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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua... LEIA MAIS
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Categoria: Artigo

Publicado em 29.12.2018
Como o BTS reinventou as boybands
Através da internet o BTS lidera sozinho a 4ª geração de boybands modernas

A reinvenção da boyband.

Toda geração tem a sua. Fez festa de debutante nos anos 80? Você provavelmente dançou ao som “I’ll Be Loving You (Forever)”, do New Kids on the Block. Era adolescente nos anos 90? Para você, existiam dois tipos de pessoas: fãs de N’SYNC e fãs do Backstreet Boys. Estava em algum lugar perto de um rádio em 2011? One Direction nos disse o que nos faz bonitas, e as campanhas da Gucci nunca mais foram as mesmas.

É, um monte de carinhas atraentes fazendo harmonias doces tem sido uma tendência musical desde que grupos como The Beatles e Jackson 5 chegaram ao topo das paradas. Os últimos a balançar nossos corações? BTS. Composto por sete galãs com menos de 26 anos, o grupo sul-coreano se tornou um sucesso global mais rápido do que você gastando toda a sua mesada na Pakalolo antigamente. É o primeiro grupo de K-Pop (um gênero musical caracterizado pela junção de R&B, hip-hop e pop, cantado em coreano, em sua maioria, com algumas poucas partes em inglês) a ganhar um Billboard Award, se apresentar no American Music Awards, ter um álbum de ouro e outro chegando ao primeiro lugar na Billboard. O vídeo para a música “FAKE LOVE” conquistou 35,9 milhões de visualizações no YouTube em 24 horas, e o terceiro álbum do grupo, Love Yourself 轉 ‘Tear’, chegou ao primeiro lugar do iTunes em 73 países quando foi lançado em maio passado. O grupo também está recebendo muita atenção da imprensa — eles foram capa do especial “Next Generation Leaders” da revista Time e apareceram em diversos programas de entrevistas nos Estados Unidos, como o Good Morning America e o The Tonight Show.

Como que o BTS conseguiu liderar a quarta onda de boy bands modernas sozinhos? A resposta objetiva é: internet. Como explicado por Georgina Gregory, especialista em cultura pop e autora dos livros A Million Love Songs: Boy Bands e Performance of Pop Masculinity, o sucesso das boy bands — e a maneira como são promovidas — tendem a refletir a época em que são formadas. “Antes do processamento vocal e vídeo clipes, rapazes eram recrutados por sua habilidade vocal,” ela diz. “Desde o surgimento da música na TV, há mais ênfase em ser bonito e capaz de dançar [pense Beach Boys vs. Backstreet Boys]. Onde boy bands como Backstreet Boys usavam, principalmente, revistas adolescentes, rádio, TV e apresentações ao vivo para se conectar com os fãs, as boy bands de hoje usam plataformas de compartilhamento e redes sociais para promover sua identidade visual e divulgar suas músicas.”

american music awards 2018 GIF by AMAs
O BTS, em particular, transformou as redes sociais em uma forma de arte. ELes foram o primeiro grupo de K-Pop a criar um Twitter pessoal em 2012 e, ao fazê-lo, conquistaram uma base de fãs e seguidores mundial e apaixonada, conhecida coletivamente como “BTS ARMY”. Eles até mesmo conquistaram um lugar no Guinness World Records pelo maior número de retweets para um grupo musical (152.112, se você estiver se perguntando) e constantemente atualizam os fãs através da conta. É como uma fonte de apoio para os fãs — e uma ferramenta brilhante para construir uma “marca”. Porque, vamos ser sinceros, boy bands sempre foram um negócio lucrativo, tanto para a estrelas quanto para os magos-por-trás-das-cortinas que essencialmente caçam talentos jovens e atraentes para vendê-los como produtos musicais. Veja: o 1D, formado pelo The X-Factor; N’SYNC e Backstreet Boys, ambos formados pelo problemático Lou Pearlman; e New Kids on the Block e New Edition, as crianças do gênio da música Maurice Starr.

O BTS não é exceção: eles são produto de uma pequena empresa de entretenimento e, sim, são um grupo “manufaturado” no sentido que os garotos foram recrutados através de audições entre 2010 e 2011 e treinados para o estrelato. São rapazes convencionalmente atraentes, educados e queridos. Mas Michelle Cho, professora assistente de Estudos Leste-Asiáticos na Universidade McGill, no Canadá, que atualmente estuda o grupo, diz que a parte ignorada do sucesso do BTS — e o que faz desse sucesso diferente daquele de boy bands anteriores — é a única coisa que ainda não discutimos: a música. Antes do BTS, se você ouvisse uma música de boy band, é como se ouvisse todas elas. Os estilos musicais mudaram ao longo dos anos, mas o assunto principal abordado pelas boy bands, não. “I’ll Make Love to you”, do Boyz II Men, poderia (em termos de letra, já que ninguém nunca será capaz de replicar o doce tom de Wanya Morris) ser a música de qualquer boy band ao longo das décadas.

Os integrantes do BTS, por outro lado, frequentemente escrevem suas próprias letras e músicas — e, às vezes, as coisas ficam pesadas. “Eles estão escrevendo sobre, abre aspas, ‘as dificuldades da juventude,’” explica Cho. “Eles abordam uma geração pós-recessão e dizem muito sobre como é difícil se estabelecer ou se mover no mundo como adulto quando você não consegue encontrar um emprego.” Eles também já falaram sobre a necessidade de sermos mais abertos sobre as dificuldades da saúde mental. Não é a típica bobagem de boy bands, e não é a única maneira que estão reescrevendo a narrativa. “Eles nutrem afeto uns pelos outros, o que é algo que não se vê homens fazerem com frequência na cultura pop,” diz Cho, que pensa que a demonstração de amizades íntimas entre homens atrai muitos fãs, sendo visto como homoerótico ou não. “É o oposto dessa masculinidade tóxica que encontramos em muitos espaços online.”

Isso é algo que chama a atenção de Leo Tapel, jovem de Toronto e membro devoto da BTS ARMY. Tapel também aprecia as decisões do grupo em fazer suas músicas neutras em termos de gênero. “Me dá — como alguém que faz parte da comunidade LGBTQ+ — um senso de pertencimento,” ele diz, acrescentando que até o jeito que o grupo se veste é subversivo. “Você já viu a maquiagem, chokers e brincos que eles usam? É tudo sobre quebrar estereótipos de gênero e redefinir masculinidade.”

Tudo isso leva à pergunta: o que a próxima década de boy bands nos trará? Quando a quinta onda chegar (e esperamos que o BTS não esteja aposentado até lá), temos esperança de que as mudanças trazidas por eles — inclusão, vulnerabilidade — não serão mais novidade. Uma coisa que não mudou desde os tempos antigos das boy bands? Os ingressos para os shows do BTS este ano se esgotaram quase instantaneamente…e você é o únicos dois seus amigos que não vai, exatamente como com o New Kids on the Block em 1990.

Fonte: Elle Canada
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 26.12.2018
Jimin e JungKook nos deram um super presente de Natal 🎄
Contemple 10 minutos de Jimin e JungKook vestidos de coelho e pintinho!

Feliz semana natalina, ARMYs! Jimin e JungKook trouxeram para vocês o mais épico presente de Natal. E, com “mais épico”, eu quero dizer o supremo presente de Natal do BTS. Os garotos liberaram o vídeo que os fãs vinham ansiando mundialmente nos últimos seis meses: Jimin e JungKook praticando a coreografia de “Black or White”! Eu sei, eu sei! Eu também enlouqueci! Na verdade, eu estou tendo dificuldades em escrever este post no meio de toda essa emoção.

Oh, espera… Você é novo no fandom do BTS? Eu preciso te explicar a importância desse milagre natalino? Não se preocupe, eu te ajudo!

Veja, todos os anos, RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V, e JungKook guardam uma celebração de aniversário especial para o dia em que tiveram sua estreia – 13 de junho de 2013, apenas para os fãs. Eles chamam a celebração de “Festa”. O evento, na verdade, é iniciado no começo do mês, quando os meninos começam a lançar vários presentes especiais para os ARMYs, como fotos, atualização do perfil da conta do Twitter com fotos engraçadas, vídeos e apresentações especiais até chegar no dia 13 de junho, quando eles fazem a grande cerimônia final, com encenações engraçadas e apresentações para uma audiência de ARMYs sortudos. Basicamente, o BTS leva seu aniversário muito à sério, assim como seus fãs.

