito, entre outras. Nem todo grupo tem os papéis definidos, e a maioria se modifica ao passar do tempo. E porque o BTS tenta ser menos convencional, suas posições tendem a ser mais complexas em relação a outros grupos. Mesmo assim, existem algumas constantes:

O líder e rapper líder: RM

Nascido Kim Namjoon, RM é um rapper de 23 anos e o primeiro membro recrutado para o BTS. Não é exagero dizer que todo o grupo foi construído em torno dele.

RM fez, primeiramente, seu nome como rapper underground; ainda na sua adolescência, ele era frequentemente visto fazendo versos junto de seu amigo Zico, que veio a se tornar o líder do grupo de K-Pop Block B. Depois de um amigo dizer a Bang sobre o jovem rapper, ele o chamou para seu estúdio, onde fãs deram seu apelido de debut, “Rap Monster”. A partir disto, a ideia de formar um grupo inteiro de idols tomou forma rapidamente, e o “Monster” encurtou seu stage name para RM.

O dançarino/rapper: J-Hope

Jung Hoseok, conhecido como J-Hope, algumas vezes chamado de Hobi, é mais frequentemente descrito pelos fãs como um raio de sol, graças a sua personalidade. Com 24 anos, ele é um dos principais compositores do grupo, trabalha como coreógrafo, é o dançarino líder, e um dos três rappers centrais. Desde que entrou no conjunto, ele teve seu solo notável entre o Top 40 da Billboard 200. E eu cheguei a mencionar que sua mandíbula pode cortar vidro?

O vocalista/dançarino: Jimin

Nenhum membro do BTS é o “rosto”, mas o holofote, geralmente, pertence ao cantor e dançarino de 22 anos Park Jimin. Jimin é, frequentemente, posicionado como o vocal líder do grupo. Ele também é um dos três principais dançarinos do grupo, junto a J-Hope e JungKook, e um dos membros mais populares.

O vocalista mentor: Jin

Kim Seokjin, de 25 anos, conhecido como Jin, é o membro mais velho do grupo, e, desta forma, ocupa, frequentemente, o papel de mentor do grupo (completo com piadas de paizão). Ele é um dos principais vocalistas e o visual do grupo e, aparentemente, é comum que fotos dele sejam viralizadas por ser bonito, especialmente, em dias de premiação.

O prodígio: JungKook

Dependendo de quando e para quem você pergunta, Jeon JungKook é ou a “face” designada do grupo, ou a beleza, ou o cantor principal, o membro central, ou todas as opções anteriores. Mas tem um papel que nunca muda: com 20, é o mais novo. O grupo o chama de “criança de ouro”, o “maknae de ouro”, porque ele é um prodígio em termos de talentos. Na verdade, ele teve grande demanda antes de ter escolhido a Big Hit por causa de RM. Ele é, no entanto, o caçula do grupo inquestionavelmente — e, pode-se afirmar, o membro mais popular.

O rapper/produtor: SUGA

Min Yoongi, nome artístico SUGA, é um dos três rappers do grupo. Com 25 anos, ele também é um dos membros mais velhos, o que faz dele quase um pai no grupo. Seu nome vem da sua posição de basquete favorita, armador (em inglês, shooting guard, SG), mas boatos dizem que Bang escolheu esse nome porque reflete a sua personalidade “açucarada” — sutil, mas doce e generosa.

O vocalista/dançarino: V

Kim Taehyung, de 22 anos, nome artístico “V”, de vitória — mas poderia, facilmente, advir de “versátil”: ele é um dos vocalistas, geralmente participa da dance line, e já se aventurou no rap. Sua personalidade divertida e singular e a tendência de roubar os holofotes para si o tornou um dos membros mais populares do grupo. Nota-se também a sua química com tudo que se move.

O que nos relembra: nós não podemos falar sobre boy bands em fandoms modernos sem falar pelo menos um pouco sobre shipping. A popularidade do BTS leva à criação de ficção sobre pessoas reais (do inglês RPF — real-person fiction) e sobre shipping entre os membros do grupo. E não há dúvidas: a internet está lotada de gigabytes de mídia em que os membros do BTS não demonstram limites interpessoais, são afetivos fisicamente, e, geralmente, se comportam divertida e intimamente de maneiras que desconstroem a masculinidade heteronormativa.

“o momento em que o taehyung lê a carta do jimin sempre mexe comigo” (@yehbts)

Repetindo, isso não está acontecendo, pela primeira vez, com eles: boy bands, tanto na Coreia, quanto no Japão, foram, por décadas, vendidos com apelo homoerótico, e interações normais entre os homens coreanos podem ser entendidas como transgressoras em relação à norma heteromasculina em culturas de língua inglesa. Notoriamente, o One Direction seguiu esta linha ao demonstrar uma intimidade física similar; no fandom, shippers de Larry Stylinson, em particular, codificaram, essencialmente, as formas de micro-analisar linguagens corporais, dentro e fora dos palcos.

Enquanto o BTS são experts em provocar homoeroticismo em seus vídeos, eles também são experts em fugir de perguntas sobre shipping — no fandom, no entanto, pode-se encontrar todas as combinações possíveis de casais. A maior parte do shipping concentra-se em quatro duplas: Yoonmin (Suga/Jimin), Taekook (V/Jungkook), Jikook (Jimin/Jungkook) e Vmin (V/Jimin).

