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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua.. LEIA MAIS
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Tag: Love Yourself 轉: TEAR

Publicado em 17.07.2018
Não é somente um fenômeno: idols que expandem barreiras culturais
O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia

O homem tido como o “presidente da cultura” na indústria do entretenimento coreano — Seo Taiji — é reconhecido igualmente por todos, dos seus fãs até pessoas de todas as gerações menos familiarizadas [com o seu trabalho]. Em 2005, um DVD-livro lançado pela Seo Taiji Company, The Shedding Bird, dominou a indústria editorial. O livro estabeleceu um recorde sem precedentes de “o maior faturamento em pré-venda no menor tempo” [já registrado], provocando alvoroço no mercado de livros em declínio, ultrapassando o livro mais vendido até então, O Código Da Vinci. Entre os profissionais de marketing da área editorial, especialmente, foi considerado um feito inédito. Em apenas uma semana, as vendas nas maiores livrarias online, como a Kyobo, acumularam mais de ₩ 100 milhões (cerca de R$ 350 mil) somente durante a pré-venda, o número mais alto desde a abertura dos mercados digitais de livros.

Treze anos mais tarde, o BTS está tendo um impacto parecido na indústria editorial. Na primeira semana de junho, Into the Magic Shop, do Dr. James R. Doty, ficou conhecido como o livro de onde o BTS tirou inspiração para o seu mais recente álbum e, portanto, se tornou o mais vendido no Aladdin, uma livraria online, dois anos depois da sua primeira edição ser publicada. Após um teaser mostrar os integrantes do BTS trocando objetos associados a traumas por outros objetos em uma “loja mágica”, as vendas do livro aumentaram 510 vezes se comparadas às da semana anterior. O livro pode não ser um produto do BTS ou da sua gravadora, mas certamente se beneficiou do “efeito BTS”.

Into the Magic Shop, alegadamente, inspirou os temas do LOVE YOURSELF 轉 ‘Tear’, álbum do BTS que ficou famoso por se tornar o primeiro álbum de um artista coreano a chegar ao primeiro lugar da Billboard 200. O livro vendeu 30 mil cópias após o lançamento do álbum a medida que a notícia se espalhou. No dia em que o BTS recebeu o prêmio de Top Social Artist da Billboard, o autor do livro enviou-lhes uma mensagem dizendo, “obrigado por usarem meu livro como #inspiração.”

A indústria editorial também “surfa na onda” do BTS

Into the Magic Shop não foi o único livro a experienciar o efeito BTS. No seu álbum de 2016, WINGS, o grupo adaptou os temas do livro de Hermann Hesse, Demian, e inseriu a história na narrativa do álbum, o que fez com Demian fosse lido em massa pelos fãs. Ano passado, o BTS recebeu o apelido de “idols literários” quando, no MV de Spring Day, eles fizeram referência ao conto da autora de ficção científica e fantasia Ursula K. Le Guin The Ones Who Walk Away from Omelas. A edição de The Wind’s Twelve Quarters, publicado pela editora Sigongsa em 2014 como uma coleção de contas que inclui The Ones Who Walk Away from Omelas, chegou a sua sexta edição (15 mil cópias) após uma longa pausa em sua segunda edição. Não é segredo que os livros que inspiraram o BTS passaram por diversas republicações cada vez que um álbum novo era lançado.

O BTS continua a acompanhar seus fãs no desenvolvimento mútuo do intelecto, mencionando trabalhos de nomes renomados como Banana Yoshimoto, Elisabeth Kübler-Ross, Júlio Verne e Philip Stanhope, 4º Conde de Chesterfield de forma constante. Os fãs estudam essas obras e fazem conexões com os símbolos presentes nas letras, trailers e MVs do BTS, compartilhando suas análises nas redes sociais. À medida que os livros associados ao BTS são catalogados em listas chamadas “livros recomendados pelo BTS”, o BTS se torna conhecido como um grupo que exemplifica a direção positiva em que eles usam suas posições de influência.

Livros sobre o BTS.

