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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua.. LEIA MAIS
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Categoria: Vídeos

Publicado em 05.07.2018
[TWITTER] 03.07.18 – @BTS_LOVE_MYSELF
Tweet postado por @bts_love_myself no dia 03.07.18

[TRAD] Um novíssimo emoji do J-Hope é revelado!
“Eu amo você, mãe!”
Para quem você quer mandar uma mensagem de amor?

 

Trans eng-ptbr: Jojo Viola @BTSBR


Publicado em 04.07.2018
O BTS não irá curar minha depressão, mas me ajuda a enfrentá-la
Como o Bangtan contribui para a saúde mental e bem-estar dos seus ARMYs.

AVISO DE GATILHO! Este texto contém menções sobre distúrbios psicológicos, mutilação, entre outros.

Eram quase 4 da manhã e eu me vi em estado de pânico. Dois dias antes, meu avô faleceu. Ele sempre foi meu melhor amigo, quem mais torcia por mim, e perdê-lo me levou ao extremo. A automutilação nunca foi um mecanismo que usei para lidar com a minha depressão, mas por alguma razão, naquela noite, o desejo era terrivelmente forte. Eu precisava de uma distração. Rápido.

Música, tinha que ser música. Cliquei na página inicial do YouTube e, nas minhas recomendações estava “I Need U” do BTS. Eu já era fã de K-Pop, mas essa foi uma experiência totalmente diferente. Tanto a música quanto o vídeo incorporaram a sensação paralisante de estar no seu pior momento. Quando ouvi versos como: “O céu está tão azul, o sol é tão brilhante, então você pode ver minhas lágrimas claramente”, eu senti que eles me compreendiam sobre como é sentir-se derrotado. Esses sete estranhos estavam cantando sobre algo que eu estava passando, e embora o que todos nós estávamos sentindo fosse ruim, eu fiquei tranquila porque eu não era a única pessoa que se sentia assim.

O simbolismo visual presente no vídeo, incluindo Jungkook tendo um episódio de dissociação em público, Jimin afundando em uma banheira e Hoseok jogando seus medicamentos na pia do banheiro e em uma fogueira, foram igualmente tristes, mas também me fez sentir menos sozinha. A maioria dos grupos de K-Pop que eu estava ouvindo na época apresentavam conceitos otimistas e felizes, então havia algo de reconfortante em ver esse tipo de vulnerabilidade. E o fato de que eles estavam fazendo música sobre experiências que eu compartilhava – e que vinham me fazendo sentir alienada, de fora por anos – despertou uma curiosidade sobre quem eram esses sete garotos, como artistas e, acima de tudo, seres humanos.

 

“Eu sabia que algo estava errado desde que eu era criança”

Eu soube que não estava psicologicamente bem aos 11 anos, quando me trancar no meu quarto por tristeza se tornou minha rotina. Eu tive dificuldade em socializar – parecia uma atuação, algo tão simples quanto manter uma simples conversa me deixaria totalmente esgotada. Eu me perguntava regularmente: “Por que não posso ser feliz?”, “O que há de errado comigo?” As crianças praticavam bullying comigo por não conseguir brincar da mesma forma que eles ou pelo meu hábito de puxar minhas sobrancelhas devido à ansiedade. Sentir dor e não ter ideia da razão é horrível, e quando você é criança, nada é mais confuso do que não entender por que dói ser apenas você.

Ainda hoje, eu tenho dificuldade em lidar com interações sociais. Às vezes eu desassocio. Minha mente se cala, e de repente, não consigo participar ativamente de uma conversa. As pessoas muitas vezes interpretam mal, como grosseria, mas a verdade é que estou apenas tentando manter controle o suficiente para organizar meu cérebro e não perder o foco completamente. Minha depressão fez com que eu me tornasse a minha pior crítica agora que sou adulta. Quando criança, eu lidei com isso, cutucando minha pele ou puxando meu cabelo, mas agora minhas alternativas são outras. Eu estou sempre fazendo algum tipo de dieta insana, mudando meu cabelo ou gastando dinheiro em maquiagem e roupas, me esforçando para que eu possa ter uma imagem que me agrade.

