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VERSÃO: 1.3 - WINGS BLUE
DESDE: 29.03.2013
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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua.. LEIA MAIS
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Categoria: Traduções

Publicado em 05.07.2018
Por que o Jimin pensou que não entraria para o BTS?
Muitas das mudanças de formação do grupo durante pré-debut não incluíam o [...]

O grupo de K-pop BTS, antes de seu debut em 2013, passou por várias mudanças na sua possível formação final, muitas delas sendo sem o agora popular cantor e dançarino, Jimin.

O BTS é um dos grupos musicais em que todos os integrantes recebem muito carinho dos fãs. Para a maioria destes, portanto, custaria imaginar o fenômeno do K-pop sem algum de seus membros atuais.

Jimin foi talvez quem correu mais risco de ficar de fora do BTS de hoje: do sucesso e do grande apoio dos fãs, assim como do sucesso dos seus companheiros de agora. O dançarino e cantor revelou como estava com um pé dentro e outro pé fora do grupo, faltando pouco tempo para seu debut, em junho de 2013.

“Fui trainee por muito pouco tempo, mas quase fui tirado da equipe umas oito vezes,” revelou Jimin em um vídeo especial, parte do “Comeback Show” do álbum Love Yourself: Her, em que cada um dos integrantes do BTS compartilhou suas memórias a respeito de sua entrada no grupo.

V adicionou, em tom de gozação, que a entrada Jimin na verdade foi questionada umas 15 vezes, e o ácido SUGA seguiu com a piada, recordando: “Não quase tiraram ele um dia antes do nosso debut?”. Jimin admitiu que seu debut no BTS quase não ocorreu porque muita gente da agência não pensou que ele se encaixaria bem como parte do grupo.

A revelação foi uma grande surpresa para os fãs, e ainda que não tenha citado nomes, [Jimin] revelou que “muita gente se opôs” a que ele estivesse na formação. Por fim, apesar de sua personalidade modesta e sensível, Jimin se considerou, com mais confiança, como a sendo a cereja do bolo: “Eu poderia dizer que fui o toque final ao grupo?”.

Tempos depois, Jimin explicou o suposto motivo exato de quase não debutar no BTS, quando convidado ao programa coreano “Please Take Care of My Refrigerator”. “Quase não consegui me juntar ao grupo porque não era bom dançarino,” considerou o artista, curiosamente um dos dançarinos com maior destaque no grupo.

A estrela revelou ter tido que ajustar o seu estilo de dança às coreografias do grupo. “Me especializei em dança contemporânea, e já que esse estilo era completamente diferente da coreografia de um grupo K-pop, foi um desafio complicado para mim.”

Jimin ainda disse, de maneira divertida, que até mesmo Jin não acreditou que ele ficaria no BTS. “Jin disse na minha cara que eu provavelmente não entraria!”, o que o mais velho negou entre risadas, além de elogiar a boa personalidade de Jimin, sua habilidade para a dança e também a sua humildade.

Fonte: Stefania Rodríguez @ El Comercio
Trans esp-ptbr; VenomQ @ btsbr


Publicado em 05.07.2018
Distribuidores de produtos do BTS lucram com o crescimento da popularidade dos astros do K-pop ao redor do mundo
Fãs fazem filas nas lojas aumentando os lucros dos distribuidores.

Fãs do septeto coreano correm para adquirir produtos e álbuns anteriores enquanto seu último trabalho, Love Yourself: Tear faz história ao liderar a parada da Billboard 200

Os distribuidores estão surgindo como os mais recentes beneficiários da crescente popularidade do grupo de K-pop, BTS, a medida que os fãs correm para comprar seu último álbum e merchandise relacionados a eles.

Centenas de milhares de fãs ao redor do mundo estão adquirindo produtos, smartphones, roupas e outros itens promovidos pelo septeto online, enquanto outros chegam a ir até a Coreia do Sul para maratonas de compras.

Com o último álbum do grupo, Love Yourself: Tear, chegando ao topo da parada da Billboard 200 em menos de duas semanas depois de seu lançamento em 18 de maio, números expressivos  de fãs estrangeiros também se apressaram para comprar seus trabalhos anteriores.

De acordo com o eBay coreano, o lançamento do Love Yourself: Tear levou a um crescimento anual de 40% em vendas para suas categorias de músicas e livros até o dia 18 de maio, o dia em que o álbum foi finalmente posto a venda depois de um período de pré-vendas recorde.

O Gmarket, um popular distribuidor online sul-coreano, disse que as vendas de música e livros alcançaram um aumento anual de 106% em vendas durante a primeira semana de maio, devido a gigantesca procura por álbuns do BTS. Um pacote que inclui CDs com álbuns de foto, mini-livros e cards foi um sucesso de vendas.

Entre consumidores de 54 países, Taiwan liderou a lista, contando com 20% de todas as vezes, seguindo pela China com 11%. Países do sudeste asiático como a Malásia, Vietnã, Myanmar, Indonésia e as Filipinas contaram com 30% das vendas estrangeiras.

Consumidores de países do Oriente Médio, como a Arábia Saudita e os Emirados Árabes, assim como os da Europa, também compraram na plataforma online segundo a companhia. O crescimento da popularidade do K-pop nos Emirados Árabes é um fenômeno recente, com os fãs tendo acesso ao conteúdo através de plataformas da internet como o Youtube.

O eBay também está aproveitando o aumento das vendas de outros itens promovidos pelo BTS, como cosméticos (máscaras faciais) e itens de vestuários como camisetas.

Lojas físicas também lucram com o aumento na venda de itens relacionados ao BTS. Recentemente, fãs foram vistos fazendo fila em frente de uma Line Store em Mapo-gu, Seul, para comprar produtos que a empresa e o grupo se juntaram para criar.