Sobre a influência cultural do BTS, um representante da indústria editorial comentou, “Quando a imaginação literária de um livro encontra as canções e vídeos de músicos, aumenta o significado de cada um desses elementos. Com o trabalho de idols tão influentes, isso resulta em uma tendência de uma nova forma de leitura em que fãs criam as suas próprias versões das histórias.” Na indústria do entretenimento, muitos opinam que o que separa o BTS dos outros, além da grande contribuição de expandir sua fanbase em grupos etários diversos é, de fato, o seu talento artístico distinto em contar histórias.

Juntamente dos livros que inspiraram o BTS a produzir seus trabalhos ganhando popularidade, muitos livros que vêm analisando a história do sucesso do BTS vêm sendo publicados. A pesquisadora de cultura popular, Cha Min-joo, escreveu o livro Filosofando o BTS (BTS를 철학하다), publicado pela editora Bimilshinseo, uma interpretação filosófica da música do BTS com referências a filósofos clássicos como Nietzsche e Heidegger. BTS, Arte Revolucionária (BTS 예술혁명), publicado pela editora Paresia, da Ph.D em filosofia Lee Ji-young; BTS: Bem vindo, primeira vez com Bangtan? (BTS 어서와 방탄은 처음이지), publicado pela Light Pillar Entertainment, escrito por Kim Ja-hyung; DNA Bangtan: O segredo por trás do conteúdo e o poder social do BTS (This Is 방탄 DNA : 방탄소년단 콘텐츠와 소셜 파워의 비밀), publicado pela editora Dogseogwang e escrito pelo jornalista Kim Sung-chul; e BTS e música: Sua música & histórias (BTS 음악 : 그들의 음악 & 에피소드), publicado pela Jjim Communications e escrito por Hong Ki-ja são todos livros publicados neste ano examinando as conquistas do BTS através de diversas perspectivas. O sucesso do BTS sendo estudado por diversas publicações e em diversas maneiras — politicamente, socialmente, culturalmente, etc. — ilustra diretamente o fato de que suas conquistas não são meramente de significância para a indústria do entretenimento mas também de sério valor social como um todo.

A correlação entre BTS e cultura: intercâmbio de influências

O impacto do BTS fora do mercado musical não pára nos livros. Em contrapartida, o BTS é influenciado pela cultura ao seu redor e exerce um tipo diferente de poder ao incorporá-lo em suas músicas. Essencialmente, a sua música e cultura estão formando um circuito de feedbacks positivos.

Alguns entendem a resposta do BTS à controvérsia acerca de letras misóginas, em 2016, como um exemplo. Na época, as letras das músicas War of Hormones e Joke, da mixtape de RM, foram criticadas por representar as mulheres de forma depreciativa.

A gravadora emitiu um comunicado: “Nós estamos cientes acerca e estamos revisando a controvérsia misógina sobre as letras do BTS desde o fim de 2015. Aprendemos que, independente das intenções dos artistas, alguns conteúdos podem ser entendidos como depreciativos para mulheres e podem levar os ouvintes a se sentirem desconfortáveis.”

Pode parecer que a questão dos direitos das mulheres só se tornou um assunto de grande debate recentemente, mas o discurso criou raízes profundas durante muito tempo. Como algumas coisas são culturalmente arraigadas, existem tópicos sem respostas claras e pode ser difícil de determinar o que é certo e o que é errado. O BTS aceitou isso. Eles modificaram a letras em questão para as apresentações ao vivo para que não existisse espaço para mais mal-entendidos. Ademais, após a controvérsia, RM foi além e buscou conselhos de professores de Estudos Feministas e procurou ler literatura feminista. E, na verdade, Breaking Out of the “Man Box”: The Next Generation of Manhood foi visto em uma foto do quarto de RM, que ele postou em uma rede social.

Foto postada por RM.

Idols não só têm forte influência sobre o público em geral, mas também são responsáveis por um importante pilar de cultura pop. Como idols são, efetivamente, produtores de cultura em massa, é importante que suas visões e valores sejam sensatos. É isso que faz a música prudente e gera influências positivas.

