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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua... LEIA MAIS
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Categoria: Traduções

Publicado em 16.10.2018
[TWITTER] 15.10.18 – BTS_twt
TWEETS POSTADOS POR @BTS_JP_OFFICIAL E @BTS_TWT NO DIA 15.10.18

[J-HOPE]


[TRAD] Te vejo amanhã, Berlin 💓🌟🎉

 

[BTS_JP_OFFICIAL]

[TRAD] #BTS 「FAKE LOVE -Japanese ver.-」agora está disponível para download digital nas plataformas globais!

Trans ko/eng-ptbr; Soren @ bts-trans
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ btsbr


Publicado em 16.10.2018
FAKE LOVE (Japanese Version) domina os charts do iTunes ao redor do mundo!
O BTS dominou os charts musicais com o seu recente lançamento em japonês!

O BTS dominou os charts musicais com o seu recente lançamento em japonês!

No dia 16 de outubro, às 12h (horário de Brasília), o BTS realizou o pré-lançamento da faixa “FAKE LOVE” – versão japonesa da faixa-título do álbum Love Yourself 轉 ‘Tear’ – que fará parte do próximo single japonês do grupo.

Após seu lançamento, a música chegou ao topo dos charts do iTunes Top Song de 38 países diferentes, incluindo Argentina, Chile, Holanda, Suécia, Finlândia, Indonésia e Vietnã.

Anteriormente, a versão original de “FAKE LOVE” tinha ficado em primeiro lugar nos charts do iTunes Top Songs de 52 países, e também conquistou o 10ª lugar no Billboard Hot 100.

BTS lançará seu single japonês, que inclui a versão japonesa de FAKE LOVE, no dia 7 de novembro. O álbum também contará com a versão japonesa de “Airplane pt. 2”. Além disso, a faixa original “Bird” – feita em colaboração com o produtor do girlgroup japonês AKB48, Yasushi Akimoto – será substituída por um remix de “IDOL” e um remix da versão japonesa de “FAKE LOVE”.

Após o lançamento do single, o grupo também realizará shows no Japão com sua turnê BTS World Tour: Love Yourself no Tokyo Dome, nos dias 13 e 14 de novembro, Kyocera Dome, em Osaka, nos dias 21, 23 e 24 de novembro, Nagoya Dome em 12 e 13 de janeiro de 2019, e Yafuoku! Dome, em Fukuoka, nos dias 16 e 17 de fevereiro de 2019.

O grupo está atualmente na metade da parte européia de sua turnê mundial e se apresenta na Arena Mercedes-Benz, em Berlim,  nos dias 16 e 17 de outubro.

Parabéns ao BTS!

 

Fotos bônus para o single digital 

 

Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr; fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 16.10.2018
BTS se apresenta no Comitê da Amizade França-Coreia na presença do Presidente Moon Jae-in
O presidente quis comparecer ao evento após a confirmação da presença do BTS

O presidente da Coreia do Sul Moon Jae-in cumprimenta os integrantes do grupo BTS durante um evento cultural coreano parte da visita oficial do Presidente sul-coreano à França, no dia 14 de outubro de 2018, em Paris.

O BTS se apresentou para o Presidente Moon Jae-in e a primeira-dama Kim Jung-sook da Coreia do Sul, além de outros oficiais de governo, durante um show especial no domingo à noite (14 de outubro) em Paris. O evento, batizado de “Ressonância dos Músicos Coreanos”, foi realizado para promover e representar as relações de amizade entre Coreia do Sul e França durante a visita de Estado do Presidente sul-coreano.

A cerimônia também contou com MoonGoGo, Black Spring e muitas outras variedades de artistas. Cerca de 400 pessoas — incluindo oficiais franceses e coreanos, além de fãs — compareceram ao evento.

 

Após a apresentação, o BTS se encontrou com o Presidente Moon e compartilhou diversas fotos nas redes sociais. Através da conta oficial do grupo no Twitter, o septeto postou fotos com Moon e a primeira-dama Kim. O grupo já havia sido parabenizado pelo Presidente pelo sucesso na Billboard mais cedo neste ano.

Recentemente, o BTS discursou nas Nações Unidas sobre a importância da auto-realização e de se fazer ouvido no mundo. Na ocasião, receberam da primeira-dama sul-coreana relógios comemorativos com o nome do Presidente gravado.

Moon Jae-in está, atualmente, em viagem diplomática pela Europa e encontrou o Presidente francês Emmanuel Macron no dia 15 de outubro. O Presidente está visitando a França por quatro dias antes de seguir para a Itália, Bélgica e Copenhague. A apresentação do BTS no evento ocorreu em meio a BTS World Tour: Love Yourself, precedendo os shows em Berlim nos dias 16 e 17 de outubro e no Accorhotels Arena, na capital francesa, no dia 19.

Vídeos do encontro:

Fotos de imprensa:

Fotos oficiais da Casa Azul:  

Fonte: Billboard, Soompi
Trans eng-ptbr e adaptação: nalu @ btsbr


Publicado em 16.10.2018
Diretor de ‘Moulin Rouge’ revela novo encontro com BTS ainda este ano
Baz Luhrmann sugere possível parceria com o BTS

Baz Luhrmann, o homem por trás de sucessos como Moulin Rouge e O Grande Gatsby, compartilhou uma foto dele com o BTS dando os parabéns ao grupo pela capa da revista TIME. Na mensagem ele sugere possíveis planos com o septeto.

