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Tag: Into the Magic Shop

Publicado em 17.07.2018
Não é somente um fenômeno: idols que expandem barreiras culturais
O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia

O homem tido como o “presidente da cultura” na indústria do entretenimento coreano — Seo Taiji — é reconhecido igualmente por todos, dos seus fãs até pessoas de todas as gerações menos familiarizadas [com o seu trabalho]. Em 2005, um DVD-livro lançado pela Seo Taiji Company, The Shedding Bird, dominou a indústria editorial. O livro estabeleceu um recorde sem precedentes de “o maior faturamento em pré-venda no menor tempo” [já registrado], provocando alvoroço no mercado de livros em declínio, ultrapassando o livro mais vendido até então, O Código Da Vinci. Entre os profissionais de marketing da área editorial, especialmente, foi considerado um feito inédito. Em apenas uma semana, as vendas nas maiores livrarias online, como a Kyobo, acumularam mais de ₩ 100 milhões (cerca de R$ 350 mil) somente durante a pré-venda, o número mais alto desde a abertura dos mercados digitais de livros.

Treze anos mais tarde, o BTS está tendo um impacto parecido na indústria editorial. Na primeira semana de junho, Into the Magic Shop, do Dr. James R. Doty, ficou conhecido como o livro de onde o BTS tirou inspiração para o seu mais recente álbum e, portanto, se tornou o mais vendido no Aladdin, uma livraria online, dois anos depois da sua primeira edição ser publicada. Após um teaser mostrar os integrantes do BTS trocando objetos associados a traumas por outros objetos em uma “loja mágica”, as vendas do livro aumentaram 510 vezes se comparadas às da semana anterior. O livro pode não ser um produto do BTS ou da sua gravadora, mas certamente se beneficiou do “efeito BTS”.

Into the Magic Shop, alegadamente, inspirou os temas do LOVE YOURSELF 轉 ‘Tear’, álbum do BTS que ficou famoso por se tornar o primeiro álbum de um artista coreano a chegar ao primeiro lugar da Billboard 200. O livro vendeu 30 mil cópias após o lançamento do álbum a medida que a notícia se espalhou. No dia em que o BTS recebeu o prêmio de Top Social Artist da Billboard, o autor do livro enviou-lhes uma mensagem dizendo, “obrigado por usarem meu livro como #inspiração.”

A indústria editorial também “surfa na onda” do BTS

Into the Magic Shop não foi o único livro a experienciar o efeito BTS. No seu álbum de 2016, WINGS, o grupo adaptou os temas do livro de Hermann Hesse, Demian, e inseriu a história na narrativa do álbum, o que fez com Demian fosse lido em massa pelos fãs. Ano passado, o BTS recebeu o apelido de “idols literários” quando, no MV de Spring Day, eles fizeram referência ao conto da autora de ficção científica e fantasia Ursula K. Le Guin The Ones Who Walk Away from Omelas. A edição de The Wind’s Twelve Quarters, publicado pela editora Sigongsa em 2014 como uma coleção de contas que inclui The Ones Who Walk Away from Omelas, chegou a sua sexta edição (15 mil cópias) após uma longa pausa em sua segunda edição. Não é segredo que os livros que inspiraram o BTS passaram por diversas republicações cada vez que um álbum novo era lançado.

O BTS continua a acompanhar seus fãs no desenvolvimento mútuo do intelecto, mencionando trabalhos de nomes renomados como Banana Yoshimoto, Elisabeth Kübler-Ross, Júlio Verne e Philip Stanhope, 4º Conde de Chesterfield de forma constante. Os fãs estudam essas obras e fazem conexões com os símbolos presentes nas letras, trailers e MVs do BTS, compartilhando suas análises nas redes sociais. À medida que os livros associados ao BTS são catalogados em listas chamadas “livros recomendados pelo BTS”, o BTS se torna conhecido como um grupo que exemplifica a direção positiva em que eles usam suas posições de influência.

Livros sobre o BTS.

Sobre a influência cultural do BTS, um representante da indústria editorial comentou, “Quando a imaginação literária de um livro encontra as canções e vídeos de músicos, aumenta o significado de cada um desses elementos. Com o trabalho de idols tão influentes, isso resulta em uma tendência de uma nova forma de leitura em que fãs criam as suas próprias versões das histórias.” Na indústria do entretenimento, muitos opinam que o que separa o BTS dos outros, além da grande contribuição de expandir sua fanbase em grupos etários diversos é, de fato, o seu talento artístico distinto em contar histórias.