Então, o que o vídeo de “Black or White” tem a ver com isso? Bom, para o evento final do BTS Festa de 2018, os garotos tiveram a chamada Prom Party onde os integrantes do grupo se dividiram em subunits para apresentarem músicas diferentes aos fãs. V e Jin apresentaram a música que eles gravaram para o dorama “Hwarang”, chamada “It’s Definitely You.” A rap line, composta por RM, SUGA e J-Hope, apresentou uma música original escrita por eles mesmos, chamada “Ddaeng”. E, finalmente, Jimin e JungKook apresentaram uma dança especial para a música hit de Michael Jackson, “Black or White.”

Logo após o Festa ter acabado, a Big Hit Entertainment começou a postar os vídeos das apresentações das diferentes units. Em 6 de julho, a apresentação de V e Jin de “It’s Definitely You” e a da rap line, com “Ddaeng”, chegaram ao canal oficial do BTS, BANGTANTV, para o deleite dos fãs.

Então, dia 13 de julho chegou um vídeo dos bastidores, documentando como RM, SUGA e J-Hope se prepararam para a apresentação.

Em 16 de julho, tivemos o vídeo de Jin e V ensaiando:

Neste momento, enquanto os fãs estavam chorando lágrimas de felicidade com todo o conteúdo que estavam recebendo, uma pergunta estava na cabeça de todos: onde estava os vídeos da apresentação e ensaio de Jimin e JungKook de “Black or White”?

Os ARMYs aguardaram e aguardaram o vídeo chegar no YouTube como foi com o restante das apresentações do grupo, mas após meses e meses de espera, os fãs deduziram que o BANGTANTV (canal oficial do BTS no YouTube) estava tendo problemas com direitos autorais com a apresentação de Jimin e JungKook, já que ela acompanha uma música de Michael Jackson.

[TRAD] Será que o Jimin e o JungKook podem por favor pedir permissão pra Sra. Janet Jackson para liberar o ensaio de Black or White e a apresentação do Festa 😂🤣🤣😂🤣😂

[TRAD] Às vezes você não acorda de manhã e diz hoje eu vou reclamar por não ter o vídeo do ensaio de Black or White de JiKook?

Os fãs estavam lentamente, e a contragosto, começando a aceitar que a apresentação de “Black or White” de Jimin e JungKook talvez nunca fosse ver a luz do dia. Mas, obviamente, a Big Hit viu os pedidos desesperados dos ARMYs, porque no dia 24 de dezembro, eles acordaram com um presente de Natal supremo do BTS os esperando no YouTube.

Pasme! Era o vídeo de Jimin e JungKook em toda sua glória! Estou falando de 10 minutos de puro JiKook. Há cenas dos meninos sendo extremamente sérios enquanto pregam os complexos movimentos de dança de Michael Jackson, assim como cenas deles rindo divertidamente juntos vestidos com suas fantasias de coelho e pintinho. Eu não consigo nem lidar, pessoal.

Confira abaixo:

Os staffs da Big Hit habilmente retiraram todos os traços da música “Black or White” do áudio do vídeo e editaram “IDOL” em cima de todas as cenas de dança, mas isso não faz diferença. Os ARMYs estão esmagando seus teclados de alegria! O Twitter foi à loucura, porque nós, ARMYs, somos abençoados.

[TRAD] O MEU DEUS. VÍDEO DO ENSAIO DE BLACK OR WHITE?? ISSO É UM SONHO??? EU ESTOU FINALMENTE NO CÉU???? PRECISO ASSISTIR AGORA MESMO

Essa é uma época de alegria, pessoal. Me deem licença enquanto eu assisto o vídeo de “Black or White” em repetição pelo restante das minhas férias natalinas e curto até o último minuto.

Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr; jumaria @ btsbr


Publicado em 24.12.2018
BTS é destaque em conferência acadêmica sobre música pop coreana 📝
O sucesso global do grupo é visto como fora dos padrões do K-Pop

Um público anormalmente grande compareceu para a 24ª conferência regular da Associação Coreana para Estudos de Música Popular (Korean Association for the Study of Popular Music (KASPM), presidida pelo professor Kim Chang-nam) no dia 8 de dezembro, na CKL Enterprise Support Center, em Seul.

Entre os participantes estavam alguns visitantes do exterior trazendo suas malas. A grande atração daquele dia foi uma sessão com o tópico “Status e Perspectivas do Fenômeno BTS”. A decisão de focar em um grupo de música pop em específico foi vista como um passo inusitado para uma conferência que tem história em endereçar tópicos como “O (Potencial) Apelo Popular da Música Tradicional” e “Música Popular e Gênero” – evidência de que o grupo BTS se tornou um fenômeno significante o suficiente para se tornar objeto de pesquisa acadêmica.

“Tão cedo quanto o debut do BTS, cerca de 2013 ou 2014, as reações domésticas não foram grandes,” notou Lee Kyu-tak, professor na Universidade George Mason da Coreia, na apresentação com o título “Problemas da Indústria Musical como Testemunhados através do Sucesso do BTS”.

“Parte disso foi a limitação por se tratar de um grupo associado a uma empresa pequena, mas o trabalho duro no mercado internacional resultou em conseguirem uma resposta mais positiva do que no âmbito doméstico,” Lee continuou.

“A imprensa e o público similarmente ficaram espantados quando eles chegaram ao topo da Billboard em maio passado, mas isso não veio do nada – é algo que eles já vêm construindo continuamente desde 2015,” concluiu.

Como fatores por trás do sucesso do BTS, Lee apontou ao eficiente uso de canais midiáticos como YouTube, V Live e redes sociais, junto com músicas e performances que integram elementos “estrangeiros” com aqueles familiares ao público ocidental, bem como a comunicação pessoal do grupo com os fãs. Em particular, ele destacou que o grupo estabeleceu uma continuidade ao atrair, com sucesso, uma audiência global de fãs leais desde os primeiros dias, em contraste com o sucesso rápido de “Gangnam Style”, de PSY.

“O BTS não agradece seus fãs – eles dizem obrigado aos seus ‘ARMYs’”, disse Lee. “Ao se referirem ‘àqueles que nos apoiam e compram nossos álbuns’ ao em vez de ao público geral, eles fortalecem um senso de conexão. Apesar de em pequeno número, esses fãs demonstram grande força trabalhando juntos e tiveram grande impacto no mercado musical diversificado e digitalmente centrado,” ele acrescentou.

Pôster da 24ª conferência regular da KASPM.

A relação horizontal entre o BTS, sua empresa e os ARMYs

Na apresentação intitulada “Triângulo BTS: Estrutura de Poder e Conflito entre BTS, seus ARMYS e a BigHit”, o professor da Yonsei University, Kim Jeong-won, observou o relacionamento entre o BTS e sua fanbase.

“Foi interessante ver o discurso do BTS no Billboard Music Awards em maio de 2017, onde mencionaram seus ARMYs logo no começo. Eles sempre falam dos ARMYs primeiro,” Kim disse.

Kim sublinhou que o relacionamento entre o BTS, a empresa que os gerencia, BigHit Entertainment, e os ARMYs, não é vertical mas horizontal, envolvendo influência mútua.

“Após o assassinato na estação de Gangnam* em 2016, muitas ARMYs em seus vinte e poucos anos começaram a fazer acusações de misoginia em algumas letras do BTS. O grupo e a empresa permaneceram em silêncio por mais de um mês e só se desculparam depois que a imprensa noticiou as acusações,” disse Kim.

“Mas quando ARMYs se opuseram às notícias, em setembro, de que o grupo estava colaborando com um letrista misógino de extrema-direita no Japão, eles imediatamente cancelaram a colaboração e se desculparam. Isso sugere que a influência dos fãs cresceu,” explicou Kim.

Kim continuou para expor a “cooperação positiva durante a recente polêmica sobre a camiseta do Dia da Libertação da Coreia e o chapéu com logo nazista, com a empresa se desculpando e fãs doando financeiramente às mulheres de conforto japonesas e os sobreviventes do bombardeio atômico.”

“Quando olhamos para o relacionamento entre o BTS, BigHit e os ARMYs, devemos focar na maneira com que cada um exerce seu papel em ajudar e checar as ações do outro, em vez de ver como uma relação entre estrelas, uma empresa, e os fãs.”

Transcendendo as barreiras do K-Pop

A discussão seguinte focou na possibilidade do sucesso do BTS ser visto como um sucesso para o K-Pop no geral. Lee disse que o BTS “não teria tido tanto sucesso quanto tem sem os esforços passados de artistas e músicos do K-Pop.”

“Mas, nesse momento, o BTS parece estar transcendendo as barreiras do K-Pop,” acrescentou.