[TRAD] Parabéns ao @BTS_twt pela capa da @TIME. Vocês arrasaram no @CitiField em Nova Iorque semana passada. Aguardando ansiosamente para nos encontrarmos em Seul ainda este ano…

Com isso, especulações começaram a inflamar a internet com os fãs que estão na esperança de que o BTS e Baz estejam se unindo para fazer um filme juntos.

O estilo elegante e luxuoso do diretor combinando com os hits do BTS resultaria em um filme que os ARMYs nunca se esqueceriam.

Luhrmann também já dirigiu comerciais no passado, o mais notável deles um vídeo digno das telonas do perfume Chanel No. 5, com Nicole Kidman. Talvez o Bangtan esteja se preparando para lançar uma fragrância e Baz seria o homem responsável pelas filmagens do comercial?

Notícias do aguardado e misterioso encontro vieram logo antes do anúncio do primeiro longa do BTS, Burn The Stage: The Movie, que será lançado no próximo mês.

Assim como na série documentário de mesmo nome para o YouTube, Burn The Stage: The Movie, mostrará os meninos pela The Wings Tour do ano passado, e contará com momentos especiais e íntimos de RM, V, Jimin, Jin, JungKook, SUGA e J-Hope.

Burn The Stage: The Movie estreia dia 15 de novembro nos cinemas mundiais.

Fonte: Metro UK
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ btsbr


Publicado em 15.10.2018
BTS influencia nova onda de ‘Mestres Pokémon’ com apenas um Tweet
O BTS está sempre falando abertamente que são otakus com muito orgulho

O BTS está ocupado viajando de jatinho ao redor do mundo, mas as super-estrelas globais ainda sabem como se divertir. Claro, o septeto está no topo dos charts mundiais, mas eles são leais às suas raízes de otaku. E recentemente o grupo foi responsável por uma nova onda de Mestres Pokémon.

Como? Bom, com toda certeza não foi graças à equipe Rocket.

Pelo Twitter, fãs do grupo ficaram animados depois do BTS aparecer em um vídeo para a Vice UK. Os sul-coreanos conversaram sobre seus gostos e as coisas se agitaram quando animes foram mencionados. Uma série de perguntas provaram que os meninos são grandes fãs das animações japonesas, e eles não ficaram satisfeitos ao ter que deixar Pokémon de lado.

Levando o assunto para a sua própria página do Twitter, RM postou um tweet explicando sua resposta durante uma das perguntas da entrevista com a Vice UK. Durante o vídeo, RM revela seu favoritismo ao Pokémon chamado Mangnanyong, porém o líder não sabia o nome do personagem em inglês. Então, para esclarecer e educar seus fãs à cultura Pokémon, o líder postou a foto do personagem na conta oficial do grupo.

Então, para aqueles que ficaram curiosos, parece que Mangnanyong é o conhecido Dragonite (última evolução do Dratini)!

O tal tweet foi compartilhado mais de 336 mil vezes e alcançou mais de 1 milhão de likes. O impressionante alcance da postagem permitiu que internautas de diferentes fandoms vissem o tweet, e RM manteve o assunto rolando. Ele até desenhou uma versão do Dragonite com Chimmy, o personagem de Jimin no BT21. O líder postou o desenho para consolar Jimin, que após problemas e dores musculares ficou de fora de uma participação do grupo em um talk show britânico, e RM fez questão de desejar parabéns para seu amigo e companheiro de grupo também!

E como pode ser visto pela internet nos últimos dias, a repentina atenção dada a Pokémon fez com que uma nova onda de interesse surgisse sobre o anime. A diversificada fanbase do BTS, ARMY, redescobriu seu amor pelo anime graças ao RM, mas, para outros, o líder foi o responsável pelo primeiro contato com a icônica franquia. Então, se você por acaso começar a ver camisetas com o Dragonite ou outros Pokémons estampados nos shows do BTS, não há motivos para se surpreender.

E vale lembrar que essa não é a primeira vez que o BTS demonstra abertamente que são otakus com orgulho!

Fonte: Comic Book
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSBR

 


Publicado em 15.10.2018
Da Coreia para o Mundo: Como o BTS se tornou o maior grupo do Planeta 🌏
O The Guardian entrevistou o grupo em sua passagem por Londres, leia a tradução!

Com o One Direction em pausa por tempo indeterminado, as boybands ao redor do mundo tem se esforçado para chegar ao topo. Conheça os sete sul-coreanos que venceram, depois de terem impressionado os Estados Unidos e Reino Unido.

Resultado de imagem para bts unicef ukBTS em visita à sede da UNICEF em Londres

Eles chegam para os seus primeiros shows no Reino Unido em um jato particular. Começaram a usá-lo na parte norte-americana de sua BTS World Tour: Love Yourself, que encerrou a passagem pelo continente com um show para 40 mil pessoas no estádio Citi Field em Nova Iorque, no dia 6 de outubro, três dias antes de tocarem para uma multidão em duas noites no O2 Arena, em Londres. Eles já acumulam dois álbuns nº 1 nos Estados Unidos, possuem bilhões de streams nas maiores plataformas de música do globo, e foram recentemente convidados para uma das sessões da Assembleia Geral da ONU como Embaixadores da UNICEF, onde seu carismático líder, RM, discursou em inglês sobre auto-aceitação. Feitos como este são monumentais na carreira de qualquer artista, mas ao alcançá-los, o BTS – RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V e JungKook – fez com que a cara do pop mudasse, se tornando o primeiro grupo sul-coreano a alcançar o topo da indústria musical ocidental.

