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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua... LEIA MAIS
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Tag: BTS World Tour: Love Yourself

Publicado em 05.12.2018
BTS gerou um lucro de 40 milhões de dólares com sua turnê mundial 💸
A turnê ainda tem muitos shows pela frente... Só falta passar pelo Brasil!

De acordo com uma análise feita pela Yuanta Securities, acredita-se que o BTS tenha gerado 44.9 bilhões de won (40 milhões de dólares) com sua mais recente turnê mundial.

A média de preço dos ingressos de um show do grupo é de 130 dólares, entretanto, é de conhecimento geral que muitas pessoas compraram ingressos apenas para revendê-los, onde cobravam valores na faixa dos 300 dólares ou mais.

O grande sucesso na América do Norte e Europa é vital para entender tamanho lucro. Park Sung Ho, da Yuanta Securities, comentou, “É muito difícil ser bem sucedido numa turnê norte-americana, então artistas do K-pop não conseguem prosseguir facilmente com isso.” Porém, “Além do Japão, a América do Norte e Europa são ótimos mercados para ser bem sucedido economicamente se você conseguir alcançar relevância lá.” Ele ainda completa, “Até agora, os artistas do K-pop conquistaram (muita das vezes) sucesso no Japão mas raramente na América do Norte e Europa.”

O analista ainda revela que o grupo vendeu mais de 310.000 ingressos somente em sua parada pelos EUA e Canadá, um número comparado a nomes consagrados como Pearl Jam e Bruno Mars. O BTS, porém, comanda um mercado secundário de venda de ingressos com preços mais altos que os outros citados, chegando por vezes ao dobro do valor se comparados.

A turnê do grupo ainda não chegou ao fim, atualmente o BTS se dedica à parada nos estádios japoneses e ainda levará seus shows para Singapura, Hong Kong e Tailândia em 2019.

Fonte: Allkpop
Trans eng-ptbr; Bia Rehm  


Publicado em 18.11.2018
ARMYs cantam “For You” para o BTS no Japão e aquecem corações
Depois de controvérsia, os fãs mostram que estão ao lado do grupo

Geralmente, o maior desafio dos ARMYs é lidar com a espera maior que 24 horas para o próximo show, apresentação na TV ou postagem nas redes sociais do grupo BTS. Mas essa última semana foi desafiadora por razões mais sérias. Após iniciar a última parada da turnê Love Yourself na Ásia, uma antiga foto de um dos integrantes usando uma camiseta controversa ressurgiu, sendo um dos motivos que levaram ao cancelamento da aparição do grupo no programa Music Station, do canal japonês Asahi, deixando os fãs japoneses e internacionais com um gosto amargo na boca.

Como consequência do ocorrido, os ARMYs ao redor do mundo passaram a discutir como responder a situação, mas esse vídeo dos fãs cantando “For You” no Japão serviu para mostrar exatamente quanto eles amam e respeitam o grupo.

Em outubro, uma foto de 2017 de Park Jimin usando uma camiseta celebrando a libertação da Coreia da liderança japonesa durante a Segunda Guerra Mundial voltou a tona, atraindo críticas a respeito da imagem de uma bomba atômica sendo jogada sobre uma cidade japonesa.

Enquanto isso, o cancelamento da aparição no Music Station atraiu críticas quanto ao BTS estar sendo arrastado para a duradoura e tensa relação política entre o Japão e a Coreia do Sul. Essas críticas apontam que o momento desse cancelamento tem menos a ver com a camiseta do Jimin (usada há mais de um ano) e mais com um veredicto da Suprema Corte Coreana em outubro. O veredicto determinou que a empresa Nippon Steel & Sumitomo Metal Corp do Japão compensasse os coreanos pelo trabalho escravo durante a guerra, o que reacendeu as tensões políticas entre os países.

Para agravar a situação, outra foto de um ensaio de 2014 do BTS para a revista CéCi ressurgiu, mostrando RM usando um chapéu do exército com um símbolo nazista. A Big Hit Entertainment declarou, mais tarde, que as roupas usadas no ensaio foram providenciadas pela revista, mas aceitando sua responsabilidade e pedindo desculpas por qualquer mal-estar causado aos fãs.

No meio de toda controvérsia e de novos pedidos de grupos de direitos humanos por desculpas formais vindas do BTS, os fãs também aguardavam o pronunciamento do grupo e da Big Hit Entertainment, o que aconteceu alguns dias depois. Durante esse período de espera, os fãs trabalharam duro em expressar seu amor pelo BTS. No Japão, dezenas de fãs aguardavam no Aeroporto de Haneda para recepcionar os integrantes de braços abertos no dia 10 de novembro.

[TRAD] BTS chegando ao Aeroporto de Haneda”

Enquanto isso, fãs ao redor do mundo seguiram a iniciativa da conta @btschartdata no Twitter, começando o #ProjectBuy23, motivando os ARMYs a gastar 1 ou 2 dólares na compra da canção “2!3!” no iTunes. Os fãs internacionais celebraram a ideia, transformando o projeto em um sucesso e fazendo a canção chegar na primeira posição da parada do iTunes em 26 países.

[TRAD] Após o #ProjectBuy23, 2!3! alcançou a primeira posição no iTunes em 26 países até agora. Atualmente está na posição #6 nos Estados Unidos e #19 no Reino Unido, estreando na posição #9 na parada geral.”

Mas o esforço mais comovente certamente veio dos ARMYs japoneses que compareceram ao show do dia 13 de novembro. Usando as redes sociais, eles planejaram cantar “For You”, canção presente no álbum japonês Youth, de 2016, enquanto esperavam pela entrada no grupo no palco, marcando um dos momentos mais belos da noite.

[TRAD] Os ARMYs japoneses planejaram cantar “For You” para mostrar que não importa o que aconteça, o ARMY sempre estará lá pelo BTS. É tão lindo, estou chorando”

Já encaminhando-se para os momentos finais do show, depois de os fãs terem demonstrado todo seu amor pelos integrantes, Jimin terminou “So What” gritando “Eu amo vocês!” para o público presente – e eufórico. Mais tarde, em seu discurso final, Jimin falou com a platéia fazendo alusão as controvérsias e expressando seu amor pelos fãs japoneses e se desejo de que esse tipo de evento não afetasse o relacionamento do público com o grupo.
De acordo com a tradução de um fã presente no local, Jimin disse: “Eu sinto que várias circunstâncias causaram preocupação não só nos ARMYs aqui, mas ao redor do mundo. Essa situação realmente machuca meu coração. Eu acredito que haverão várias oportunidades de nos reencontrarmos de agora em diante. Eu não acho que serei capaz de esquecer a primeira apresentação que fizemos aqui no Tokyo Dome hoje com todos você. Estou realmente feliz em estar com todos os ARMYs aqui. Eu me sentiria feliz se vocês também se sentissem felizes em nos assistir. Muito obrigado por hoje. Eu realmente amo vocês, obrigado!”

Igualmente, a Big Hit Entertainment liberou um comunicado sobre as controvérsias no Twitter e no Facebook, primeiro em coreano, e depois em inglês e japonês. A Big Hit não apenas pediu desculpas pelo ensaio da CéCi, mas também por qualquer dano causado pela camiseta usada por Jimin às vítimas da bomba atômica. Por fim, eles expressaram um compromisso em sempre estar atentos a fatos sociais, históricos e culturais para que isso nunca aconteça novamente.

Você pode ler todo o comunicado aqui.

Fonte: Elite Daily
Tradução eng-ptbr: maureen h. @ btsbr


Publicado em 05.11.2018
Como o BTS e minha irmã me ensinaram sobre a universalidade da música
Fale amor, não inglês. O poder da música ultrapassa a barreira de linguagem

Muito recentemente eu tive a honra de presenciar pessoalmente o show histórico do BTS, no Estádio Citi Field, junto com a minha irmã mais nova, Vienna, que é uma ARMY leal. Três noites antes de irmos para Nova York, ela já estava se descabelando de tanta animação, ficando acordada até tarde para ouvir a discografia inteira deles em antecipação para quando ela, finalmente, os ouviria ao vivo. Como um presente de aniversário adiantado para ela, eu consegui dois ingressos para vermos o grupo juntas. Mesmo que eu mesma não fosse fã do BTS, eu sabia o quanto ela os idolatrava, então pensei que seria o presente perfeito.