No meu terceiro ano de faculdade, lembro-me de ter lido uma citação do filósofo francês Albert Camus, que dizia: “Às vezes, seguir em frente, apenas continuar, é uma realização sobre-humana”. Foi exatamente assim que me senti. Mas eu estava nervosa demais para discutir minha saúde com minha família, quanto mais um psiquiatra, então decidi mergulhar em algo que me faria sentir melhor como uma forma de auto-ajuda. Na época, eu estava fazendo estágio na empresa dos meus sonhos, tirando boas notas e tinha um grupo incrível de pessoas ao meu redor que não mostravam nada além de amor. Parecia egoísta admitir que nada daquilo fazia as coisas melhores, então continuei a projetar uma imagem de confiança e alegria, mesmo que isso fosse uma mentira.

 

“Como eu descobri o K-Pop”

Quanto mais eu tentava fingir felicidade, mais me sentia sobrecarregada de dor. No ano seguinte, minha mãe admitiu que percebeu sinais de que as coisas pareciam estar erradas, apesar dos meus melhores esforços para esconder o que estava acontecendo comigo. Ela me levou para buscar ajuda e meses antes de me formar, eu fui oficialmente diagnosticada com depressão clínica. Meu psiquiatra começou a recomendar diferentes métodos de autocuidado e, por desespero, para melhorar, eu estava pronta para tentar de tudo e mais um pouco para me sentir bem novamente.

Eu tentei ter um blog, malhar e até me tornar vegana. Foi então que um amigo recomendou ouvir K-Pop como método de autocuidado. Eu simplesmente amei. “View” do SHINee tornou-se o hino de verão do meu grupo de amigos e fiquei obcecada por outra artista, IU.

Eu sempre tive a mente aberta sobre ouvir música sem me preocupar com a língua em que ela está sendo cantada. Hits são hits mesmo quando não conseguimos entendê-los, e bom, as traduções existem por um motivo. O K-Pop me deixou animada para explorar uma nova cultura, nova linguagem e uma nova maneira de me relacionar com amigos pelos quais eu era eternamente grata. Eu finalmente encontrei algo que me trazia ânimo, motivação. Eu só não percebi que isso me faria confrontar minhas próprias batalhas, até que eu vi o MV de “I Need U” pela primeira vez.

 

“O K-Pop não é muito aberto sobre saúde mental, mas o BTS sim”

O K-Pop não é a indústria mais atrativa quando se trata de discussões abertas sobre qualquer coisa que possa ser interpretada como “controvérsia”. Se você não estiver familiarizado com o funcionamento da indústria sul-coreana, é esperado que os artistas de K-Pop, também conhecidos como ídolos, não demonstrem nenhuma emoção humana negativa (exceto um coração partido, que é aceitável). O BTS, no entanto, nunca se esquivou de conversas sobre saúde mental. Eles sabem e se identificam com pensamentos sombrios, ansiedade e depressão.

Em sua recente série do YouTube Red, Burn the Stage, Jin, o membro mais velho do grupo, fala sobre tentar se manter sempre positivo para os membros mais novos, apesar de regularmente enfrentar dias depressivos e ter “um lado sombrio também”. Namjoon, o líder do grupo, explica sua ansiedade como uma “sombra” e admite “eu não diria que estou superando os sentimentos ambivalentes do outro lado da minha mente, mas parece que todo ser humano precisa de um local de descanso porque ele ou ela tem que lidar com a inevitável solidão ou escuridão.” E Yoongi tem sido extremamente vocal sobre suas próprias lutas quanto a saúde mental, particularmente em sua mixtape solo, Agust D.

Mas eles também tentam tranquilizar os fãs de que as coisas vão melhorar. Em seu novo álbum, Love Yourself: Tear, o integrante mais novo do grupo, Jungkook, ajudou a escrever e produzir uma música chamada “Magic Shop” que apresenta versos honestos como: “Em um dia você odeia ser você mesmo, em um dia você quer desaparecer para sempre, vamos construir uma porta para sua mente”, e “Eu queria consolá-lo, movê-lo, quero acabar com sua tristeza e dor. Você me deu o melhor de mim, então eu vou te dar o melhor de você”.

Durante seu recente especial de Comeback na Coreia do Sul, Jungkook explicou o significado por trás da música, dizendo: “Quando você quer escapar da realidade, você abre uma porta em sua mente, haverá Magic Shop e 7 de nós lá.” Se você não é um ARMY, pode não parecer muito, mas para aqueles de nós que são, essa música pode salvar uma vida. É um lembrete de que o bem-estar de seus fãs é genuinamente importante para todos os sete integrantes do grupo.