Jimin, conhecido por sua aparência etérea, foi às lágrimas no final do show no Citi Field. O grupo já se apresentou para públicos de tamanho similar em outros países, mas os Estados Unidos sempre foi a fronteira final para o K-pop – um mercado que já teve inúmeras tentativas frustradas de sucesso com grupos como BIGBANG, EXO e CL do 2NE1. “Nós sentimos isso o tempo todo”, diz Jimin. “Nessa turnê nos apresentamos em alguns locais gigantescos, e isso nos faz ver que as pessoas realmente nos amam. Ao ser inundado por todas essas emoções, isso meio que me pegou.”

Em um hotel em Londres, antes dos seus shows na capital britânica, os primeiros da turnê Europeia, a segurança se mantém alerta nos corredores. Homens enormes acompanham os integrantes do grupo pelos corredores. O BTS atingiu esse nível dissociativo de estrelato, onde precisam ser acompanhados por seguranças todo o tempo. “Sabemos que a popularidade não é para sempre”, RM diz com um sorriso. “Então, aproveitamos a jornada, a montanha-russa e, quando acabar, apenas terminou. Estamos em jatinhos e nos estádios, mas não sinto que seja meu. É como se tivéssemos pegado emprestado de alguém.”

O BTS é uma criação do veterano compositor e produtor Bang Shi Hyuk – que anteriormente trabalhou em uma das maiores empresas da indústria do K-pop, a JYP – posteriormente fundando a Big Hit Entertainment, com o BTS tendo o seu debut em 2013. A prática normal do K-pop é supervisionar cada elemento do vida dos jovens “ídolos”, como são conhecidos na Coreia. No entanto, Bang deu autonomia ao BTS para ter o seu próprio Twitter e vloggar de seu estúdio, e aos rappers o direito de escrever/produzir ao lado da equipe de produção interna da Big Hit. Suas letras são emocionalmente vulneráveis e socialmente conscientes, às vezes beirando a raiva, e indo contra o comportamento “passivo e perfeito” esperado no K-pop. Baepsae, que se traduz como “colher de prata”, defende sua geração “amaldiçoada”.

Os críticos tentaram desvendar o segredo do seu sucesso nos Estados Unidos: muitos creditam as mídias sociais por espalharem seu nome, mas os fãs do BTS, conhecidos como ARMY, indicam suas músicas e suas letras como a razão pelo qual se conectaram tão profundamente com o grupo. Foi isso – juntamente com o fim do One Direction – que culminou no crescente interesse pelo K-pop nos Estados Unidos, além do fluxo constante de conteúdo visual produzido pelo BTS (de cenas de bastidores à reality shows), que envolvem os curiosos e os atraem para a forte personalidade do grupo. No quesito boyband com honras, eles oferecem algo à todos.

Como todas as estrelas do pop com fandoms gigantescos e poderosos, o BTS traça uma linha tênue entre celebrar seus fãs e potencialmente aliená-los. “A fama é como uma sombra”, diz SUGA, o integrante mais sério. “Há luz e escuridão; é algo que nos segue constantemente e não algo que você pode fugir. Mas as pessoas tendem a respeitar nossa privacidade. Nós vamos muito à galerias de arte e as pessoas não nos incomodam, e após sairmos, eles mostram que estivemos naquele local com uma postagem [nas redes sociais]. ”

“Se tomar grandes proporções e passar dos limites, então pode ser uma fonte de estresse, mas para mim, pelo menos, é uma forma de demonstração do amor deles”, diz J-Hope, dançarino de street-dance antes de se unir aos demais. Em um dos seus recentes álbuns, o grupo fala sobre esse comportamento obsessivo na canção Pied Piper: “Pare de nos assistir e comece a estudar para os seus exames, seus pais e seu chefe me odeiam… Você já tem muitas fotos minhas em seu quarto.”

Essa honestidade surpreendente – quando se fala em idols no K-pop – foi o sustento para o conceito da era Love Yourself, com a trilogia de álbuns (Her, Tear e Answer) que traçaram uma narrativa em torno da descoberta e aprendizado do amor-próprio. O discurso de RM na ONU ecoou a temática: “Não importa quem você é, de onde você é, sua cor de pele, sua identidade de gênero, fale por você mesmo”. Essa afirmação relativamente anódina chamou atenção na Coreia do Sul, onde o Presidente se opõe publicamente à homossexualidade.

Durante sua carreira, o grupo teve como inspiração Haruki Murakami, Ursula K Le Guin, Jung, Orwell, Hesse e Nietzsche. O último, figura notável nas teorias que cercam Her, por meio do qual o amor é destinado e deve, portanto, ser inabalável (apenas para se desmoronar em Tear). Como os indies nos anos 80 fizeram, os ARMYs agora leem obras literárias para entender completamente a visão do grupo, enquanto investem muito dinheiro em lightsticks programados via Bluetooth para iluminar o oceano de fãs nos shows.

IMG01BTS durante a coletiva de imprensa para o lançamento de Love Yourself轉 ‘Tear’,
primeiro álbum do grupo nos charts do Reino Unido na 7ª posição

Para muitos, no entanto, o BTS simboliza uma indústria que é pouco mais do que uma máquina de fazer chicletes de alta funcionalidade. O K-pop é visto como cruel por seu sistema de treinamento intensivo, que pode se iniciar quando os artistas têm 7 anos de idades e durar uma década sem garantia de que ele faça o seu debut; e por seu tratamento hostil aos idols que lidam com casos de extrema exaustão e sua saúde mental. Muitos já desmaiaram no palco, enquanto Leeteuk (Super Junior) silenciosamente montou um grupo de apoio – já extinto – chamado de Milk Club, para idols que lidam com depressão. Enquanto isso, os fãs são constantemente retratados como adolescentes histéricas e de mentes vazias. “Não faz sentido discutir ou lutar sobre isso”, SUGA afirma, rispidamente. “Francamente, não consigo entender pessoas que querem degradar um certo tipo de música, seja qual for. A música clássica era o que hoje temos como música pop na época em que surgiu. É uma questão de gosto e compreensão – não é bom ou ruim, não há intelectual ou sem cultura.”