Mas há um ship principal, e este é o relacionamento entre os membros do grupo e o ARMY. A habilidade dos membros de transmitir amor e afeto aos fãs diretamente é crucial para o sucesso do grupo. E, honestamente, conseguir cativar e manter a atenção de tantos fãs internacionais, mesmo com as barreiras consideráveis de linguagem e cultura para pertencer ao fandom, é uma conquista por si. No que diz respeito a isto, o BTS pode ser uma verdadeira revelação do K-Pop.

Pode ser apenas uma febre, mas é importante para o legado do K-Pop

Nem tudo sobre o BTS é um fenômeno. Entender sua subida ao topo também significa reconhecer que não está sozinho na sua categoria: o BTS teve êxito e cresceu junto a outros grupos que também estão inovando e alcançando novos níveis de sucesso internacional. Coletivamente, esta geração do K-Pop está, rapidamente, modificando o estratagema e rompendo as barreiras sobre o que o K-Pop é permitido ser.

“Se você me perguntasse “qual o grupo de K-Pop mais genuíno?”, eu responderia “… nenhum deles?”, disse Stephen. “Eu, particularmente, penso que você precisa ser popular primeiro para, então, ser visto como autêntico”. Ele apontou que outros grupos recentes, como AoA, também tiveram de trabalhar muito antes de atingir o sucesso rapidamente. “Eu acho que todo o grupo de K-Pop fala sobre o quanto tiveram de superar dificuldades”, ele disse. “Mas quando é um grupo bem popular, a história se torna melhor e mais sonora”.

Mesmo assim, no encalço do suicídio de Jonghyun, membro do SHINee, em dezembro, a indústria como um todo — e o BTS em particular — tem falado sobre a importância de se discutir aberta e honestamente sobre as pressões no ramo de idols.

Stephen me contou que existe uma essência que chama a atenção no que o BTS faz. “Muitas de suas baladas, realmente, soam como se eles estivessem falando e desabafando com você, mais do que o padrão do pop”, ele diz. “E eles, definitivamente, estão entre os grupos de K-Pop que mais trabalham e se esforçam”.

Para Stephen, entretanto, a principal lição sobre o sucesso de BTS não é sobre a sua habilidade de transcender normas do K-Pop: é sobre a ascensão rápida desse estilo ao mainstream.

“Tenho certeza que existem milhões de fãs do One Direction que pensaram que eles eram o primeiro de seu tipo”, ele comenta. “Enquanto um fã mais antigo desse estilo estava, olá, NSYNC?”.

“Creio que se você perguntasse a alguém que estivesse acompanhando o K-Pop durante o ápice do Big Bang, eles teriam respondido que ‘O BTS não é nenhuma novidade’. Mas se você questionar a nova geração, a qual não era familiar com Big Bang, eles não teriam experienciado a subida de 0 a 100 de um grupo anteriormente, até agora com BTS. Parece novo para eles. Acredito que isso demonstra como o K-Pop é geracional, e o quão longe ele foi em um curto período de tempo”.

E, como Stephen notou, o sucesso internacional do BTS é um marco histórico, mesmo tendo sido construído em uma grande base. “É revolucionário? Definitivamente não. Mas eles, indiscutivelmente, elevaram o nível para o K-Pop”. E isso validou o entusiasmo dos fãs de uma grande maneira.

“E, no momento em que você tem o coração de um fã,” ele adiciona, “você tem a sua lealdade”.

Fonte: Vox
Trans eng-ptbr; clau, jumaria, maureen h.  @ btsbr


Publicado em 19.07.2018
Uma forma de interpretar a saga “Love Yourself”, do BTS
Os estágios do amor em "Love Yourself" merecem múltiplas interpretações.

Não é segredo que o BTS tem talento para transmitir mensagens profundas através de sua música.

Conhecido por sua narrativa social orientada a millenials, o septeto aventurou-se no campo do romance em seus lançamentos mais recentes.

BTS lançou “Love Yourself: Tear” em 18 de maio, a sequência de “Love Yourself: Her” de 2017. Como qualquer canção do BTS, a saga “Love Yourself” é cheia de pistas misteriosas e um rico imaginário.

Uma forma de interpretar as canções da saga de “Love Yourself” é compará-las à diferentes fases da paixão. Inúmeras interpretações sobre as músicas do BTS existem, mas aqui segue uma sobre a jornada romântica do grupo.

“Love Yourself: Her” (2017) retrata o processo de se apaixonar

Estágio 1: “Serendipity”

 

Revelados duas semanas antes do lançamento oficial do álbum em setembro do ano passado, “Serendipity” põe-se como um trailer ao começo da história de amor de “DNA”.

 

A canção de amor R&B é a única faixa solo de um total de nove no álbum, cantada por Jimin, com a letra escrita por RM.

 

“Você tem que vir me salvar”, canta Jimin sobre um primeiro encontro afortunado, chamando o objeto de amor “minha salvação, meu anjo, meu mundo”.

 

Apaixonar-se é espontâneo e natural. Tudo funciona a partir de uma simples premissa: “Você me ama e eu te amo”.

O videoclipe é matizado com sépia dourada, junto de objetos com variações de tons de amarelo, criando uma esfera quente e aconchegante.

Estágio 2: “DNA”

Depois do primeiro encontro, o amor, agora, está florescendo. Cores vivas explodem ao fundo enquanto o BTS dança com mechas coloridas em seus cabelos e lentes de contato de tons pastéis, emitindo uma energia vibrante e bombástica.

O amor é comparado a uma “fórmula matemática” (um fato totalmente comprovado) e a uma “providência divina” (o destino criado pelo universo).