O “BT21” é uma linha de produtos com oito personagens criados pelos integrantes do grupo, e não a partir de sua aparência física. Essa linha foi revelada pela primeira vez nas lojas da Line Friends na Times Square em Nova Iorque e na Boon the Shop em Seul, recebendo muita atenção de fãs ao redor do mundo. Na Times Square, a loja atraiu 35.000 visitantes diários depois do lançamento do BT21.

Uma loja da Line Friends em Itaewon, em Seul, começou a vender produtos da linha BT21 em janeiro, e no primeiro dia de vendas uma fila de 500 pessoas se formou do lado de fora da loja antes mesmo que ela abrisse. A Line Friends também começou a vender os produtos na Naver Store Farm e na Amazon Global Line Friends, também disponibilizando os personagens em um free shop do Aeroporto Internacional de Incheon desde janeiro. Além disso, há uma loja física em Harajuku, no Japão, que foi visitada por 15.000 pessoas no dia do lançamento dos produtos da linha BT21. Lojas físicas e online em Taiwan, Hong Kong e na Tailândia logo começarão a distribuir os produtos.

Fonte; South China Morning Post, Korea Times
Trans eng-pt; maureen h. @ btsbr

 


Publicado em 05.07.2018
[TWITTER] 03.07.18 – @BTS_LOVE_MYSELF
Tweet postado por @bts_love_myself no dia 03.07.18

[TRAD] Um novíssimo emoji do J-Hope é revelado!
“Eu amo você, mãe!”
Para quem você quer mandar uma mensagem de amor?

 

Trans eng-ptbr: Jojo Viola @BTSBR


Publicado em 04.07.2018
O BTS não irá curar minha depressão, mas me ajuda a enfrentá-la
Como o Bangtan contribui para a saúde mental e bem-estar dos seus ARMYs.

AVISO DE GATILHO! Este texto contém menções sobre distúrbios psicológicos, mutilação, entre outros.

Eram quase 4 da manhã e eu me vi em estado de pânico. Dois dias antes, meu avô faleceu. Ele sempre foi meu melhor amigo, quem mais torcia por mim, e perdê-lo me levou ao extremo. A automutilação nunca foi um mecanismo que usei para lidar com a minha depressão, mas por alguma razão, naquela noite, o desejo era terrivelmente forte. Eu precisava de uma distração. Rápido.

Música, tinha que ser música. Cliquei na página inicial do YouTube e, nas minhas recomendações estava “I Need U” do BTS. Eu já era fã de K-Pop, mas essa foi uma experiência totalmente diferente. Tanto a música quanto o vídeo incorporaram a sensação paralisante de estar no seu pior momento. Quando ouvi versos como: “O céu está tão azul, o sol é tão brilhante, então você pode ver minhas lágrimas claramente”, eu senti que eles me compreendiam sobre como é sentir-se derrotado. Esses sete estranhos estavam cantando sobre algo que eu estava passando, e embora o que todos nós estávamos sentindo fosse ruim, eu fiquei tranquila porque eu não era a única pessoa que se sentia assim.

O simbolismo visual presente no vídeo, incluindo Jungkook tendo um episódio de dissociação em público, Jimin afundando em uma banheira e Hoseok jogando seus medicamentos na pia do banheiro e em uma fogueira, foram igualmente tristes, mas também me fez sentir menos sozinha. A maioria dos grupos de K-Pop que eu estava ouvindo na época apresentavam conceitos otimistas e felizes, então havia algo de reconfortante em ver esse tipo de vulnerabilidade. E o fato de que eles estavam fazendo música sobre experiências que eu compartilhava – e que vinham me fazendo sentir alienada, de fora por anos – despertou uma curiosidade sobre quem eram esses sete garotos, como artistas e, acima de tudo, seres humanos.

 

“Eu sabia que algo estava errado desde que eu era criança”

Eu soube que não estava psicologicamente bem aos 11 anos, quando me trancar no meu quarto por tristeza se tornou minha rotina. Eu tive dificuldade em socializar – parecia uma atuação, algo tão simples quanto manter uma simples conversa me deixaria totalmente esgotada. Eu me perguntava regularmente: “Por que não posso ser feliz?”, “O que há de errado comigo?” As crianças praticavam bullying comigo por não conseguir brincar da mesma forma que eles ou pelo meu hábito de puxar minhas sobrancelhas devido à ansiedade. Sentir dor e não ter ideia da razão é horrível, e quando você é criança, nada é mais confuso do que não entender por que dói ser apenas você.

Ainda hoje, eu tenho dificuldade em lidar com interações sociais. Às vezes eu desassocio. Minha mente se cala, e de repente, não consigo participar ativamente de uma conversa. As pessoas muitas vezes interpretam mal, como grosseria, mas a verdade é que estou apenas tentando manter controle o suficiente para organizar meu cérebro e não perder o foco completamente. Minha depressão fez com que eu me tornasse a minha pior crítica agora que sou adulta. Quando criança, eu lidei com isso, cutucando minha pele ou puxando meu cabelo, mas agora minhas alternativas são outras. Eu estou sempre fazendo algum tipo de dieta insana, mudando meu cabelo ou gastando dinheiro em maquiagem e roupas, me esforçando para que eu possa ter uma imagem que me agrade.

No meu terceiro ano de faculdade, lembro-me de ter lido uma citação do filósofo francês Albert Camus, que dizia: “Às vezes, seguir em frente, apenas continuar, é uma realização sobre-humana”. Foi exatamente assim que me senti. Mas eu estava nervosa demais para discutir minha saúde com minha família, quanto mais um psiquiatra, então decidi mergulhar em algo que me faria sentir melhor como uma forma de auto-ajuda. Na época, eu estava fazendo estágio na empresa dos meus sonhos, tirando boas notas e tinha um grupo incrível de pessoas ao meu redor que não mostravam nada além de amor. Parecia egoísta admitir que nada daquilo fazia as coisas melhores, então continuei a projetar uma imagem de confiança e alegria, mesmo que isso fosse uma mentira.