O som do BTS começou como R&B e hip-hop old-school, mas desde então incorporou uma miríade de gêneros, do EDM à house sul-africana. As letras também tornaram-se cada vez mais complexas, mais próximas da prosa do que o simples pop. Em muitos aspectos, o BTS se encaixa nos moldes de uma boyband clássica – eles são bonitos e se apresentam bem – mas também são homens crescidos que choram, abraçam e expõem suas vulnerabilidades e falhas, mesmo quando uma cultura de masculinidade tóxica prospera dentro e fora da mídia. Fortalecendo suas mensagens de força, amor, esperança e aceitação, indo além do que qualquer boyband já ofereceu.

Os artistas no K-pop trabalham incansavelmente, em um mundo onde algumas carreiras duram mais de uma década, a maioria chega ao fim em apenas 12 meses. Este ano, o BTS lançou três álbuns inéditos (dois em coreano e um japonês), viajou pelo mundo e produziu uma terceira temporada de seu reality show de férias, Bon Voyage. Cada minuto de sua rotina é calculado. “Acredito que houveram momentos em que estávamos muito perto da exaustão”, admite SUGA, “mas é inevitável e é o mesmo para pessoas em qualquer profissão, na verdade”.

Idols do cenário atual e da geração passada migraram para a atuação, aparecendo em programas de variedades na TV sul-coreana e explorando carreiras solo. Os interesses de SUGA incluem arquitetura e iluminação. JungKook, o integrante mais jovem com apenas 21 anos, começou a produzir vídeos no estilo documentário, tendo o seu mais recente curta capturado os extremos de sua vida – a intensidade do palco e a calmaria do seu quarto. Ele diz, “Sinto uma enorme alegria quando penso em coisas que posso fazer no futuro”. JungKook tem energia de sobra para gastar – mais tarde, fomos informados de que este se machucou antes do primeiro show em Londres, o limitando a se apresentar sentado, no que o jovem desculpou-se inúmeras vezes com os seus fãs.

Durante uma recente transmissão ao vivo na plataforma V Live, V, integrante de voz rouca que dá ao grupo um toque soul, tocou trechos de um trabalho solo criando uma agitação no fandom. Os rappers do BTS já lançaram mixtapes solo com letras e produções autorais, mas os vocalistas ainda não seguiram seus passos. “Estou trabalhando nisso”, diz JungKook, quando J-Hope começa a rir.

RM complementa de forma divertida: “Ele está se preparando para muitas coisas! Filmes, boxe – ele está planejando tanto que ninguém sabe quando vai sair.”

Uma discussão bem-humorada se inicia, “Quando J-Hope me der batidas, talvez eu possa começar a meu projeto”, insiste Jin, o integrante mais velho com 25 anos.

J-Hope finge indignação, “Eu já produzi batidas para você! Ele gostou do que eu dei a ele!” O rapper diz enquanto Jin gargalha histericamente.

“Em todas as músicas que eu faço,” V entra na conversa, após ter passado a maior parte da entrevista quieto, “sinto que algo que não está lá. Eu tenho uma lacuna, não consigo terminar uma música, preciso de alguém para me ajudar [a preenchê-la]. Quando eu aparecer com algo que eu possa divulgar, eu vou.”

SUGA ataca novamente, “Vai ser daqui a 20 anos.”

Para os fãs, esse é um tipo de provocação brincalhona e mostra a camaradagem natural que torna o BTS tão atrativo. Para o grupo, sua conexão os ajuda a suportar o ritmo de trabalho frenético.

Declaradamente ambicioso, SUGA constantemente afirma que uma vitória no Grammy é seu próximo objetivo e recentemente adicionou o show do intervalo do Super Bowl (71 mil pessoas no Estádio, 120 milhões assistindo em casa) à lista. As duas hipóteses podem cimentar o status do BTS como um grande nome [na história da música]. No presente momento, nenhum dos dois parece inalcançável. “Queremos mostrar o máximo que pudermos”, diz Jimin, seu olhar inabalável. “Só queremos poder mostrar o nosso melhor sempre”.

Fonte: The Guardian
Trans eng-ptbr & adaptação do texto; caroline piazza & fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 15.10.2018
[TWITTER] 14.10.18 – BTS_twt
TWEETS POSTADOS POR @BTS_TWT E @BTS_BIGHIT NO DIA 14.10.18

[BTS_bighit]

[TRAD] [#BangtanDeHoje] Comitê da Amizade Coreia-França ‘Ressônancia da Música Coreana’ na França @moonriver365

[J-Hope]

[TRAD] tchau, Holanda

[Jimin]

[TRAD] Foi um aniversário feliz
Um sincero obrigado a todos aqueles que me parabenizaram
#JIMIN

[V]

[TRAD] Amsterdã 1/2 com J-Hope

[TRAD] Amsterdã 2/2

Trans ko-eng; Denise, Yein e Alli @ bts-trans
Trans eng-ptbr; fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 15.10.2018
Quem é JungKook? Tão talentoso que é quase inacreditável
Acha que sabe tudo sobre o Golden Maknae? Leia e saiba ainda mais!