Quando chegamos no local do show, Vienna começou a ficar nervosa. Eu via suas mãos tremendo enquanto segurava a pelúcia do BT21 num aperto de aço. Pensei que fosse só “nervosismo do primeiro show” — eu mesma já me senti assim antes, vendo uma das minhas bandas preferidas ao vivo pela primeira vez, é natural. No entanto, mais tarde, eu me daria conta que o que Vienna estava sentindo era muito mais complexo e significativo do que eu poderia imaginar.

Minha irmã é cega. Vienna não consegue vê-los dançar. Não pode ver seus rostos, seus cabelos, suas roupas ou seus sorrisos. Nada disso, entretanto, a impediu de ser fã. Eu estava preocupada, a princípio, com como ela iria reagir durante o show, mas o tempo revelaria que não tinha nada para eu me preocupar.

Toda a experiência foi surreal do começo ao fim. Mesmo antes do show começar, a energia dos fãs era palpável e de tirar o fôlego. Quando os integrantes do BTS apareceram pela primeira vez no palco com um crescendo dramático de instrumentais que faziam o coração bater mais rápido, a pura alegria e entusiasmo dos fãs podia ser sentido em todos os cantos do estádio. Era revigorante, e eu aproveitei cada segundo. Os integrantes foram um grande prazer de assistir; a coreografia incrível, vocais belíssimos, a miscelânea de gêneros musicais e seus esforços encantadores de se conectar com os fãs foram todos partes e parcelas do nível de felicidade daquela noite.

O que eu considero como o momento mais memorável do show aconteceu no final, quando o BTS despiu seus corações para os fãs. Eu lembro de ver o integrante loiro — acho que seu nome era Jimin — com os olhos cheios de lágrimas e uma sinceridade que podia ser sentida mesmo com toda a distância. V, o integrante usando uma bandana vermelha, falou de um jeito tão caloroso com os fãs, os chamando de “as estrelas mais brilhantes do nosso universo”.

Eu fiquei mais emocionada pelo lindo discurso dado por RM, o líder do grupo. “Eu não sabia o que era me amar,” ele disse. “Vocês me ensinaram. Através dos seus olhos, do seu amor, seus tweets, suas cartas, tudo. Vocês me ensinaram — vocês me inspiraram — a me amar.”

Eu estava quase chorando, nesse momento, porque naquele instante eu vi — não, eu senti — um mar brilhante de milhares de corações e mentes se abrindo.

É esse tipo de reconhecimento, esse tipo de reciprocidade e honestidade, que abriu meus olhos para a importância e o significado que o BTS tem, verdadeiramente. Eu não tinha compreendido antes, mas agora, depois de experienciar o show, posso dizer com absoluta certeza que o BTS é diferente de qualquer outra banda que esse mundo já presenciou.

Durante o discurso [de RM], eu senti minha irmã puxar a manga da minha blusa. Quando me virei para encará-la, ela me puxou para perto e disse: “É o mesmo, Val.”

“O que é o mesmo?” Perguntei, confusa.

“Suas vozes. Seu amor. É o mesmo.”

Foi uma lição importante para mim, alguém que já havia rotulado o BTS como uma boyband qualquer que não tinha nada a oferecer além de músicas grudentas e um olá para os fãs de vez em quando. Naquela noite, ficou claro para mim exatamente o que eles significam para a minha irmã. Vienna não pode vê-los dançar. Ela não pode ver seus rostos, seus cabelos, suas roupas ou seus sorrisos. Tudo isso é inegável, mas ainda assim, o septeto foi capaz de tocar seu coração com a paixão que os levou aos palcos mundiais em primeiro lugar: a música. Todas as vezes que a vi com seus fones de ouvido e um sorriso luminoso no rosto, foi por causa da música do BTS. Tenho vergonha de ter acreditado numa ideia tão desinformada sobre eles antes mesmo de tê-los dado uma chance.

Minha irmã já foi bombardeada com ridicularizações passivas por gostar do BTS, infelizmente vindo de nossa família e outros conhecidos. Ela ouviu muitas coisas maldosas, seja dirigidas a ela ou ao próprio BTS. Todas as vezes que ela veio até mim, eu tentei consolá-la da melhor maneira possível, mas uma coisa que reparei foi o quão resoluta ela era em seu amor por eles. O amor inabalável que ela nutria pelo BTS excedia a aversão vaporosa que encontrava tão frequentemente. “Não importa que eles não cantam em inglês,” ela dizia. “Eu sei o que eles estão falando. Eu posso sentir o que eles dizem.”

É tão, tão enganosamente fácil de ignorá-los como estrelas pop manufaturadas. Ao ouvirem suas músicas, as pessoas que escolhem não buscar mais a fundo podem estar perdendo de entender alguns dos mais apaixonados liricistas da indústria musical. Desde o show, eu decidi escutar mais suas músicas e ler as traduções. Sim, suas danças impecáveis são hipnotizantes, mas e as mensagens por trás de suas canções? E a emoção em suas vozes? As palavras que falam para os seus fãs? Eles são coreanos. Eles, fundamentalmente, falam coreano e a maior parte das suas músicas são em coreano. Mas por que isso impediria alguém de entender a mensagem principal de amor próprio e amor ao próximo?

Fiquei deslumbrada com como o BTS recebe todos de braços abertos. Eu os via olhar para a multidão da plateia com expressões gentis e amorosas. As pessoas lá eram receptivas às suas demonstrações de afeto exuberante e universal pelo seu diverso grupo de fãs  — um espetáculo muito bem-vindo por mim e muitos outros. Durante cada música, todos ao nosso redor cantavam em uníssono, e o fato de que as músicas eram em coreano não importava nem um pouco.

Minha irmã já havia me contado diversas vezes sobre o quanto a música significa para cada integrante do BTS, mas nunca havia me atingido até aquele momento. É admirável que o BTS vá tão longe para oferecer conteúdo aos seus fãs, mas é ainda mais admirável saber que eles fazem isso porque eles amam o que fazem e infusionam esse amor em coisas que vão muito além do escopo da música e da dança, apesar das demandas físicas e temporais. Esse amor complexo e amorfo se estendeu para além das barreiras da linguagem, além de distâncias geográficas, além de tantos outros fatores que só buscam nos separar.

Talvez o conceito de que o amor pode conquistar até os males mais obscuros do mundo seja idealista, mas o que eu vi, ouvi e senti durante o show foi um indicativo do poder que o conceito intangível do amor realmente tem. Fale com qualquer ARMY  — de mulheres afro-americanas aos meninos de dez anos de idade, dos avós carinhosos à adolescente cega  —, o BTS advoga por e demonstra algo que não pode ser definido por nenhum dicionário ou limitado por nenhuma percepção. Eles não precisam cantar ou fazer rap em inglês. O que eles fazem é muito mais substancial do que chamar a atenção do mercado ocidental abandonando suas raízes.

Não sou nenhuma filósofa. Não sou historiadora, nem sou cientista. Não sou uma aficionada por música e só sei falar uma língua. Mas não é necessário um gênio perfeito ou um acadêmico super preparado para entender o que o BTS está tentando dizer ao mundo.

Quando voltamos para o nosso quarto de hotel, minha irmã me abraçou e disse, “Essa foi a melhor noite de toda a minha vida.”

E acho que foi a minha também.

Fonte: Valonea Renhern @ Medium
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 01.11.2018
A história emocionante por trás da bandeira LGBTQ+ no show do BTS
Fãs LGBTQ+ encontraram um espaço acolhedor nos valores que o grupo defende

Ao mesmo tempo que o BTS tem um demográfico abrangente de fãs, coletivamente conhecidos como ARMYs, alguns dos fãs LGBTQ+ do grupo contaram para o BuzzFeed News que encontraram um espaço seguro e acolhedor nos valores que o grupo defende.

O BTS impactou especialmente a fã Karess Bollanga, garçonete de 23 anos de Londres, e seus amigos, que recentemente se tornaram virais na internet após posarem com uma gigantesca bandeira LGBTQ+ nos shows do grupo em Paris.

[TRAD] namjoon viu minha bandeira lgbt durante [Trivia: Love] e isso é Tudo que importa

Bollanga disse que levou a bandeira para agradecer ao grupo por suas músicas e mostrar o impacto positivo que tiveram nos membros da comunidade LGBTQ+. Ela contou ao BuzzFeed News que teve ideia enquanto ouvia “Stigma”, a música solo de Taehyung no álbum WINGS.