 

“Como eu descobri o K-Pop”

Quanto mais eu tentava fingir felicidade, mais me sentia sobrecarregada de dor. No ano seguinte, minha mãe admitiu que percebeu sinais de que as coisas pareciam estar erradas, apesar dos meus melhores esforços para esconder o que estava acontecendo comigo. Ela me levou para buscar ajuda e meses antes de me formar, eu fui oficialmente diagnosticada com depressão clínica. Meu psiquiatra começou a recomendar diferentes métodos de autocuidado e, por desespero, para melhorar, eu estava pronta para tentar de tudo e mais um pouco para me sentir bem novamente.

Eu tentei ter um blog, malhar e até me tornar vegana. Foi então que um amigo recomendou ouvir K-Pop como método de autocuidado. Eu simplesmente amei. “View” do SHINee tornou-se o hino de verão do meu grupo de amigos e fiquei obcecada por outra artista, IU.

Eu sempre tive a mente aberta sobre ouvir música sem me preocupar com a língua em que ela está sendo cantada. Hits são hits mesmo quando não conseguimos entendê-los, e bom, as traduções existem por um motivo. O K-Pop me deixou animada para explorar uma nova cultura, nova linguagem e uma nova maneira de me relacionar com amigos pelos quais eu era eternamente grata. Eu finalmente encontrei algo que me trazia ânimo, motivação. Eu só não percebi que isso me faria confrontar minhas próprias batalhas, até que eu vi o MV de “I Need U” pela primeira vez.

 

“O K-Pop não é muito aberto sobre saúde mental, mas o BTS sim”

O K-Pop não é a indústria mais atrativa quando se trata de discussões abertas sobre qualquer coisa que possa ser interpretada como “controvérsia”. Se você não estiver familiarizado com o funcionamento da indústria sul-coreana, é esperado que os artistas de K-Pop, também conhecidos como ídolos, não demonstrem nenhuma emoção humana negativa (exceto um coração partido, que é aceitável). O BTS, no entanto, nunca se esquivou de conversas sobre saúde mental. Eles sabem e se identificam com pensamentos sombrios, ansiedade e depressão.

Em sua recente série do YouTube Red, Burn the Stage, Jin, o membro mais velho do grupo, fala sobre tentar se manter sempre positivo para os membros mais novos, apesar de regularmente enfrentar dias depressivos e ter “um lado sombrio também”. Namjoon, o líder do grupo, explica sua ansiedade como uma “sombra” e admite “eu não diria que estou superando os sentimentos ambivalentes do outro lado da minha mente, mas parece que todo ser humano precisa de um local de descanso porque ele ou ela tem que lidar com a inevitável solidão ou escuridão.” E Yoongi tem sido extremamente vocal sobre suas próprias lutas quanto a saúde mental, particularmente em sua mixtape solo, Agust D.

Mas eles também tentam tranquilizar os fãs de que as coisas vão melhorar. Em seu novo álbum, Love Yourself: Tear, o integrante mais novo do grupo, Jungkook, ajudou a escrever e produzir uma música chamada “Magic Shop” que apresenta versos honestos como: “Em um dia você odeia ser você mesmo, em um dia você quer desaparecer para sempre, vamos construir uma porta para sua mente”, e “Eu queria consolá-lo, movê-lo, quero acabar com sua tristeza e dor. Você me deu o melhor de mim, então eu vou te dar o melhor de você”.

Durante seu recente especial de Comeback na Coreia do Sul, Jungkook explicou o significado por trás da música, dizendo: “Quando você quer escapar da realidade, você abre uma porta em sua mente, haverá Magic Shop e 7 de nós lá.” Se você não é um ARMY, pode não parecer muito, mas para aqueles de nós que são, essa música pode salvar uma vida. É um lembrete de que o bem-estar de seus fãs é genuinamente importante para todos os sete integrantes do grupo.

 

“Outros fãs do BTS também ajudam”

É por isso que, embora possamos nunca nos encontrar, sei que o BTS está torcendo por mim e por todos os outros jovens que estão achando difícil amar a si mesmos. Amá-los faz com que eu limpe meus pensamentos, me faz otimista e mais consciente de todas as bênçãos que vêm em minha direção. Apenas fazer parte do seu fandom, ser uma ARMY, me faz sentir como se eu fosse parte de algo maior do que posso expressar em palavras. Meus companheiros de fandom são um dos grupos de pessoas mais caridosos, carinhosos e engraçados que você já conheceu on-line. Eles vêm de todos os diferentes estilos de vida e fazem valer a pena enfrentar cada um dos meus dias – tanto quanto os meninos fazem.

É por isso que fico tão aborrecida quando a imprensa e os entrevistadores ocidentais fazem os ARMYs do BTS, o apelido que o grupo carinhosamente nos deu, passarmos por simples megalomaníacos fãs de uma boyband. O BTS pode ter seu lado carismático que nos fazem rir e gritar internamente em como eles podem ser fofos, mas eles também não têm medo de nos mostrar os lados que os tornam humanos, e é a isso que estamos realmente respondendo. Além do mais, fãs de todo o mundo têm falado abertamente sobre suas lutas com a saúde mental, apesar do estigma que nos faz sentir que não somos normais e que devemos nos envergonhar de nós mesmos.