O grupo de K-pop BTS está totalmente vivendo o ~momento~, e vou ser o primeiro a dizer que é muito merecido. Todos os sete integrantes têm tanto talento (já viu eles cantando? E dançando? Já viu eles usando roupas impecavelmente estilosas?!), mas um integrante em particular possui tantas habilidades que vai te fazer perder a cabeça. Talvez você lembre de Jimin como o integrante que roubou o coração dos fãs ao redor do mundo como o bonitinho de terno vermelho no America’s Got Talent mas, hoje, falaremos de outro integrante do BTS: Jeon JungKook. Então, quem é JungKook? Que talentos ele tem? Bom, para ser honesto, provavelmente seria mais fácil falar os talentos que ele não tem porque, claramente, esse cara é um homem Renascentista, se é que eu já vi algum em minha vida.

De acordo com a Billboard, Jeon JungKook nasceu em 1º de setembro de 1997, fazendo dele o integrante mais jovem do BTS. A revista também destaca que JungKook “cresceu perante os olhos dos ARMYs, e é um artista talentoso e completo, reconhecido tanto pelas suas habilidades em canto, quanto pelas em dança.”

Basicamente, é um garoto de 21 anos que canta, dança e se apresenta melhor que 95% das pessoas do planeta (nada demais, né?). Mas há também uma série de talentos sorrateiros que talvez você não saiba, então deixe-me lhe dar uma longa lista de todas as habilidades do JungKook. Sim, têm muitas e, sim, você ficará enciumado (e apaixonado) até o final da listagem.

1. ELE DESENHA

De todas as habilidades que tenho invejinha, desenhar está no topo da minha lista. Me encanta a maneira como a mão de algumas pessoas consegue criar um nível tão alto de esboços e obras primas, enquanto as minhas mãos não conseguem nem escrever meu próprio nome sem parecer que eu estava vendado.

E, adivinha só? JungKook é, aparentemente, um grande ilustrador. Aqui vai um desenho que JungKook fez de Jimin (sim, o belíssimo ser humano que o Twitter estava babando em cima) e, honestamente, é tão simples mas tão adorável:

 

E a arte não para por aí:

 

Quanta habilidade, JungKook! Estamos vendo, e gostamos do que vemos.

2. ELE É VIDEÓGRAFO

Se você já tentou juntar vídeos em um só para criar um documentário coeso, então você provavelmente está ciente que isso toma muito tempo e demanda muito trabalho. Na metade das tentativas, os vídeos ficam muito mais ou menos porque videografia é muito mais desafiador do que parece.

A não ser, claro, que você seja o JungKook, porque, então, suas habilidades videográficas são incríveis. Quer dizer, dá uma olhada nesse vídeo que ele editou depois de uma viagem a Tokyo, no Japão, com o Jimin:

E aqui tem outro vídeo dele, de uma viagem para Osaka, também no Japão, estrelando todos os seus irmãos do BTS (ele posta seus vídeos sob o pseudônimo Golden Closet Film):

Dá pra comentar como o estilo dele é fluído? Como a edição é perfeita? A vibe geral do vídeo? Muito bem, JungKook.

3. ELE É UM BRILHANTE ARTISTA SOLO

Nós obviamente sabemos que JungKook brilha muito nas apresentações com o grupo, mas ele também canta lindamente sozinho. Isso também me impressiona, porque eu sempre acreditei que boy bands focam menos em faixas solo e mais no grupo como um todo, mas o BTS claramente tem orgulho em permitir a cada indivíduo o seu momento para brilhar.

Aqui uma música solo do JungKook, chamada “Begin”, do álbum WINGS:

E outra faixa solo cantada por JungKook, do álbum Love Yourself: Answer, “Euphoria”:

E aqui tem ele apresentado a música ao vivo, caso você precise de mais provas de que ele é tão cativante no palco sozinho quanto quando está com seus companheiros de grupo:

Não tem como negar que JungKook tem muitos talentos e, considerando que o BTS está dominando o mundo com sua apresentação no Billboard Music Awards de 2018 e sendo levando o prêmio de Top Social Artist, prêmio que também ganhou no ano passado, fica claro que JungKook e seus companheiros de grupo estão fazendo história no mundo do K-pop e da música no geral. Não sei vocês, mas eu estou muito animado para ver os outros truques que esse artista incrível tem por baixo das mangas.

Fonte: Elite Daily
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 15.10.2018
Maisie Williams fez questão de ser uma ‘fangirl’ no show do BTS
Os ARMYs concordam e suplicam "Apenas dê o trono para a Arya Stark logo!"

Várias celebridades fazem parte do exército de fãs do BTS – e essa semana, os ARMYs do Reino Unido puderam ver seus ídolos em carne e osso. A mais animada? Com certeza foi a Maisie Williams.

A Arya Stark de Game Of Thrones se auto-declarou fã de BTS, e conseguiu comparecer ao segundo show do grupo na O2 Arena em Londres. Maisie fez questão de gritar muito pelo seu bias, JungKook – apesar de ele estar impossibilitado de se mover devido a um machucado no calcanhar. A atriz de 21 anos filmou momentos do show esgotado e postou em seu Instagram stories, incluindo um clipe dos meninos apresentando a música “I’m Fine”.

[TRAD] ENTÃO, ninguém vai falar sobre a Maisie no show de ontem a noite em Londres? LENDAS! 😩💖 Arya Stark, eu vejo você 😳

Dando zoom em JungKook, que estava sentado no palco, Maisie soltou um grito para o seu integrante favorito. A atriz também filmou J-Hope dançando, e colocou como legenda na foto do BTS a palavra “mood”. Depois Maisie filmou todos os meninos no palco, gritando “Vamos lá garotos, nós amamos vocês!”.