Claro que tais letras uma vez escritas, não podem nem ser apagadas da memória da audiência, nem ser defendidas. No entanto, é de excepcional progresso que o BTS tenha aberto seus olhos e ouvidos e aceitado essas ideias culturais, ao invés de simplesmente manterem sua visão de mundo, focando em persuadir seu pública nela.

Desde então, o BTS não teve mais controvérsias do tipo. Eles refletiram em seus erros e fizeram o dever de casa, se esforçando para nunca mais repetir esse erro. O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia; em vez de simplesmente deixar uma “concha vazia”, eles fazem músicas cheias de substância. Através dessas músicas, eles expandem a cultura a novas fronteiras.

Fonte; Daum
Trans ko-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 03.07.2018
Resenha de Love Yourself 轉 ‘Tear’ por Pitchfork
Confira a crítica feita pela respeitada plataforma Estadunidense.

O último álbum dos mestres da fórmula K-pop trabalha de forma habilidosa temas como amor e perda, com uma ênfase no rap mais forte do que nunca.

O K-pop há muito tempo está pronto para a sua grande explosão nos EUA e as estrelas se alinharam para o boygroup sul-coreano BTS. Não faz mal que agora seja mais fácil do que nunca ser um fã de K-pop neste lado do mundo, com o gênero sendo trabalhado sob medida para nossa atual cadeia de conteúdo alimentada por algoritmos. O BTS aproveitou a oportunidade, construindo uma base de fãs sedentos, não apenas em casa e nos Estados Unidos, mas também na América do Sul e Europa. O Bangtan (seu nome completo, Bangtan Sonyeondan, traduz-se “Bulletproof Boy Scouts” em Inglês), foram projetados para este momento, passando por uma curadoria, esteticamente otimizados para o consumo ocidental.

O BTS foi apresentado como a alternativa de arte a energia maníaca retratada pelo K-pop: um ato modesto, militante, cuja música é um veículo para escolhas e declarações artísticas maiores. Depois de fazerem o seu debut com um estilo “swag” característico do hip-hop, o grupo evoluiu da mistura de “rap cantante” para o esplendor eletro-pop. O conceito do álbum Wings (2016), foi inspirado no livro Demian (1919) de Hermann Hesse. O conceito visual de uma das melhores músicas do BTS, “Blood Sweat & Tears”, possui fotos pitorescas emolduradas em um museu pop-up como “A Queda dos Anjos Rebeldes”, “Pietà” de Michelangelo e citações de Nietzsche gravadas em pedra, que produziram leituras dramáticas de fãs do simbolismo presente no vídeo. Os membros co-escrevem e produzem suas canções, algumas das quais abordam profundamente questões como o bem-estar mental e a responsabilidade social, um processo que levou muitos a chamarem suas músicas de mais “pessoais”, uma palavra usada como atrativo para a canção ser levada mais a sério. Suas táticas foram imitadas por outros grupos posteriormente, mas de qualquer forma, o BTS é simplesmente o modelo K-pop maximizado por sua eficiência.

Love Yourself: 轉 ‘Tear’, sucessor do mini-álbum Love Yourself: ‘Her’ (2017) da discografia coreana e o japonês ‘FACE YOURSELF’ lançado nos primeiros meses de 2018, é uma marca caleidoscópica dessa eficiência, observando a fórmula refinada que o BTS está aperfeiçoando desde 2015. ‘Tear’, assim como ‘Her’, é uma espécie de álbum conceitual. Cerca de metade das músicas aderem ao subtítulo do álbum. Se “Her” foi uma variedade de canções de amor que professam corações, então “Tear” é o inverso. Ele lida principalmente, embora não exclusivamente, com o ciclo de pesar que perdura através de uma separação. Mas todas as músicas geralmente encontram seu caminho de volta ao amor próprio em algum momento. A faixa de abertura, “Intro: Singularity”, fornece sua tese. “Mesmo nos meus sonhos momentâneos / As ilusões que me torturam ainda são as mesmas”, canta V. “Eu me perdi ou ganhei você?”