Mi-myo, editor-chefe da revista “Idology”, disse que os fãs internacionais “gostaram do K-Pop por sua atratividade e coreografia hipnotizante, mas ficaram desanimados quando descobriram os problemas de direitos humanos, incluindo os treinamentos brutais desde criança. Como artistas, o BTS mudou isso. É por isso que são vistos quase como uma antítese do K-Pop.”

Professor da Universidade Nacional de Seul, Hong Seok-kyeong, disse que “não é certo focar exclusivamente no ‘K’ [em K-Pop].”

“A Onda Coreana em si foi formada no ambiente do Leste Asiático, incluindo Japão e China. A música “IDOL” inclui elementos musicais africanos além dos coreanos,” ele explica. “Não devemos limitar nossas perspectivas.”

Fonte: Hankyoreh
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 23.12.2018
O cabelo do RM fez os ARMYs ficarem nostálgicos…
Os ARMYs estão sentido uma vibe de “Just One Day" no look do RM

O ano pode estar quase acabando, mas os garotos do BTS ainda não acabaram de surpreender seus fãs. Com uma mudança que certamente chocou diversos fãs, RM apareceu de cabelos platinados, fazendo-os se sentirem nostálgicos. De uma forma bem “BTS”, RM arrasou com o novo look.

Em 22 de dezembro, RM postou uma foto sua na conta oficial do grupo no Twitter fazendo o sinal de paz, usando óculos pretos chiques e um novo tom nos cabelos, platinados. Os fãs perceberam que RM – também chamado por seu nome verdadeiro, Kim Namjoon ou apenas “Joon” – já teve cabelos platinados antes, em 2014, durante as divulgações para o vídeo clipe de “Just One Day”.

O cabelo claro foi uma mudança drástica, naquela época, comparada ao castanho que RM vinha usando nos cabelos durante aquele ano. Essas memórias estão deixando os fãs muito animados, tuitando coisas como “Joon usando óculos e cabelos cinza/platinados? Um grande SIM para mim!!” e “Ai meu deus Joon com cabelos cinza! Feliz Natal adiantado!!”.

É claro que a mudança de cabelo do RM foi bem recebida pelos ARMYs. Agora, você deve estar curioso para ver [o cabelo] também. Então, sem mais delongas, confira o mais novo look de RM, festivo e arrojado ao mesmo tempo.

[TRAD] O melhor em grelhar carnes, SUGA-hyung

[TRAD] Eu amo essa sua cor de cabelo RM, é igual a da era 1day 😊😍👍👍👍

Aqui está o vídeo de 2014 que os fãs imediatamente começaram a comparar com o novo cabelo platinado do RM:

Eu tenho que dizer, também senti uma vibe de “Just One Day” no novo look do RM.

A transição para o cabelo platinado de RM veio logo após outra mudança, do começo de dezembro, quando RM apareceu no Melon Music Awards de 2018 com cabelos roxos. A mudança de cor de cabelo do rapper o coloca junto com os demais integrantes do grupo, que também mudaram a cor de seus cabelos nas últimas semanas. Na mesma premiação em que RM estava com o cabelo roxo, V revelou seu mais novo cabelo vermelho, que logo se tornou um favorito dos fãs. Mais tarde no mesmo mês, JungKook apareceu no show da “BTS World Tour: Love Yourself” no Taoyuan International Baseball Stadium, em Taiwan, com cabelos pretos, uma mudança drástica comparada à cor castanho-avermelhada que ele vinha usando. Jimin também estava com uma cor nova, cinza, durante o MAMA em 12 de dezembro, que combinou perfeitamente com seu look todo branco do Red Carpet da premiação. Alguns meses depois, ele apareceu no show de Berlin com cabelos azul claro.

Por ser tão comum para artistas do K-Pop pintarem seus cabelos frequentemente durante o ano, e especialmente durante novos lançamentos, é fácil entender o porquê novas cores de cabelo são tão excitantes para os ARMYs. Outro motivo da comoção dos ARMYs? Foi revelado recentemente que Jimin terá sua primeira capa solo, para a “Top Class” de janeiro de 2019 – uma revista que entrevista pessoas que são líderes em suas áreas. Ver o Jimin na capa mostra como o sucesso do BTS está mais forte do que nunca.

Seja por uma nova tonalidade nos cabelos dos integrantes do BTS ou por uma conquista como uma capa solo de revista, os ARMYs estão apoiando tudo que o BTS está fazendo. E independentemente da cor de cabelo que os garotos estejam usando em qualquer momento, está claro que o sucesso do grupo não vai mudar tão cedo.

Fonte: Elite Daily
Trans eng-ptbr & adaptação: Jojo Viola @ BTSBR


Publicado em 23.12.2018
ARMYs fazem doações para sobreviventes de escravidão sexual
Os ARMYs estão espalhando calor com doações caridosas

O ar está ficando mais gelado, mas os fãs do BTS estão espalhando calor com doações caridosas. Recentemente eles fizeram uma doação para beneficiar as “mulheres de conforto”, sobreviventes da escravatura sexual militar japonesa.

No domingo, a House Of Sharing — uma moradia para as idosas sobreviventes em Gwangju, na Província de Gyeonnggi  — disse que os fãs doaram suprimentos para manter as moradoras aquecidas no inverno. Foi mencionado que fãs coreanos e internacionais participaram das doações.

As fotos compartilhadas pela organização mostram caixas de suprimentos empilhadas em frente à residência, incluindo jaquetas acolchoadas, coletes, meias, roupas íntimas, fraldas geriátricas, higienizadores de mãos e frutas.

Um dos fãs disse, “Como integrantes da próxima geração, nós devemos cumprir nossas responsabilidades para com elas e faremos nossas vozes serem ouvidas. Vida longa às sobreviventes.”

Eles também relataram planos de doar para o Conselho Coreano para Justiça e Memória para Questões da Escravatura Sexual Militar Japonesa, outro grupo cívico que defende as sobreviventes.

Os fãs do BTS tem uma longa história de apoio à comunidade.

Após a tragédia do barco Sewol em 2014, BTS e os ARMYs foram rápidos em ajudar doando suprimentos para as famílias afetadas. Mais recentemente, em outubro os fãs organizaram uma doação de sangue em celebração ao aniversário do Jimin.

Também doaram para um grupo de proteção animal, a Associação Coreana do Bem-Estar Animal, para o aniversário do Jin no dia 4 de dezembro.

No começo de dezembro, os ARMYs doaram cerca de 5,44 milhões de wons (aproximadamente $4,740 dólares) para o Centro Hapcheon de Bem-Estar para Vítimas de Bombas Atômicas, um abrigo no sul da Província de Gyeongsang para vítimas coreanas de bombas atômicas que os Estados Unidos usou para atacar as cidades japonesas Hiroshima e Nagasaki, durante a Segunda Guerra Mundial.

Fonte: Kpop Herald
Trans eng-ptbr; jumaria @ btsbr


Publicado em 23.12.2018
Os discursos vulneráveis do BTS mostram porque eles merecem toda a felicidade do mundo 💜
É sempre reconfortante ver a conexão especial entre o BTS e os ARMYs!

Depois do mundo de emoções que vieram com a vitória do BTS como Artistas do Ano no MAMA 2018 em Hong Kong, essa ARMY aqui teve que se dar um tempinho para se recuperar.

Sinceramente, eu não estava nem planejando escrever sobre o que aconteceu, porque é muito desolador pensar sobre toda a dor pela qual os integrantes do BTS tiveram que passar, e continuam a passar, por nós. Mas já que o meu cérebro simplesmente não ia me deixar parar de pensar sobre isso, aqui estamos nós.

Como sempre, a performance do BTS no MAMA 2018 em Hong Kong foi colocada quase para o final do programa, e então os ARMYs ficaram animadíssimos com as apresentações maravilhosas de “Airplane pt. 2”, “O!RUL82? LY Remix” e “IDOL”. Acho que eu nunca vou superar aquela parte inicial de “Airplane pt. 2”, para ser bem sincera.

Ainda havia prêmios a serem dados depois da apresentação deles e o maior de todos, o de Artista do Ano, foi para o BTS. Já que esse seria o terceiro ano consecutivo em que eles ganham esse prêmio, tenho certeza de que muitos de nós não esperavam ser impactados com um discurso tão emocionante.

Jung Hoseok (J-Hope) foi ao microfone primeiro e começou discursando sobre algo que o grupo já havia dito antes, sobre a dificuldade que eles enfrentam ao querer sempre mostrar a melhor parte de si mesmos para os fãs.