Ela disse: “Eu estava pensando sobre o estigma que as pessoas sofrem, sobre o fato de que, graças ao BTS, algumas dessas feridas foram cicatrizadas. Eu também pensei sobre o fato de que os ARMYs, como uma família global, tem uma grande comunidade LGBTQ+, e não importa se o BTS está falando sobre eles ou não em suas músicas, eles podem se sentir tocados e movidos por elas, porque se identificam com elas. O BTS ajudou muitas pessoas em problemas familiares, corações partidos, depressão, ansiedade e problemas psicológicos. Suas letras, seu bom humor, seus sorrisos e seu cuidado, suas risadas, suas vozes, suas músicas e sua sinceridade, tudo o que faz deles quem eles são está ajudando as pessoas. E os fãs sempre foram gratos por isso.”

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Karess disse que mostrar a bandeira foi uma maneira de mandar uma mensagem ao BTS de que os fãs LGBTQ+ estão nas plateias e os apoiando. “Eu queria agradecê-los em nome da comunidade LGBTQ+,” ela continuou. “Eu queria que eles soubessem que, mais do que ajudando  pessoas, eles tão ajudando uma comunidade inteira que está passando por tempos difíceis.”

“Então, eu deixei que as pessoas assinassem [a bandeira], deixassem sua marca, às vezes assinando seus nomes, seus Twitters e Instagrams, ou alguma piada, algo pessoal.”

Bollanga disse que a bandeira foi, também, uma maneira de dar apoio à comunidade LGBTQ+ na Coreia do Sul. “A bandeira foi inspirada em uma ideia que tivemos há algum tempo, que era de ajudar a comunidade LGBTQ+ a ser aceita na Coreia do Sul, o país de origem do BTS.”

“Na Coreia do Sul, pessoas LGBTQ+ ainda estão lutando por seus direitos, ainda não são aceitas e ainda enfrentam situações que não deveriam ser aceitas em nenhuma sociedade. Em um país que se desenvolveu tão rápido, homofobia é algo que deveria ser apagado, deveria desaparecer com a nova geração, a nossa geração.”

Ela acrescenta: “Nós não podemos ajudam o mundo inteiro, mas podemos lutar por algumas pessoas, dar forças e espalhar o amor onde é possível. Claro, como tudo na internet, algumas pessoas não gostaram, fizeram comentários maldosos de que não era ‘sério’ mas, hey, como Namjoon diz, ‘odiadores odiarão’.”

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No grupo de Karess, entre os amigos que decidiram levar a bandeira para as pessoas assinarem, está Ezra Anfoussi, empresária autônoma de 26 anos.

Anfoussi disse ao BuzzFeed News que, quanto mais escuta as músicas do BTS, melhor ela se sente. “Algumas pessoas vão dizer que é ridículo dar tanta importância a eles, mas eles realmente ajudam muitas pessoas ao redor do mundo e nós queremos que eles saibam disso,” ela contou. “Poderíamos ter escolhido uma bandeira diferente, mas queríamos a bandeira LGBTQ+ porque, de certa maneira, ela tem mais significado uma vez que é difícil ser aceito nesse mundo. É uma causa que queremos defender e queremos dar esperança como o BTS dá para nós.”

“Eles são nossos Anpanman e, um dia, seremos o Anpanman para outras pessoas.”
Anfoussi, que cresceu em meio muçulmano, disse: “Precisamos ajudar a todos, não importando a religião, sexualidade, ou cor de pele.”img 4

Escrito na bandeira está um trecho da música “Answer: Love Myself” que diz: “Você me mostrou que tenho razões pelas quais eu deveria me amar.” Ezra disse que escolheram essa parte porque ela resume exatamente o que o BTS faz por seus fãs.

“De certa maneira, eles nos ensinam que não importa o quão difícil a vida seja, quantas dificuldades enfrentamos, tudo ficará bem,” acrescentou. Karess, Ezra e seus amigos ergueram a bandeira no show e foi outra amiga delas, Carla Rahn, comerciante de 21 anos de Nice, França, que tirou as fotos e postou no Twitter. Rapidamente, elas se tornaram virais.

[TRAD] nós estávamos na grade do show e estávamos com uma bandeira lgbtq+ gigantesca que levantamos durante todo o bis e todos os integrantes olharam para ela!!!! namjoon ficou olhando e tentando ler o que estava escrito!! a equipe da bighit filmou e tirou fotos claro que fizemos isso pelos gays!!!!

Carla e seus amigos conseguiram chegar na primeira fila dos dois shows de Paris e, ainda que não tivessem permissão para pendurar a bandeira na grade da primeira fileira, a equipe do show deixou que a levantassem.

Elas não conseguiram gravar durante o show mas muitos outros fãs encontraram fotos e vídeos da bandeira em ação.

[TRAD] meu deus, era você?? eu consegui ver a bandeira da minha cadeira

Rahn disse que o BTS reconheceu a bandeira várias vezes durante o show. “Sinceramente, foi muito incrível ver que eles olharam para a bandeira e estavam tentando ler o que estava escrito.”

“O Namjoon olhou para elas várias vezes e acenou com a cabeça, então ficamos muito felizes. O Taehyung sorriu quando a viu, também.”

“Todos eles repararam e não podíamos ter ficado mais felizes; toda vez que eles olhavam para a bandeira, nós enlouquecíamos. Também pareceu que o JungKook perguntou algo sobre a bandeira para o Namjoon, porque eles estavam conversando enquanto olhavam para ela, então talvez ele queria saber a tradução do que estava escrito — não sabemos exatamente.”

Carla disse que parecia que a equipe do BTS estava tentando filmar a bandeira, também.

“O Jimin ficava vindo para o nosso lado e olhando para a bandeira. Ele inclusive abriu bem os braços e correu em nossa direção, como se quisesse nos abraçar e à bandeira também. Foi muito fofo,” disse Rahn. “De qualquer maneira, todos eles pareciam muito felizes com a bandeira e isso fez com que nós nos sentíssemos especiais e que tínhamos feito algo bom. Nunca vou esquecer esses momentos.

À medida que as fotos se espalharam, as pessoas começaram a entrar em contato e dizer o quanto amaram a iniciativa.

[TRAD] ISSO É TÃO FOFO, LGBTs AMAM O BTS <3

Rahn continuou: “Muitas pessoas nos agradeceram por fazer isso e representar a comunidade LGBTQ+, e falaram que os integrantes reconhecerem a bandeira ou só olharem pra ela fez com que se sentissem validados e aceitos. Muitos disseram que choraram depois de ler minha thread no Twitter sobre a reação dos meninos porque sentiram que tinham o apoio dos seus ídolos. Foram pequenas ações dos garotos, como um sorriso, um aceno, coisas assim, mas que fizeram as pessoas se sentirem bem.”

[TRAD] Garotas, vocês são incríveis e tenho muito orgulho 💕👏

Além da bandeira, haviam outros cartazes, incluindo um que dizia “LGBTs amam BTS”, que Taehyung foi visto olhando durante o show, e também uma bandeira do orgulho bissexual.

[TRAD] EU SOU A MENINA MAIS FELIZ DO MUNDO EU VI A RAZÃO DO MEU AMOR PRÓPRIO NA MINHA FRENTE (E !!! Ele sorriu e agradeceu a garota com um cartaz que tinha LGBT AMAM BTS escrito, protejam ele a todo custo EU O AMO DEMAIS)

[TRAD] Acabei de chegar em casa. BTS em Paris foi uma experiência incrível e estou muito feliz que o Namjoon viu minha bandeira bissexual e sorriu e Hobi e SUGA também. 15 horas na fila valeram muito a pena. CONSEGUIMOS, BISSEXUAIS.

Houve também um noivado: Holly Edwards, de 20 anos, pediu em casamento Emerald Flint, de 19. O casal foi para Paris porque não conseguiu ingressos para o show de Londres.

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Edwards contou ao BuzzFeed que se conheceram no Twitter este ano, através do amor mútuo pelo BTS. Logo depois, começaram a namorar e Edwards foi morar com Flint.

Holly disse: “Nosso amor mútuo pelo BTS nos ajudou de muitas maneiras. As suas letras nos deram esperança quando estávamos deprimidas na cama. E foi através deles que passamos a usar nossa criatividade para fazer arte e escrever, nos dando um escape nessas atividades.”

“Eles realmente mudaram nossas vidas e nos deram algum propósito, além de terem sido uma maneira de fazer amigos no Twitter.”

Holly, Emerald e a mãe de Emerald viajaram para Paris, onde Edwards planejava um pedido de casamento surpresa.