A coragem necessária para se abrir on-line sobre como o BTS nos ajudou a lidar com problemas psicológicos é tão louvável que qualquer um que insensivelmente nos chame de loucos, deveria sentir-se envergonhado. Então, quando a mídia quiser rotular os ARMYs como loucos, eles deveriam pensar duas vezes sobre o peso e o estigma que uma palavra como essa carrega para aqueles que apoiam – e buscam apoio – no BTS e não estão bem. Até mesmo o BTS sabe que a mídia ocidental tem nos dado uma imagem errônea e eles sequer estão vendo esse tipo de conteúdo em sua língua nativa.

ARMYs também estão constantemente compartilhando suas próprias histórias sobre lutar contra a saúde mental on-line para lembrar uns aos outros que não estão sozinhos nessa. Compartilhar e simplesmente estar ali, lembretes diários para todos nós cuidarmos de nós mesmos. Os ARMYs não são um bando de adolescentes com hormônios a flor da pele olhando para quem é o integrante mais sexy. ARMYs são pessoas reais, com lutas reais, que se uniram para fazer parte de uma família que é tudo sobre amor.

Apreciar a arte e as personalidades do BTS nos últimos três anos tem sido uma parte fundamental para escapar – e confrontar – a minha própria tristeza. Basta ouvir a música deles, assisti-los ou vê-los se manterem fiéis a si mesmos em entrevistas e programas. Isso me faz sentir como se eu não estivesse sozinha. Eles sabem como é passar pelos altos e baixos de se sentirem extremamente felizes um dia, e que estão sufocando sem motivo algum no seguinte. E quando ouço a música deles, é mais fácil ser positivo. Ter um suporte.

Meu verso favorito do Bangtan foi quando Yoongi escreveu: “Que suas batalhas terminem em plena floração.”

Espero que a deles também. A de todos nós.

Fonte: Flare
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza @ btsbr


Publicado em 04.07.2018
Side B: BTS encontra força na vulnerabilidade
BTS tem o compromisso de contar histórias através de suas canções.

Neste mês, o BTS comemora seu quinto aniversário. Os últimos cinco anos trouxeram um mar de mudanças para o grupo, da mesma forma que mostrou a evolução da sua música. Entre as transformações, no entanto, algo permanece constante: seu compromisso em contar suas histórias através das canções.

Analisando sua discografia, parece que é nas B-sides mais vulneráveis e honestas onde está o lado mais humano e cativante do BTS. Essas faixas encontram-se em cruzamentos de contrastes, delineando os sonhos e dificuldades do grupo, bem como suas esperanças e medos, através de uma produção evocativa, a qual favorece letras sinceras.

 

 

Abrindo The Most Beautiful Moment in Life Part.1 de maneira marcante, “Intro: The Most Beautiful Moment in Life” conta com uma produção de tirar o fôlego, a qual evoca uma solitude intensa – um sentimento que, frequentemente, caracteriza as canções de Suga. A música inicia curiosamente, como se estivesse terminando ao invés de começando, com um sintetizador que plana nostalgica e melancolicamente, como raios de sol no fim de tarde atravessando cortinas que se movem com o vento. Isso é pontuado por respirações leves e irregulares, um motivo aural recorrente durante a canção. A esfera sonora sombria e desoladora ilustra como o caminho de Suga em direção ao seu sonho, carregado de circunstâncias hostis, parece estar terminando antes mesmo de começar. Uma batida abafada, acompanhada do ruído de passos emborrachados em uma quadra, entra junto ao rap de Suga. É o som da batida de uma bola de basquete no chão, como também da de seu coração, com adrenalina ou terror. Suga cospe seus amargos medos sobre sua decisão de ir atrás de seu sonho:

 

Minhas notas estão no chão mas

Eu prefiro fazer isto

Mas na verdade o mundo me dá medo

Ao invés da bola, eu jogo meu futuro

O horóscopo que os outros pintam

Desqualificado pelos critérios de sucesso

Graças a (estas) preocupações se espalha como câncer

 

Toda a vez que existe uma faísca de esperança, ela é inundada por uma corrente de inseguranças. Mesmo com todas as dúvidas expressadas, as letras são proferidas sem pausa. Pode conter hesitação, mas não há paradas nessa jornada à beirada de um sonho que parece impossível, mas ainda sim é almejado. De encontro à batida contínua, o rap de Suga chega a um momento de questionamento: “Eu estou feliz agora?”

“Essa resposta já está estabelecida”, Suga compreende, e o som abafado para ao passo que ele revela o entendimento. A entrega desta última linha é engenhosa, porque ele brinca com a estrutura da linguagem para criar uma tensão. Em coreano, o principal verbo, “feliz”, tem de ser conjugado com um verbo auxiliar, “sou” ou “não sou”, para determinar seu significado. Por pausar logo antes da conjugação do verbo principal, Suga deixa o ouvinte no mistério sobre ser ou não ser feliz, aumentando a angústia sobre a declaração que logo faz: “Eu sou feliz”.

A canção é um drama de catarse: Suga tem que proferir todos os medos que o consomem por dentro antes de poder ver o sentimento instintivo que permanece. O sintetizador deslizante retorna; o sol está se pondo na quadra, e o dia está chegando ao fim. A percepção de Suga é uma lembrança de que o fim sempre vem com um começo: sua manhã o espera.

 

 

“Intro” provou-se estranhamente presciente; The Most Beautiful Moment in Life Part.1 tornou-se a grande oportunidade que o BTS vinha trabalhando para conseguir. No período em que lançavam a segunda parte da série com The Most Beautiful Moment in Life Part.2, eles estavam numa escalada confusa a alturas nas quais eles tinham posto seus objetivos, mas não sonhavam alcançar tão cedo. Parecia apenas normal que o episódio final da série, The Most Beautiful Moment in Life: Young Forever, deveria celebrar suas conquistas.