Tanto os ARMYs quanto os fãs de Game Of Thrones amaram os surtos da atriz, com uma pessoa twittando: “APENAS DÊ O TRONO PARA A ARYA STARK LOGO”.

Maisie tem demonstrado seu interesse pelo BTS online há alguns meses, e até chegou a participar do IDOL Challenge!

Fonte: Metro UK
Trans eng-ptbr; beccs @ btsbr


Publicado em 14.10.2018
BTS faz história ao ganhar 88 milhões de dólares em 2018 até o momento
Estima-se que cada integrante conseguiu faturar cerca de 8 milhões de dólares!

O BTS está fazendo história no K-Pop ao quebrar mais um recorde, desta vez por conta de seus ganhos monumentais. De acordo com o canal de notícias coreano Insight, uma transmissão recente revelou que o grupo faturou mais de 100 bilhões de won (aproximadamente 88 milhões de dólares) em lucros até o momento neste ano.

Enquanto isso, acredita-se que cada integrante do grupo conseguiu faturar cerca de 10 bilhões de won (aproximadamente 8 milhões de dólares) cada um, segundo o relatório.

Dentro destes enormes lucros, 60 bilhões de won (53 bilhões de dólares) foram garantidos após a divulgação e lançamento do último álbum do grupo, Love Yourself 結: Answer, lançado em agosto deste ano.

Os garotos, que viveram em uma casa pequena no começo de sua carreira, também mudaram para um novo dormitório que custou aproximadamente 8 bilhões de won (7 milhões de dólares). O dormitório está localizado na região de Hannam (Hannam-dong), no distrito Yongsan em Seul, conhecido por ter uma “vibe internacional”, já que pessoas de todas as partes do mundo visitam suas atrações sofisticadas.

Os ganhos do BTS podem não ser uma grande surpresa, visto que o grupo vem conseguindo uma popularidade de proporções nunca vistas antes. Em junho, Do Jong Hwan, chefe do Ministério da Cultura, Esportes e Turismo da Coreia do Sul, previu que o grupo terá um impacto na economia do país de 1 trilhão de won (cerca de 880 milhões de dólares).

Mas o BTS não é apenas uma máquina de fazer dinheiro — o grupo ganhou o prêmio de Favorite Social Artist (artista favorito das redes sociais) no American Music Awards de 2018, na última terça-feira, superando grandes nomes da indústria, como Ariana Grande, Cardi B, Demi Lovato, e Shawn Mendes. A vitória veio após o BTS ter conquistado o prêmio de Top Social Artist Award no Billboard Music Awards, em maio deste ano, pelo segundo ano consecutivo.

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Na Coreia, o BTS se tornou o primeiro grupo de ídolos a ser nomeado para o prestigioso Korean Popular Culture & Arts Awards, no começo de agosto.

O grupo da Big Hit Entertainment foi nomeado para a categoria de “Ordem de Mérito” — o mais alto prêmio — que é dado para aqueles que tiveram um papel fundamental no desenvolvimento e na cultura nacional.

Fonte: NextShark
Trans eng-ptbr; Jojo Viola @ btsbr


Publicado em 14.10.2018
[TWITTER] 13.10.18 – BTS_twt
TWEETS POSTADOS POR @BTS_TWT E @BTS_BIGHIT NO DIA 13.10.18

[BTS_bighit]

[TRAD] [#FelizAniversárioJimin]

Jimin encontrando os ARMYs não é uma coincidência apenas, apenas ☺️*

*Referência a letra de Serendipity

 


[TRAD] [#BangtanHoje] #BTS x The Graham Norton Show @TheGNShow! 🇬🇧

[TRAD] [#BangtanHoje] Obrigado, Amsterdã! Amsterdã, a primeira parada da primeira temporada do Bon Voyage que nos animou, e hoje! A animação é do nosso primeiro encontro em um show 😘 Com a promessa de que voltaremos, voltem para casa com cuidado 👋🏻 #AmsterdamShow

[RM]


[TRAD] #FelizAniversárioJimin
💕💕💕

Tradução da foto:
Jimin
Não fique doente
Feliz aniversário!
– Namjoon

[V]


[TRAD] 🤣👍🏻👍🏻🐯 Jimin feliz aniversário!!!

[JUNGKOOK]


[TRAD] Jimin hyung feliz aniversário, happy beollday!*

* Jungkook escreveu “벌떼이” (beolldday). 벌떼 significa enxame de abelhas em coreano que tem a pronúncia parecida com “birthday”. Uma expressão equivalente pode ser “bee-day” onde é feito um trocadilho com a palavra “abelha”.

[V]


[TRAD] Londres 4/4 🤪

[RM]

[TRAD] EU SOU STERDAM 😂😂 *

* RM fez um trocadilho com a palavra “Amsterdã”.

[JIMIN]

[TRAD] Tenho que assistir o Bon Voyage!! #JIMIN #EP3

 

Trans ko/eng-ptbr: natália feitosa @ btsbr


Publicado em 14.10.2018
Amor próprio e a política do BTS
Existe algo inerentemente político e radical na ideia de se amar

Eu ainda estou esperando por uma crítica de um dos shows do BTS que não mencione os gritos dos fãs nas primeiras linhas, muitas vezes descrevendo os ARMYs como meninas adolescentes obcecadas, ou que não desmereça a música do grupo coreano como “música pop enlatada”, e que também não enfatize o fato de que seis dos sete integrantes não sabem falar inglês fluentemente. Até mesmo críticas que saibam mostrar ao público a mensagem positiva trazida pela trilogia de álbuns Love Yourself não conseguem apresentar o significado exato dessas palavras.