Edwards disse que chegaram muito cedo para tentar chegar na frente, mas a longa espera foi demais para o casal, uma vez que são deficientes. “Conseguimos aguentar seis horas antes de Emerald e eu começarmos a sentir que íamos desmaiar e tivemos que sair da fila e pegar um Uber.”

O casal começou a se preocupar, achando que não iriam conseguir ver o BTS, mas a mãe de Flint ajudou a voltarem para o local do show. Depois de dizer que eram deficientes, uma cadeira foi dada para Flint e Edwards sentou no chão.

Quando o BTS começou a apresentar “Magic Shop”, Edwards decidiu fazer o pedido.

[TRAD] OBRIGADA BTS. EU NUNCA TERIA CONHECIDO EMERALD SE NÃO FOSSE POR VOCÊS 💞

Edwards disse: “‘Magic Shop’ começou e a música significa muito pra mim… Me ajoelhei durante minha parte favorite e pedi Emerald em casamento. Emerald disse ‘sim’ e começamos a chorar e nos abraçar durante o show mais incrível de nossas vidas. Eu achei que não íamos sequer conseguir ver o BTS mas, uma vez que estávamos lá, me pareceu certo fazer o pedido. Foi a noite mais feliz da minha vida com todas as pessoas que eu mais amo no mundo.”

Fonte: Ikran Dahir @ BuzzFeed News
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 15.10.2018
Da Coreia para o Mundo: Como o BTS se tornou o maior grupo do Planeta 🌏
O The Guardian entrevistou o grupo em sua passagem por Londres, leia a tradução!

Com o One Direction em pausa por tempo indeterminado, as boybands ao redor do mundo tem se esforçado para chegar ao topo. Conheça os sete sul-coreanos que venceram, depois de terem impressionado os Estados Unidos e Reino Unido.

Resultado de imagem para bts unicef ukBTS em visita à sede da UNICEF em Londres

Eles chegam para os seus primeiros shows no Reino Unido em um jato particular. Começaram a usá-lo na parte norte-americana de sua BTS World Tour: Love Yourself, que encerrou a passagem pelo continente com um show para 40 mil pessoas no estádio Citi Field em Nova Iorque, no dia 6 de outubro, três dias antes de tocarem para uma multidão em duas noites no O2 Arena, em Londres. Eles já acumulam dois álbuns nº 1 nos Estados Unidos, possuem bilhões de streams nas maiores plataformas de música do globo, e foram recentemente convidados para uma das sessões da Assembleia Geral da ONU como Embaixadores da UNICEF, onde seu carismático líder, RM, discursou em inglês sobre auto-aceitação. Feitos como este são monumentais na carreira de qualquer artista, mas ao alcançá-los, o BTS – RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V e JungKook – fez com que a cara do pop mudasse, se tornando o primeiro grupo sul-coreano a alcançar o topo da indústria musical ocidental.

Jimin, conhecido por sua aparência etérea, foi às lágrimas no final do show no Citi Field. O grupo já se apresentou para públicos de tamanho similar em outros países, mas os Estados Unidos sempre foi a fronteira final para o K-pop – um mercado que já teve inúmeras tentativas frustradas de sucesso com grupos como BIGBANG, EXO e CL do 2NE1. “Nós sentimos isso o tempo todo”, diz Jimin. “Nessa turnê nos apresentamos em alguns locais gigantescos, e isso nos faz ver que as pessoas realmente nos amam. Ao ser inundado por todas essas emoções, isso meio que me pegou.”

Em um hotel em Londres, antes dos seus shows na capital britânica, os primeiros da turnê Europeia, a segurança se mantém alerta nos corredores. Homens enormes acompanham os integrantes do grupo pelos corredores. O BTS atingiu esse nível dissociativo de estrelato, onde precisam ser acompanhados por seguranças todo o tempo. “Sabemos que a popularidade não é para sempre”, RM diz com um sorriso. “Então, aproveitamos a jornada, a montanha-russa e, quando acabar, apenas terminou. Estamos em jatinhos e nos estádios, mas não sinto que seja meu. É como se tivéssemos pegado emprestado de alguém.”

O BTS é uma criação do veterano compositor e produtor Bang Shi Hyuk – que anteriormente trabalhou em uma das maiores empresas da indústria do K-pop, a JYP – posteriormente fundando a Big Hit Entertainment, com o BTS tendo o seu debut em 2013. A prática normal do K-pop é supervisionar cada elemento do vida dos jovens “ídolos”, como são conhecidos na Coreia. No entanto, Bang deu autonomia ao BTS para ter o seu próprio Twitter e vloggar de seu estúdio, e aos rappers o direito de escrever/produzir ao lado da equipe de produção interna da Big Hit. Suas letras são emocionalmente vulneráveis e socialmente conscientes, às vezes beirando a raiva, e indo contra o comportamento “passivo e perfeito” esperado no K-pop. Baepsae, que se traduz como “colher de prata”, defende sua geração “amaldiçoada”.

Os críticos tentaram desvendar o segredo do seu sucesso nos Estados Unidos: muitos creditam as mídias sociais por espalharem seu nome, mas os fãs do BTS, conhecidos como ARMY, indicam suas músicas e suas letras como a razão pelo qual se conectaram tão profundamente com o grupo. Foi isso – juntamente com o fim do One Direction – que culminou no crescente interesse pelo K-pop nos Estados Unidos, além do fluxo constante de conteúdo visual produzido pelo BTS (de cenas de bastidores à reality shows), que envolvem os curiosos e os atraem para a forte personalidade do grupo. No quesito boyband com honras, eles oferecem algo à todos.

Como todas as estrelas do pop com fandoms gigantescos e poderosos, o BTS traça uma linha tênue entre celebrar seus fãs e potencialmente aliená-los. “A fama é como uma sombra”, diz SUGA, o integrante mais sério. “Há luz e escuridão; é algo que nos segue constantemente e não algo que você pode fugir. Mas as pessoas tendem a respeitar nossa privacidade. Nós vamos muito à galerias de arte e as pessoas não nos incomodam, e após sairmos, eles mostram que estivemos naquele local com uma postagem [nas redes sociais]. ”

“Se tomar grandes proporções e passar dos limites, então pode ser uma fonte de estresse, mas para mim, pelo menos, é uma forma de demonstração do amor deles”, diz J-Hope, dançarino de street-dance antes de se unir aos demais. Em um dos seus recentes álbuns, o grupo fala sobre esse comportamento obsessivo na canção Pied Piper: “Pare de nos assistir e comece a estudar para os seus exames, seus pais e seu chefe me odeiam… Você já tem muitas fotos minhas em seu quarto.”

Essa honestidade surpreendente – quando se fala em idols no K-pop – foi o sustento para o conceito da era Love Yourself, com a trilogia de álbuns (Her, Tear e Answer) que traçaram uma narrativa em torno da descoberta e aprendizado do amor-próprio. O discurso de RM na ONU ecoou a temática: “Não importa quem você é, de onde você é, sua cor de pele, sua identidade de gênero, fale por você mesmo”. Essa afirmação relativamente anódina chamou atenção na Coreia do Sul, onde o Presidente se opõe publicamente à homossexualidade.

Durante sua carreira, o grupo teve como inspiração Haruki Murakami, Ursula K Le Guin, Jung, Orwell, Hesse e Nietzsche. O último, figura notável nas teorias que cercam Her, por meio do qual o amor é destinado e deve, portanto, ser inabalável (apenas para se desmoronar em Tear). Como os indies nos anos 80 fizeram, os ARMYs agora leem obras literárias para entender completamente a visão do grupo, enquanto investem muito dinheiro em lightsticks programados via Bluetooth para iluminar o oceano de fãs nos shows.

IMG01BTS durante a coletiva de imprensa para o lançamento de Love Yourself轉 ‘Tear’,
primeiro álbum do grupo nos charts do Reino Unido na 7ª posição

Para muitos, no entanto, o BTS simboliza uma indústria que é pouco mais do que uma máquina de fazer chicletes de alta funcionalidade. O K-pop é visto como cruel por seu sistema de treinamento intensivo, que pode se iniciar quando os artistas têm 7 anos de idades e durar uma década sem garantia de que ele faça o seu debut; e por seu tratamento hostil aos idols que lidam com casos de extrema exaustão e sua saúde mental. Muitos já desmaiaram no palco, enquanto Leeteuk (Super Junior) silenciosamente montou um grupo de apoio – já extinto – chamado de Milk Club, para idols que lidam com depressão. Enquanto isso, os fãs são constantemente retratados como adolescentes histéricas e de mentes vazias. “Não faz sentido discutir ou lutar sobre isso”, SUGA afirma, rispidamente. “Francamente, não consigo entender pessoas que querem degradar um certo tipo de música, seja qual for. A música clássica era o que hoje temos como música pop na época em que surgiu. É uma questão de gosto e compreensão – não é bom ou ruim, não há intelectual ou sem cultura.”