Escrito e arranjado em parceria com o colaborador de longa data Pdogg e Hitman Bang (CEO da Big Hit Entertainment), juntamente com o apoio de outros parceiros como Steve Aoki, MNEK e DJ Swivel – co-produtor do Chainsmokers), ‘Tear’ tem como objetivo a coesão sonora e produz músicas prismáticas e divertidas durante este processo. Existe um nível de consistência temática em ‘Tear’ com pelo menos uma aparência de arco emocional sendo explorado nas 11 faixas: navegando entre um mundo de sonhos e a realidade em busca de um paraíso pessoal (que pode ser interpretado como uma analogia à ser uma estrela pop, visto especialmente em “Airplane PT. 2”), perdendo o amor e enfrentando as ansiedades e a solidão necessários. Tudo isso vem à tona no primeiro single “Fake Love”, caracterizado por uma letra que se traduz em: “Eu cresci uma flor que não podia florescer / Em um sonho que não pode se tornar realidade”.

O K-pop é muitas vezes experimental em forma e função, o que traz resultados que podem ser singularmente extraordinários em tom e qualidade. O BTS não está imune a isso, seus rappers – RM, J-Hope e SUGA – ancoram o grupo, não apenas mantendo-o ancorado a uma estética unificada em meio a mudanças de flow constantes, mas ditando muito do que acontece na música. De forma arrebatadora, na faixa dedicada exclusivamente ao trio “Outro: Tear”, os rappers se revezam nos levando ao êxtase com cadências fortes, às vezes subitamente trocando de lugar. Os vocalistas do grupo trocam curtos e doces trechos que muitas vezes giram em torno dos versos de rap. Onde os rappers são frequentemente substitutos e posições vagas em outros grupos de K-pop, eles são essenciais para a estrutura e composição das canções no BTS. Sussurros e vozes mansas e envolventes fazem “134340.” Em “Love Maze”, RM equilibra e brinca com as sílabas enquanto SUGA nos envolve com o flow característico do mais velho do trio. Entre eles, os outros membros se fazem notáveis com sussurros melódicos. O sequenciamento das rotinas vocais é tão cuidadosamente sincronizado quanto a coreografia em seus vídeos.

‘Tear’ não é tão ambicioso, estonteante ou trágico como Wings, que deu a cada um dos sete membros uma faixa solo, que vai desde a balada de piano e melodrama sinfônico de holofotes ao rap alternativo com “Blood Sweat & Tears” como sua peça central ideológica e estética. Mas há momentos como o atual, em que o BTS parece mais equilibrado e mais sincronizado do que nunca. O faixa “The Truth Untold” produzida por Aoki é uma surpresa épica; em vez de se inclinarem para o pop com sabor de EDM ou para a armadilha do remix de MIC Drop também em colaboração com Aoki, eles optam por uma balada ao piano meticulosamente pensada, perfeita, em que os quatro vocalistas do grupo entram e saem de suas estrofes com maestria. “Paradise” é amplamente impulsionado por alternadas trocas vocais graciosas de Jungkook, V, Jin e Jimin, que aparecem e recuam gentilmente.

Ao longo de Love Yourself: 轉 ‘Tear’, somos capazes de perceber que o BTS são sua melhor versão quando se apoiam uns nos outros, a troca mútua, é seu principal elemento.

A nota geral para o álbum é 7.1/10.


Fonte: Pitchfork
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza @ btsbr

 


Publicado em 28.05.2018
[PT-BR] 방탄소년단 (BTS) – LOVE YOURSELF 轉 Tear “Singularity” Comeback Trailer
Assista o comeback trailer "Singularity" legendado!

 

cr; Bangtan Brasil @ youtube


Publicado em 28.05.2018
[VÍDEO] 26.05.18 – “Anpanman” @ Comeback Show
"Anpaman" no Comeback Show do BTS

Apresentação de “Anpanman” no Comeback Show do BTS.

 

cr; mnet @ youtube


Publicado em 28.05.2018
[PT-BR] 방탄소년단 (BTS) – “FAKE LOVE”
Assista o MV de "Fake Love" legendado em português!

cr; Bangtan Brasil @ youtube


Publicado em 28.05.2018
Love Yourself: 轉 TEAR debuta em #1 no Billboard 200 Chart
BTS atinge mais uma marca histórica!