 

“Outros fãs do BTS também ajudam”

É por isso que, embora possamos nunca nos encontrar, sei que o BTS está torcendo por mim e por todos os outros jovens que estão achando difícil amar a si mesmos. Amá-los faz com que eu limpe meus pensamentos, me faz otimista e mais consciente de todas as bênçãos que vêm em minha direção. Apenas fazer parte do seu fandom, ser uma ARMY, me faz sentir como se eu fosse parte de algo maior do que posso expressar em palavras. Meus companheiros de fandom são um dos grupos de pessoas mais caridosos, carinhosos e engraçados que você já conheceu on-line. Eles vêm de todos os diferentes estilos de vida e fazem valer a pena enfrentar cada um dos meus dias – tanto quanto os meninos fazem.

É por isso que fico tão aborrecida quando a imprensa e os entrevistadores ocidentais fazem os ARMYs do BTS, o apelido que o grupo carinhosamente nos deu, passarmos por simples megalomaníacos fãs de uma boyband. O BTS pode ter seu lado carismático que nos fazem rir e gritar internamente em como eles podem ser fofos, mas eles também não têm medo de nos mostrar os lados que os tornam humanos, e é a isso que estamos realmente respondendo. Além do mais, fãs de todo o mundo têm falado abertamente sobre suas lutas com a saúde mental, apesar do estigma que nos faz sentir que não somos normais e que devemos nos envergonhar de nós mesmos.

A coragem necessária para se abrir on-line sobre como o BTS nos ajudou a lidar com problemas psicológicos é tão louvável que qualquer um que insensivelmente nos chame de loucos, deveria sentir-se envergonhado. Então, quando a mídia quiser rotular os ARMYs como loucos, eles deveriam pensar duas vezes sobre o peso e o estigma que uma palavra como essa carrega para aqueles que apoiam – e buscam apoio – no BTS e não estão bem. Até mesmo o BTS sabe que a mídia ocidental tem nos dado uma imagem errônea e eles sequer estão vendo esse tipo de conteúdo em sua língua nativa.

ARMYs também estão constantemente compartilhando suas próprias histórias sobre lutar contra a saúde mental on-line para lembrar uns aos outros que não estão sozinhos nessa. Compartilhar e simplesmente estar ali, lembretes diários para todos nós cuidarmos de nós mesmos. Os ARMYs não são um bando de adolescentes com hormônios a flor da pele olhando para quem é o integrante mais sexy. ARMYs são pessoas reais, com lutas reais, que se uniram para fazer parte de uma família que é tudo sobre amor.

Apreciar a arte e as personalidades do BTS nos últimos três anos tem sido uma parte fundamental para escapar – e confrontar – a minha própria tristeza. Basta ouvir a música deles, assisti-los ou vê-los se manterem fiéis a si mesmos em entrevistas e programas. Isso me faz sentir como se eu não estivesse sozinha. Eles sabem como é passar pelos altos e baixos de se sentirem extremamente felizes um dia, e que estão sufocando sem motivo algum no seguinte. E quando ouço a música deles, é mais fácil ser positivo. Ter um suporte.

Meu verso favorito do Bangtan foi quando Yoongi escreveu: “Que suas batalhas terminem em plena floração.”

Espero que a deles também. A de todos nós.

Fonte: Flare
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza @ btsbr


Publicado em 04.07.2018
Side B: BTS encontra força na vulnerabilidade
BTS tem o compromisso de contar histórias através de suas canções.

Neste mês, o BTS comemora seu quinto aniversário. Os últimos cinco anos trouxeram um mar de mudanças para o grupo, da mesma forma que mostrou a evolução da sua música. Entre as transformações, no entanto, algo permanece constante: seu compromisso em contar suas histórias através das canções.

Analisando sua discografia, parece que é nas B-sides mais vulneráveis e honestas onde está o lado mais humano e cativante do BTS. Essas faixas encontram-se em cruzamentos de contrastes, delineando os sonhos e dificuldades do grupo, bem como suas esperanças e medos, através de uma produção evocativa, a qual favorece letras sinceras.