“É sério, antes de subirmos ao palco, eu fiquei bastante preocupado. Nós estamos sempre querendo mostrar nosso melhor lado, e os lados de nós que não cometem erros. Então toda vez, antes de subir ao palco, meu coração fica apertado e eu me preparo para a apresentação. Esse prêmio é realmente…”

A partir daí Hoseok não conseguiu mais se segurar e começou a chorar no meio do discurso. Ele teve de parar por um momento para se recompor e continuar a passar a mensagem que ele queria com a ajuda dos outros rapazes do grupo, que lhe deram força com suas demonstrações de carinho.

“Eu realmente… acho que eu teria chorado recebendo esse prêmio ou mesmo se eu não recebesse ele esse ano. Porque nós passamos por tanta coisa, e porque nós recebemos tanto amor, nós realmente queríamos retribuir através desse prêmio. Muito obrigado, e para os nossos integrantes aqui juntos nesse momento, eu quero dizer muito obrigado. Obrigado, eu amo vocês.”

Hoseok conseguiu finalizar seu discurso, em meio a lágrimas e dando pistas dos problemas com que eles tiveram de lidar neste ano. Sua fala também demonstrou como o grupo se importa com o ganho dos prêmios mais para a poder retribuir o amor dos ARMYs do que por qualquer outra coisa. Os rapazes querem dar orgulho aos seus fãs, apesar de todo caos que isso possa trazer para eles.

Parte do que fez o discurso de Hoseok tão emocionante é que os fãs não veem esse lado dele com frequência. Ele é o anjo alegre que está sempre lá para ser o raio de sol da vida dos ARMYs. Já que ele demonstra seus problemas tão raramente, isso torna ver a dor que ele vem escondendo um golpe muito mais duro.

O discurso de Jimin veio depois, e também mencionou algumas das complicações do grupo ao longo do ano, embora ele tenha se mantido mais otimista em sua fala.

“ARMY! Obrigado. Conforme vivemos este ano – vocês sabem como tempos difíceis podem existir também – e conforme passamos por esses acontecimentos acho que houveram vezes em que nos juntamos para conversar, e vezes para refletir e olhar para trás. Através desses momentos, o que nós sentimos foi que realmente existem tantas pessoas por trás de nós, e ao nosso lado. Nós nos perguntamos quando foi que tantas pessoas apareceram perto de nós. E quando pensamos nisso, mesmo tendo problemas, sempre conseguimos ganhar força de novo e penso, então, que somos felizes. Para todas essas pessoas, eu realmente quero transmitir uma mensagem de gratidão. E realmente queremos receber esse prêmio, neste lugar, de novo. O orgulho que vocês sentem por nós, é porque vocês são o nosso orgulho. Então no ano que vem, nós mostraremos um lado ainda melhor de nós, e retribuiremos tudo a vocês com esse prêmio, mais uma vez.”

Foi só mais tarde que eu percebi que Jimin estava mais uma vez tentando ser a força para seus amigos e também para os ARMYs. Ele confirmou que sim, houveram momentos difíceis, mas que eles conseguiram passar por eles e estão tendo dias mais felizes graças a isso.

Durante os discursos dos outros integrantes, é possível notar como Jimin conforta cada um que chora e continua tentando ajudá-los. É parte do que torna o Jimin tão especial para os ARMYs, se não fosse por seu amor e apoio aos outros rapazes, talvez eles tivessem tido ainda mais embates.

O discurso de V veio depois do Jimin, e apesar de sua mensagem ser curta e doce, o tema foi parecido.

“Primeiramente, às nossas mães e aos nossos pais assistindo a esse programa, neste momento, obrigado por terem nos criado. Este prêmio… Eu não consigo acreditar, de verdade, que isto é um prêmio que possamos receber. Nos tornaremos artistas que vão dar duro para honrar o nome deste prêmio. E em toda temporada de premiações, nós recebemos esses prêmios tão maravilhosos. Mesmo que eu morra e nasça de novo, os ARMYs são um presente insubstituível para nós. Obrigado.”

Taehyung também estava a beira das lágrimas durante o seu discurso, e eu acho que é por isso que ele não se aprofundou muito nos seus sentimentos. Ele expressou sua gratidão para com as famílias e fãs, mostrando suas humildade que o faz tão amável. Para ele não é fácil falar de suas emoções, e ele já estava chorando, então é completamente compreensível que ele não tenha discutido elas muito a fundo.

Min Yoongi (SUGA) foi depois de Taehyung, e assim como Jimin, parece que ele tentou confortar as pessoas através de seu discurso.

“Obrigado ARMY. Estamos tão felizes de receber o prêmio de Artista do Ano. Para os ARMYs que estão sempre nos assistindo, vocês nos deram esse prêmio e com vocês em mente, nós nos esforçaremos ainda mais. E às nossas famílias, que deram a luz a nós, 7 irmãos, eu quero agradecer. 2018 foi um ano em que eu fui tão feliz que me perguntava se podia ser tão feliz assim. Nós faremos 2019 um ano ainda mais feliz e mais maravilhoso. Obrigado.”

Yoongi foi um dos integrantes que lutou muito com a sua saúde mental devido aos problemas e as pressões que os cercavam e que tiveram de encarar ao longo de seus anos juntos. Vê-lo falar da sua felicidade em 2018 diz muito sobre o quão longe eles chegaram.

Apesar de tudo, ele quer que suas famílias e seus fãs saibam que eles estão felizes. Ele não quer que os fãs se lembrem apenas da dor pela qual eles passaram, mas de toda a felicidade que eles sentiram pelas dificuldades vencidas. Sempre há esperança, e essa é a mensagem que Yoongi está tentando transmitir para os ARMYs.

Jin, o mais velho do BTS, foi por último mas mandou a maior bomba da noite. Foram os tópicos tratados por ele que mais emocionaram os outros integrantes do grupo e os ARMYs, talvez em parte porque ele também tenda a ser o piadista no grupo.

“ARMY. O início deste ano vêm à minha mente, mesmo. No começo deste ano nós estávamos bem cansados mentalmente. Então quando conversamos, chegamos até considerar a acabar com o grupo.”

Logo atrás de Jin era possível ver os outros se emocionando ainda mais e chorando mais, não fica claro se eles sabiam ou não que ele revelaria a verdade naquele momento. Por eles já estarem emotivos antes, fica difícil dizer. Mas naquele minuto em que a verdade deles veio a tona, pareceu que o alívio veio também.

“Mas nós nos recuperamos disso de novo, e conseguir conquistar resultados tão bons, acho que é um alívio enorme. Aos outros do grupo que conseguiram, de novo, dominar seus corações, muito obrigado, e aos nossos integrantes que nos amam sempre – não, aos ARMYs, que nos amam sempre, muito obrigado.”

O BTS está sempre andando na corda bamba em relação a decidir o quanto devem compartilhar com seus fãs. A vontade deles de se abrirem sobre seus problemas pessoais, e suas complicações quanto a saúde mental, é parte do que atrai os fãs para eles. Há uma conexão especial aí, que foi construída pela confiança dos rapazes nos ARMYs, difícil de achar em qualquer outro lugar.

É sempre importante relembrar que o BTS não deve nada aos fãs. Eles poderiam nunca ter falado sobre acabar com o grupo para nós, e estaria tudo bem.

Mas ao se abrirem sobre a questão, o BTS realmente mostra quem eles são de verdade. Lembre-se de que este é um grupo no auge da fama. Eles estão ultrapassando barreiras internacionais e conquistando objetivos que eles nunca teriam imaginado conseguir há alguns anos.

Mas eles estavam preparados para se afastar de tudo isso em prol de colocar a sua saúde mental em primeiro lugar. Com um sucesso tão grande vêm problemas ainda maiores. Seus corpos, mentes e almas estão sendo constantemente testados conforme eles tentam cumprir com todas as demandas jogadas para cima deles.

Isso mostra tudo pelo que eles passam e que nós não vemos, e isso também mostra que eles realmente não estão nesse negócio por dinheiro. Acima de tudo, eles só querem ser felizes e fazer o que amam, que é criar música e entreter as pessoas.

Parte de seus discursos foi para assegurar os ARMYs de que eles estão felizes de verdade onde estão agora. De certa forma, realmente parece que eles vem aproveitando todo o sucesso do grupo em 2018. Mas por outro lado, é fácil ver que eles não superaram completamente suas dificuldades e nunca o farão.

É importante notar que a notícia chocante revelada por Jin em seu discurso também permitiu que os ARMYs e o BTS mostrassem seu amor e apoio um pelo outro mais uma vez. A reação dos ARMYs lotou as redes sociais com #ThankYouBTS (Obrigado BTS) em que o fandom extravasou sobre tudo que o grupo havia feito por eles, na esperança de retribuir um pouco disso tudo para os rapazes.

