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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua... LEIA MAIS
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Publicado em 09.10.2018
Será que o BTS deveria abandonar o rótulo K-Pop? 🤔
A remoção do grupo da categoria os afastaria de sua identidade sul-coreana?

O K-Pop é um grande negócio. Em 2017, a indústria da música da Coreia do Sul ficou em sexto lugar no ranking mundial do IFPI com um valor de varejo de meio bilhão de dólares. Tendo, anteriormente, ocupado o 8º em 2016 e o ​​10º em 2013. O K-Pop se promoveu tão bem que os mercados internacionais começaram a atendê-lo conscientemente e se conectar a ele em um nível mais profundo, como evidenciado pela popularidade do BTS.

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As redes sociais permitiram que eles se conectassem com o público ao redor do mundo e que suas ideias fossem traduzidas apesar das barreiras linguísticas. No entanto, para algumas pessoas, o rótulo de “artista K-Pop” reduz a legitimidade do grupo por causa da regularidade com que é usada, fazendo com que pareçam uma “mania”. O BTS é formado por integrantes coreanos e eles tem orgulho disso, mas a palavra “K-Pop” parece ter se tornado uma palavra da moda e, às vezes, é usada desnecessariamente. Tanto é assim que alguns fãs do BTS pararam de apresentar artistas coreanos como ‘K-Pop’. A preocupação é que distanciando-os da categoria K-Pop, os distancie também de sua própria identidade.

Para muitos, o BTS é diferente de qualquer boyband que vimos antes. Suas músicas têm versos afiados e discutem alguns tópicos incrivelmente pungentes. Por exemplo, seu último single “IDOL” com Nicki Minaj inclui sentimentos importantes sobre o amor próprio: “Você pode me chamar do que quiser, pode me criticar se quiser, mas eu sei quem eu sou e amo quem eu sou”. Depois, há “Anpanman”, que diz que você pode não ter as qualidades de um super-herói, como super-força ou um carro super rápido, mas se você quer ser um herói, precisa seguir frente. “I’m Fine” fala sobre lutar contra as dificuldades emocionais e sair do outro lado. “Epiphany” discute a percepção de que, para amar as outras pessoas, primeiro você precisa se amar, que é o título e o tema dos três últimos álbuns. Claramente, isso não é um estilo “Garota, eu gostaria de ter te beijado na balada” como as boybands da era passada.

No entanto, você será perdoado por não perceber isso por causa da barreira linguística. E, infelizmente, o ‘K’ no K-pop é uma pista visual e auditiva para algumas pessoas de que haverá uma barreira ou desconexão ao ouvir esse tipo de música. Isso significa que artistas coreanos têm uma pequena batalha em suas mãos. O coreano não tem familiaridade com os mercados ocidentais da mesma forma que o espanhol, por exemplo. Apesar de ser um dos poucos na minha escola a optar por alemão – inserir flashback traumático do chucrute no programa de intercâmbio – a maioria das pessoas que conheço estudou espanhol. Tem um alfabeto muito parecido com o inglês e é considerado até sexy. Eu acho que isso explica porque “Despacito” foi um grande sucesso no Reino Unido. Justin Bieber cantando em espanhol era o crossover cultural que todos podiam lidar, mesmo que as pessoas ainda lutassem para cantar junto com ele em casa.

 

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Mas não é apenas uma barreira linguística. Há também um problema de percepção. Antes do BTS, houve PSY com Gangnam Style – a música que crianças de 3 anos de idade, de um lado para o outro, exigiam que tocasse repetidamente enquanto comiam seus bolos de aniversário pegajosos e o ranho escorria por seus rostos. Psy é o artista coreano mais notável a emergir no Reino Unido e caso toque essa música em uma festa é muito provável que gere um suspiro do que um guincho de felicidade e um grito profundo falando “MINHA MÚSICA”.

Acho que o fez as pessoas virarem a cara, foi a falta de percepção de profundidade na música. As únicas letras em inglês eram “Ehhhhh sexy lady”, que é mais como um assobio do que uma proposição filosófica (a música era na verdade uma crítica ao capitalismo e às classes, contada através de representações satíricas de um “Gangnam Guy” – Gangnam sendo um rico subúrbio de Seul). Não é justo que PSY tenha o peso de dar ao K-Pop um rótulo de chamariz no Reino Unido (mesmo que a música venha com uma rotina de dança inédita), mas, infelizmente para a maioria, foi a primeira vez que eles entraram em contato com o K-Pop.

É por isso que alguns fãs do BTS pararam de apresentar artistas coreanos como ‘K-Pop’, na esperança de que pessoas novas ao grupo os julguem apenas baseado-se em suas músicas, não porque sejam uma banda de K-Pop. E talvez eles tenham uma razão.

Em vez disso, se todos os artistas coreanos fossem apresentados às pessoas pelo mérito da qualidade de pensamento e de som de suas músicas, como as que falam inglês, talvez as pessoas não fossem tão inflexíveis que a atual obsessão pelo BTS seja apenas uma fase. Eles reconheceriam um padrão de integridade artística e de auto-expressão. Além disso, o K-Pop não é um gênero como Hip-Hop ou Rock, por isso não dá ao ouvinte qualquer informação real sobre o estilo. O K-Pop é simplesmente o nome da indústria na Coréia, o que reforça o quanto é supérfluo às vezes.

No entanto, quando falei com o líder do BTS, RM, perguntei-lhe a importância de continuar cantando em coreano mesmo quando eles obtiveram sucesso no Ocidente. Ele respondeu que era realmente importante, que eles estavam orgulhosos de serem coreanos e que isso não seria verdadeiro para a identidade do grupo caso eles não cantassem em coreano. Então, o BTS se distanciando do rótulo K-Pop seria também uma rejeição de sua identidade? Continuamente, o BTS fala sobre amar a si mesmo e contar sua própria história, então meu instinto é que eles nunca virariam as costas e deixariam de se identificar como K-Pop. Em vez disso, acredito que eles estão abrindo caminho para redefinir o que o K-Pop significa e eles não são os únicos.

Dua Lipa tem uma colaboração muito esperada com o girlgroup sul-coreano BlackPink, que será lançada no dia 19 de outubro. Eu, pelo menos, estou muito animada para ouvi-la, não só porque é Dua Lipa, que não pode fazer nada de errado segundo meus ouvidos, mas porque é outra maneira de desmistificar a música pop coreana. Este será outro grande showcase no Reino Unido pelo mérito de BlackPink como artistas. Além disso, não pense por um segundo que esta colaboração está catapultando um artista relativamente desconhecido para o centro das atenções. BlackPink tem 12 milhões de assinantes no Youtube, Dua Lipa tem 8 milhões. Estes são titãs razoavelmente parecidos no mundo da música.

Então, da próxima vez que você quiser me apresentar a música de um artista coreano, diga-me o nome deles primeiro e deixe-me ouvir sua música.

Fonte: Popbuzz
Trans eng-ptbr; fernanda azevedo @ btsbr

 



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