Love Yourself: Tear entrou em 1º lugar no Billboard 200 Chart e é a primeira vez que um artista coreano alcança este feito! Desde 2006 um álbum de língua não inglesa não fica em 1º lugar no chart.

Álbuns do BTS que debutaram no BB200:

– HYYH Pt.2 #171
– HYYH: Young Forever #107
– WINGS #26
– YNWA #61
– Face Yourself #43
– LY: Her #7
– LY: Tear #1

LY:Tear é o primeiro álbum coreano na história a ficar no topo do BB200!

 

cr; billboard


Publicado em 27.05.2018
[VÍDEO] 26.05.18 – Coletiva de imprensa “Love Yourself: 轉 Tear”
Vídeo da entrevista completa do BTS para a coletiva de imprensa do novo álbum.

Conferencia de imprensa completa do novo álbum so BTS, “Love Yourself: Tear”. O grupo fala sobre a criação do álbum, mensagem à passar, comeback e mais.

cr; tongtong tv @ youtube


Publicado em 27.05.2018
[FOTOS] 26.05.18 – Coletiva de Imprensa “Love Yourself 轉 Tear”
BTS na coletiva de imprensa do novo álbum após retornar para Coréia.

No dia 24 de Maio, o BTS teve sua Coletiva de Imprensa para “Love Yourself:  轉 Tear” em Seul.

cr; Nas imagens


Publicado em 27.05.2018
[NEWS] Crítica: BTS – Love Yourself: Tear
Estiloso e ambicioso, Love Yourself: Tear é uma representação do BTS!

Apenas um mês após o lançamento de seu álbum japonês “Face Yourself”, a banda de K-pop BTS lançou seu terceiro álbum completo oficial, Love Yourself: Tear (Bighit Entertainment). Abordando tendências contemporâneas do pop, Tear fez uso do tropical house, atmosfera de sintetizadores elegantes e canto suave inspirado pelo R&B de uma forma muito mais sutil (se tratando do BTS) do que seu último lançamento. Até mesmo a colaboração com Steve Aoki, “The Truth Untold”, trocou o lado energético característico do DJ por uma balada suave ao som de piano, daquelas que inspiram a audiência a acenderem seus isqueiros (ou lanternas do celular) em uma arena durante um show. “134310” mistura uma vibe de hip-hop lounge com o som de uma flauta alegre, ao contrário do hit em colaboração com MNEK, “Paradise”, que traz um som eletrônico fino que é agradável aos ouvidos. “So What” é a música que chega mais próximo de ser tão empolgante quanto “Not Today” ou “Fire”, mas, ao contrário dos antigos hits, que trazem um som mais agressivo, “So What” aposta em uma energia de êxtase.

Estiloso e ambicioso, Love Yourself: Tear é uma representação do BTS em um pico focado e refinado, coeso o suficiente que passa a sensação de que foi feito em um único período específico, e não montado de maneira aleatória como alguns de seus últimos lançamentos.

 

Fonte; Neil Z. Yeung @ allmusic
trans eng-ptbr; fer @ btsbr


Publicado em 23.05.2018
[LETRA] Outro: Tear – BTS
Confira a tradução de "Outro: Tear".

Outro: Lágrima

Despedidas são, para mim, uma lágrima
Sem nem perceber, elas brotam em volta dos meus olhos
As palavras que eu não conseguia me forçar a dizer, escorrem
E o arrependimento que não vai embora rasteja sobre a minha face
Para mim, uma dia você foi alguém querido
Mas agora você é meramente uma cerveja amarga
Meu coração que está manchado com um tardio ódio por mim mesmo
Se torna vazio, mesmo com a brisa que passa
Ao fim da minha peça na qual o término era uma mentira
O preço que eu tinha de pagar chegou até mim
Será que se alguém dissesse que iria voltar o tempo para mim
eu teria conseguido ser um pouco mais sincero?