O som do BTS começou como R&B e hip-hop old-school, mas desde então incorporou uma miríade de gêneros, do EDM à house sul-africana. As letras também tornaram-se cada vez mais complexas, mais próximas da prosa do que o simples pop. Em muitos aspectos, o BTS se encaixa nos moldes de uma boyband clássica – eles são bonitos e se apresentam bem – mas também são homens crescidos que choram, abraçam e expõem suas vulnerabilidades e falhas, mesmo quando uma cultura de masculinidade tóxica prospera dentro e fora da mídia. Fortalecendo suas mensagens de força, amor, esperança e aceitação, indo além do que qualquer boyband já ofereceu.

Os artistas no K-pop trabalham incansavelmente, em um mundo onde algumas carreiras duram mais de uma década, a maioria chega ao fim em apenas 12 meses. Este ano, o BTS lançou três álbuns inéditos (dois em coreano e um japonês), viajou pelo mundo e produziu uma terceira temporada de seu reality show de férias, Bon Voyage. Cada minuto de sua rotina é calculado. “Acredito que houveram momentos em que estávamos muito perto da exaustão”, admite SUGA, “mas é inevitável e é o mesmo para pessoas em qualquer profissão, na verdade”.

Idols do cenário atual e da geração passada migraram para a atuação, aparecendo em programas de variedades na TV sul-coreana e explorando carreiras solo. Os interesses de SUGA incluem arquitetura e iluminação. JungKook, o integrante mais jovem com apenas 21 anos, começou a produzir vídeos no estilo documentário, tendo o seu mais recente curta capturado os extremos de sua vida – a intensidade do palco e a calmaria do seu quarto. Ele diz, “Sinto uma enorme alegria quando penso em coisas que posso fazer no futuro”. JungKook tem energia de sobra para gastar – mais tarde, fomos informados de que este se machucou antes do primeiro show em Londres, o limitando a se apresentar sentado, no que o jovem desculpou-se inúmeras vezes com os seus fãs.

Durante uma recente transmissão ao vivo na plataforma V Live, V, integrante de voz rouca que dá ao grupo um toque soul, tocou trechos de um trabalho solo criando uma agitação no fandom. Os rappers do BTS já lançaram mixtapes solo com letras e produções autorais, mas os vocalistas ainda não seguiram seus passos. “Estou trabalhando nisso”, diz JungKook, quando J-Hope começa a rir.

RM complementa de forma divertida: “Ele está se preparando para muitas coisas! Filmes, boxe – ele está planejando tanto que ninguém sabe quando vai sair.”

Uma discussão bem-humorada se inicia, “Quando J-Hope me der batidas, talvez eu possa começar a meu projeto”, insiste Jin, o integrante mais velho com 25 anos.

J-Hope finge indignação, “Eu já produzi batidas para você! Ele gostou do que eu dei a ele!” O rapper diz enquanto Jin gargalha histericamente.

“Em todas as músicas que eu faço,” V entra na conversa, após ter passado a maior parte da entrevista quieto, “sinto que algo que não está lá. Eu tenho uma lacuna, não consigo terminar uma música, preciso de alguém para me ajudar [a preenchê-la]. Quando eu aparecer com algo que eu possa divulgar, eu vou.”

SUGA ataca novamente, “Vai ser daqui a 20 anos.”

Para os fãs, esse é um tipo de provocação brincalhona e mostra a camaradagem natural que torna o BTS tão atrativo. Para o grupo, sua conexão os ajuda a suportar o ritmo de trabalho frenético.

Declaradamente ambicioso, SUGA constantemente afirma que uma vitória no Grammy é seu próximo objetivo e recentemente adicionou o show do intervalo do Super Bowl (71 mil pessoas no Estádio, 120 milhões assistindo em casa) à lista. As duas hipóteses podem cimentar o status do BTS como um grande nome [na história da música]. No presente momento, nenhum dos dois parece inalcançável. “Queremos mostrar o máximo que pudermos”, diz Jimin, seu olhar inabalável. “Só queremos poder mostrar o nosso melhor sempre”.

Fonte: The Guardian
Trans eng-ptbr & adaptação do texto; caroline piazza & fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 13.10.2018
Os ARMYs não conseguem lidar com SUGA tentando imitar os giros do Jimin
SUGA literalmente ‘girou’ a cabeça dos fãs!

O BTS apresentou seu último show na O2 Arena na noite de quarta-feira, finalizando a parte britânica da BTS World Tour: Love Yourself.

É desnecessário dizer que os fãs vão sentir saudades do bromance entre Jimin e SUGA, cujo nome verdadeiro é Yoongi, então os cantores deram aos ARMYs um último momento especial para apreciar.

[TRAD] Yoongi tentando imitar o giro do Jimin

Os ARMYs ainda estão tocados depois do giro, com um fã tweetando: “Amo o Yoongi! O giro do Jimin foi incrível!”

Foi “adorável” de acordo com um fã, enquanto outro comentou: “O Yoongi é engraçado. O giro do Jimin, porém. LINDO.”

Outro fã brincou: “Eu nunca vi o Yoongi se mexer tanto sem motivo aparente risos”

Jimin estava claramente brincalhão pois, em um momento, o cantor sussurrou algo no ouvido de JungKook, que pareceu o ter deixado histérico.

[TRAD] O que diabos o Jimin sussurrou para o Jungkook 

Ao anunciar a notícia, o comunicado dizia: “Um dos nossos integrantes, JungKook, se machucou ontem. Embora a lesão não seja grave, conforme o conselho de nossa equipe médica, o JungKook ficará sentado durante todo o show. Nós sinceramente pedimos desculpa a todos nossos fãs.”

O fenômeno BTS está dominando o mundo. Prova da influência do grupo foi serem nomeados pela revista Time como um dos líderes da próxima geração.

Fonte: Metro UK
Trans eng-ptbr; natália feitosa @ btsbr


Publicado em 13.10.2018
BTS ilumina o palco e seus ARMYs fazem o resto
Leia a resenha do The New York Times para o show final nos EUA no Citi Field

Os lightsticks custam 57 dólares. Nas horas anteriores aos versáteis maximalistas do BTS dominarem o palco do CitiField na noite de sábado, fãs faziam fila às centenas nos stands ocupando todo o estádio do Queens, dando quantias de dinheiro nada insignificantes em troca de lightsticks com formato de microfones e do tamanho de garrafas de um litro.

Uma vez em seus lugares, ou no gramado, os fãs seguraram seus lighsticks — chamadas ARMY bombs — acima de suas cabeças durante todo o show de duas horas e meia do BTS, sacudindo-as no ritmo da música enquanto vários efeitos eram produzidos via Bluetooth, tornando a multidão em um oceano de cores em sequência.

Demonstrações de severa devoção são a norma no K-pop, mas mesmo nesse universo, o fervor gerado pelos sete integrantes do grupo masculino BTS — RM, SUGA, Jin, J-Hope, Jimin, V e JungKook — é intenso de forma incomum.

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E no às vezes sísmico show de sábado à noite, com um espaço lotado com 40,000 pessoas, havia uma espécie de diálogo entre artista e fãs, um exercício colaborativo. Foi o show final da BTS World Tour: Love Yourself, e a primeira apresentação do grupo em um estádio no país. Alguns fãs do grupo — chamados ARMY — acamparam do lado de fora por quase uma semana para serem os primeiros a receberem as pulseiras e se posicionarem o mais perto possível do palco central.

Após muitos anos nos quais os maiores e mais ambiciosos artistas do K-pop tentaram fazer o seu caminho para dentro dos Estados Unidos, BTS se tornaram os mais bem-sucedidos na América do Norte. Lançado em maio, Love Yourself 轉 ‘Tear’, o seu terceiro álbum, se tornou o primeiro lançamento de K-pop a alcançar o topo das paradas de álbuns da Billboard. O seu repackage, Love Yourself 結 ‘Answer’, lançado em agosto, foi o segundo.