A canção descreve o amor em seu clímax, elevando-o ao status paradoxal de ser tanto científico quanto religioso. Ciência e religião são dois pilares da humanidade que alegam autoridade sobre a verdade em questões mutuamente excludentes, e o BTS, apaixonado, afirma que o amor é sustentado pelos dois.

O vídeo fala de outro tema ligado à ciência e religião – as estrelas. O imaginário celestial torna-se presente, com o grupo aparecendo entre as estrelas da galáxia e dançando em frente a uma grande lua.

“Meu DNA me diz que é você que eu venho procurando”, a letra diz, confiante de que “tudo isso não é uma coincidência”.

Estágio 3: “Her”

Na faixa final de “Love Yourself: Her”, percebe-se que o BTS já passou pelo encantamento inicial do amor, reconhecendo, agora, suas complexidades irônicas.

“Nós estávamos procurando por amor”, começa o hip hop. Cantada no passado, a música já aponta para o início do fim de um amor: “Você significou tudo pra mim”.

“Talvez para você, eu sou amor e ódio, céu e inferno, orgulho e humilhação”; a letra fala sobre as duas facetas do amor, proporcionando um contraste com o êxtase incessante de “DNA”.

O que vem depois, então, entende-se como o erro fatal: “Eu nunca posso tirar essa máscara. O homem atrás dessa máscara é alguém que você não conhece”. Ser amado neste relacionamento significa esconder-se atrás de uma máscara.

“Love Yourself: Tear” (2018) revela o processo de deixar de amar

Estágio 4: “Singularity”

Como “Serendipity” foi para “DNA”, “Singularity” funciona como uma introdução a um tema mais extenso da faixa principal, “Fake Love”.

O arco romântico do protagonista alcançou o ponto da singularidade – talvez haja uma brincadeira com as palavras entre o sentimento de estar por si só e o termo científico que descreve um ponto onde as coisas não ocorrem mais previsivelmente.

A letra fala sobre o surgimento da “dor fantasma” do amor.

O relacionamento é sustentado a um preço: a perda de si. “Perdi a mim? Ou ganhei você?” canta V sentimentalmente junto a uma melodia de jazz, consciente de que não pode ter os dois cenários.

No videoclipe, máscaras brancas voam em torno de V enquanto ele segura uma flor do tipo Smeraldo (uma flor ficcional – bonita, porém falsa), outro símbolo de disfarce. O personagem de V no clipe parece ter compreendido que seu amor depende da capacidade de enganar a si próprio.

Estágio 5: “Fake Love”

O BTS começa a falar sobre frases sugestivas como “mentiras bonitas” e “apagar a mim” relacionadas ao amor nessa faixa poderosa que está impactando a indústria musical mundial.

O refrão admite o desencantamento: “Eu estou cansado desse amor falso”. (Apesar do tom negativo neste verso, você pode nunca cansar do BTS cantando sobre “falso amor”.)

Olhares vazios, objetos quebrados e cores sombrias caracterizam o videoclipe. Opondo-se ao laranja brilhante e as mechas turquesa dos cabelos em “DNA”, todos os membros estão com cabelos pretos. A iluminação é, definitivamente, mais escura e não há quase sorrisos, a exceção do pequeno riso momentâneo de SUGA enquanto ele assiste o quarto ser tomado pelo fogo no minuto 4:17 do vídeo.

“Eu brotei uma flor em um sonho desesperançoso”, a letra conta. Em vão, Jin tenta cuidar de uma flor enquanto tudo à sua volta se desmorona.  A flor transforma-se em cinzas, seguida por seu total desaparecimento. O ambiente é inundado em torno de Jimin enquanto ele encara o nada, e o fogo consome SUGA enquanto este o contempla, imóvel.

Estágio 6: “Tear”

O encerramento do romance é simples e claro, como evidenciado na última faixa do álbum. “Rompimento” é a primeira palavra da canção.

“Você uma vez foi a minha querida”, mas agora “você é minha lágrima”, canta RM. “Você teria me amado da mesma forma se eu lhe mostrasse meu rosto limpo, o rosto que só eu conheço?” ele pergunta, pensando sobre o fracasso do amor.

“Rompimento é o preço que eu tive de pagar no final do meu show” a letra diz, sugerindo o que acabou com o amor.

O ceticismo substituiu a confiança inicial: “Todo o começo tem um fim”.

Enquanto canções de amor são abundantes na cena de música pop, é reconfortante saber que existe uma canção do BTS para cada estágio do amor, até mesmo para os momentos complexos de se definir como “parcialmente apaixonado” e “começando a sentir incertezas”.

 

O BTS é, talvez, um dos poucos grupos que fazem o sentimento de deixar de amar soar tão sonhador quanto a sensação de se apaixonar.

 

Fonte: The Korea Herald
Trans: eng-ptbr; clau @ btsbr


Publicado em 17.07.2018
Não é somente um fenômeno: idols que expandem barreiras culturais
O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia

O homem tido como o “presidente da cultura” na indústria do entretenimento coreano — Seo Taiji — é reconhecido igualmente por todos, dos seus fãs até pessoas de todas as gerações menos familiarizadas [com o seu trabalho]. Em 2005, um DVD-livro lançado pela Seo Taiji Company, The Shedding Bird, dominou a indústria editorial. O livro estabeleceu um recorde sem precedentes de “o maior faturamento em pré-venda no menor tempo” [já registrado], provocando alvoroço no mercado de livros em declínio, ultrapassando o livro mais vendido até então, O Código Da Vinci. Entre os profissionais de marketing da área editorial, especialmente, foi considerado um feito inédito. Em apenas uma semana, as vendas nas maiores livrarias online, como a Kyobo, acumularam mais de ₩ 100 milhões (cerca de R$ 350 mil) somente durante a pré-venda, o número mais alto desde a abertura dos mercados digitais de livros.