A cara sem disfarces que apenas eu mesmo conheço
Os velhos amigos, feios e patéticos, dentro de mim
Você ainda seria capaz de me amar de novo, como antes?
Com aquele sorriso com que você costumava olhar para mim
Para de dizer coisas como “pra sempre, pra sempre”
Porque, afinal, o fim existe desde o princípio
Se há um começo… Não quero ouvir isso
Palavras que estão corretas demais ou consolação demais… Não quero dar ouvidos à isso
É que eu estava tão assustado
Porque parecia como se, talvez, eu nunca tivesse nem amado você
Apesar de ser tarde, você foi alguém sincero e
você foi a única pessoa que me amou
E mais

Você é minha lágrima
Você é minha você é minha lágrima
Você é minha lágrima
Você é minha você é minha lágrima
Você é minha lágrima
Você é minha você é minha lágrima
O que mais eu posso dizer?
Você é minha lágrima

Andamos em direção ao mesmo lugar
Mas esse lugar se tornou nosso último
Apesar de que costumávamos falar de “para sempre”
Agora quebramos um ao outro, sem misericórdia
Apesar de termos pensado que sonhávamos o mesmo sonho
Aquele sonho finalmente se tornou [apenas] um sonho
Meu coração está partido, por favor, queime-o, ao invés disso
Para que então a dor e o arrependimento, nada disso reste

Você é minha lágrima
Você é minha você é minha lágrima
Você é meu rasgo
Você é meu você é meu rasgo
Você é meu medo
Você é meu você é meu medo
O que mais eu posso dizer?
Você é minha…

Despedidas para mim são T.E.A.R [lágrimas]
Porque coisas como lágrimas são um luxo
Uma coisa assim, como um lindo adeus,
não existirá,  então comece agora
Woo, vá com calma, arranque meu coração lentamente
Assim, assim, pise gentilmente nos cacos que se despedaçaram
Para que o arrependimento, o arrependimento, para que uma coisa assim não exista mais
Por favor, queime meu coração que foi rasgado em frangalhos
Assim, aí mesmo, pelo que você está esperando?
Esse é o final que você estava desejando
Então vá em frente e me mate sem hesitar
Woo, sim, sim, queime ele
Woo, sim, sim, sim, queime ele
Woo, sim, sim, sim, queime ele
Para que não restem nem as cinzas queimadas

Esse é o verdadeiro ‘você’ e esse é verdadeiro ‘eu’
Agora nós vimos o fim e não sobrou nem o ressentimento
Eu acordei de um doce sonho e fechei meu olhos
Esse é o verdadeiro ‘você’ e esse é o verdadeiro ‘eu’

Andamos em direção ao mesmo lugar
Mas esse lugar se tornou nosso último
Apesar de que costumávamos falar de “para sempre”
Agora quebramos um ao outro, sem misericórdia
Apesar de termos pensado que sonhávamos o mesmo sonho
Aquele sonho finalmente se tornou [apenas] um sonho
Meu coração está partido, por favor, queime-o, ao invés disso
Para que então a dor e o arrependimento, nada disso reste

Você é minha lágrima
Você é minha você é minha lágrima
Você é meu rasgo
Você é meu você é meu rasgo
Você é meu medo
Você é meu você é meu medo
O que mais eu posso dizer?
Você é minha…

O que eu deveria dizer?
Nós sabemos
A resposta é fixa
Mas responder é sempre difícil

Por que você está se derramando?
Por que você está rasgando?
E inútil, para mim
A despedida para mim foram apenas aqueles momentos (Flashback)
O momento que as palavras saem da sua boca
O momento em nossos focos se tornaram embaçados
No momento em que tudo é perigoso
Nosso fim, entregue a nós por duas letras*
Que eu não vou chorar, que não vou rasgar
Não posso dizer essas palavras. No futuro eu, também
O fim, uma doença incurável
Você é meu começo e meu fim, isso é tudo
Meu conhecer e minha despedida
Você foi tudo, um passo à frente do medo
Vai se repetir, por causa de você
Lágrima
Lágrima

 

N\T: Letra aqui se refere a cada sílaba do alfabeto coreano, portanto, ela provavelmente se refere a escrita coreana de “lágrima\tear”, (nunmul) 눈물.

 

Trans ko-eng; Yein @ bts-trans
Trans eng-ptbr; VenomQ @ btsbr


Publicado em 23.05.2018
[LETRA] Love Maze – BTS
Confira a tradução de "Love Maze".