Esses álbuns mostram como BTS navega entre complexos e crescentemente variados sons: EDM-pop à la The Chainsmokers, R&B dos anos 1990, hip-hop de Nova York e do sul, e muito mais. Como cantores e rappers, os integrantes são talentosos. Como dançarinos e artistas, são ágeis. E nesse show, sua execução foi tranquila.

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No seu melhor, a música do BTS é densa e polivalente, beirando o caos. “DNA” começou como um guitar-pop meio Shawn Mendes e atingiu o nível vulcânico de música de balada. “I Need U” era um pop-R&B primal. “Airplane pt. 2” teve centelhas de piano de cabaré e pop latino. “So What” teve o frenesi aéreo de um ganhador do Eurovision. Um medley de músicas mais antigas no meio do show fez com que o estádio se tornasse digno de uma trilha sonora cinematográfica, com eletrizante hard rock e industrial electronic colapsando em uma sequência frenética.

Perto do fim do show, “The Truth Untold” mostrou as doces harmonias dos quatro vocalistas (Jin, Jimin, V e JungKook) e foi imediatamente seguido por “Outro: Tear,” que demonstrou a versatilidade e alcance dos três rappers (RM, SUGA e J-Hope). Cada integrante teve seu momento solo também — um sensual R&B de V em “Singularity,” e em “Serendipity,” Jimin mostrou movimentos meio balé, meio Matrix.

Para toda a coreografia profissional e planejamento aplicados nessa performance, o que realmente a tornou particularmente acessível foi o ar de casualidade dos integrantes, mantendo-se calmos na superfície enquanto trabalhavam furiosamente por baixo. Eles entendiam a importância de pequenos gestos — em vários lugares, tanto no palco quanto em intermissões gravadas, uma dupla de integrantes segurava brevemente as mãos, ou se abraçavam, demonstrando uma brincalhona e confortável familiaridade.

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Houveram também lapsos de um comportamento mais sensual e adulto entre o amigável clima do show, como quando JungKook, durante a elaborada coreografia de “Fake Love,” levantou sua camisa para revelar um rápido lampejo de seu abdômen. (O figurino era elaborado, indo de “mariachi artístico” para “pirata sadomasoquista” até “b-boy modernista.”)

E alguns dos momentos mais interativos foram os mais humorísticos, cortando a seriedade do grupo com um pouco de ironia e sarcasmo. No início de “Singularity,” V estava se acariciando por cima de um blazer pendurado, e durante “So What,” JungKook mexeu no cabelo de Jimin em tom de brincadeira enquanto encarava a câmera com um olhar desafiador.

Esses atos também eram um reconhecimento da adoração de seus fiéis fãs, uma maneira de tornar o sentimento literal no palco. Essa conversa implícita continuou em discursos nos quais cada integrante confessou seu amor pelo ARMY.

Em certo ponto, Jimin se debulhou em lágrimas, mas o momento mais emocionante veio de RM, o mais fluente em inglês no grupo. Ele falou sobre o quão animado ele se sentia sobre estar em Nova York, “o lugar onde a música que mudou a minha vida nasceu.” Ele discorreu sobre o tema da turnê e da recente música do grupo.

“Parece que estou usando vocês para me amar,” ele falou. “Por favor me usem. Por favor usem BTS para amar a si próprios.” Os sorrisos na multidão eram mais brilhantes do que qualquer luz.

Fonte: The New York Times
Trans eng-ptbr; gabriela @ btsbr


Publicado em 12.10.2018
40 mil ARMYs não estão enganados: assistindo ao maior grupo do mundo com os fãs mais dedicados
“Nosso amor pelo BTS é o que nos une,” dizem os fãs do BTS

Eu os vi pela primeira vez no trem 7 indo para o Queens, usando moletons com os dizeres “MIC Drop” e fones de ouvido plugados como se fossem lutadores se preparando para uma partida. Logo, estavam em todo lugar, 40 mil de todos os demográficos, fortes, mas em sua maioria mulheres jovens — asiáticas, negras, latinas, árabes, nativo-americanas, brancas, e todos os grupos étnicos que essas palavras podem significar — indo em direção ao Citi Field, o epicentro do K-Pop. Porque naquele sábado à noite o BTS, a boyband sul-coreana de sete integrantes, iria se apresentar em uma das únicas arenas de Nova York capaz de contê-los, onde os [fãs] mais devotos acamparam no estacionamento por uma semana. Se o prêmio de Top Social Artist do Billboard Music Awards dado ao BTS no ano passado pareceu uma curiosidade passageira, 2018 foi o ano que converteu todos os céticos: o BTS ganhou, novamente, o prêmio do BBMAs; discursou nas Nações Unidas sobre amor próprio e, o mais importante, conquistou dois álbuns no primeiro lugar das paradas, com Love Yourself 轉 ‘Tear’ e Love Yourself ‘Answer’. Eles vieram para ficar e seus fãs, conhecidos como ARMYs, estão prontos para celebrar. “Vamos torcer para que minha filha não desmaie,” uma mãe falou para mim antes do show.

Tudo sobre a ascensão do BTS é improvável. Eles não eram o grupo pop coreano que deveria conquistar o sucesso — nem na Coreia e, certamente, nem nos Estados Unidos. A maioria dos artistas musicais da Coreia da última década vieram de uma das empresas conhecidas como Big Three — as gravadoras SM, JYP e YG — e são meticulosamente modelados para dominar o mundo. Cada integrante é uma parte distinta com habilidades rentáveis projetadas para atingir um subgrupo demográfico ou mercado nacional diferente. O sucesso do BTS é parcialmente devido ao fato de que seu objetivo principal não era sobre agradar as massas: o grupo teve início em 2010 quando uma pequena empresa chamada BigHit Entertainment, fundada por Bang Shi-hyuk, assinou com RM, o rapper principal do grupo, depois de ouvir uma demo feita por ele quando tinha 15 anos. Ao longo dos anos seguintes, BigHit gradualmente assinou com o rapper SUGA e o dançarino street J-Hope até, eventualmente, montar o grupo com outros quatro vocalistas, “mundialmente lindo” Jin, V, Jimin e JungKook. RM é o único que fala inglês fluentemente, mas eles já deixaram claro que não têm a intenção de lançar músicas em inglês. Na verdade, fazer isso poderia diminuir o seu apelo.

A mitologia do BTS é toda sobre esse senso de autenticidade. Os integrantes, liderados por RM, escrever e produzem muitas das suas próprias músicas, e suas letras mais antigas, desde o seu debut oficial em 2013, são cobertas de consciência social e inquietações geracionais. Eles fizeram raps sobre os efeitos sufocantes do sistema educacional coreano, ansiedade, depressão, pressão das gerações mais velhas e a obsessão cultural com o materialismo. Uma das imagens predominantes em suas canções desde o seu primeiro álbum, 2 Cool 4 Skool, é a do baepsae, um pássaro pequeno e fofo com pernas curtas e conhecido como crow-tit, em inglês. O inimigo do baepsae é o hwangsae, uma cegonha que tem tudo muito fácil com suas pernas e passadas longas. É uma analogia muito coreana, mas facilmente compreendida em um mundo crescentemente dividido por aqueles que “tem” e aqueles que “não-tem”. Na música “Silver Spoon”, SUGA diz “nossa geração tem muitas dificuldades / Vamos persegui-los rapidamente / Por causa da cegonha, a virilha da minha calça está apertada / Me chame de baepsae.”

Ademais, o BTS é ativo nas redes sociais desde o começo, gravando diários em vídeo, conversas pós-show e respondendo perguntas no Fancafe e no Twitter. Isso deu a impressão, principalmente se você os segue desde o início, de que você esteve nas trincheiras com eles. O resultado é um círculo de reações: os ARMYs são o melhor exemplo de embaixadores culturais, traduzindo as aparições do BTS em programas coreanos para diversas línguas, fazendo compilações de vídeos (tome aqui dez minutos do Jin se chamando de lindo), e evangelizando outros fãs. O que é bom para o BTS é bom para os ARMYs, e torcer pelo sucesso deles é como torcer para o seu próprio sucesso. De fato, a BigHit constantemente posta atualizações através de seus canais de redes sociais, como o fancafe, bem como comunicados oficiais, não só porque é um mecanismo de divulgação efetivo, mas também porque preservar essa linha de comunicação direta com os ARMYs é crucial para a “experiência BTS”.