 

 

Abrindo The Most Beautiful Moment in Life Part.1 de maneira marcante, “Intro: The Most Beautiful Moment in Life” conta com uma produção de tirar o fôlego, a qual evoca uma solitude intensa – um sentimento que, frequentemente, caracteriza as canções de Suga. A música inicia curiosamente, como se estivesse terminando ao invés de começando, com um sintetizador que plana nostalgica e melancolicamente, como raios de sol no fim de tarde atravessando cortinas que se movem com o vento. Isso é pontuado por respirações leves e irregulares, um motivo aural recorrente durante a canção. A esfera sonora sombria e desoladora ilustra como o caminho de Suga em direção ao seu sonho, carregado de circunstâncias hostis, parece estar terminando antes mesmo de começar. Uma batida abafada, acompanhada do ruído de passos emborrachados em uma quadra, entra junto ao rap de Suga. É o som da batida de uma bola de basquete no chão, como também da de seu coração, com adrenalina ou terror. Suga cospe seus amargos medos sobre sua decisão de ir atrás de seu sonho:

 

Minhas notas estão no chão mas

Eu prefiro fazer isto

Mas na verdade o mundo me dá medo

Ao invés da bola, eu jogo meu futuro

O horóscopo que os outros pintam

Desqualificado pelos critérios de sucesso

Graças a (estas) preocupações se espalha como câncer

 

Toda a vez que existe uma faísca de esperança, ela é inundada por uma corrente de inseguranças. Mesmo com todas as dúvidas expressadas, as letras são proferidas sem pausa. Pode conter hesitação, mas não há paradas nessa jornada à beirada de um sonho que parece impossível, mas ainda sim é almejado. De encontro à batida contínua, o rap de Suga chega a um momento de questionamento: “Eu estou feliz agora?”

“Essa resposta já está estabelecida”, Suga compreende, e o som abafado para ao passo que ele revela o entendimento. A entrega desta última linha é engenhosa, porque ele brinca com a estrutura da linguagem para criar uma tensão. Em coreano, o principal verbo, “feliz”, tem de ser conjugado com um verbo auxiliar, “sou” ou “não sou”, para determinar seu significado. Por pausar logo antes da conjugação do verbo principal, Suga deixa o ouvinte no mistério sobre ser ou não ser feliz, aumentando a angústia sobre a declaração que logo faz: “Eu sou feliz”.

A canção é um drama de catarse: Suga tem que proferir todos os medos que o consomem por dentro antes de poder ver o sentimento instintivo que permanece. O sintetizador deslizante retorna; o sol está se pondo na quadra, e o dia está chegando ao fim. A percepção de Suga é uma lembrança de que o fim sempre vem com um começo: sua manhã o espera.

 

 

“Intro” provou-se estranhamente presciente; The Most Beautiful Moment in Life Part.1 tornou-se a grande oportunidade que o BTS vinha trabalhando para conseguir. No período em que lançavam a segunda parte da série com The Most Beautiful Moment in Life Part.2, eles estavam numa escalada confusa a alturas nas quais eles tinham posto seus objetivos, mas não sonhavam alcançar tão cedo. Parecia apenas normal que o episódio final da série, The Most Beautiful Moment in Life: Young Forever, deveria celebrar suas conquistas.

Mesmo neste ponto alto eufórico de suas carreiras, eles apresentaram “Epilogue: Young Forever” extraordinariamente, confessando seus medos na transição de seu sucesso:

Quando o calor do show vai embora

Eu deixo assentos vazios para trás

O enorme aplauso, eu não posso tê-lo para sempre

 

A atmosfera sonora é, como em “Intro”, profundamente evocativa no que diz respeito à imagem sensorial que cria. Ela abre com sintetizadores ecoando gentilmente e um brilho distante como uma estrela cadente cortando o céu à noite. Uma batida que cai como gotas de suor entra junto ao verso de RM; ela também soa como um batimento cardíaco desacelerando após uma injeção de adrenalina de performances.

As reverberações conduzidas junto aos versos de Suga trazem à mente o palco vazio ao qual ele se refere. A imagem é reforçada pelo eco das últimas palavras em cada linha de seu segundo verso e do primeiro de J-Hope. O efeito de auditório desocupado forma um paralelo ao vazio emocional expressado por eles. A medida que os versos de J-Hope alcançam o tema central, batidas rápidas e de percussão acentuam cada sílaba, mas, de repente, o instrumental desaparece, expondo uma simples e comovente confissão sobre a verdade: “Eu quero permanecer jovem para sempre”.