Mesmo neste ponto alto eufórico de suas carreiras, eles apresentaram “Epilogue: Young Forever” extraordinariamente, confessando seus medos na transição de seu sucesso:

Quando o calor do show vai embora

Eu deixo assentos vazios para trás

O enorme aplauso, eu não posso tê-lo para sempre

 

A atmosfera sonora é, como em “Intro”, profundamente evocativa no que diz respeito à imagem sensorial que cria. Ela abre com sintetizadores ecoando gentilmente e um brilho distante como uma estrela cadente cortando o céu à noite. Uma batida que cai como gotas de suor entra junto ao verso de RM; ela também soa como um batimento cardíaco desacelerando após uma injeção de adrenalina de performances.

As reverberações conduzidas junto aos versos de Suga trazem à mente o palco vazio ao qual ele se refere. A imagem é reforçada pelo eco das últimas palavras em cada linha de seu segundo verso e do primeiro de J-Hope. O efeito de auditório desocupado forma um paralelo ao vazio emocional expressado por eles. A medida que os versos de J-Hope alcançam o tema central, batidas rápidas e de percussão acentuam cada sílaba, mas, de repente, o instrumental desaparece, expondo uma simples e comovente confissão sobre a verdade: “Eu quero permanecer jovem para sempre”.

Um refrão com um sentimento de hino surge, mas com cada repetição, o instrumental some camada por camada. O refrão final se assemelha a uma canção de rodas de fogueira de acampamentos cantada na noite anterior à partida, com um ar agridoce. Alguns momentos você já enxerga como uma memória, mesmo que eles ainda estejam acontecendo; esse é o efeito escolhido pela produção para ser evocado. A canção pode ser vulnerável, empolgante, triste e bonita.

O tema de “Young Forever” – a transição do sucesso – é um ao qual o BTS retornaria quando sua trajetória como artistas alcançara um nível que eles nunca poderiam ter imaginado quando debutaram. No encalço da sua conquista do prêmio Top Social Artist no Billboard Music Awards em 2017, Love Yourself: Her é um álbum divertido e animado, sinalizando o começo de uma nova trilogia. Acolhida entre a aura otimista está “Sea”, uma canção lançada como uma faixa escondida no álbum físico, porque ela expressa suas preocupações que, como o BTS acredita, os fãs entenderão melhor que ninguém.

Dentro da cena K-Pop, histórias sobre adversidades, frequentemente, são contadas por um ponto de vista encorajador, seguindo o padrão de “Foi difícil, mas agora estamos felizes”. “Sea” leva embora a ilusão de que, com o sucesso, tudo toma seu lugar e as dificuldades chegam ao fim. Ela expõe o quão competitiva e inconstante é a indústria através de uma metáfora sobre paisagens naturais contrastantes:

Eu quero ter o mar, eu te bebi rapidamente

Mas eu estou com mais cedo que antes

Tudo que eu conheço é o mar de verdade

Ou é um deserto azul

 

A canção inicia com o som de ondas, porém logo evade-se, sendo substituída por um motivo tranquilo na guitarra, lembrando a paisagem infértil de um deserto. Um chocalho distante junto aos vocais de Jungkook cria a imagem de uma cascavel. Os instrumentais são calmos, mas a sua uniformidade produz uma inquietação quando contrastada com a mistura de incertezas dos versos cantados.

O refrão mostra-se com resignação persistente. A letra conta com uma reviravolta à retórica comum de obtenção de recompensas após a superação de obstáculos, enfatizando “Onde há esperança, há dificuldades”. Uma batida contínua inserida na segunda parte do refrão constrói um momentum, prometendo um som mais otimista, mas desaparece antes do último verso. O instrumental volta ao motivo anterior quieto e perturbador da guitarra, ressaltando como o BTS teme que seu sucesso seja realmente uma miragem desértica que continua a retornar. Os aspectos musicais e a letra de “Sea” expressam de forma franca o lado vulnerável do grupo, sem tentar transformá-lo em algo mais esperançoso ou inspiracional.

Outras faixas encontram um equilíbrio entre a expressão de sentimentos específicos do BTS e uma abertura a interpretações diferentes aos ouvintes, permitindo que estes possam compreender da sua própria maneira. O solo de Jin em Wings, “Awake”, exterioriza as lutas que ele enfrenta como um membro escolhido, primeiramente, para o papel de visual do grupo. A letra conta sobre a percepção dolorosa de sua inadequação em contraste aos talentos dos outros membros, mas revela, também, a sua determinação em nunca parar de tentar. É a sua história, mas o sentimento pode ser compartilhado por qualquer um que já se sentiu insuficiente mesmo ao dar o seu melhor.

Um ornamento melódico de cordas abre a canção, com glissandos que lembram o Swing de 1930. O efeito é teatral, no entanto há uma mudança surpresa a um instrumental de piano que permite a voz sincera do Jin tomar o lugar central. Os versos são pensativos, como um monólogo interpretado em um teatro com um cenário simples, quadrado, de paredes e chão pretos. Não há sinos nem assobios no instrumental; a produção não chama atenção para si, mas sim apoia os altos e baixos dos vocais de Jin ao longo da sua história.

Através de tremolos expressivos nos versos de abertura e glissandos concluindo cada linha do pré-refrão como um suspiro, Jin revela suas incertezas quanto às suas limitações. Entretanto, ao mesmo tempo, sua elocução estável e bem sustentada da melodia demonstra como ele começou lentamente a transcender suas limitações.

2018 acompanhou novos recordes e incursões do BTS no cenário musical norte-americano. O grupo combinou esses passos com um movimento introspectivo em Love Yourself: Tear, buscando alguns de seus medos mais profundos nos cantos de seus corações. Vindo do mesmo produtor que canalizou uma idealização diferenciada no remix de “Mic Drop”, o som simples e sem excessos de “The Truth Untold” é um choque visceral, um abalo atordoante de vulnerabilidade.