Labirinto do Amor

Porque eu estarei no labirinto do amor
Porque eu estarei no labirinto do amor

Porque eu estarei no labirinto do amor
Porque eu estarei no labirinto do amor

Preso no labirinto das escolhas
Esgotado no meio do caos sem saídas
Mas nós vagamos procurando por respostas
Perdidos no labirinto, na escuridão

Mesmo que você corra e corra nessa estrada sem fim
Os gritos de numerosas mentiras
Eles podem nos separar
Essa é a verdade, baby

Nós precisamos acreditar apenas em nós
Não solte nossas duas mãos
Nós precisamos estar juntos para sempre

Outros dizem
Se você é assim, você é o único que se torna um bobo
Mas eu não quero usar minha cabeça
Eu não quero calcular
Amor não é um [tipo de] negócio
É mais como uma compatibilidade
Já que eu nunca amei enquanto usava minha cabeça
Saiba que é frio, afinal é como o inverno
Mesmo assim, eu ainda quero me chocar ayy
Se você empurrar eu irei cair, me levante yeah
Está tudo bem mesmo se você não vier quando eu puxar
Deixem eles serem eles
Deixe nós sermos nós
O amor é um labirinto droga
Mas você é incrível yeah

Pegue a minha mão, não solte a minha mão
Deite no labirinto
Meu tudo, você nunca poderá me perder
Neste labirinto do amor
Pegue a minha mão, não solte a minha mão
Meu tudo, chegue mais perto
Meu tudo, nós nunca poderemos sentir saudade um do outro
Neste labirinto do amor

Não vamos ouvir a nada que os outros falem
Apenas os deixe falar não importa  quem fala o que
Quanto mais isso acontece mais eu me torno convicto
Yeah yeah yeah
Yeah yeah yeah

Você não consegue me ouvir? Você precisa acreditar em mim
Baby apenas não se importe
Me prometa, prometa

Becos sem saída num labirinto onde todos os lados estão bloqueados
Nós estamos andando por esse abismo
Neste fino raio de luz

Com esperança de que estamos vagando na direção daquele paraíso
Lembre-se disto, às vezes as mentiras tentarão nos separar
Desafios irão tentar nos enganar mas,
Nesses tempos, foque em mim
Nessa escuridão, nós somos o suficiente
Nestas mentiras vazias
Se estamos juntos, até mesmo um labirinto sem fim é um paraíso

Pegue a minha mão, não solte a minha mão
Deite no labirinto
Meu tudo, você nunca poderá me perder
Neste labirinto do amor

Bom o que podemos fazer, nós chegamos aqui seguindo a fórmula
Yeah, o que podíamos fazer nós fizemos de acordo com a lei
Até mesmo neste movediço labirinto
Até mesmo as incontáveis encruzilhadas
É uma das leis de um pro outro
Eu sempre penso, mesmo que o para sempre seja difícil
Eu quero tentar, vamos para sempre
Montanha apenas de nós dois, escalada de apenas nós dois
Centro do mundo só de nós dois, apenas nossos dois corações
Viaje na direção da saída
Nossas mãos unidas tornam-se o mapa

Pegue a minha mão, não solte a minha mão
Deite no labirinto
Meu tudo, você nunca poderá me perder
Neste labirinto do amor
Pegue a minha mão, não solte a minha mão
Meu tudo, chegue mais perto
Meu tudo, nós nunca poderemos sentir saudade um do outro
Neste labirinto do amor

 

Trans ko-eng; bts-trans
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ btsbr


Publicado em 23.05.2018
[NEWS] ‘Love Yourself: Tear’ encontra harmonia pulando de gênero em gênero
O BTS está fazendo o que muitos disseram não ser possível: eles trouxeram o [...]