Ainda que o BTS seja um artista pop dominante, esgotando estádios que somente a Beyoncé conseguiria nos dias de hoje, seu fandom ainda tem um lugar desfavorecido nos Estados Unidos. Quando conversei com fãs do BTS, jovens e velhos, eles admitiram que adorá-los publicamente ainda é estranho, apesar da crescente influência do K-Pop. Um grupo de estudantes da Vanguard High School, em Nova York, me contou que seus colegas as chamam de “korea boos” por gostarem de K-Pop, mas o deboche apenas fez com que ficassem mais firmes em sua devoção. “Muitos fãs têm vergonha quando perguntam a razão pela qual gostam de K-Pop. Eu sinto que as pessoas julgam muito hoje em dia. Por que você gosta de rap? É a mesma coisa com a gente,” disse Khadiga Ghirani, estudante do nono ano em Vanguard. “Quanto mais pessoas gostarem de K-Pop, melhor e também, pior. Sempre que alguém diz “oh, comecei a gostar de K-Pop”, dentro de mim queima um fogo: seja meu amigo mas, ao mesmo tempo, eu cheguei aqui primeiro. Cai fora.”

Enquanto eu aguardava na fila do lado de fora da arena, uma mãe, que trouxe a filha da Carolina do Norte, disse que a música ajudou a menina a lidar com sua própria ansiedade e as aproximou uma da outra. Só podiam pagar por um ingresso, então a mãe disse que esperaria do lado de fora enquanto a filha lhe mandaria vídeo do lado de dentro (o bias dela é o Taehyung). Depois do show, duas mulheres mais velhas me disseram que amar o BTS é como um escape das notícias ou do racismo nos Estados Unidos, e que a natureza multicultural e global do fandom fazia parte da experiência. “Nosso amor pelo BTS é o que nos une,” disse uma delas. “Parece um intervalo [para tudo]. Aqui, não importa a minha aparência ou da onde eu venho.”

Online, esse poder é vigilante e espantoso. A falta de fronteiras no mundo construído na internet permitiu que os ARMYs florescessem independentemente de estado-nação ou repreensões culturais, através de cliques, votos e compras (o MV do hit mais recente do grupo, “IDOL”, recebeu mais de 56 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas). Eles são protetores uns dos outros e relatam assiduamente os erros cometidos por jornalistas (normalmente aqueles que não falam coreano). Mais recentemente, os ARMYs repreenderam um escritor britânico por debochar do inglês de RM — auto-didata e aprendido através da série F.R.I.E.N.D.S — durante o discurso nas Nações Unidas, e o que perceberam ser um desrespeito geral em relação ao grupo (o jornalista do UK Times escreveu que RM tinha uma “sintaxe desconcertante” e soava mais como Joey do que Chandler). Tamar Herman, que escreve para a Billboard e frequentemente faz coberturas sobre K-Pop e o BTS, já foi chamada à atenção pelos ARMYs algumas vezes. Ela postou um tweet se desculpando por não dar a mesma atenção a um dos integrantes, JungKook, na sua crítica do show no CitiField.

No palco, tudo isso se traduz em uma humilde capacidade de representação do BTS. A música é puro pop de excelência, cobrindo diversos gêneros musicais com um distinto estilo coreano, desde seus hits mais badalados como “IDOL”, músicas divertidas como “Anpanman”, baseada no anime japonês, e baladas exorbitantes como “The Truth Untold”, apresentada pelo quarteto de vocalistas. O ponto alto do BTS vem de assistir sete rapazes coreanos bonitos e cheios de habilidades fazendo aquilo que fazem de melhor: cantar, dançar, fazer rap e jogar corações para as câmeras. Assisti-los tem um efeito transformador, lhe fazendo se sentir — se você for mais velho — como uma criança novamente. Uma mãe de Connecticut me disse que trouxe sua filha de 11 anos porque se lembrava do quanto significou para ela ver o Menudo quando era criança no Panamá, e queria que a filha tivesse essa mesma experiência.

E parte da felicidade de um show do BTS é, também, ver as reações dos ARMYs, seja vendo o mar de luzes Bluetooth em cascata pelo estádio, seja ouvindo o seu coro ecoando pelo ar. Os gritos mais estridentes vieram quando o BTS se referiu aos fãs, falando, simplesmente, “ARMY”. O BTS entende de forma inerente que devem seu sucesso ao seus fãs, resultado de uma simbiose firme: ao final do show, RM disse que eles podem “usar o BTS para amar a si próprios,” da mesma maneira que os fãs ensinaram ele a se amar. Esse não é um grupo que se acha maior que seus fãs.

A medida que fandoms se tornaram importantes construtores de identidade na era digital, os objetos de afeto — como Taylor Swift ou Rick and Morty — podem se tornar, de repente, um perigoso teste Rorschach para traços de personalidade ou inclinações políticas. Ser fã do BTS no ocidente, hoje, significa se sentir desfavorecido e um campeão mundial ao mesmo tempo. Você pode sofrer deboche de seus colegas, mas ainda assistir seus meninos se apresentarem em um dos maiores palcos da América do Norte. Não há história de Cinderella melhor no K-Pop do que a do BTS, porque se esses sete garotos de diversos cantos da Península Coreana conseguiram derrotar todas as dificuldades, por que você não conseguiria?

Fonte: Vulture
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 11.10.2018
O BTS fala sobre “mais uma primeira vez” ao se apresentar no Estádio Citi Field
Entrevista exclusiva com o grupo antes do maior e mais importante show na América

Antes do seu show histórico no Citi Field, em Nova Iorque, os integrantes do BTS separaram um tempo para compartilhar seus pensamentos e expressar sua gratidão para os fãs.

Dia 6 de outubro, o grupo tornou-se o único artista coreano na história a se apresentar com um show solo em um estádio nos Estados Unidos. Enquanto preparavam-se para se apresentar para dezenas de milhares de fãs, os sete integrantes concordaram que o evento era uma grande honra e uma noite que ficaria em suas lembranças por um bom tempo.

J-Hope observou, “O fato de estarmos fazendo um show aqui, no Citi Field, é realmente importante. Eu acho que será uma grande parte da minha história como o cantor J-Hope e também um grande momento na vida de Jung Hoseok [seu verdadeiro nome]. Até agora, nós temos escalado lentamente uma etapa de cada vez, enquanto nos apresentamos em diferentes lugares, e eu sinto que, finalmente, o auge está dentro do nosso alcance.” Ele adicionou, “Eu quero agradecer aos nossos ARMYs, que nos deram essa imensa honra. Como esse é uma das melhores oportunidades e momentos, eu quero trabalhar duro para fazer uma apresentação incrível.”

V comentou, “Por fim, nós acabamos sendo capazes de conquistar lugar no Citi Field, como nós sonhamos. Nós nos apresentamos em diversos lugares grandes durante as nossas turnês, mas eu nunca imaginei que seríamos capazes de nos apresentar em um lugar tão grande quanto esse. Nós mostraremos ainda melhor desempenho para os ARMYs que estão nos esperando lá fora. Eu acho que iremos ter um dia incrível.”

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Após V, SUGA disse, “Eu acho que conseguirmos um show em estádio no Citi Field é profundamente significativo como um estádio principal na Coreia, ou o Dome no Japão. Até mesmo a definição do tamanho do local, eu me sinto especialmente emocionado porque é um  palco onde apenas uma minoria de cantores conseguem se apresentar.” Ele continuou, “Em vez de ficarmos satisfeitos com as nossas conquistas atuais, eu quero mostrar apresentações ainda melhores para audiências futuras. Espero que o Citi Field seja o nosso começo.”

“É verdadeiramente uma honra e uma satisfação poder me apresentar no Citi Field. Eu ainda não consigo acreditar, e tudo o que eu sinto agora é gratidão pelos fãs que vieram assistir nosso show e nos alegrar. Estou ansioso imaginando como o Citi Field ficará quando estiver cheio com os nossos fãs. Eu expressarei esses sentimentos de gratidão dando o meu melhor no show hoje!”,disse Jimin.

Jin concordou com ele, dizendo: “É sempre uma honra poder nos apresentar em lugares tão grandes, não só na Coreia, mas também nos Estados Unidos. Muitas pessoas cantam conosco as músicas durante o show, e só de pensar em todas aquelas pessoas [no Citi Field] cantando nossas músicas me deixa arrepiado. Eu estou muito feliz.”

JungKook comentou, “Essa é nossa primeira vez em um estádio nos Estados Unidos. É algo muito especial, e é realmente uma honra. Eu acho que esse deve ser um dos melhores dias do meu ano todo. Estou ansioso para aproveitar o palco e me divertir com os nossos fãs, e eu também quero dizer aos nossos ARMYs que eu estou incrivelmente grato.”