A maturidade do BTS como liricistas é evidente na maneira em que a canção expressa um medo muito específico mas ainda permanece aberta a outras interpretações. Para o grupo, poderia ser o sentimento perturbante de que eles não estão mostrando aos fãs tudo o que são, mas na verdade apenas seus melhores lados. Esta é uma brecha que pesa a eles, considerando que um de seus objetivos como artistas é a conexão com seus ouvintes como pessoas, humanas e com defeitos, e não ídolos perfeitos.

No começo de seu documentário recente, Burn the Stage, Suga observa, “Eles acham que mostramos nossas vidas sem filtrar nada, mas escondemos muitas coisas”. RM complementa, “Eu na verdade… tenho outros lados como pessoa. Mas se eu permitir que eles vejam… eles podem não gostar de mim”. Esse medo ganha corpo em “The Truth Untold”:

Tenho que me esconder

Porque sou feio

 

Eu tenho medo

Eu sou patético

Eu tenho muito medo

Caso você também me deixe no final

Mais uma vez eu ponho uma máscara e vou te encontrar

 

Para alguns ouvintes, no entanto, a canção captura as lutas de se viver com depressão. A melodia é acompanhada por um piano só que, algumas vezes, traz a lembrança da balada impactante “My Immortal”, do Evanescence. Os vocais de BTS ainda podem adquirir maior conhecimento de técnicas, mas há um nível de sofisticação em sua entrega emocional ao passo que revelam os conflitos entre seus medos e desejos. O verso lastimoso de Jungkook no pós-refrão, “Mas eu ainda te quero’, é, particularmente, de arrancar o coração.

Analisando essas B-sides, fica claro que existe algo se movimentando no que tange a honestidade do BTS ao confrontar suas imperfeições. Coragem não precisa vir na forma de capacidade de mudanças internas; ela pode ser, simplesmente, o enfrentamento de lados desagradáveis de si sem se esconder atrás de desculpas. Espero que, mesmo que eles experimentem novos sons e temas, o BTS não perca de vista o fato de que a vulnerabilidade pode ser uma de suas maiores forças.

 

(YouTube, Imagens via Big Hit Entertainment, Letras via Bangtan Subs, Ktaebwi no Tumblr).

Fonte: Seoulbeats
Trans: eng-ptbr; cláudia @ btsbr


Publicado em 04.07.2018
[TWITTER] 03.07.18 – RM
Tweet postado por RM no dia 03.07.2018

[TRAD] Está calor

 

Trans ko-eng: Bem @allforbts
Trans eng-ptbr: Fernanda Azevedo


Publicado em 04.07.2018
[TWITTER] 03.07.18 – V
Tweet postado por V no dia 03.07.2018

[TRAD] Antes que eu diga alguma coisa #shinsunhye #PorqueEstouEntediado

[T/N: Shin Sunhye é um fotógrafo]

Trans ko-eng:Bem @allforbts
Trans eng-ptbr: Fernanda Azevedo


Publicado em 03.07.2018
Quem é V? Aprenda sobre o amante de música e sua jornada de fã para celebridade
“Eu sou a mesma pessoa e eu ainda tenho o mesmo sonho."

V, o segundo mais novo do BTS, é conhecido como o integrante barulhento e divertido do grupo. Sua voz rouca dá outra dimensão ao som do BTS e ele co-escreveu e co-produziu alguns de seus sucessos.

A única coisa perto da grandiosidade do grupo sul coreano é o seu fã clube: o exército do BTS. *

Há tantos fãs que eles poderiam formar exércitos de verdade nos países de origem dos ARMYs. De acordo com os números, o maior número de fãs vive nas Filipinas, seguido pela Coreia do Sul, Tailândia, Vietnã e Indonésia.

E enquanto os fãs comemoravam o prêmio que o Bangtan recebeu na Radio Disney Music Awards no dia 23 de junho deste ano, eles também ganharam um prêmio de melhor fã clube.

Junto com os garotos do BTS, como RM e SUGA, um dos integrantes favoritos dos fãs é o segundo mais novo, V. Aqui nós damos uma olhada em sua vida e jornada até agora.

Sua vida

Kim Taehyung nasceu em Daegu, terceira maior cidade da Coreia, e é o mais velho de três irmãos. Se formou na Korean Arts School em Seoul, onde passou de um admirador da música pop para um talentoso ator e dançarino. E quando a BigHit o ofereceu V, Six e Lex como nomes artísticos, ele escolheu “V” vindo de “vitória”.

Seu papel no BTS

V é vocalista e dançarino de apoio do grupo. Descrito como empolgado e divertido, seus companheiros de grupo dizem que V os distrai de forma muito divertida. “Para sua idade, V é muito imaturo e incapaz de ser sério. Ele realmente não liga para o que as pessoas pensam.”, o Suga disse.

“Eu sou um adulto, mas ainda sou uma criança de coração. Eu ainda gosto de jogar e eu tenho muitos sonhos… Então ainda sou um menino de coração,” V disse sobre seu jeito adorável em uma entrevista de 2016 para o photobook “Now 3” do BTS.

 

Sua imagem

Suas músicas preferidas incluem faixas como “Hello There” do Joan Baez e Blue Room do Chet Baker, mostrando que ele aprecia diversos tipos de música.

De todos os membros do BTS,  V é visto como o mais conhecedor de música. Em alguns de seus álbuns, particularmente The Most Beautiful Moment In Life Part 1, V co-escreveu e co-produziu faixas incluindo “Hold me Tight” e a letra de “Fun Boyz”.