Treze anos mais tarde, o BTS está tendo um impacto parecido na indústria editorial. Na primeira semana de junho, Into the Magic Shop, do Dr. James R. Doty, ficou conhecido como o livro de onde o BTS tirou inspiração para o seu mais recente álbum e, portanto, se tornou o mais vendido no Aladdin, uma livraria online, dois anos depois da sua primeira edição ser publicada. Após um teaser mostrar os integrantes do BTS trocando objetos associados a traumas por outros objetos em uma “loja mágica”, as vendas do livro aumentaram 510 vezes se comparadas às da semana anterior. O livro pode não ser um produto do BTS ou da sua gravadora, mas certamente se beneficiou do “efeito BTS”.

Into the Magic Shop, alegadamente, inspirou os temas do LOVE YOURSELF 轉 ‘Tear’, álbum do BTS que ficou famoso por se tornar o primeiro álbum de um artista coreano a chegar ao primeiro lugar da Billboard 200. O livro vendeu 30 mil cópias após o lançamento do álbum a medida que a notícia se espalhou. No dia em que o BTS recebeu o prêmio de Top Social Artist da Billboard, o autor do livro enviou-lhes uma mensagem dizendo, “obrigado por usarem meu livro como #inspiração.”

A indústria editorial também “surfa na onda” do BTS

Into the Magic Shop não foi o único livro a experienciar o efeito BTS. No seu álbum de 2016, WINGS, o grupo adaptou os temas do livro de Hermann Hesse, Demian, e inseriu a história na narrativa do álbum, o que fez com Demian fosse lido em massa pelos fãs. Ano passado, o BTS recebeu o apelido de “idols literários” quando, no MV de Spring Day, eles fizeram referência ao conto da autora de ficção científica e fantasia Ursula K. Le Guin The Ones Who Walk Away from Omelas. A edição de The Wind’s Twelve Quarters, publicado pela editora Sigongsa em 2014 como uma coleção de contas que inclui The Ones Who Walk Away from Omelas, chegou a sua sexta edição (15 mil cópias) após uma longa pausa em sua segunda edição. Não é segredo que os livros que inspiraram o BTS passaram por diversas republicações cada vez que um álbum novo era lançado.

O BTS continua a acompanhar seus fãs no desenvolvimento mútuo do intelecto, mencionando trabalhos de nomes renomados como Banana Yoshimoto, Elisabeth Kübler-Ross, Júlio Verne e Philip Stanhope, 4º Conde de Chesterfield de forma constante. Os fãs estudam essas obras e fazem conexões com os símbolos presentes nas letras, trailers e MVs do BTS, compartilhando suas análises nas redes sociais. À medida que os livros associados ao BTS são catalogados em listas chamadas “livros recomendados pelo BTS”, o BTS se torna conhecido como um grupo que exemplifica a direção positiva em que eles usam suas posições de influência.

Livros sobre o BTS.

Sobre a influência cultural do BTS, um representante da indústria editorial comentou, “Quando a imaginação literária de um livro encontra as canções e vídeos de músicos, aumenta o significado de cada um desses elementos. Com o trabalho de idols tão influentes, isso resulta em uma tendência de uma nova forma de leitura em que fãs criam as suas próprias versões das histórias.” Na indústria do entretenimento, muitos opinam que o que separa o BTS dos outros, além da grande contribuição de expandir sua fanbase em grupos etários diversos é, de fato, o seu talento artístico distinto em contar histórias.

Juntamente dos livros que inspiraram o BTS a produzir seus trabalhos ganhando popularidade, muitos livros que vêm analisando a história do sucesso do BTS vêm sendo publicados. A pesquisadora de cultura popular, Cha Min-joo, escreveu o livro Filosofando o BTS (BTS를 철학하다), publicado pela editora Bimilshinseo, uma interpretação filosófica da música do BTS com referências a filósofos clássicos como Nietzsche e Heidegger. BTS, Arte Revolucionária (BTS 예술혁명), publicado pela editora Paresia, da Ph.D em filosofia Lee Ji-young; BTS: Bem vindo, primeira vez com Bangtan? (BTS 어서와 방탄은 처음이지), publicado pela Light Pillar Entertainment, escrito por Kim Ja-hyung; DNA Bangtan: O segredo por trás do conteúdo e o poder social do BTS (This Is 방탄 DNA : 방탄소년단 콘텐츠와 소셜 파워의 비밀), publicado pela editora Dogseogwang e escrito pelo jornalista Kim Sung-chul; e BTS e música: Sua música & histórias (BTS 음악 : 그들의 음악 & 에피소드), publicado pela Jjim Communications e escrito por Hong Ki-ja são todos livros publicados neste ano examinando as conquistas do BTS através de diversas perspectivas. O sucesso do BTS sendo estudado por diversas publicações e em diversas maneiras — politicamente, socialmente, culturalmente, etc. — ilustra diretamente o fato de que suas conquistas não são meramente de significância para a indústria do entretenimento mas também de sério valor social como um todo.

A correlação entre BTS e cultura: intercâmbio de influências

O impacto do BTS fora do mercado musical não pára nos livros. Em contrapartida, o BTS é influenciado pela cultura ao seu redor e exerce um tipo diferente de poder ao incorporá-lo em suas músicas. Essencialmente, a sua música e cultura estão formando um circuito de feedbacks positivos.