Por fim, RM disse: “Eu ainda não consigo acreditar nisso, e eu acho que um dos meus preciosos sonhos finalmente se realizou. Nós ouvimos que há muitas pessoas esperando lá fora, e irei me certificar de trabalhar duro para retribuir as expectativas delas através do nosso  show.”

O show do BTS no Citi Field marcou o final das datas estadunidenses da turnê BTS World Tour: Love Yourself, que deixou Seul em agosto.

Parabéns para o BTS por sua conquista histórica!

Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr: jumaria @ btsbr


Publicado em 05.10.2018
ARMYs pedem que não joguem coisas no palco durante os shows do BTS
Durante o segundo show em Chicago, RM abordou o problema com os fãs

ARMYs coreanas e internacionais têm notado que, durante os shows do BTS nos EUA com sua mais nova turnê – BTS World Tour: Love Yourself, os integrantes constantemente enfrentam ocorrências de fãs jogando itens no palco para eles.

Em várias fancams e fotos disponibilizadas por ARMYs que foram à shows nas paradas de Fort Worth, Newark e Chicago, os integrantes estavam sendo atingidos por objetos voadores em seus braços, pernas e em suas cabeças. Os fãs pareciam estar jogando desde tiaras de cabeça à bichos de pelúcia e outras coisas que poderiam realmente machucar os meninos.

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ARMYs coreanos, ao ver os incidentes que ocorriam do outro lado do mundo, pediram para que os ARMYs estadunidenses parassem de atirar objetos em cima do palco, por medo de machucar os garotos. Foi notado que durante o segundo show em Chicago, RM abordou o problema diretamente e disse, “Por favor, não joguem coisas no palco!”. Alguns ARMYs coreanos estão dizendo que a BigHit Entertainment deveria impor regras oficiais em shows, para a segurança de seus artistas.

Os comentários dos ARMYs coreanos incluíam, “Por que vocês continuam jogando coisas nos nossos preciosos meninos TT”, “Por que eles estão fazendo isso… nossos garotos vão se machucar”, “Essa não é a forma de demonstrar amor por eles!”, “Por favor, não joguem coisas. Por favor, protejam nossos garotos”, “Assistir o J-Hope sorrir mesmo depois de ter sido atingido no olho me deixa triste TT”, e mais.

[TRAD] Para sua segurança, por favor, tomem cuidado com as pessoas próximas a você e seus amigos, e não joguem coisas no palco […] ok?”

Fonte: Allkpop
Trans eng-ptbr: jumaria @ btsbr

 


Publicado em 05.10.2018
V se emociona com The Truth Untold ao vivo!
O vocalista ficou maravilhado com multidão de fãs cantando junto à ele

Os ARMYs são conhecidos por sua intensa devoção ao BTS, que pode levar a alguns momentos muito emocionantes quando o grupo lança uma nova música ou se apresenta ao vivo. Mas essa semana, o membro do BTS Taehyung, mais conhecido como “V”, retribuiu essa emoção enquanto se apresentava na turnê norte-americana do grupo.

Em 29 de setembro enquanto se apresentava em Newark, New Jersey, os fãs perceberam que ele estava notavelmente maravilhado pela multidão. As lágrimas de Taehyung foram vistas pelos fãs durante a apresentação de “The Truth Untold”, música do seu álbum Love Yourself 轉 ‘Tear’.

Para V, as lágrimas se tornaram literais quando a música chegou nas partes finais. Projetado no telão atrás do palco, em alguns ângulos —  e em vídeos compartilhados por ARMYs que puderam vê-lo — definitivamente parecia que ele estava chorando um pouco, enquanto os outros membros cantavam “But I still want you…” (Mas  eu ainda te quero).

Quase imediatamente os fãs começaram a encher o Twitter com emojis de carinhas tristes e corações roxos em solidariedade às lágrimas aparentes de Taehyung. Apesar dos fãs não saberem porque ele estava chorando, os ARMYs o apoiaram mostrando suas emoções. Um fã suspeitou que Tae estava chorando simplesmente por causa da música — “O Taehyung tem uma alma vanguardista, nunca me surpreende vê-lo emocionalmente envolvido com a música” — O que faz sentido porque “The Truth Untold” é uma balada séria e melancólica.

[TRAD] “Não chore Tae!!!! #BTS #BTSInnewark @BTS_twt”

Outro fã escreveu, “É difícil vê-lo assim. Eu não acho que consiga terminar de ver essa música sendo apresentada ao vivo. Por mais que eu ame essa música, eu amo mais o Taehyung. É tão doloroso. Eu estou muito triste. Eu o amo muito.”

Se as lágrimas de V foram de tristeza ou de felicidade, é claro que toda vez que algum dos membros do BTS quiser mostrar seus sentimentos os ARMYs estarão sempre lá para dar suporte e apoio.

Fonte: Teen Vogue
Trans eng-ptbr; natália feitosa @ btsbr


Publicado em 21.09.2018
Matthew McConaughey e sua família dançam a noite toda ao som do BTS!
Quem diria que um ganhador do Oscar é ARMY?

Quem diria que o texano é fã, não apenas de K-pop, mas de um dos grupos mais conhecidos do gênero?

Matthew McConaughey apoia o time de basquete da Universidade do Texas e o jogador de futebol Nick Foles, e é fã de artistas como Willie Nelson e Jay-Z, e, aparentemente, também da sensação do K-pop, o BTS.

O ator ganhador de Oscar e residente da área de Austin, capital do Texas, foi flagrado com sua esposa e filhos curtindo ao som do grupo sul coreano na noite do último domingo, em um dos shows da turnê mundial do grupo, “BTS World Tour: Love Yourself”, que ocorreu no centro de convenções em Fort Worth.

Com uma camisa estampando sua frase de efeito “Alright, alright, alright” [certo, certo, certo] e óculos escuros, a superestrela não fez questão de permanecer escondido.

Usuários sortudos do Twitter disseram estar maravilhados por sentar tão perto do ator e por descobrir que ele também é fã de K-pop.

Anna River disse: “Hoje eu vi um ator americano, Matthew McConaughey, fazendo vídeos durante a turnê #LOVE_YOURSELF em #FortWorth. Os fãs do @BTS_twt estão crescendo!”

E, quando a irmã de Diego Cintron comprou seus ingressos para o show, ela não tinha a mínima ideia sobre quem sentaria à sua frente.

 

“Minha irmã foi ao show do BTS e, na fileira à sua frente, estava Matthew McConaughey”, ele disse.

Um ARMY, nome dado aos fãs do grupo, marcou a KVUE em uma foto e disse, “Aqui está uma foto dele, sua esposa e filhos! Eles realmente aproveitaram o show! Estou tão feliz por ele ter aproveitado mesmo com a “barreira linguística” (bom, o BTS sempre consegue quebrá-las e estou tão grata por eles existirem!)”.

https://twitter.com/Hera_BTSot7/status/1041621992003252224?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1041621992003252224%7Ctwgr%5E373939313b636f6e74726f6c&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.kvue.com%2Farticle%2Fentertainment%2Fmusic%2Fmatthew-mcconaughey-and-family-dance-the-night-away-at-bts-k-pop-concert-in-dallas%2F269-595392594

E o usuário de nome @honeyhjams_ disse que ele estava sentado bem próximo ao famoso, escrevendo “De qualquer forma, Matthew McConaughey estava na minha sessão do show do BTS em Fort Worth!”

O show do grupo em Fort Worth foi um dos 5 que o septeto apresentará nos Estados Unidos. E se você não sabe quem são as sensações do pop coreano ou nunca ouviu nenhuma de suas músicas, não se preocupem, pois eles chegaram para ficar.

 

De acordo com o Fort Worth Star-Telegram, o grupo está trazendo as boybands de volta à cena, preenchendo um espaço que estava desocupado desde a separação da One Direction. O Star-Telegram diz que o BTS é o primeiro artista pop a estrear dois álbuns na primeira posição em menos de um ano desde 2014. E, mesmo com seus álbuns cantados em sua maioria em coreano, tanto o grupo como o próprio gênero do K-pop cresce em popularidade nos Estados Unidos e ao redor do mundo.

 

Confira o mais recente lançamento do grupo, com participação da rapper Nicki Minaj abaixo.

 

Fonte: KVUE
Trans eng-ptbr; Jojo Viola @ btsbr