Seu trabalho solo

Além de várias faixas solo, incluindo “Stigma” do álbum Wings e “Intro: Singularity” de Love Yourself: Tear, V é conhecido por sua voz baixa e rouca, que se adapta a tudo, de músicas de Kpop estilo balada a covers de músicas da Adele. Ele também se interessou em atuar em K-dramas: em 2016, fez sua estréia como ator em Hwarang: The Poet Warrior Youth, novela coreana que também apresenta seu canto na trilha sonora. No dorama, ele interpretou um jovem guerreiro na Coreia na era Silla**, ao lado dos atores Park SeoJoon e Go Ara.

Em suas palavras

“Eu gosto de peças (de roupa) que apareça contra todo o resto. Eu gosto de camisas chamativas, ou eu usaria uma camisa simples com uma gravata fantasia. Eu também gosto de peças vintage, mais peças de destaque. Você pode encontrar muitas camisas incríveis sem marca, eu uso muito isso.” Disse ele em entrevista com a revista Vogue ano passado.

“Eu sou a mesma pessoa e eu ainda tenho o mesmo sonho. A única coisa que mudou é que agora eu estou fazendo tudo o que queria fazer, e tentando alcançar novos sonhos. Naquela época, eu gostava de cantar na frente das pessoas. Agora, eu ainda canto na frente das pessoas e recebo bastante amor. Eu cresci muito. Agora, eu quero ser melhor do que eu sou. Eu acho que posso ter me tornado um adulto.” ele disse.

* Ele faz um trocadilho com o fato de “army” significar “exército”
** Um dos três reinos que existiu na Coreia antiga

Fonte: scmp
Trans eng-ptbr; natália feitosa @ btsbr

 

 


Publicado em 03.07.2018
Resenha de Love Yourself 轉 ‘Tear’ por Pitchfork
Confira a crítica feita pela respeitada plataforma Estadunidense.

O último álbum dos mestres da fórmula K-pop trabalha de forma habilidosa temas como amor e perda, com uma ênfase no rap mais forte do que nunca.

O K-pop há muito tempo está pronto para a sua grande explosão nos EUA e as estrelas se alinharam para o boygroup sul-coreano BTS. Não faz mal que agora seja mais fácil do que nunca ser um fã de K-pop neste lado do mundo, com o gênero sendo trabalhado sob medida para nossa atual cadeia de conteúdo alimentada por algoritmos. O BTS aproveitou a oportunidade, construindo uma base de fãs sedentos, não apenas em casa e nos Estados Unidos, mas também na América do Sul e Europa. O Bangtan (seu nome completo, Bangtan Sonyeondan, traduz-se “Bulletproof Boy Scouts” em Inglês), foram projetados para este momento, passando por uma curadoria, esteticamente otimizados para o consumo ocidental.

O BTS foi apresentado como a alternativa de arte a energia maníaca retratada pelo K-pop: um ato modesto, militante, cuja música é um veículo para escolhas e declarações artísticas maiores. Depois de fazerem o seu debut com um estilo “swag” característico do hip-hop, o grupo evoluiu da mistura de “rap cantante” para o esplendor eletro-pop. O conceito do álbum Wings (2016), foi inspirado no livro Demian (1919) de Hermann Hesse. O conceito visual de uma das melhores músicas do BTS, “Blood Sweat & Tears”, possui fotos pitorescas emolduradas em um museu pop-up como “A Queda dos Anjos Rebeldes”, “Pietà” de Michelangelo e citações de Nietzsche gravadas em pedra, que produziram leituras dramáticas de fãs do simbolismo presente no vídeo. Os membros co-escrevem e produzem suas canções, algumas das quais abordam profundamente questões como o bem-estar mental e a responsabilidade social, um processo que levou muitos a chamarem suas músicas de mais “pessoais”, uma palavra usada como atrativo para a canção ser levada mais a sério. Suas táticas foram imitadas por outros grupos posteriormente, mas de qualquer forma, o BTS é simplesmente o modelo K-pop maximizado por sua eficiência.

Love Yourself: 轉 ‘Tear’, sucessor do mini-álbum Love Yourself: ‘Her’ (2017) da discografia coreana e o japonês ‘FACE YOURSELF’ lançado nos primeiros meses de 2018, é uma marca caleidoscópica dessa eficiência, observando a fórmula refinada que o BTS está aperfeiçoando desde 2015. ‘Tear’, assim como ‘Her’, é uma espécie de álbum conceitual. Cerca de metade das músicas aderem ao subtítulo do álbum. Se “Her” foi uma variedade de canções de amor que professam corações, então “Tear” é o inverso. Ele lida principalmente, embora não exclusivamente, com o ciclo de pesar que perdura através de uma separação. Mas todas as músicas geralmente encontram seu caminho de volta ao amor próprio em algum momento. A faixa de abertura, “Intro: Singularity”, fornece sua tese. “Mesmo nos meus sonhos momentâneos / As ilusões que me torturam ainda são as mesmas”, canta V. “Eu me perdi ou ganhei você?”

Escrito e arranjado em parceria com o colaborador de longa data Pdogg e Hitman Bang (CEO da Big Hit Entertainment), juntamente com o apoio de outros parceiros como Steve Aoki, MNEK e DJ Swivel – co-produtor do Chainsmokers), ‘Tear’ tem como objetivo a coesão sonora e produz músicas prismáticas e divertidas durante este processo. Existe um nível de consistência temática em ‘Tear’ com pelo menos uma aparência de arco emocional sendo explorado nas 11 faixas: navegando entre um mundo de sonhos e a realidade em busca de um paraíso pessoal (que pode ser interpretado como uma analogia à ser uma estrela pop, visto especialmente em “Airplane PT. 2”), perdendo o amor e enfrentando as ansiedades e a solidão necessários. Tudo isso vem à tona no primeiro single “Fake Love”, caracterizado por uma letra que se traduz em: “Eu cresci uma flor que não podia florescer / Em um sonho que não pode se tornar realidade”.