O que os autores dessas críticas esquecem, e que também muitos fãs provavelmente nem se lembram, é que existe algo inerentemente político e radical na ideia de se amar.

É muito fácil interpretar o amor próprio como egoísta. Você pode se amar ao custo dos outros, mas esse não é o foco do BTS. Se amar não é o mesmo que a série Parks and Recreation quer dizer com o lema “Treat Yourself” (mime a si mesmo), ou a crescente indústria de cuidados pessoais. Isso não é o que Kim Namjoon, também conhecido como RM, quis dizer em seu último discurso no final do show do dia 6 de outubro, no Citi Field, ao falar, “E conseguir me amar é minha meta de vida até eu morrer. E o que é me amar? O que é se amar? Eu não sei. Quem pode determinar a melhor forma e maneira de se amar?”

Não está exatamente claro para mim o que RM quer dizer quando fala em “eu”, mesmo com meu passado acadêmico em Filosofia, mas fica claro para mim que não se trata do ego* ou de uma persona. E se consegue ter uma noção do significado de suas palavras quando analisadas junto com outras coisas que o grupo já disse em entrevistas passadas e letras de músicas, especialmente aquelas que foram co-escritas por RM.

Em suas últimas palavras no Citi Field, RM também mencionou que foi muito especial para ele se apresentar em Nova Iorque, pois é o berço do hip-hop, música que salvou sua vida, o inspirou, e o fez ser quem ele é hoje.

Ver as pessoas descreverem BTS como uma boyband superficial é ignorar o fato que eles se baseiam no hip-hop. E é muito fácil desconfiar de hip-hop quando [está na] música pop coreana, e realmente se deve ser cético, porque existem muitas imitações, apropriações e fetichizações na indústria, além de roubos da estética do hip-hop.

BTS já cometeu o que mencionamos acima no início de sua carreira, especialmente no que se refere ao estilo. Mas o que as pessoas costumam ignorar é que, na maioria das vezes, hip-hop é um movimento altamente político. E quando se pergunta aos rappers do BTS quem foram suas influências musicais, SUGA normalmente menciona o ganhador do Prêmio Pullitzer Kendrick Lamar, e também Lupe Fiasco. RM mudou conscientemente sua visão do hip-hop, admitindo que ,no início de sua carreira, ele cometia apropriações erradas da cultura negra, e afirma que recebeu ajuda de Warren G, que acredita que hip-hop está aberto para todos.

Só porque o BTS tem uma mensagem positiva e por criarem músicas populares que nem sempre são musicalmente inovadoras, não significa que não é política, nem que possui valor maior do que apenas entretenimento vazio (apesar de serem artistas muito bons). RM frequentemente faz uso de linguagem inclusiva quando fala. Em seu discurso na ONU para o lançamento da campanha Youth 2030 em setembro de 2018, ele disse com essas palavras, “Eu quero ouvir a sua voz, e quero ouvir suas convicções. Não importa quem você seja, de onde você é, sua cor de pele, sua identidade de gênero, se expresse.”

Em uma entrevista com a Billboard em fevereiro de 2018, SUGA disse claramente quando questionado sobre o contexto da música “Same Love” de Macklemore e Ryan Lewis [que] “Não é errado. Somos todos iguais.” E em relação aos protestos de 2017 contra a então presidente Park Geun-hye, “Cidadãos se unindo em uma única voz, superando o certo e errado, verdade e mentira, é algo que eu fielmente apoio.

BTS é diplomático em suas entrevistas, mas não são apolíticos.

As feministas da segunda onda de 1960 usavam o slogan:O pessoal é político.” E isso significa que o seu lado pessoal, o seu “eu”, sua identidade, é inerentemente política. Sua experiência pessoal importa dentro das estruturas sociais maiores.

A ideia é particularmente aparente para pessoas com identidades interseccionais — mulheres negras, homens trans homossexuais, pessoas não-brancas LGBTQ+ — mas também para qualquer pessoa que esteja marginalizada. Normalmente, as características visíveis de sua identidade são feitas de forma a se encaixar em categorias hierárquicas criadas e usadas para te oprimir (ou são transformadas em instrumentos de venda).

Em sociedades democráticas capitalistas baseadas em um modelo liberal de autonomia (que, apesar de variar de acordo com a cultura, foi forçado em praticamente todo o mundo por meio do imperialismo e colonialismo, incluindo a Coreia da Sul), responsabilidade pessoal é ainda maior quando se trata de “sucesso” financeiro ou na carreira. Mas, sistematicamente, sua identidade é, na verdade, o que te torna injustamente responsável — nos EUA, homens negros são automaticamente culpados, mulheres são inerentemente mentirosas, e estrangeiros são primeiramente identificados como suspeitos.

A norma global dominante tem sido definida de forma que uma única identidade (homem, cis, branco, heterossexual) esteja no topo, e todo o resto se localiza na periferia. Mesmo que a identidade dominante seja uma minoria numérica, e mesmo que pessoas dentro dessa identidade também possam ser marginalizadas, todos são forçados por meio de práticas sociais a ficarem dentro dela. É possível ver isso em qualquer lugar. Desde o “peso ideal” para se manter dentro do normal. Ou pessoas de cor de pele mais escuras tentando clarear sua pele para entrar no padrão de beleza considerado ideal. Ou a diferença de salários entre gêneros e raças. E também até mesmo criminalizar ou transformar a homossexualidade em doença. Ou até padrões sociais como empregos “das 9 às 17”, casamento e filhos, ir para a faculdade.