Um refrão com um sentimento de hino surge, mas com cada repetição, o instrumental some camada por camada. O refrão final se assemelha a uma canção de rodas de fogueira de acampamentos cantada na noite anterior à partida, com um ar agridoce. Alguns momentos você já enxerga como uma memória, mesmo que eles ainda estejam acontecendo; esse é o efeito escolhido pela produção para ser evocado. A canção pode ser vulnerável, empolgante, triste e bonita.

O tema de “Young Forever” – a transição do sucesso – é um ao qual o BTS retornaria quando sua trajetória como artistas alcançara um nível que eles nunca poderiam ter imaginado quando debutaram. No encalço da sua conquista do prêmio Top Social Artist no Billboard Music Awards em 2017, Love Yourself: Her é um álbum divertido e animado, sinalizando o começo de uma nova trilogia. Acolhida entre a aura otimista está “Sea”, uma canção lançada como uma faixa escondida no álbum físico, porque ela expressa suas preocupações que, como o BTS acredita, os fãs entenderão melhor que ninguém.

Dentro da cena K-Pop, histórias sobre adversidades, frequentemente, são contadas por um ponto de vista encorajador, seguindo o padrão de “Foi difícil, mas agora estamos felizes”. “Sea” leva embora a ilusão de que, com o sucesso, tudo toma seu lugar e as dificuldades chegam ao fim. Ela expõe o quão competitiva e inconstante é a indústria através de uma metáfora sobre paisagens naturais contrastantes:

Eu quero ter o mar, eu te bebi rapidamente

Mas eu estou com mais cedo que antes

Tudo que eu conheço é o mar de verdade

Ou é um deserto azul

 

A canção inicia com o som de ondas, porém logo evade-se, sendo substituída por um motivo tranquilo na guitarra, lembrando a paisagem infértil de um deserto. Um chocalho distante junto aos vocais de Jungkook cria a imagem de uma cascavel. Os instrumentais são calmos, mas a sua uniformidade produz uma inquietação quando contrastada com a mistura de incertezas dos versos cantados.

O refrão mostra-se com resignação persistente. A letra conta com uma reviravolta à retórica comum de obtenção de recompensas após a superação de obstáculos, enfatizando “Onde há esperança, há dificuldades”. Uma batida contínua inserida na segunda parte do refrão constrói um momentum, prometendo um som mais otimista, mas desaparece antes do último verso. O instrumental volta ao motivo anterior quieto e perturbador da guitarra, ressaltando como o BTS teme que seu sucesso seja realmente uma miragem desértica que continua a retornar. Os aspectos musicais e a letra de “Sea” expressam de forma franca o lado vulnerável do grupo, sem tentar transformá-lo em algo mais esperançoso ou inspiracional.

Outras faixas encontram um equilíbrio entre a expressão de sentimentos específicos do BTS e uma abertura a interpretações diferentes aos ouvintes, permitindo que estes possam compreender da sua própria maneira. O solo de Jin em Wings, “Awake”, exterioriza as lutas que ele enfrenta como um membro escolhido, primeiramente, para o papel de visual do grupo. A letra conta sobre a percepção dolorosa de sua inadequação em contraste aos talentos dos outros membros, mas revela, também, a sua determinação em nunca parar de tentar. É a sua história, mas o sentimento pode ser compartilhado por qualquer um que já se sentiu insuficiente mesmo ao dar o seu melhor.

Um ornamento melódico de cordas abre a canção, com glissandos que lembram o Swing de 1930. O efeito é teatral, no entanto há uma mudança surpresa a um instrumental de piano que permite a voz sincera do Jin tomar o lugar central. Os versos são pensativos, como um monólogo interpretado em um teatro com um cenário simples, quadrado, de paredes e chão pretos. Não há sinos nem assobios no instrumental; a produção não chama atenção para si, mas sim apoia os altos e baixos dos vocais de Jin ao longo da sua história.

Através de tremolos expressivos nos versos de abertura e glissandos concluindo cada linha do pré-refrão como um suspiro, Jin revela suas incertezas quanto às suas limitações. Entretanto, ao mesmo tempo, sua elocução estável e bem sustentada da melodia demonstra como ele começou lentamente a transcender suas limitações.