O K-pop é muitas vezes experimental em forma e função, o que traz resultados que podem ser singularmente extraordinários em tom e qualidade. O BTS não está imune a isso, seus rappers – RM, J-Hope e SUGA – ancoram o grupo, não apenas mantendo-o ancorado a uma estética unificada em meio a mudanças de flow constantes, mas ditando muito do que acontece na música. De forma arrebatadora, na faixa dedicada exclusivamente ao trio “Outro: Tear”, os rappers se revezam nos levando ao êxtase com cadências fortes, às vezes subitamente trocando de lugar. Os vocalistas do grupo trocam curtos e doces trechos que muitas vezes giram em torno dos versos de rap. Onde os rappers são frequentemente substitutos e posições vagas em outros grupos de K-pop, eles são essenciais para a estrutura e composição das canções no BTS. Sussurros e vozes mansas e envolventes fazem “134340.” Em “Love Maze”, RM equilibra e brinca com as sílabas enquanto SUGA nos envolve com o flow característico do mais velho do trio. Entre eles, os outros membros se fazem notáveis com sussurros melódicos. O sequenciamento das rotinas vocais é tão cuidadosamente sincronizado quanto a coreografia em seus vídeos.

‘Tear’ não é tão ambicioso, estonteante ou trágico como Wings, que deu a cada um dos sete membros uma faixa solo, que vai desde a balada de piano e melodrama sinfônico de holofotes ao rap alternativo com “Blood Sweat & Tears” como sua peça central ideológica e estética. Mas há momentos como o atual, em que o BTS parece mais equilibrado e mais sincronizado do que nunca. O faixa “The Truth Untold” produzida por Aoki é uma surpresa épica; em vez de se inclinarem para o pop com sabor de EDM ou para a armadilha do remix de MIC Drop também em colaboração com Aoki, eles optam por uma balada ao piano meticulosamente pensada, perfeita, em que os quatro vocalistas do grupo entram e saem de suas estrofes com maestria. “Paradise” é amplamente impulsionado por alternadas trocas vocais graciosas de Jungkook, V, Jin e Jimin, que aparecem e recuam gentilmente.

Ao longo de Love Yourself: 轉 ‘Tear’, somos capazes de perceber que o BTS são sua melhor versão quando se apoiam uns nos outros, a troca mútua, é seu principal elemento.

A nota geral para o álbum é 7.1/10.


Fonte: Pitchfork
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza @ btsbr

 


Publicado em 03.07.2018
[TWITTER] 02.07.18 – J-HOPE
Tweet postado por J-HOPE no dia 02.07.2018

[TRAD]

Com o JungKook 🔊🎵🎶🐶🐶🍜🍜

 

JK: Oh, hey! Um cachorrinho apareceu!
JH: Hey cachorrinho! (x2)

 

Trans ko-ptbr; VenomQ, maureen h. @ btsbr

 


Publicado em 03.07.2018
Agora você pode tirar uma selfie na icônica parada de ônibus de “You Never Walk Alone”
A atração está programada para ficar disponível ao público em julho de 2018.

A cidade de Gangneung acabou de adicionar um novo ponto na sua tour do BTS… literalmente.

Os ARMYs viajando pela costa leste da Coreia agora podem visitar a icônica parada de ônibus do álbum You Never Walk Alone.

Em 2017, o BTS usou o conceito da parada de ônibus a beira mar para as fotos do encarte do You Never Walk Alone. Essas fotos combinaram viagens e o mar: temas também utilizados no vídeo para “Spring Day”, uma das faixas mais populares do álbum.

A prefeitura da cidade de Gangneung instalou uma réplica da parada de ônibus do BTS na praia de Jumunjin, junto com a placa correspondente do cenário. A atração está programada para ficar disponível ao público em julho de 2018.

Nenhum ônibus irá usar a parada em si, mas é um ótimo lugar para fãs aproveitarem as músicas do BTS e tirarem fotos de recordação.  “Esperando por um ônibus que nunca irá chegar perto da praia de Jumunjin, os visitantes podem aproveitar a música e o ritmo do BTS”, declarou um representante da cidade de Gangneung.

Os fãs poderão recriar suas fotos favoritas do ensaio ou criar novas memórias no que com certeza se tornará uma das maiores atrações turísticas de Gangneung nesse verão.

A parada de ônibus não é a única atração relacionada ao BTS que os fãs podem visitar na Coreia. O Aeródromo Mosun em Jecheon, no norte da província de Chungcheong, virou um ponto turístico graças ao clipe de “EPILOGUE: Young Forever”.

Os ARMYs também podem parar no Laundry Pizza, onde o BTS tirou fotos para o Love Yourself: Her ou tomar um café no &Gather, a cafeteria do episódio 45 do BTS Run.

Além de locações de programas e réplicas, os fãs também podem adquirir produtos na loja do BT21 em Itaewon e tirar fotos em frente ao novo prédio da Big Hit Entertainment.

A parada de ônibus de Gangneung pode ser a mais recente atração coreana relacionada ao BTS, mas provavelmente não será a última. Para ver a parada original, assista a gravação do ensaio fotográfico aqui.


Fonte; Koreaboo
Trans eng-ptbr; maureen h. @ btsbr


Publicado em 03.07.2018
[TWITTER] 02. 07.18 – V
Tweets postados por V no dia 02.07.2018

[TRAD] Ha

JH: Vou fazer isso por você, vou jogar os confetes de flores bem na hora
V: Estou filmando agora, um vídeo
JH: Um….

trans ko-eng; peachboy @ peachboy__0613
trans eng-ptbr; maureen h. @ btsbr

 

[TRAD] Hua

V: ARMY!


trans ko-eng; peachboy @ peachboy__0613
trans eng-ptbr; maureen h. @ btsbr

 

[TRAD] Hu uh a


trans ko-ptbr; maureen h. @ btsbr