O BTS, por sua vez, disparou para o próprio twitter a fim de mandar seu amor de volta para os ARMYs.

[TRAD] #ObrigadoARMY #jhope

[TRAD] Obrigado ARMY Estou muito feliz

[TRAD] Não se preocupem, nossos ARMYS. Nós podemos contar uns com os outros.

[TRAD] Obrigado ARMY, vamos ficar juntos por um longo tempo! Eu amo vocês e agradeço!! Eu não vou esquecer de hoje!! #suga #EuAcabeideSairApressadoEntãoNãoTemSelca

[V]

[TRAD] Todos os momentos com os ARMYs são a minha felicidade. Agradeço a vocês sempre. Esse dia se tornou um dos melhores com vocês 💜 Eu amo vocês.

Ao nos depararmos com nossos problemas, cada um à sua maneira, é sempre reconfortante ver a conexão especial entre o BTS e sua fanbase. Sendo alguém que quer vê-los continuar amando o que fazem sem chegar a um ponto em que terão de se afastar de novo, espero que eles aprendam que o que os ARMYs mais querem é que eles cuidem de si mesmos primeiro.

Deixando música e fãs de lado, nós só queremos que eles sejam verdadeiramente felizes. Com sorte 2019 trará mais alegrias e menos dores para Kim Namjoon, Kim Seokjin, Min Yoongi, Jung Hoseok, Park Jimin, Kim Taehyung e Jeon Jeongguk.

Fonte: Hypable
Trans eng-ptbr; VenomQ @ btsbr


Publicado em 21.12.2018
O BTS irá ao Grammy de 2019? Colocamos as possibilidades à mesa
Qual é a chance do BTS fazer uma aparição na cerimônia do Grammy?

Ok, ok, ok. Não há como negar, o balde de água fria que foi a indicação do BTS ao Grammy doeu um pouco.

Mesmo que o álbum dos rapazes tenha sido nomeado para o prêmio de Best Recording Packaging no Grammy 2019, o prêmio irá para o diretor da arte do álbum se eles ganharem, e não para os próprios meninos, e os ARMYs estavam esperando que JungKook, Jin, Jimin, RM, V, SUGA e J-Hope tivessem a oportunidade de sair de uma de suas mais bem sucedidas eras musicais com um Grammy para chamar de seu. Ainda assim, seu álbum sendo nomeado para Best Recording Packaging não é um feito pequeno e não foi ignorado pelos fãs do grupo. Então a coisa toda deixa alguns fãs se perguntando – O BTS irá ao Grammy mesmo que seja só pela diversão? Não está totalmente fora de questão. Na verdade, é bem provável.

Vamos ser sinceros. O Grammy não é idiota. Eles sabem que o BTS é um dos grupos musicais mais adorados de todos os tempos. Anteriormente, muitas pessoas da indústria musical foram convidadas a participar do evento mesmo não tendo sido indicadas para nenhum prêmio ou sem se apresentar no programa ao vivo. Por exemplo, consideremos a Joy Villa. Ela é uma cantora e compositora norte americana que é conhecida por usar roupas extremamente polêmicas para o tapete vermelho do Grammy, mesmo nunca tendo indicada. Eu chuto que muitos artistas e celebridades são convidados só pela publicidade que eles trazem para o evento. Levando tudo isso em conta – não é impossível que o BTS seja convidado.

Na verdade, eu apostaria dinheiro vivo em uma apresentação do BTS, também. É. Eu disse isso. Em Grammys anteriores, artistas populares que não receberam nomeações algumas vezes foram reconhecidos de outras formas. Por exemplo, o BTS poderia participar em um tributo, in memoriam, ou mesmo ser convidado para fazer uma apresentação pré-programa épica. Eu também não relevaria a possibilidade da CBS (emissora que transmite a premiação) pedir que o BTS apresente um dos prêmios. Ter os rapazes no palco, mesmo que por nenhuma outra razão do que ouvir o clamor da plateia, parece estar a favor da produção.

Como eu mencionei anteriormente, apesar do BTS não recebido a indicação direta, o seu diretor de arte, que também é uma empresa de branding (gestão de marcas) com sede em Seul, o HuskyFox, recebeu a indicação pela categoria Best Recording Packaging, por Love Yourself 轉 ‘Tear’. Esse prêmio reconhece a identidade visual de um álbum e é entregue aos diretores artísticos no lugar dos músicos. Entããão, pode fazer sentido que os garotos acabem indo celebrar e apoiar HuskyFox eles mesmos, não é?

[TRAD] Oi! Nós somos fãs de artistas com um álbum indicado ao Grammy! Nós podemos dizer isso agora, ARMYs! Parabéns HuskyFox, BTS e BigHit pela indicação!

Eu também sinto que posso falar no lugar de muitos quando digo que adoraria ver o BTS liderar um tributo a boybands. Talvez o One Direction poderia se fazer pular no palco também (já que eles são a outra boyband famosa que sempre foi esnobada pelo Grammy) e honrar as grandes boybands do passado. Imaginem isso: uma melodia incluindo os hits do N’Sync, Backstreet Boys, New Edition, New Kids On The Block, 98 Degrees, etc. etc. mas cantada pelo BTS? Meu coração está tremendo na base.

O único jeito de ter certeza de que o BTS comparecerá ao Grammy é ficar antenado. A noite mais colossal do mundo da música se inicia na CBS no domingo, dia 10 de fevereiro, e está confirmada para te deixar de queixo caído, mesmo se “FAKE LOVE” não estiver lá (lágrimas). Os ARMYs podem dormir sossegados sabendo que seus ídolos não parecem estar nem perto de terminar suas carreiras verdadeiramente impressionantes, então não desistam ainda. Vejo vocês (e espero que o BTS também) no Grammy do novo ano!

Fonte: Elite Daily
Trans eng-ptbr; VenomQ @ btsbr


Publicado em 20.12.2018
BTS e sua evolução de estilos no Tapete Vermelho
A variedade de estilos mostra como eles amadureceram sem medo de experimentar

O BTS é provavelmente um dos artistas mais bem-vestidos no atual cenário musical coreano, mas não há muito tempo eles estavam andando e posando em premiações vestidos dos pés a cabeça em “roupas de grupo combinadinhas” que se diferenciavam apenas para se adequar às proporções de cada um dos sete integrantes. Veja a ascensão das super-estrelas diante de seus olhos com essa pequena retrospectiva das aparições do grupo nos tapetes vermelhos ao longo dos anos.

14 de novembro de 2013

Para a estréia do grupo em tapetes vermelhos durante o Melon Music Awards 2013 o septeto se manteve clássico, com smokings pretos. Mesmo sendo apenas alguns meses após o lançamento de seu primeiro single, “No More Dream”, eles já conquistaram o primeiro de seus vários prêmios de “Melhor Rookie” aqui.

23 de janeiro de 2014

Ao invés do preto, desta vez eles optaram por ternos na cor vinho, SUGA completou o look usando um boné aba-reta para trás. Muitos nessa época ainda não conheciam os integrantes individualmente e apesar das diferenças, não os diferenciavam facilmente.

12 de fevereiro de 2014

Na terceira edição do Gaon Chart K-Pop Awards, o BTS levou seu swag hip-hop monocromático para o tapete vermelho. Suas correntes douradas, tênis de cano longo e camisetas largas os ajudaram a se destacar um pouco mais. RM também muito notavelmente descoloriu os cabelos e se destacou como o líder do grupo.

14 de março de 2014

O BTS ainda parecia bem conservador quando o assunto era estilo, a fotografia acima tirada durante o 100º aniversário do MBC Music Show Champion mostra o septeto sorrindo, literalmente uniformizado, mostrando todo seu carisma juvenil.

3 de dezembro de 2014

Com o lançamento de um novo MV, desta vez para a música “War of Hormone”, os garotos aproveitaram sua estréia nos palcos das premiações durante o MAMA 2014 para desfilarem com um dos looks mais ousados até o momento. Com o cabelo vermelho-fogo de RM, às tranças de SUGA, com a bandana de Jimin por cima de uma camiseta regata de banda, os sete integrantes do grupo estavam começando a se aventurar em novos estilos.

22 de janeiro de 2015

Não muito tempo depois, eles trouxeram de volta os clássicos terno preto e gravata, mas com um upgrade as calças deixavam os tornozelos à mostra, criando um contraste entre as meias brancas e sapatos pretos. RM se destaca novamente ao usar um chapéu fedora e colete preto, como se já estivesse provando desde o ínicio quem seria o grande fashionista do grupo.