Claro, é necessário algumas normas para que possamos coexistir em sociedade. Mas essas regras não precisam organizar a vida em moldes tão rígidos e hierárquicos, que explicitamente fazem as pessoas se sentirem mal consigo mesmas. Porque, se você não se encaixa no padrão, te transformam em uma doença, falam que você é maluco, e que não tem valor. A sociedade fala que você precisa se consertar, e é possível fazer isso com 3 parcelas de $99.99.

A contradição existente na tradição liberal de autonomia é que também somos alimentados constantemente que se você se esforçar e se destacar, será bem sucedido dentro das “regras do jogo.” E isso nos é mostrado de maneira genérica, como citações inspiradoras. O BTS constantemente comenta sobre essa pressão por meio de sua música.

Somos parte de uma cultura obcecada com fama e dinheiro, e que perpetua a ideia de “sucesso” dentro das normas padrão, enquanto ignoramos coisas como o racismo inerente na riqueza intergeracional, acesso limitado à oportunidades e recursos, nepotismo e “tetos de vidro.” Tornamos a acumulação de capital nosso único objetivo, e ao mesmo tempo impedimos a grande maioria das pessoas a atingir essa meta.

E talvez seja necessário mudar essa meta. Talvez RM não esteja sendo banal quando fala que quer ser feliz. Porque, no final do dia, a grande maioria das pessoas só quer ser feliz sem sofrer.

E é por isso que o pessoal é político. Por isso que todas as políticas são políticas de identidade. Mas também porque é importante ter músicos escrevendo letras sobre não se sentir mal com quem você é. Sobre reconhecer que outra pessoa te deu grande parte do que você é, e o processo de identificar o que realmente faz parte de si mesmo, e o que veio do outro, e o que fazer com essa versão de si mesmo. Sobre o porquê está tudo bem em rejeitar as normas enraizadas no liberalismo e não se sentir pressionado em chegar a um nível de sucesso que não é possível alcançar sem ter apoio da hierarquia social.

Da música “Paradise” que, infelizmente, o BTS não incluiu nas músicas que estão apresentando em sua tour de shows:

Está tudo bem parar

Não há necessidade de correr sem ao menos saber o motivo

Está tudo bem não ter um sonho

Se você tem momentos onde se sente feliz por um pouco

Nós alugamos sonhos dos outros (como uma dívida)

Nós aprendemos que devemos nos tornar grandes (como uma luz)

Seu sonho na verdade é um fardo

Quem disse que um sonho deve ser algo grande

Apenas se torne alguém

Nós merecemos uma vida

Não importa se grande ou pequena, você é você afinal de contas

Se amar é uma declaração política. É uma grande afirmação, e de alguma forma as pessoas constantemente a esquecem. Muitos fãs do BTS são mulheres, meninas, e é esse público que mais desesperadamente necessita dessa mensagem. E quanto mais novas, melhor. Porque é o extremo contrário das mensagens passadas para as mulheres de todo o globo: suas ideias não importam. Sua voz não importa. Seu consentimento não importa. Sua autonomia corporal não importa. Seu trabalho não importa. E essas mensagens são piores ainda e mais humilhantes para mulheres negras.

Se você é um LGBTQ+ marginalizado, ou uma pessoa com uma doença “invisível”, sua identidade talvez nem seja reconhecida pelos outros, e talvez você constantemente se sinta alienado sobre quem realmente é.

Mas mesmo que mais ninguém pense que você importa ou te ame da forma que você precisa ser amado em uma sociedade que nos força a ser indivíduos, se amar é um dos únicos atos revolucionários que se pode fazer.

RM já disse em entrevistas que você precisa se amar antes que possa amar outras pessoas, e eu acredito que muitas vezes a pessoa interpretam essa afirmação com o viés romântico. Claro, o próximo passo talvez seja amar alguém dessa forma, mas antes talvez seja necessário reconhecer os outros.

Se você, marginalizado, tem seu valor, então outras pessoas marginalizadas também têm.

Eu não sou ingênua. Eu não acredito que o amor irá curar o mundo ou que o amor sempre vence. Mas eu acredito que se você se compreende, valoriza a si mesmo e sua identidade, então você também pode reconhecer que são os sistemas e normas sociais que querem que você se odeie, para que você se sinta sem poder, desprovido de direitos, e facilmente aproveitado.

Eu acho que o ponto apresentado por RM quando diz “se expresse” quer dizer que se você continuar se expressando, então outras pessoas eventualmente irão reconhecer que você existe, que sua voz existe, e que você se recusa a ser silenciado.

Se você explorar as letras do BTS e o que os membros dizem em entrevistas, verá que eles não passam uma mensagem fútil ou inspiração vazia. Ao escrever letras pessoais, encorajar uma exposição do interno com efeitos externos, eles estão sendo políticos explicitamente, com mensagens importantes para uma fã base que normalmente é silenciada.

E eu acho que eles enxergam isso.

Quando RM disse “me use, nos use, use o BTS como meio para se amar” para um público de mais de 40 mil pessoas no Citi Field, ele está reconhecendo a necessidade universal de ser validado. Ele também reconhece que a música de seu grupo, assim como hip-hop, pode ser para todos se eles estiverem abertos para isso.

E é por isso que desmerecer o BTS, desmerecer suas vozes e a de seus fãs, é desmerecer algo radicalmente político e vitalmente importante.

N/T: *Ego como o significado filosófico criado por Freud, referente às características da personalidade de cada indivíduo.

Fonte: Heidi Samuelson @ Medium
Trans eng-ptbr; fer zloccowick @ btsbr