Juntamente dos livros que inspiraram o BTS a produzir seus trabalhos ganhando popularidade, muitos livros que vêm analisando a história do sucesso do BTS vêm sendo publicados. A pesquisadora de cultura popular, Cha Min-joo, escreveu o livro Filosofando o BTS (BTS를 철학하다), publicado pela editora Bimilshinseo, uma interpretação filosófica da música do BTS com referências a filósofos clássicos como Nietzsche e Heidegger. BTS, Arte Revolucionária (BTS 예술혁명), publicado pela editora Paresia, da Ph.D em filosofia Lee Ji-young; BTS: Bem vindo, primeira vez com Bangtan? (BTS 어서와 방탄은 처음이지), publicado pela Light Pillar Entertainment, escrito por Kim Ja-hyung; DNA Bangtan: O segredo por trás do conteúdo e o poder social do BTS (This Is 방탄 DNA : 방탄소년단 콘텐츠와 소셜 파워의 비밀), publicado pela editora Dogseogwang e escrito pelo jornalista Kim Sung-chul; e BTS e música: Sua música & histórias (BTS 음악 : 그들의 음악 & 에피소드), publicado pela Jjim Communications e escrito por Hong Ki-ja são todos livros publicados neste ano examinando as conquistas do BTS através de diversas perspectivas. O sucesso do BTS sendo estudado por diversas publicações e em diversas maneiras — politicamente, socialmente, culturalmente, etc. — ilustra diretamente o fato de que suas conquistas não são meramente de significância para a indústria do entretenimento mas também de sério valor social como um todo.

A correlação entre BTS e cultura: intercâmbio de influências

O impacto do BTS fora do mercado musical não pára nos livros. Em contrapartida, o BTS é influenciado pela cultura ao seu redor e exerce um tipo diferente de poder ao incorporá-lo em suas músicas. Essencialmente, a sua música e cultura estão formando um circuito de feedbacks positivos.

Alguns entendem a resposta do BTS à controvérsia acerca de letras misóginas, em 2016, como um exemplo. Na época, as letras das músicas War of Hormones e Joke, da mixtape de RM, foram criticadas por representar as mulheres de forma depreciativa.

A gravadora emitiu um comunicado: “Nós estamos cientes acerca e estamos revisando a controvérsia misógina sobre as letras do BTS desde o fim de 2015. Aprendemos que, independente das intenções dos artistas, alguns conteúdos podem ser entendidos como depreciativos para mulheres e podem levar os ouvintes a se sentirem desconfortáveis.”

Pode parecer que a questão dos direitos das mulheres só se tornou um assunto de grande debate recentemente, mas o discurso criou raízes profundas durante muito tempo. Como algumas coisas são culturalmente arraigadas, existem tópicos sem respostas claras e pode ser difícil de determinar o que é certo e o que é errado. O BTS aceitou isso. Eles modificaram a letras em questão para as apresentações ao vivo para que não existisse espaço para mais mal-entendidos. Ademais, após a controvérsia, RM foi além e buscou conselhos de professores de Estudos Feministas e procurou ler literatura feminista. E, na verdade, Breaking Out of the “Man Box”: The Next Generation of Manhood foi visto em uma foto do quarto de RM, que ele postou em uma rede social.

Foto postada por RM.

Idols não só têm forte influência sobre o público em geral, mas também são responsáveis por um importante pilar de cultura pop. Como idols são, efetivamente, produtores de cultura em massa, é importante que suas visões e valores sejam sensatos. É isso que faz a música prudente e gera influências positivas.

Claro que tais letras uma vez escritas, não podem nem ser apagadas da memória da audiência, nem ser defendidas. No entanto, é de excepcional progresso que o BTS tenha aberto seus olhos e ouvidos e aceitado essas ideias culturais, ao invés de simplesmente manterem sua visão de mundo, focando em persuadir seu pública nela.

Desde então, o BTS não teve mais controvérsias do tipo. Eles refletiram em seus erros e fizeram o dever de casa, se esforçando para nunca mais repetir esse erro. O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia; em vez de simplesmente deixar uma “concha vazia”, eles fazem músicas cheias de substância. Através dessas músicas, eles expandem a cultura a novas fronteiras.