11 de outubro de 2015

Deixando a combinação de roupas um pouco de lado, desta vez eles adicionaram uma pitada de cor às clássicas camiseta branca e calça preta. Aqui eles também começam a escolher elementos-chave para a combinação do grupo, especificamente nesse caso o tênis. Aqui eles já tinham lançado o single “I Need U”, que foi uma virada na carreira do BTS, e mais recentemente liberado o MV de seu primeiro grande chiclete pop, “Dope”.

7 de novembro de 2015

A escolha por looks monocromáticos parece ser um hábito para os meninos, mas desta vez J-Hope e RM demonstram confiança ao combinar o estilo contemporâneo e alternativo com botas e blazers. A maknae line se mantém clássica, enquanto SUGA completa o look com um chapéu fedora, e Jin prova o quanto é bonito ao optar por uma cacharrel para acompanhar seu look monocromático.

2 de dezembro de 2015

Para o tapete vermelho do MAMA 2015 o foco eram os cabelos coloridos e couro preto. A escolha pelo tecido favoreceu as dimensões corporais do septeto, enquanto SUGA com seu cabelo verde-menta, RM com o rosinha chiclete, Jimin com o laranja aceso e V com suas mechas verdes na franja contrastam com o restante do grupo, enfatizando a personalidade de cada um.

14 de janeiro de 2016

Eles novamente optam por combinar as roupas com ternos azuis-marinho, mas com os cabelos coloridos é fácil diferenciar os integrantes para aqueles que ainda não tinham se familiarizado com o grupo.

2 de dezembro de 2016

Após o lançamento de WINGS com o conceito mais obscuro e maduro, o BTS domina o tapete vermelho do MAMA 2016 com uma variedade de looks que brincam com a silhueta inspirada na era vitoriana. O cabelo rosado de J-Hope combina sutilmente com a estampa floral de seu blazer, enquanto os fios acinzentados de Jimin ornam perfeitamente com as cores de seu terno. Foi aqui que o grupo ganhou seu primeiro prêmio de Artista do Ano, após o lançamento de WINGS que os levou ao topo dos charts!

22 de fevereiro de 2017

Agora as escolhas para o tapete vermelho são menos focadas na combinação deles como um grupo e mais voltadas à brincar com os traços de cada integrante. SUGA se destaca ao usar uma camisa estampada, enquanto Jimin e RM optam pela produção monocromática para dar destaque aos cabelos coloridos.

21 de maio de 2017

O tapete magenta do Billboard Music Awards 2017 foi a primeira premiação fora de território asiático para o BTS. A opção pelo clássico rocker-chic no vestuário do grupo chamou a atenção do mundo da moda, como Vogue e Harper’s Bazaar, dando ao septeto o selo de aprovação por fazer os looks combinadinhos serem tendência novamente. Aqui eles claramente demonstram o clímax do vestir-se individualmente mas ao mesmo tempo em grupo, com o conceito casual chic sendo claro em toda a produção, mas expresso em sete maneiras muito características.

19 de novembro de 2017

O tapete vermelho do AMAs 2017 foi mais uma prova de como o BTS consegue encantar a audiência com seu senso refinado de estética. Prata, preto e o ocasional branco são expressos em diferentes níveis no look de todos os integrantes, enquanto o cabelo vermelho-metalizado de J-Hope é a cereja do bolo para completar a aparência do grupo.

1 de dezembro de 2017

O BTS desfila mais uma vez pelo tapete vermelho do MAMA, com todos optando por ternos pretos, mas cada um à seu estilo. Há apenas uma gravata-borboleta e uma gravata desta vez, mas eles saem da mesmice ao optar por broches (como Jin e JK). O mix de brincos invejáveis de V é um detalhe que transborda nada mais do que confiança.

21 de maio de 2018

A mais recente aparição e retorno ao tapete vermelho da Billboard este ano mostra o septeto exuberante vestindo Gucci dos pés a cabeça. A variedade de estilos aqui mostra como eles amadureceram incrivelmente para se tornarem um dos artistas mais bem-vestidos da atualidade, sem medo de experimentar com diferentes expressões sem comprometer eles como uma unidade, o BTS.

Fonte: E! Online
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @btsbr


Publicado em 19.12.2018
ÁLBUM DO ANO: O BTS transcende a linguagem e barreiras culturais com Love Yourself 轉 ‘Tear’
Através das músicas, os ARMYs se identificam com as dores e problemas do grupo

Com a intenção de falar diretamente com a sua geração, o BTS faz músicas que seriam melhor descritas como autocuidado.

“Eu perdi a mim mesmo, ou eu ganhei você?” Um cantor canta, seu timbre ofegante flutuando sobre uma suave melodia como fumaça de brasa. A letra é um lindo enigma, não diferentes dos artistas por trás dela.

Muito já foi dito sobre o grupo coreano BTS, seus fãs apaixonados (conhecidos como ARMYs), e seu imprescindível sucesso nos charts americanos esse ano, mas não se deu atenção suficiente às suas músicas — um impressionante catálogo, com uma mistura de gêneros musicais, algumas produzidas por eles mesmos, e todas cantadas quase completamente em coreano. Desde o seu debut em 2013, os sete integrantes do BTS — RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V e JungKook — têm sido abertos sobre suas próprias lutas pessoais, muitas vezes canalizando esses medos e ansiedades em suas músicas, na esperança de curar aqueles que mais precisam ouvir.

Com a intenção de falar diretamente para a sua geração, o septeto faz músicas que seriam melhor descritas como “autocuidado”, usando desde pop pesado e R&B divertido, até o hip-hop e hinos melancólicos. Em nenhum lugar isso é mais aparente do que em seu álbum de referência de 2018, Love Yourself ‘Tear’, um trabalho prismático enraizado em profunda perda e auto-reflexão.

O segundo lançamento da trilogia Love Yourself do grupo — que começou com Love Yourself ‘Her’ ano passado e foi concluída com uma compilação do álbum, Love Yourself Answer’, em agosto — é o mais vulnerável deles, como a maioria dos capítulos intermediários são. Em Her, o BTS tecia uma narrativa de amor e inocência; com Tear, ela começa a se desfazer, enquanto a dúvida e a tristeza de instalam.

O álbum é aberto com “Singularity”, uma faixa solo que encontra o vocalista V questionando a máscara que ele usa para esconder seus verdadeiros sentimentos. “Até os meus sonhos momentâneos, as ilusões que me torturam são as mesmas,” ele canta. Eu perdi a mim mesmo, ou eu ganhei você?” Enquanto isso, a faixa principal do Tear, “FAKE LOVE”, co-escrita e co-produzida pelo líder e rapper RM, reflete o vazio de dar tanto de si mesmo para alguém ou algo, apenas para se perder no processo. Em “Paradise”, uma faixa R&B de destaque co-escrita pelo artista britânico MNEK, o BTS pede aos seus ouvintes: “Pare de correr por nada, meu amigo” e viva o momento. “Está tudo bem em não ter um sonho,” JungKook canta. “Se você tem momentos que te fazem feliz por um momento.”

Essas mensagens transcendem a linguagem. São dores e problemas que todos podem se identificar, independentemente de onde eles venham, e o BTS os ajuda a colocá-los em perspectiva. É por isso que 40.000 fãs eufóricos — de diferentes gêneros, etnias e idades — saíram do Citi Field em Nova York, na noite do histórico show do BTS no estádio em outubro, com o mesmo sentimento de esperança.  
É claro, analisar Tear através de suas 11 músicas parece incompleto. A imagem visual é uma parte integrante do K-Pop, e o BTS em particular constrói meticulosamente narrativas que fundem a estética visual do conceito — como as do Tear, que acabou de receber uma indicação ao Grammy por “Best Recording Package” — com as mensagens de suas músicas. O rapper SUGA falou melhor sobre isso ao descrever o K-Pop não como um gênero, mas como um conteúdo integrado. “O K-Pop inclui não só música, mas roupas, maquiagem, coreografia”, disse SUGA em setembro. “Todos esses elementos se combinam em um pacote visual e auditivo que o diferencia de outras músicas ou outros gêneros.”

Por exemplo, a faixa “Airplane Pt.2”, uma faixa com influência latina co-escrita por Ali Tamposi, que também escreveu “Havana” de Camila Cabello. A música por si só é cativante e atual, um análogo sonhador para a vida pop-star. Mas ver a apresentação do BTS ao vivo é assistir sete ídolos em total domínio de sua arte, onde cada movimento sutil faz parte de algo maior. De várias maneiras, é mais do que um álbum, é um pacote de 360º que abrange tudo.