Alguns entendem a resposta do BTS à controvérsia acerca de letras misóginas, em 2016, como um exemplo. Na época, as letras das músicas War of Hormones e Joke, da mixtape de RM, foram criticadas por representar as mulheres de forma depreciativa.

A gravadora emitiu um comunicado: “Nós estamos cientes acerca e estamos revisando a controvérsia misógina sobre as letras do BTS desde o fim de 2015. Aprendemos que, independente das intenções dos artistas, alguns conteúdos podem ser entendidos como depreciativos para mulheres e podem levar os ouvintes a se sentirem desconfortáveis.”

Pode parecer que a questão dos direitos das mulheres só se tornou um assunto de grande debate recentemente, mas o discurso criou raízes profundas durante muito tempo. Como algumas coisas são culturalmente arraigadas, existem tópicos sem respostas claras e pode ser difícil de determinar o que é certo e o que é errado. O BTS aceitou isso. Eles modificaram a letras em questão para as apresentações ao vivo para que não existisse espaço para mais mal-entendidos. Ademais, após a controvérsia, RM foi além e buscou conselhos de professores de Estudos Feministas e procurou ler literatura feminista. E, na verdade, Breaking Out of the “Man Box”: The Next Generation of Manhood foi visto em uma foto do quarto de RM, que ele postou em uma rede social.

Foto postada por RM.

Idols não só têm forte influência sobre o público em geral, mas também são responsáveis por um importante pilar de cultura pop. Como idols são, efetivamente, produtores de cultura em massa, é importante que suas visões e valores sejam sensatos. É isso que faz a música prudente e gera influências positivas.

Claro que tais letras uma vez escritas, não podem nem ser apagadas da memória da audiência, nem ser defendidas. No entanto, é de excepcional progresso que o BTS tenha aberto seus olhos e ouvidos e aceitado essas ideias culturais, ao invés de simplesmente manterem sua visão de mundo, focando em persuadir seu pública nela.

Desde então, o BTS não teve mais controvérsias do tipo. Eles refletiram em seus erros e fizeram o dever de casa, se esforçando para nunca mais repetir esse erro. O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia; em vez de simplesmente deixar uma “concha vazia”, eles fazem músicas cheias de substância. Através dessas músicas, eles expandem a cultura a novas fronteiras.

Fonte; Daum
Trans ko-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 10.07.2018
BUniverse: Convergência de mídias na construção de uma narrativa
O BTS abraçou o storytelling desde os primórdios de sua carreira!

Em maio de 2018, a Lucasfilm e a Disney entregaram para o mundo seu ambicioso Han Solo: Uma História Star Wars, o segundo título de uma antologia dedicada a histórias paralelas da famosa franquia iniciada em 1977. O objetivo dessa produção é simples: expandir ainda mais um universo já cativo do público, utilizando uma história não contada de um personagem amado e importante no espectro da cultura pop. Mas enquanto o primeiro título dessa antologia, Rogue One – lançado em 2017 e focado na história preliminar ao filme original da saga -, foi um sucesso de público e crítica, Han Solo gerou um prejuízo de entre 60 a 90 milhões de dólares, jogando um balde de água fria nos projetos já em desenvolvimento para outros longas do mesmo estilo.

A palavra universo vem sido usada em larga escala para classificar grandes arcos de histórias construídas por franquias cinematográficas nos últimos anos. Populares entre o público estão sagas como Transformers, Jurassic Park, Matrix e até mesmo os filmes do diretor Quentin Tarantino. A Marvel Studios, também propriedade da Disney, talvez tenha a maior referência atual do chamado universo compartilhado, tendo começado em 2008 com o lançamento do primeiro Homem de Ferro. O sucesso dessa empreitada completa dez anos com seu último lançamento, Vingadores: Guerra Infinita, se tornando a quarta maior bilheteria de todos os tempos. A estratégia da Marvel deu tão certo que praticamente obrigou sua maior concorrente, a DC Comics, a trabalhar em seu próprio arco de histórias, embora o mesmo ainda engatinhe para encontrar o mesmo tipo de aclamação do público.

O admirável nesse tipo de entretenimento é que durante a sua expansão o conteúdo já não pertence mais apenas a mídia onde originalmente surgiram. Voltando a Star Wars, por exemplo, a primeira imersão nesse universo se deu pelos três primeiros filmes nos anos 70 – Uma Nova Esperança, O Império Contra-ataca e O Retorno do Jedi – e continuou com a segunda parte da trilogia lançada entre 1999 e 2005 – A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e a Vingança dos Sith. Em 2015, o primeiro filme de uma terceira trilogia, chamado o Despertar da Força, chegava às telas, seguido de Os Últimos Jedi em 2017. Em 41 anos de existência da franquia, 10 longa-metragens foram entregues ao público, mas a história de Star Wars não ficou presa a esses filmes. Filmes e séries de animação, jogos de videogame, livros e histórias em quadrinhos deram aos fãs outros personagens e cenários dentro do mesmo mundo em diferentes épocas, preenchendo (ou em alguns casos aumentos) os buracos que o cinema não conseguiu cobrir. Aqueles que apenas assistiram os filmes não reconhecem nomes como Ezra Bridger ou Kanan Jarrus, personagens da série animada Star Wars Rebels que acompanha os anos entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança.