Fonte; Daum
Trans ko-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 10.07.2018
BUniverse: Convergência de mídias na construção de uma narrativa
O BTS abraçou o storytelling desde os primórdios de sua carreira!

Em maio de 2018, a Lucasfilm e a Disney entregaram para o mundo seu ambicioso Han Solo: Uma História Star Wars, o segundo título de uma antologia dedicada a histórias paralelas da famosa franquia iniciada em 1977. O objetivo dessa produção é simples: expandir ainda mais um universo já cativo do público, utilizando uma história não contada de um personagem amado e importante no espectro da cultura pop. Mas enquanto o primeiro título dessa antologia, Rogue One – lançado em 2017 e focado na história preliminar ao filme original da saga -, foi um sucesso de público e crítica, Han Solo gerou um prejuízo de entre 60 a 90 milhões de dólares, jogando um balde de água fria nos projetos já em desenvolvimento para outros longas do mesmo estilo.

A palavra universo vem sido usada em larga escala para classificar grandes arcos de histórias construídas por franquias cinematográficas nos últimos anos. Populares entre o público estão sagas como Transformers, Jurassic Park, Matrix e até mesmo os filmes do diretor Quentin Tarantino. A Marvel Studios, também propriedade da Disney, talvez tenha a maior referência atual do chamado universo compartilhado, tendo começado em 2008 com o lançamento do primeiro Homem de Ferro. O sucesso dessa empreitada completa dez anos com seu último lançamento, Vingadores: Guerra Infinita, se tornando a quarta maior bilheteria de todos os tempos. A estratégia da Marvel deu tão certo que praticamente obrigou sua maior concorrente, a DC Comics, a trabalhar em seu próprio arco de histórias, embora o mesmo ainda engatinhe para encontrar o mesmo tipo de aclamação do público.

O admirável nesse tipo de entretenimento é que durante a sua expansão o conteúdo já não pertence mais apenas a mídia onde originalmente surgiram. Voltando a Star Wars, por exemplo, a primeira imersão nesse universo se deu pelos três primeiros filmes nos anos 70 – Uma Nova Esperança, O Império Contra-ataca e O Retorno do Jedi – e continuou com a segunda parte da trilogia lançada entre 1999 e 2005 – A Ameaça Fantasma, Ataque dos Clones e a Vingança dos Sith. Em 2015, o primeiro filme de uma terceira trilogia, chamado o Despertar da Força, chegava às telas, seguido de Os Últimos Jedi em 2017. Em 41 anos de existência da franquia, 10 longa-metragens foram entregues ao público, mas a história de Star Wars não ficou presa a esses filmes. Filmes e séries de animação, jogos de videogame, livros e histórias em quadrinhos deram aos fãs outros personagens e cenários dentro do mesmo mundo em diferentes épocas, preenchendo (ou em alguns casos aumentos) os buracos que o cinema não conseguiu cobrir. Aqueles que apenas assistiram os filmes não reconhecem nomes como Ezra Bridger ou Kanan Jarrus, personagens da série animada Star Wars Rebels que acompanha os anos entre A Vingança dos Sith e Uma Nova Esperança.

Esse tipo de construção de universo de entretenimento recebeu o nome de cultura de convergência, abordada por Henry Jenkins em seu livro de mesmo título. É diferente de uma adaptação, onde a mesma história é contada através de duas mídias diferentes – como Harry Potter em seus primeiros anos, embora nos últimos tempos a autora tenha expandido sua narrativa na internet e no teatro, com seu próprio mundo compartilhado, ou a própria Marvel, que primeiramente adaptou seus quadrinhos, mas aumentando seu conteúdo através de suas séries originais na Netflix e curtas-metragens lançados em seu site -, na convergência, cada capítulo ou trecho pode ser entregue por um veículo diferente – um jogo, uma série para a TV, um vídeo no YouTube, um aplicativo para celular: as possibilidades são infinitas.

A convergência de conteúdos acaba sendo uma ferramenta atrativa tanto em questões financeiras quanto criativas. Fãs encantados por essas franquias são mais propensos a adquirir qualquer tipo de material que sacie essa necessidade constante de novas informações,movimentando diversos setores da indústria, enquanto desenvolvedores podem contar histórias que ficariam na gaveta por não se adaptar a um determinado formato. Além disso, a longevidade também é estendida quando compartilhada entre mídias – os quase cinquenta anos de Star Wars e os cinquenta e cinco da britânica Doctor Who na cultura popular não deixam dúvidas disso.