Com Love Yourself ‘Tear’, o BTS se consolidou como um dos mais importantes atos na música pop atual. E eles conseguiram isso sem comprometer quem são como artistas coreanos, ao mesmo tempo em que promovem o tipo de empatia que não é comumente o foco e o centro do pop algorítmico de hoje.

Então é hora de parar de se referir ao BTS como “fenômenos.” Esse é um termo efêmero que costumamos dar as coisas que achamos difíceis de explicar. Seu sucesso não é tão difícil de entender: Eles unem as pessoas. O processo de amar a si mesmo é uma jornada que realmente nunca termina, mas através da música e através dos momentos de conexão — feitos online ou pessoalmente — você é lembrado de que não precisa passar por isso sozinho, que suas falhas não tem que definir você. Ao fazer isso, o BTS abraça os seus fãs da mesma forma que seus fãs os abraçam.

Como RM já disse uma vez, “Por favor me use, por favor use o BTS para amar a si mesmo.”

Fonte: MTV
Trans eng-ptbr; naky @ btsbr


Publicado em 18.12.2018
Como se tornar uma sensação do K-Pop
O espírito colaborativo do BTS e a energia os diferencia de qualquer outro

O sucesso comercial do BTS nos Estados Unidos realiza os sonhos mais fervorosos da indústria pop coreana. Gravadoras da Coreia vem tentando gradualmente deslizar para dentro da proeminência global na última década, mas, com a exceção de “Gangnam Style, de Psy — uma música ‘de comédia’ e, portanto, uma sorte no acaso –, o mercado americano tem se provado difícil de emplacar. Desde o fracasso do álbum todo em inglês da cantora BoA, de 2009, em colocar a cantora como um ícone pop comparável a Britney Spears, todas as tentativas coreanas, em sua maioria, foram em vão; ainda que houvessem conversas sobre o Girls’ Generation gravar algo em inglês há alguns anos, nenhum álbum do tipo se materializou.

BTS, também conhecido como Bangtan Boys, Bulletproof Boy Scouts e Beyond the Scene, conseguiram essa proeza. Três álbuns consecutivos do BTS chegaram na Billboard 200, onde nenhum outro artista coreano conseguiu. Love Yourself: Tear, lançado em maio, estreou em primeiro lugar, assim como a compilação Love Yourself: Answer, que traz músicas do álbum do ano passado Love Yourself: Her e do supracitado Tear estendidas em um set de dois discos. Para álbuns majoritariamente em uma língua que não é um inglês, esse é um feito histórico, e uma alegria.

Enquanto estrelas coreanas cujo material recente vem sendo especificamente calculado para soar familiar às paradas de música pop americanas, ao mesmo tempo ainda soando como K-pop e como eles mesmos, o BTS é um artista delicadamente equilibrado. Comprometidos com a preservação de sua reputação, e a do K-pop no geral, para inovação sônica, eles lotaram suas músicas de elementos conflituosos e explosivos. “I Need U”, seu primeiro grande single, chacoalha com bateria propulsiva, sintetizadores irritantemente agudos, assobios estridentes, teclados maximalistas e um refrão que combina diversas melodias familiares em um monstro desejoso — pasmem, uma música aerodinâmica mas também ressonante, como se todas as pequenas partes estivessem se esforçando para romper através da superfície polida.

Mas exatamente porque músicas profundas como “I Need U” raramente chegam às paradas hoje em dia, o trabalho recente do grupo, como o pop americano em geral nos últimos anos, vem se tornando sobressalente e devagar. Sem diminuir sua rede de estilos, eles acomodaram as preferências do mercado de streaming por softcore eletro-R&B hipnótico, com ritmos que brilham ao fundo, quicando e ecoando através de longas extensões de espaços vazios. Suas vozes e personalidades desajeitadas e brincalhonas, como é normal que apareçam em qualquer boy band com sete integrantes, os salvam do esquecimento, bem como suas batidas ressoantes, refrões icônicos e danças sincronizadas.

 

Eles estão presos na obrigação familiar que os artistas têm em ter que representar e se manter verdadeiros para uma comunidade que os promoveu ao mesmo tempo que fazem músicas populares para um público que só agora começou a prestar atenção. Mas, no caso deles, sua comunidade original é a Coreia do Sul, e encabeçam o projeto de conquista do mundo desse país, e a massa é os Estados Unidos, a “fronteira final”. A estética do grupo não é muito diferente daquela dos The Chainsmokers, com quem eles já trabalharam na balada-EDM “Best of Me”, no entanto, com sua postura e boa vontade para perseguir o gancho [da música], eles provam que superficialmente soar como The Chainsmokers pode ser excitante e até mesmo experimental. Esse é o grande sucesso de vendas.

“FAKE LOVE”, a faixa principal do álbum Love Yourself: ‘Tear’, tipifica sua abordagem, empilhando acordes de guitarra rasgados, baixos eletrônicos farfalhantes e múltiplas camadas de sintetizadores em uma máquina de movimentos suave, com uma melodia que constrói um hino do rock com a graça aerodinâmica de um hit das pistas de dança. Os rapazes soam tanto roucos e ásperos, quanto desejosos, rosnando os versos de rap enquanto cantam suavemente no refrão com filtros vocais tão aquosos quanto os próprios teclados. Ainda que a música seja quase que totalmente em coreano, o título, o refrão grandemente ascendente (“I’m so sick of this fake love”), e um pós-refrão abruptamente descendente (“Love you so bad”) encerra o argumento com frases isoladas em inglês.

Nadando numa maré de um balanço ecoante, muscular e vagamente de trap latino, “Airplane pt. 2” tem truques parecidos; junto dos violinos, tambores de aço e o efeito percussão enferrujada, os garotos apimentam seus raps em coreano com slogans em inglês (“I don’t know I don’t know I don’t know I don’t know”), e o refrão também inclui espanhol (“El mariachi”).

Misturar outras línguas em canções em coreano é um hábito bastante comum na indústria pop da Coreia, especialmente nas músicas principais. O BTS é especialmente astuto quando o assunto é incorporar frases em inglês, uma vez que aparecem em intervalos melódicos cruciais — os “bliss points”, como os compositores da indústria chamam, o momento de três segundos perfeitamente condensado para grudar na sua cabeça. Se você cantarola essas músicas — e você vai, elas são contagiantes! —, você cantarola em inglês, mesmo que sob a impressão de que está cantarolando em coreano. E aí, as mentes de fãs do pop estão, então, infiltrados através da linguística.

Ainda que Love Yourself: ‘Answer’, a compilação, seja exatamente a extravaganza de carreira que queriam, é também meio bagunçado; com sequências erráticas, pontuado com remixes redundantes, ele omite músicas deleitáveis dos dois álbuns (“Pied Pieper”!). Notavelmente, Love Yourself: ‘Tear’ se encaixa como um álbum. Superficialmente sobressalente, é um compêndio de nós densos com ganchos de todos os tamanhos e formas.

As músicas são nada mais que ganchos bem elaborados e juntos, seja melodias pop plenamente desenvolvidas ou pequenos fragmentos texturizados e bregas: as flautas ofegantes e a guitarra rítmica animada contorcem-se em “134340”; os riffs alegres e refrão chiclete em “Love Maze”; a maneira como a voz dos rapazes se juntam sob um véu cintilante e o drop delicado em “Magic Shop”; os bipes percussivos que morfam em uma nova onda de sintetizadores em “Anpanman”. O hábito do grupo de cantar refrões completos por cima dos drops, o que frequentemente funciona como intervalo musical, ilustra que o tratamento de extravagância é um fim em si mesmo. Até as baladas tem gancho, como quando a chorosa “The Truth Untold” irrompe em uma enxurrada de baterias poderosas no final.

Com frequência, álbuns de K-pop que comprimem muitos estilos em um mesmo espaço musical falham em uni-los, uma tendência que aconteceu com o BTS no passado. Love Yourself: ‘Her’ foi dividido exatamente ao meio entre EDM e rap, como se estivesse fazendo uma piada com o drible de gêneros. Graças ao modelo imposto de eletro-R&B, Love Yourself: ‘Tear’ toca ininterruptamente; é possivelmente o único álbum coerente que já ouvi no estilo EDM-softcore-Chainsmokers. A música americana equivalente continua sendo plácida, vazia, menos híbrida. O BTS produziu um álbum cuja superfície eletrônica limpa não mascara os prazeres, mas os junta. Chiados e trancos metálicos em abundância e balanceados por brilho. O álbum desliza delicadamente ao mesmo tempo que bate de forma agressiva. Música que tranquiliza, inexplicavelmente se torna excitante — é isso o que significa construir uma sensação do pop.