2018 acompanhou novos recordes e incursões do BTS no cenário musical norte-americano. O grupo combinou esses passos com um movimento introspectivo em Love Yourself: Tear, buscando alguns de seus medos mais profundos nos cantos de seus corações. Vindo do mesmo produtor que canalizou uma idealização diferenciada no remix de “Mic Drop”, o som simples e sem excessos de “The Truth Untold” é um choque visceral, um abalo atordoante de vulnerabilidade.

A maturidade do BTS como liricistas é evidente na maneira em que a canção expressa um medo muito específico mas ainda permanece aberta a outras interpretações. Para o grupo, poderia ser o sentimento perturbante de que eles não estão mostrando aos fãs tudo o que são, mas na verdade apenas seus melhores lados. Esta é uma brecha que pesa a eles, considerando que um de seus objetivos como artistas é a conexão com seus ouvintes como pessoas, humanas e com defeitos, e não ídolos perfeitos.

No começo de seu documentário recente, Burn the Stage, Suga observa, “Eles acham que mostramos nossas vidas sem filtrar nada, mas escondemos muitas coisas”. RM complementa, “Eu na verdade… tenho outros lados como pessoa. Mas se eu permitir que eles vejam… eles podem não gostar de mim”. Esse medo ganha corpo em “The Truth Untold”:

Tenho que me esconder

Porque sou feio

 

Eu tenho medo

Eu sou patético

Eu tenho muito medo

Caso você também me deixe no final

Mais uma vez eu ponho uma máscara e vou te encontrar

 

Para alguns ouvintes, no entanto, a canção captura as lutas de se viver com depressão. A melodia é acompanhada por um piano só que, algumas vezes, traz a lembrança da balada impactante “My Immortal”, do Evanescence. Os vocais de BTS ainda podem adquirir maior conhecimento de técnicas, mas há um nível de sofisticação em sua entrega emocional ao passo que revelam os conflitos entre seus medos e desejos. O verso lastimoso de Jungkook no pós-refrão, “Mas eu ainda te quero’, é, particularmente, de arrancar o coração.

Analisando essas B-sides, fica claro que existe algo se movimentando no que tange a honestidade do BTS ao confrontar suas imperfeições. Coragem não precisa vir na forma de capacidade de mudanças internas; ela pode ser, simplesmente, o enfrentamento de lados desagradáveis de si sem se esconder atrás de desculpas. Espero que, mesmo que eles experimentem novos sons e temas, o BTS não perca de vista o fato de que a vulnerabilidade pode ser uma de suas maiores forças.

 

(YouTube, Imagens via Big Hit Entertainment, Letras via Bangtan Subs, Ktaebwi no Tumblr).

Fonte: Seoulbeats
Trans: eng-ptbr; cláudia @ btsbr


Publicado em 04.07.2018
[V APP] 03.07.18 – Run BTS! 2018 – EP.53
O grupo realiza uma série de jogos durante o caminho para as montanhas.

BTS faz um pequena viagem de ônibus, participa de diversos jogos e faz compras no hipermercado no episódio 53 do programa Run BTS!

Assista pelo V App!

 

 

 


Publicado em 04.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – SUGA para a LG
Bastidores da gravação do Suga!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por SUGA. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.


Publicado em 04.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – J-Hope para a LG
Bastidores da gravação do J-Hope!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por J-Hope. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.

 


Publicado em 04.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – Jin para a LG
Bastidores da gravação do Jin!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por Jin. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.


Publicado em 03.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – V para a LG
Bastidores da gravação do V!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por V. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.


Publicado em 03.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – Jungkook para a LG
Bastidores da gravação do Jungkook!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por Jungkook. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.


Publicado em 03.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – RM para a LG
Bastidores da gravação do RM!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por RM. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.


Publicado em 03.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – Jimin para a LG
Bastidores da gravação do Jimin!

A LG Coreia postou um vídeo no twitter mostrando os bastidores da gravação do vídeo estrelado por Jimin. O modelo LG G7 ThinQ ainda não tem data de lançamento.


Publicado em 03.07.2018
[VÍDEO] 02.07.18 – ‘FAKE LOVE’ é destaque no jornal “News TV”
'FAKE LOVE' ultrapassou 200 milhões de visualizações!

O BTS foi destaque no jornal “News TV” da Yonhap por ‘FAKE LOVE’ ter ultrapassado 200 milhões de visualizações no youtube em 44 dias.