Esse tipo de construção de universo de entretenimento recebeu o nome de cultura de convergência, abordada por Henry Jenkins em seu livro de mesmo título. É diferente de uma adaptação, onde a mesma história é contada através de duas mídias diferentes – como Harry Potter em seus primeiros anos, embora nos últimos tempos a autora tenha expandido sua narrativa na internet e no teatro, com seu próprio mundo compartilhado, ou a própria Marvel, que primeiramente adaptou seus quadrinhos, mas aumentando seu conteúdo através de suas séries originais na Netflix e curtas-metragens lançados em seu site -, na convergência, cada capítulo ou trecho pode ser entregue por um veículo diferente – um jogo, uma série para a TV, um vídeo no YouTube, um aplicativo para celular: as possibilidades são infinitas.

A convergência de conteúdos acaba sendo uma ferramenta atrativa tanto em questões financeiras quanto criativas. Fãs encantados por essas franquias são mais propensos a adquirir qualquer tipo de material que sacie essa necessidade constante de novas informações,movimentando diversos setores da indústria, enquanto desenvolvedores podem contar histórias que ficariam na gaveta por não se adaptar a um determinado formato. Além disso, a longevidade também é estendida quando compartilhada entre mídias – os quase cinquenta anos de Star Wars e os cinquenta e cinco da britânica Doctor Who na cultura popular não deixam dúvidas disso.

Fórmula perfeita para a indústria cinematográfica multimilionária dos Estados Unidos, mas também para certo grupo de hip-hop/pop de uma pequena empresa da Coreia do Sul.

O BTS abraçou o storytelling desde os primórdios de sua carreira. O pontapé inicial para suas aventuras no mundo da narrativa musical foi a Trilogia Escolar, com o 2 Cool 4 Skool e o O!RUL82? de 2013 e o Skool Luv Affair de 2014. Os três trabalhos entregaram histórias sobre temas comum a jovens estudantes – na Coreia e no mundo: a rigidez dos professores e o sistema escolar, a pressão dos pais e as expectativas para o futuro, os romances nascidos em salas de aula. Para seu primeiro álbum completo de estúdio, o Dark&Wild, de 2014, a consistência de um mesmo tema para todas as canções foi mantida, e as dores de um coração partido foram abordadas.

Mas o império criativo que o BTS possui em mãos atualmente começou a ser construído em 2015, com o The Most Beautiful Moment in Life Part 1. O termo BUniverse não seria usado até 2017, tendo aparecido pela primeira vez com a sigla B.U na contracapa do Wings Concept Book, mas o primeiro capítulo dessa história tomou forma com o vídeo de I NEED U. Sete garotos lidando com a própria juventude e os desafios do momento mais belo da vida são a base de uma estratégia criativa que vai muito além da dita “popularidade nas redes sociais” a que o sucesso do grupo é erroneamente creditado.

Nos últimos três anos, o BTS usou suas músicas, vídeos, turnês, ensaios fotográficos, redes sociais e álbuns físicos para contar sua história de narrativa não-linear – assim como Star Wars, os fatos não seguem uma ordem de início, meio e fim. Os curtas produzidos para anunciar o álbum Wings, de 2016, fazem alusão a elementos presentes nos clipes de I NEED U e Run, enquanto os álbuns Love Yourself: Her e Love Yourself: Tear trazem mini-livros com cartas escritas antes e depois dos acontecimentos mostrados naqueles clipes. Vídeos exibidos na The Wings Tour davam pistas de clipes futuros e explicavam alguns momentos do passado. Apresentações em premiações de final de ano na Coreia mostraram títulos de futuros álbuns e músicas e temas que o grupo exploraria no futuro.

O grande trunfo do grupo, na realidade, não está apenas na criação de seu próprio universo, mas em dar ao seu público a chance de participar da construção do mesmo. Diferentemente de universos cinematográficos onde o conteúdo é entregue pronto, aqui são os fãs que precisam juntar os pontos, encontrar as referências e interpretá-las, criando suas próprias teorias em cima do material fornecido. O BTS transformou seu universo em um grande quebra-cabeça e deu para o seu ARMY a liberdade de montá-lo do jeito que para eles fizesse mais sentido, guiando-os em alguns momentos cruciais. O grupo assim estimula o engajamento e a lealdade de seus fãs, dando a eles algo pelo que esperar e se surpreender.

Um dos momentos mais interessantes dessa trajetória aconteceu em 2017, para promover o lançamento do mini-álbum Love Yourself: Her. Com boatos de um comeback se aproximando, os fãs começaram a ficar atentos às informações divulgadas pelo próprio BTS e a BigHit Entertainment. Em 9 de agosto, Jin postou no Twitter do grupo uma selfie, acontecimento comum no cotidiano dos fãs, mas o buquê de flores que ele segurava e a legenda que apenas continha a palavra Smeraldo levou os mais antenados a uma pesquisa rápida no Google sobre a palavra em questão. Um resultado chamou atenção: um blog de uma floricultura prestes a abrir em Seul especializada em Smeraldo, a exata mesma flor mostrada por Jin. No blog também foram encontradas histórias de como essa floricultura foi concebida, além da história da flor. Fotos no instagram da loja mostravam um bilhete com uma caligrafia absurdamente similar a de Jin, alegando que aquele era o bilhete do primeiro comprador a encomendar um buquê de Smeraldos. Um concurso realizado no blog também prometeu enviar buquês para “sete histórias” que confessassem os verdadeiros sentimentos em relação a alguém. Quando salvas, as imagens do blog tinham a legenda de BTS_Smeraldo.