O BTS está fazendo o que muitos disseram não ser possível: eles trouxeram o K-pop para o mercado ocidental, tornando-se inegavelmente os maiores artistas de K-pop do momento. Depois da turnê Wings Tour no ano passado, com ingressos esgotados e documentada na série Burn the Stage, do YouTube Red, o grupo foi adiante e ganhou o prêmio de Top Social Artist no Billboard Music Awards de 2017 graças a sua entusiástica base de fãs. Mais tarde eles ainda se apresentaram no American Music Awards. O grupo foi um dos nominados para Top Social Artist de novo este ano (prêmio que eles provavelmente ganharão), e eles apresentarão seu single mais recente, “Fake Love”, durante o Billboard Music Awards.

Mas esse sucesso não veio do nada. O grupo vem construindo sua imensa fanbase internacional desde o debut, em 2013, ganhando espaço internacionalmente antes mesmo de conquistar a audiência coreana. Graças, em grande parte, aos seus fãs, o grupo agora está atraindo a atenção de um público fora do K-pop. Mas se eles estão sentindo a pressão dos holofotes, isso não fica aparente no seu último álbum, Love Yourself: Tear, que se coloca como o mais descontraído até hoje.

Em “Singularity”, a introdução ao álbum, o vocal V se esgueira dentro da música com uma confiança silenciosa, que define o tom para o resto do CD. Sua voz rica e expressiva floresce e perdura, como fumaça saindo de uma vela depois que ela se apaga. Com uma sensualidade parecida, “Paradise”, escrita pelo produtor britânico de sucesso MNEK, traz o R&B tradicional que estava ausente do repertório do grupo nos últimos tempos. Uma das faixas mais sólidas do álbum, “134340”, tem um toque de jazz, com um loop de flauta alegre, dando aos rappers espaço para saborear os próprios versos entre os refrões crescentes. SUGA se destaca em especial, com um flow hábil e ainda assim charmoso.

Contrastando completamente da vibrante “DNA”, do ano passado, a faixa principal, “Fake Love”, torna-se obscura e casa o drama de Wings com a angústia de The Most Beautiful Moment in Life, álbum de 2015. Contudo, talvez a maior surpresa venha da colaboração com Steve Aoki em “The Truth Untold”. Totalmente distinta do remix de “MIC Drop” no ano passado, a canção emotiva é minimalista no uso de instrumentos crus, demonstrando as nuances na voz de cada cantor: os tons suaves e reconfortantes de Jin, a delicada doçura da voz de Jimin, as notas roucas de V e os vocais fortes de Jungkook; todos têm uma chance de brilhar.

A segunda metade do álbum dá a sensação de ser uma festa VIP para os fãs. Ao membro mais novo, Jungkook, é atribuído seu primeiro crédito de produção, por “Magic Shop”, uma música prometendo retribuir os fãs por todo amor e apoio. “Airplane pt.2”, continuação de uma faixa da mixtape do rapper J-Hope, se renova nas mãos do grupo todo. A pegada latina de tango assiste aos rapazes, que recentemente se enamoraram por “Despacito” e “Havana”, se aventurando à todo vapor no território das músicas latinas bregas e grudentas. “Anpanman” é um hino feito para agitar a plateia (e uns aos outros), na mesma veia que “Boyz with Fun” e “Attack on Bangtan”, com uma pitada do toque auto-depreciativo de “Silver Spoon” para completar. O líder e rapper RM derruba a porta de “Outro:Tear” e sai batendo os pés pela música toda, com SUGA e J-Hope logo atrás, desafiando os fãs a perguntarem sobre a próxima “Cypher” de novo.

Apesar de a primeira parte da série Love Yourself, que é Love Yourself: Her, ter sido lançada em setembro passado, o crescimento do BTS desde então é notável. Enquanto a primeira divisão da série soava inquietante e desconexa, por sua variedade de estilos, Love Yourself: Tear pulando de gênero em gênero soa apenas como se grupo estivesse se divertindo. Como expressaram diversas vezes durante Burn the Stage, os integrantes ainda estão maravilhados com o próprio sucesso, mas cientes do quão facilmente este pode desaparecer. Então ao invés de se concentrarem na popularidade, eles estão escolhendo aproveitar o momento, uns aos outros e a seus fãs. E Love Yourself: Tear faz exatamente o mesmo.

 

Fonte: @ Spin
Trans eng-ptbr; VenomQ @ btsbr