Fórmula perfeita para a indústria cinematográfica multimilionária dos Estados Unidos, mas também para certo grupo de hip-hop/pop de uma pequena empresa da Coreia do Sul.

O BTS abraçou o storytelling desde os primórdios de sua carreira. O pontapé inicial para suas aventuras no mundo da narrativa musical foi a Trilogia Escolar, com o 2 Cool 4 Skool e o O!RUL82? de 2013 e o Skool Luv Affair de 2014. Os três trabalhos entregaram histórias sobre temas comum a jovens estudantes – na Coreia e no mundo: a rigidez dos professores e o sistema escolar, a pressão dos pais e as expectativas para o futuro, os romances nascidos em salas de aula. Para seu primeiro álbum completo de estúdio, o Dark&Wild, de 2014, a consistência de um mesmo tema para todas as canções foi mantida, e as dores de um coração partido foram abordadas.

Mas o império criativo que o BTS possui em mãos atualmente começou a ser construído em 2015, com o The Most Beautiful Moment in Life Part 1. O termo BUniverse não seria usado até 2017, tendo aparecido pela primeira vez com a sigla B.U na contracapa do Wings Concept Book, mas o primeiro capítulo dessa história tomou forma com o vídeo de I NEED U. Sete garotos lidando com a própria juventude e os desafios do momento mais belo da vida são a base de uma estratégia criativa que vai muito além da dita “popularidade nas redes sociais” a que o sucesso do grupo é erroneamente creditado.

Nos últimos três anos, o BTS usou suas músicas, vídeos, turnês, ensaios fotográficos, redes sociais e álbuns físicos para contar sua história de narrativa não-linear – assim como Star Wars, os fatos não seguem uma ordem de início, meio e fim. Os curtas produzidos para anunciar o álbum Wings, de 2016, fazem alusão a elementos presentes nos clipes de I NEED U e Run, enquanto os álbuns Love Yourself: Her e Love Yourself: Tear trazem mini-livros com cartas escritas antes e depois dos acontecimentos mostrados naqueles clipes. Vídeos exibidos na The Wings Tour davam pistas de clipes futuros e explicavam alguns momentos do passado. Apresentações em premiações de final de ano na Coreia mostraram títulos de futuros álbuns e músicas e temas que o grupo exploraria no futuro.

O grande trunfo do grupo, na realidade, não está apenas na criação de seu próprio universo, mas em dar ao seu público a chance de participar da construção do mesmo. Diferentemente de universos cinematográficos onde o conteúdo é entregue pronto, aqui são os fãs que precisam juntar os pontos, encontrar as referências e interpretá-las, criando suas próprias teorias em cima do material fornecido. O BTS transformou seu universo em um grande quebra-cabeça e deu para o seu ARMY a liberdade de montá-lo do jeito que para eles fizesse mais sentido, guiando-os em alguns momentos cruciais. O grupo assim estimula o engajamento e a lealdade de seus fãs, dando a eles algo pelo que esperar e se surpreender.

Um dos momentos mais interessantes dessa trajetória aconteceu em 2017, para promover o lançamento do mini-álbum Love Yourself: Her. Com boatos de um comeback se aproximando, os fãs começaram a ficar atentos às informações divulgadas pelo próprio BTS e a BigHit Entertainment. Em 9 de agosto, Jin postou no Twitter do grupo uma selfie, acontecimento comum no cotidiano dos fãs, mas o buquê de flores que ele segurava e a legenda que apenas continha a palavra Smeraldo levou os mais antenados a uma pesquisa rápida no Google sobre a palavra em questão. Um resultado chamou atenção: um blog de uma floricultura prestes a abrir em Seul especializada em Smeraldo, a exata mesma flor mostrada por Jin. No blog também foram encontradas histórias de como essa floricultura foi concebida, além da história da flor. Fotos no instagram da loja mostravam um bilhete com uma caligrafia absurdamente similar a de Jin, alegando que aquele era o bilhete do primeiro comprador a encomendar um buquê de Smeraldos. Um concurso realizado no blog também prometeu enviar buquês para “sete histórias” que confessassem os verdadeiros sentimentos em relação a alguém. Quando salvas, as imagens do blog tinham a legenda de BTS_Smeraldo.