Com o lançamento do primeiro Highlight Reel no YouTube em 15 de agosto, os fãs puderam confirmar que todas as informações presentes no blog da floricultura eram pistas para o novo trabalho – a flor aparece no diário que uma garota deixa cair perto do Jin nos primeiros segundos de vídeo. No terceiro Highlight Reel, é possível ver o caminhão da floricultura entregando um buquê de Smeraldos para ele. O conteúdo da mensagem do cartão, em português “A verdade não dita”, apareceu novamente em 2018 no título da canção The Truth Untold, do Love Yourself: Tear, e existem referências a história da Cidade de Smeraldo, postada no blog, nas canções Singularity e The Truth Untold.

É importante notar, porém, que de nada adianta um universo bem construído sem a qualidade do conteúdo principal: a música. O BUniverse aproximou o BTS dos fãs e garantiu uma conversa entre eles, mas ele serve apenas como pano de fundo para o talento musical e a beleza do trabalho entregue pelo grupo em suas canções. Sem elas, não haveria um interesse na narrativa construída. Vale ressaltar também que o BUniverse não atrapalha o alcance do grupo ao público geral. É possível aproveitar a música e os clipes sem usar toda a energia possível no entender de teoria e nas buscas de pistas em livros como Demian, de Hermann Hesse ou Into The Magic Shop, de James R. Doty.

Os próximos capítulos e como será a conclusão do BUniverse, só o tempo e a BigHit podem dizer, mas o seu alcance e o sucesso de sua narrativa são incomparáveis desde já.

 

Escrito por Maureen Heinrich @ BTSBR


Publicado em 10.07.2018
Top 6 momentos de beleza nos MVs de 2018 e como recriá-los
Saiba como copiar o look e maquiagem de "Fake Love".

Ainda estamos na metade do ano mas muitos MVs incríveis já foram lançados. A música, a estética, os palcos, e claro, a maquiagem; Tudo é bom demais pra ser verdade. Você também já assistiu um vídeo e sentiu vontade de saber como eles conseguiram aquela aparência, para assim você poder ir na loja mais próxima comprar tudo o que você precisa para conseguir reproduzir? Não? Só nós? Seja qual for o caso, nós reunimos alguns momentos marcantes dos melhores MVs de 2018, incluindo dicas de como recriá-los.

“Fake Love” – BTS

Do vocal ao rap, as roupas, os cenários, as teorias e a maquiagem, o BTS sempre nos deixa querendo mais. Nesse caso, tudo o que queremos é saber os segredos por trás do dos olhares sombrios e nostálgicos que eles trouxeram dessa vez, abraçando sombras leves e esfumadas em uma maquiagem simples, mas intensa. As cores nude reinam nesse visual, que foca principalmente nos olhos e mostra uma pele suave e sem imperfeições. Quer tentar?

  1. Primeiro, certifique-se de cobrir toda as manchas vermelhas, manchas solares e bolsas nos olhos com um corretivo hidratante para uniformizar a cor da pele sem irritá-la.
  2. Logo em seguida, use uma base cushion* para imitar a aparência impecável do BTS.
  3. Quanto aos olhos, seu melhor amigo para esse olhar será a sombra marrom. Usando um pincel de mistura, passe tudo pela pálpebra superior, e crie a ilusão de uma sombra que estende suas pálpebras desenhando um “V” lateral no canto externo do olho. Em seguida, passe o pincel na linha dos cílios inferiores para dar o efeito misterioso ao olhar.
  4. Finalize usando um corretivo labial pelas bordas dos seus lábios para parecerem mais pálidos e adicione um toque de rosa claro no meio com uma cushion lip tint**, depois, com os dedos, misture as duas tonalidades.

 

Notas:
* A cushion é uma esponjinha de maquiagem que armazena base líquida
** É basicamente a mesma coisa da cushion, mas para os lábios
As partes que não se referiam ao BTS foram omitidas.

 

Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr; natália feitosa @ btsbr


Publicado em 10.07.2018
BTS se tornam estrelas da música sem se vender – e não planejam mudar sua identidade
Os gigantes do K-pop tornaram-se um dos maiores grupos do mundo sem terem [...]

Os gigantes do K-pop tornaram-se um dos maiores grupos do mundo sem terem que mudar – e não acreditam que seus fãs gostariam que eles abandonassem as letras coreanas, mesmo tocando para públicos cada vez maiores.

Claramente, alguns integrantes do BTS estavam mais interessados nos filhotes de cachorro que outros.

Em uma sala de reuniões no quinto andar do elegante hotel InterContinental, no centro de Los Angeles, o jovem septeto que compõe o grupo sul-coreano – RM, SUGA, J-Hope, Jimin, V, Jin e Jungkook, cada um mais lindo e elegantemente vestido que o outro – estava reunido em uma tarde para filmar um vídeo da série “Brincando com filhotes”, do Buzzfeed, onde o entrevistado responde às perguntas enviadas por fãs enquanto ele ou ela… bem, você entendeu.

O líder do grupo, RM, ajoelhou-se rapidamente para pegar um dos filhotes, enquanto J-Hope mostrou sua empolgação cantando o refrão de “Baby”, do Justin Bieber, trocando a letra original por: “Puppy, puppy, puppy / Oh!” (“Filhote, filhote, filhote / Oh!”)

Contudo SUGA, prestando atenção no seu telefone durante a pausa ao final de um longo dia de entrevistas, parecia menos entusiasmado de início – pelo menos até as câmeras do Buzzfeed começarem a gravar.

Felizmente para SUGA e seus companheiros de grupo, seu trabalho está valendo a pena. O último álbum do BTS, Love Yourself: Tear, entrou para a lista da Billboard 200 em primeiro lugar – a primeira vez que isso ocorre com um artista da agitada indústria do K-pop, que conquistou a atenção de muitos ouvintes americanos quando a música “Gangnam Style”, do Psy, estourou no YouTube em 2012.

A apresentação elaboradamente coreografada do grupo no Billboard Music Awards em maio (onde o BTS ganhou o prêmio de Melhor Artista Social pelo segundo ano consecutivo) esteve entre os momentos mais discutidos da premiação nas redes sociais.

E os ingressos para turnê de outono do grupo – incluindo quatro shows esgotados em setembro em Los Angeles – estão sendo vendidos por mais de US$1.000,00 (aproximadamente R$ 3870,00) no mercado secundário.

O BTS se tornou tão popular nos EUA que os jornalistas do InterContinental foram instruídos a não revelar sua localização nas redes sociais como forma de proteção ao grupo, aos próprios jornalistas e aos possíveis fãs que poderiam ir até o local.

O que é mais surpreendente sobre esse sucesso em ascensão é que ele não veio com um preço criativo: o grupo não cedeu com o Love Yourself: Tear, seu terceiro álbum completo desde o surgimento do grupo, em 2013, na altamente industrializada cena do K-pop baseada em Seul.

Cantado em sua maioria em coreano, o álbum enfatiza a produção precisa e ousada que os ouvintes de K-pop esperam, ao saltar do R&B para a club music, passando pelo hip-hop agressivo e pela dramática balada de rap-rock presente no primeiro single do álbum, “Fake Love”, uma música em língua estrangeira que seguiu os passos de “Despacito” rumo ao topo das paradas do Hot 100.

Fãs curiosos – e com o BTS, realmente não há outro tipo – irão descobrir nos créditos presentes no encarte do Love Yourself: Tear que o grupo procurou ajuda de produtores de sucesso dos Estados Unidos como Ali Tamposi, que já escreveu para [Justin] Bieber e Cardi B, e a superestrela Steve Aoki.

Assim como com “Despacito”, a aceitação da música nos EUA parece estar mais relacionada com a ampliação do gosto americano do que com a disposição do BTS em atenuar sua mensagem (mesmo que o grupo agradeça constantemente por essa audiência).

Sentados em torno de uma mesa grande após os filhotes terem sido levados embora, os integrantes foram rápidos em reconhecer a influência que boybands americanas, como os Backstreet Boys, tiveram nas músicas cativantes do grupo sobre romances e corações partidos.

Agora, porém, eles se veem “devolvendo” seu som próprio, como RM colocou através de um intérprete, “para o resto do mundo, de onde nós inicialmente tiramos muito da nossa inspiração”.

Quando perguntado se alguma vez se sentiram pressionados a cantar em inglês, SUGA disse que ele havia tentando em uma mixtape solo recente e descobriu que era um “canal melhor” para “certas emoções ou sensibilidades”.

No entanto RM, que alterna a conversa entre o inglês e o coreano, disse suspeitar que a maioria dos fãs do BTS “não gostará muito se nós cantarmos em outras línguas”. As letras coreanas, acrescenta, são uma característica central na música do grupo, que seus fãs dedicados, por sua vez, “tomaram como parte de sua identidade”.

Você tem a sensação de estar sentado em uma sala com o BTS – sem mencionar seus mais de doze empresários – de quão cuidadosamente o grupo gerencia essa conexão com seus fãs.

Enquanto os integrantes falavam, diversas pessoas com câmeras circulavam, aparentemente documentando a entrevista para um potencial conteúdo futuro; uma outra mulher parecia estar transcrevendo tudo que o grupo dizia, talvez para o caso de alguém dizer algo que seja interessante repassar aos 15 milhões de seguidores do grupo no twitter.

Tal engajamento digital é necessário, obviamente, para um artista que ainda não atingiu muito sucesso nas rádios dos EUA.

Mas essa movimentação também está de acordo com a cena super-estratégica do K-pop que, em geral, pode fazer com que a indústria da música americana fique desnorteada.

Quando perguntados se o fato do BTS estar tocando para um público maior dessa vez teria afetado o design do novo álbum, os integrantes assentiram, aparentemente reconhecendo a ideia que o Love Yourself: Tear seria o álbum de apresentação do grupo para muitos novos ouvintes.

Ainda assim, “nós queremos nos mostrar através de nossos diferenciais” Jungkook disse através do intérprete. “Existem muitas coisas que nós queremos mostrar às pessoas, e se você tentar mostrar tudo sobre nós em um único álbum, será um fardo para nós – e é muita coisa para as pessoas lidarem e aceitarem”

RM disse que queria que o álbum refletisse “a nossa atual condição – como nos sentimos agora – porque, você sabe, as coisas realmente mudaram desde 2013”

“Isso parece uma eternidade atrás?”

Todos responderam que sim ao mesmo tempo, embora Jin tenha dito que não se esqueceu de nada dos primeiros dias do grupo, quando eles moravam juntos em uma casa – “um quarto, praticamente” – e comiam a mesma comida todos os dias “porque não tínhamos dinheiro nenhum naquela época”.

As coisas estão definitivamente melhores agora, todos concordaram, mesmo que seus dias estejam cada vez mais cheios de encontros com pessoas que querem um pedaço do BTS.

A interminável época de promoções pode ser cansativa, RM admitiu, “Mas eu acho que o fato de estarmos fazendo nossos fãs felizes diminui boa parte do cansaço que sentimos”.

Os fãs “fizeram tudo isso possível”, ele continuou. “Quando as pessoas se esquecem disso, tudo acaba”.

 

Fonte: South China Morning Post
Trans eng-ptbr; Jojo Viola @ btsbr