Sem a necessidade de marketing, o artistas pop americanos não irão replicar esse tipo de música, nem outros grupos coreanos — o espírito colaborativo do BTS, sua afeição por barulhos estranhos e texturas, e a combinação de distanciamento e energia os diferencia de qualquer outro. Eles triunfam na crença, possivelmente antiquada, de que quanto mais alto, mais divertido. Eles conseguiram, por fim, construir uma algazarra racional.

Fonte: Hyperallergic
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 17.12.2018
A trilogia Love Yourself me ensinou o amor próprio 💜
O relato de uma ARMY que está aprendendo a se amar através do BTS

Eu perdi a voz cantando junto com meu grupo favorito.

Três semanas depois do meu primeiro ano na Universidade de Toronto, assisti a um show pela primeira vez. Minha amiga me convidou para o BTS Highlight Tour em Toronto quando os ingressos de última hora para as vendas gerais foram colocados à venda. Seu entusiasmo, combinado com a minha incapacidade de dizer não às pessoas, bem como com minha ganância em não perder boas oportunidades, me levaram a concordar. Embora o meu conhecimento sobre as músicas do BTS fosse limitado aos seus singles, decidi que seria memorável se eu fosse ao meu primeiro show no meu primeiro mês de faculdade.

Setenta dólares, sete horas gastas acampando do lado de fora do Phoenix Concert Theatre e após inúmeros gritos para os sete homens que entravam no local para os ensaios, eu e minha amiga entramos para o show por volta das 19h.

Posteriormente – após uma hora e meia de show –  saímos com bolhas nos pés, sem filmagens – a empresa que administrava a turnê proibia qualquer tipo de gravação – e um desejo em comum de que o BTS voltasse em breve ao Canadá com um show apropriado. Na época, eles apenas apresentaram quatro músicas nesta turnê mal gerenciada, na frente de uma tela parcialmente quebrada, mas para uma platéia totalmente encantada.

Três anos depois – três semanas após meu quarto ano na Universidade de Toronto, e com um orçamento de 331 dólares, participei do meu segundo show do BTS, a turnê Love Yourself. Levou cerca de 7 comebacks, 3 turnês mundiais, 2 prêmios da Billboard, e uma apresentação no American Music Awards para que o BTS finalmente retornasse a Ontario.

O grupo anunciou as datas e os locais da turnê mundial em 26 de abril. Comprei os ingressos no dia em que eles foram colocados à venda em 7 de maio, com muita dificuldade, mas não foi até um segurança escanear meu ingresso e me conduzir ao FirstOntario Center no domingo, dia 23 de setembro,  que percebi que novamente veria o BTS ao vivo.

Eu finalmente pude sorrir de volta para os rostos que tinham sorrido para mim das telas do meu celular e laptop nos últimos três anos – exceto que desta vez, não precisaria me preocupar com as pessoas me acharem louca!

Eu poderia finalmente cantar junto com as melodias e harmonias que me acalmavam durante os dias ruins e me empolgavam nos dias bons – sem o medo de errar a letra ou soar fora do tom.

Eu poderia finalmente devolver o meu amor ao grupo que me ensinou o que era este sentimento – mesmo que minha voz se perdesse na multidão de 16 mil pessoas.

E perder a voz foi exatamente o que fiz.

O show começou às 18:00h. As portas se abriram às 15h30 e eu estava no meu lugar às 16h. As duas telas gigantes do local estavam  passando os MVs do BTS em ordem cronológica.

O local do show ainda não tinha enchido por completo e o coro dos presentes tinha afogado os alto-falantes. Quando me sentei, fui recebida com o MV de “Danger” de 2014 do BTS, o que era estranhamente adequado, já que a música foi  o primeiro MV do grupo que assisti.

Após “Danger”, iniciou-se “War of Hormone”, que deu lugar aos MVs da trilogia The Most Beautiful Moment in Life, seguidos pela série WINGS e, finalmente, pela trilogia Love Yourself.

No momento em que “FAKE LOVE” terminou, o canto do público era ensurdecedor, minhas cordas vocais estavam enfraquecendo e o show ainda não tinha começado. Infelizmente para as minhas cordas vocais, no momento em que as luzes se apagaram, as batidas familiares de “IDOL” reverberaram pelo local e o BTS subiu ao palco.

Eu gritei.

Daquele ponto em diante, alternei entre ofegar, cantar, berrar, me esgoelar e gritar, não ficando em nenhum momento em silêncio. Eu me arrependeria disso mais tarde, não pelo fato de que minha garganta iria doer por uma semana, mas sim por tornar todos os meus vídeos do show insustentáveis de se assistir. Embora eu tentasse culpar minha irmã pela maioria dos gritos no fundo, eu sabia que também era culpada.

Apesar de já ter se apresentado duas vezes na frente do público canadense, o BTS nos deu um show perfeito. Toda mudança de roupa era impressionante – literalmente, porque muitas de suas peças envolviam lantejoulas. Todas as transições entre as músicas foram suaves e a coreografia foi esplendidamente sincronizada.

A cada piscada das luzes do palco, a cada mudança de cor dos ARMY Bombs controladas por Bluetooth, e a cada momento de fanservice que o BTS nos dava, eu me apaixonei ainda mais por eles. Irônico, considerando o nome da turnê é “Love Yourself”.

O BTS nos disse que nós éramos o décimo show dessa turnê e que nós éramos o “10 perfeito” dos shows na América do Norte. Eles nos presentearam com o logotipo reformulado na bandeira canadense e disseram que amavam o Canadá e que adorariam voltar. E eu os amei de volta.

“Amor”. Nenhuma outra palavra poderia ter expressado minha adoração, adulação e admiração por esse grupo que me ajudou – e muitos de meus colegas – a nos amar por meio desses anos universitários desgastantes, tumultuados e manchados de lágrimas.

O sucesso e o crescimento do BTS me surpreende e me encanta. Os garotos que eu vi há três anos tocando na frente de uma tela quebrada se tornaram grandes estrelas. Agora, a única coisa quebrada por trás deles é um novo recorde. Eles estão atingindo alturas que poucos artistas estrangeiros, coreanos ou não, alcançaram antes.

Sua longa lista de realizações em três curtos anos evidencia sua dedicação, impulso e decisão de se amar – algo que estou determinada a imitar.

Estou aprendendo a me amar graças ao BTS.

Fonte:  The Varsity
Trans eng-ptbr; fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 17.12.2018
O meme do JungKook no MAMA é a melhor coisa da semana
O BTS é protagonista de memes mais uma vez!

Este ano tem realmente sido do BTS. Os artistas mais populares do Twitter têm dado aos fãs novas músicas, uma sessão de karaokê dos deuses, e vários novos itens de vestuário. Mas, o maior presente pode ter acabado de chegar, com a recente caminhada de JungKook se tornando o mais novo meme favorito da internet.

Durante a apresentação do grupo no MAMA de 14 de dezembro, em Hong Kong, JungKook apareceu no palco com um desfilar merecedor da New York Fashion Week. Como comentado pelo site SBS, JungKook literalmente dançou, desfilou e marcou sua entrada em uma longa passarela durante a abertura de “Airplane Pt. 2”.

O momento glorioso na história do BTS rapidamente se tornou material para as lendas da internet. Um usuário comparou [a caminhada] com um gato de tutu, outro especulou que talvez a apresentação do grupo foi inspirada em uma das caminhadas de Rihanna.

[TRAD] Esse é o JungKook durante a intro de Airplane pt.2

[TRAD] Este não é aquele vídeo do JungKook no começo de Airplane pt 2?

Além do trabalho de detetive da internet a respeito da possível inspiração de JungKook, alguns fãs editaram outras músicas de fundo no trecho. Um desses vídeos — onde o cantor está andando ao som de “Partition”, da Beyoncé — já conseguiu atingir 8 milhões de visualizações, e outra edição — que coloca JungKook como uma estrela de filmes de ação — caiu nas graças dos fãs.

[TRAD] Jungkook desfilando na passarela do Mnet Asian Music Awards para apresentar a música do BTS inspirada no pop latino, Airplane pt.2

[TRAD] Bênçãos a quem fez essa edição

[TRAD] Eu caminhando para o guichê do Mc’Donalds quando o número do meu pedido é chamado

[TRAD] Eu na 5ª série indo apontar meu lápis sabendo que minha roupa está fofa

Obviamente, essa não é a primeira vez que o BTS inspirou a grandiosidade da internet. O grupo foi usado anteriormente em uma aula de ciências nas mídias sociais e muitas outras aparições do grupo se tornaram uma coleção de tesouros dos GIFs.

Continue assim, BTS.

Fonte: Teen Vogue
Trans eng-ptbr; Jojo Viola @ btsbr