Com o lançamento do primeiro Highlight Reel no YouTube em 15 de agosto, os fãs puderam confirmar que todas as informações presentes no blog da floricultura eram pistas para o novo trabalho – a flor aparece no diário que uma garota deixa cair perto do Jin nos primeiros segundos de vídeo. No terceiro Highlight Reel, é possível ver o caminhão da floricultura entregando um buquê de Smeraldos para ele. O conteúdo da mensagem do cartão, em português “A verdade não dita”, apareceu novamente em 2018 no título da canção The Truth Untold, do Love Yourself: Tear, e existem referências a história da Cidade de Smeraldo, postada no blog, nas canções Singularity e The Truth Untold.

É importante notar, porém, que de nada adianta um universo bem construído sem a qualidade do conteúdo principal: a música. O BUniverse aproximou o BTS dos fãs e garantiu uma conversa entre eles, mas ele serve apenas como pano de fundo para o talento musical e a beleza do trabalho entregue pelo grupo em suas canções. Sem elas, não haveria um interesse na narrativa construída. Vale ressaltar também que o BUniverse não atrapalha o alcance do grupo ao público geral. É possível aproveitar a música e os clipes sem usar toda a energia possível no entender de teoria e nas buscas de pistas em livros como Demian, de Hermann Hesse ou Into The Magic Shop, de James R. Doty.

Os próximos capítulos e como será a conclusão do BUniverse, só o tempo e a BigHit podem dizer, mas o seu alcance e o sucesso de sua narrativa são incomparáveis desde já.

 

Escrito por Maureen Heinrich @ BTSBR


Publicado em 06.06.2018
[FOTOS] 04.05.18 – James R Doty agradece o BTS por usar seu livro como inspiração
O livro se tornou um bestseller na Coreia do Sul apos a música ser lançada.

O escritor e neurocirurgião James R Doty agradeceu o BTS por usar o seu livro “Into The Magic Shop” como inspiração para a musica “Magic Shop” do album Love Yourself: Tear. O livro se tornou um bestseller na Coreia do Sul apos a música ser lançada.

cr. jamesrdotymd @ twitter


Publicado em 05.06.2018
Livro que inspirou a música “Magic Shop” entra para lista de mais vendidos
A relação do BTS com a literatura fez com que mais um livro se tornasse um [...]

 No dia 4 de junho foi revelado que o livro “A maior de todas as mágicas” (no original: Into the Magic Shop) que serviu de inspiração para a música “Magic Shop”, subiu para a lista dos mais vendidos das principais livrarias coreanas. Ficando em segundo lugar na lista mensal de mais vendidos da Aladin.

“A maior de todas as mágicas” é um livro de memórias do neurocirurgião e professor universitário da universidade de Stanford, James R. Doty. Na autobiografia, Doty explora as lições que aprendeu com uma mulher chamada Ruth, que conheceu numa loja de utensílios de magia, uma das principais lições – ou truques – a capacidade de abrir seu próprio coração.

“Magic Shop”, música produzida por JungKook, onde o BTS pede para os fãs abrirem seus corações em momentos de dor e compartilha suas próprias experiências, para que o ARMY saiba que não está sozinho.

A introdução do conceito foi feita pela primeira vez durante o stage especial de final de ano do grupo para a KBS, onde é possível ler um trecho do livro durante a Intro da apresentação.

Logo mais, o grupo introduziu mais uma vez o conceito durante o primeiro teaser de “Fake Love”, que se inicia com a citação, “Magic Shop é uma técnica de psicodrama onde se troca o medo por atitudes positivas.” No teaser, os integrantes são vistos trocando alguns itens que vimos durante os vídeos conceituais da era Wings por itens que nos remetem à série de vídeos Highlight Reel.

Logo após ser identificado que o livro de Doty tinha sido usado como referência pelo BTS, as vendas subiram 510 vezes se comparado com a sua demanda inicial. O que fez com que o autor postasse um agradecimento público ao grupo em suas redes sociais.

A literatura é uma forte fonte de inspiração para o BTS. Em 2016, o conceito do segundo álbum de estúdio do grupo, Wings, foi inspirado pelo clássico alemão “Demian” de Herman Hesse; e em 2017, para o repackaged album You Never Walk Alone e “Spring Day” foi a vez do conto “Os que se afastam de Omelas” de Ursula K. Le Guin.

RM ainda revelou que a música-escondida, “Sea”, presente na versão física de Love Yourself: Her foi inspirada no romance best-seller “1Q84” de Haruki Murakami, um dos escritores favoritos do líder.

Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSBR