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Tag: Love Yourself 轉: TEAR

Publicado em 21.10.2018
“FAKE LOVE” quebra mais um recorde e alcança 350 milhões de visualizações
O BTS é o boygroup mais rápido a atingir a incrível marca no YouTube

“FAKE LOVE” obteve mais uma conquista em tempo recorde!

Em 20 de outubro, aproximadamente às 23:00 (horário de Seul), o MV para “FAKE LOVE” ultrapassou a marca de 350 milhões de visualizações no YouTube. Lançado em 18 de maio às 18:00 (horário de Seul), significa que o vídeo atingiu este marco em aproximadamente 155 dias, ou 5 meses e 2 dias.

Isso faz “FAKE LOVE” o MV de um boygroup coreano mais rápido a chegar aos 350 milhões de visualizações, quebrando o recorde anterior de 218 dias (7 meses e 6 dias) estabelecido por “DNA”, single anterior do grupo. O recorde geral de um grupo coreano é atualmente detido por “DDU-DU DDU-DU” do BLACKPINK aos 88 dias.

Este é o sexto MV do BTS a atingir a impressionante marca, seguindo “DNA”, “FIRE”, “DOPE”, “Blood Sweet & Tears” e “MIC Drop (Remix)”.

Parabéns ao BTS e aos seus ARMYs! Por que não comemorar assistindo o MV mais uma vez?

Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr; Caroline Piazza @ btsbr


Publicado em 22.09.2018
Sucesso estrondoso: A série “Love Yourself” em números
Venha relembrar alguns dos números impressionantes decorrentes da trilogia!

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Há um ano o septeto sul-coreano BTS lançou a primeira parte de sua icônica trilogia Love Yourself, em 18 de setembro de 2017. Love Yourself: Her, liderado pelos singles “DNA” e “MIC Drop”, tornou-se o primeiro álbum Top 10 do grupo nos Estados Unidos, e precedeu o lançamento de Love Yourself: Tear, em maio, e Love Yourself: Answer, de agosto, e os três chegaram ao primeiro lugar. Todos os álbuns fizeram história em diversas ocasiões, e com cada novo recorde o grupo se impulsionou para rapidamente virar um dos mais populares artistas estrangeiros a ir para os Estados Unidos. No momento, o BTS está no meio de sua “BTS World Tour: Love Yourself”, que esgotou ingressos de mais de 30 shows em três continentes. O impacto da Love Yourself, tanto na carreira do BTS, quanto no estado da cena musical global, será sentido por anos a frente, mas, em homenagem ao aniversário da série, vamos relembrar alguns dos números decorrentes da trilogia. Todos os dados foram colhidos no dia 17 de setembro de 2018.

1: A classificação que tanto Tear como Answer estrearam na lista americana Billboard 200: BTS é o primeiro e único artista coreano a ter um álbum listado em charts americanos, e é mais impressionante ainda que tenham repetido o feito em menos de 6 meses. Eles são os primeiros em 10 anos a atingir o primeiro lugar com álbuns estrangeiros, o último sendo Ancora, de II Divo, em 2006.

Todos os 3 álbuns da Love Yourself também atingiram a primeira posição do Gaon, da Coreia do Sul, e chegaram à posições altas em outros charts semanais de álbuns ao redor do globo.  

3: A quantidade de músicas da Love Yourself que receberam certificação dourada da RIAA: Tanto “DNA” como “MIC Drop (Remix)”, produzida por Steve Aoki, receberam a condecoração em 2018.

5: O lugar na lista Billboard Hot 100 do Canadá onde “IDOL”, single do Love Yourself: Answer, estreou na lista de 8 de setembro de 2018. É a posição mais alta que qualquer single do septeto chegou em rankings musicais da América do Norte.

7: Colocação de Love Yourself: Her no chart Billboard 200 ano passado. Foi o primeiro álbum do grupo a chegar ao Top 10, antecipando as estreias em primeiro lugar de tanto Tear, como Answer.

9: Posição alcançada por Love Yourself: Tear no ranking da Nielsen Music de Top 10 Álbuns Físicos do primeiro semestre de 2018. No momento de sua postagem, em julho de 2018, o ranking relatava 132 mil cópias do álbum vendido nos Estados Unidos desde seu lançamento, em 18 de maio, e o final de junho.

10: Lugar mais alto atingido pelo single de Tear, “FAKE LOVE”, no chart da Billboard Hot 100. É a terceira posição mais alta alcançada por uma música coreana, após o hit de Psy “Gangnam Style”, que atingiu a segunda colocação em 2012, e seu single seguinte em 2013, “Gentleman”, que chegou ao quinto lugar.  

11: Posição mais alta alcançada até então por “IDOL”, single de Love Yourself: Answer e com a participação de Nicki Minaj, na Billboard Hot 100.

12: Número de versões diferentes da série Love Yourself, onde cada versão de um dos álbuns soletrava uma das palavras do título: o conjunto de Her soletra “LOVE”, Tear contém “YOUR”, e Answer termina a frase com “SELF”. Todos os 12 álbuns possuem conteúdos internos diferentes do grupo.

14: Número de MVs, trailers de comeback e highlight reels associados aos álbuns Love Yourself baixados no YouTube, todos focando em algum aspecto dos elementos temáticos da série.

21: Colocação de estreia de “IDOL” no chart de Singles Oficiais do Reino Unido, a primeira música do grupo a atingir uma posição dentro do Top 40 no país. Love Yourself: Answer chegou ao 14º lugar no chart de Álbuns Oficiais.

25/26: O número total de faixas de Love Yourself: Answer, a compilação de toda a série. Junto com músicas originalmente presentes em Her e Tear, também teve sete novas músicas, além de versões alternativas de músicas lançadas anteriormente. A versão alternativa de “IDOL”, com a participação de Nicki Minaj não está presente nas cópias físicas do álbum mas disponível digitalmente como a 26ª faixa bônus.

28: Posição mais alta atingida por “MIC Drop (Remix)”, o segundo single de Her, com a participação de Desiigner e produzida por Steve Aoki.

33: Número de shows anunciados até então na tour atual do BTS, “BTS World Tour: Love Yourself”. Todas as datas, incluindo o primeiro show em estádio do septeto nos Estados Unidos, e diversos shows de arena no Japão, estão todos esgotados. O site do grupo coreano promete “mais datas em breve”, mas a tour já passou de 600 mil ingressos vendidos.

67: colocação mais alta atingida por “DNA” na Billboard Hot 100, a primeira música do BTS a aparecer na lista.

73: Países onde Tear chegou ao primeiro lugar no iTunes. Answer chegou ao topo em 66 regiões.

101: Semanas onde o grupo ficou no chart Billboard Social 50. O grupo ficou 91 semanas no primeiro lugar. O discurso de RM do Billboard Music Awards de 2017, onde BTS ganhou o prêmio de Top Social Artist, apareceu em Love Yourself: Her.

229: Valor aproximado de todos os 12 álbuns da Love Yourself, de acordo com os preços atuais na Amazon e a loja oficial do BTS.

340: número de dias entre o lançamento de Love Yourself: Her, em 18 de setembro, e a conclusão da série, em 24 de agosto, com Answer. O prazo entre o lançamento do primeiro Highlight Reel, em 18 de agosto de 2017, e o final da série com Answer foi muito próximo de um ano.

45,000: Quantidade de downloads vendidos de “MIC Drop” em sua primeira semana, de acordo com a Nielsen Music, que também verificou 9.8 milhões de reproduções nos Estados Unidos. Foi a primeira música do grupo a atingir o Top 40 dos Estados Unidos.

135,000: Quantidade equivalente de álbuns vendidos na primeira semana de Tear nos Estados Unidos, de acordo com Nielsen Music, possibilitando que este álbum fosse o primeiro álbum do BTS a atingir o primeiro lugar da Billboard Hot 100. Deste número, 100 mil representam álbuns vendidos de maneira tradicional.

185,000: Número equivalente de álbuns vendidos na primeira semana de Answer em sua primeira semana nos EUA, fazendo com que o terceiro álbum da série Love Yourself se tornasse o segundo do septeto a atingir a primeira colocação. Dessa soma, 141 mil unidades foram vendidos de maneira tradicional.

860,000: Número de álbuns Answer vendidos em sua semana de estreia.

1.03 milhões: Valor acumulado, em dólares americanos, ou então 1.15 bilhões de wons coreanos, destinados à campanha da UNICEF Love Myself. Foi apresentada em outubro do ano passado em colaboração com a trilogia Love Yourself; 3% do lucro produzido com as vendas de álbuns físicos são destinados para a causa.

1.44 milhões: Número de cópias vendidas em pré-venda de Tear na Coreia do Sul antes de sua estreia em maio, o maior número já registrado no país até então. Esse valor seria superado por Answer em Setembro.

1,493,443: cópias vendidas de Her, lançado em setembro, ao longo do resto de 2017 de acordo com Gaon Chart, da Coreia do Sul.

 

1,511,910: Quantidade de cópias de Answer vendidas em pré-venda na Coreia do Sul, superando tanto Her, como Tear em quantidade de álbuns vendidos na pré-venda mesmo sendo uma compilação, ou álbum repackage, que possuía tanto músicas originais e previamente lançadas.

1,933,450: Número de cópias Love Yourself: Answer supostamente vendeu após apenas 8 dias do lançamento do álbum em 24 de agosto. É a maior quantidade de álbuns vendidos em um mês já registrada no Gaon Chart, da Coreia do Sul, desde seu início em 2010. Tear tem o segundo maior número já registrado, com 1.664.041 cópias vendidas.

45 milhões: visualizações em “IDOL” nas primeiras 24 horas assim como registrado pelo YouTube, o melhor dia de estreia para qualquer videoclipe já baixado no site.

1.35 bilhões: Soma das visualizações dos cinco MVs lançados como parte da série Love Yourself (“DNA,” “Mic Drop,” “Fake Love,” “IDOL” “IDOL com participação de Nicki Minaj”).

2.21 bilhões: Valor estimado (em dólares americanos) ganhado pela empresa do BTS, BigHit Entertainment, em 11 de setembro, de acordo com análise feita pela empresa sul-coreana Hana Investimento Financeiro. Isso, em wons coreanos, chega ao número de 2.5 trilhões.

 

Fonte: Forbes
Trans eng-ptbr; fer zloccowick @ btsbr

 


Publicado em 14.09.2018
Relembre os melhores momentos da era Love Yourself!
Fotos, vídeos, colaborações... Uma compilação de momentos inesquecíveis

Independentemente de você ser um fã antigo ou novo de K-pop, todo mundo conhece aquela sensação esquisita de medo e antecipação que toma conta de nós em época de comeback quando o relógio marca meia-noite. Após alguns sustos e  alertas falsos, sempre haverá aquele momento em que você se dá conta de que ‘chegou a hora, é real’ e o teaser simplesmente entra de supetão em sua vida, causando um verdadeiro caos.

BTS e a Big Hit Entertainment não são exatamente inocentes quando o assunto é surpreender os fãs e a imprensa com novos lançamentos e, juntamente com eles, novas vertentes de música e estilo. Agora, quase um ano após seu início, a era “Love Yourself” está finalmente completa com o lançamento de Love Yourself: Answer  e “IDOL”.  Que melhor momento do que agora para relembrar os melhores lançamentos da era? Seja teasers, trailers ou MVs – vão reviver essa era mágica que é “Love Yourself”, desde os primeiros teasers de Love Yourself: Her até sua parte final e mais recente, Love Yourself: Answer.

Os pôsteres de dramas

A era “Love Yourself” começou com rumores em 2017 de que a Big Hit Entertainment estava procurando por roteiristas de dramas, misteriosas locações de filmagem e etc. Os ARMYs tentaram descobrir o que estava acontecendo e foram agradavelmente surpreendidos quando os pôsteres individuais de dorama foram lançados, mostrando os meninos em cenários cinematográficos. A imagem de JungKook foi a primeira a ser lançada, apresentando nosso maknae em uma cadeira de rodas e com um sorriso feliz. O pôster melancólico de Yoongi foi o seguinte, seguido de um guarda-chuva empunhando por Jimin, um reflexivo RM em um ônibus, um fofo V e seu reflexo, um feliz J-Hope, e por último mas não menos importante, um Jin incrivelmente namorável.  Mais tarde, outro conjunto de pôsteres foram lançados, cada um com dois integrantes; sendo a exceção Jin, que teve um pôster individual.

Os highlight reels e a história

Em agosto de 2017, o BTS lançou “Highlight Reel”, uma série de curtas-metragens apresentando os integrantes e contando várias histórias. Assim como os trailers de comeback, os highlight reels foram compilados em quatro partes, “起”, “承”, “轉” e “結”, baseados no Kishōtenketsu, uma estrutura tradicional de desenvolvimento narrativo: Introdução, desenvolvimento, virada e conclusão. Nos curtas, o enredo da era “Love Yourself” está ligado à narrativa da era The Most Beautiful Moment In Life, parecendo amarrar as pontas soltas. Uma análise completa da história excederia as restrições deste artigo, mas vamos tentar um esboço: Depois de começarem sozinhos e (talvez) se apaixonarem, os garotos aprendem através dos problemas, dor e desapontamento, que antes de amar outra pessoa, primeiramente é mais importante amar a si mesmos. Portanto, “Love Yourself” não é apenas um título ou tema, mas uma narrativa que se perpetua durante todos os lançamentos da era.

Os fãs ficaram bastante surpresos ao ver os garotos finalmente interagirem com atrizes/ trainees novamente depois de um longo tempo. Apesar de tudo, quase todo mundo ficou impressionado com os garotos mostrando suas habilidades de atuação e mais do que ansiosos para entrarem em pleno modo “teorizador” de conspiração. Já bastante empolgado com o conteúdo das “Notas” lançadas regularmente, é seguro dizer que coisas como a misteriosa flor ou Jimin supostamente sendo substituído por Jungkook em uma cena provocaram os investigadores de teorias do fandom a entrar em ação. E  gente, como entraram.

Os trailers

Assim como o highlight reel, houveram quatro trailers/intros. A vocal line nos agraciou com músicas solos e MVs, cada introdução correspondendo a uma das quatro partes da narrativa. “LOVE YOURSELF 承 Her ‘Serendipity’foi a primeira parte da série, sendo interpretada por Jimin. Logo após, o lançamento deDNA” e “MIC Drop,” JungKook deu continuidade com Euphoria : Theme of LOVE YOURSELF 起 Wonder”, que inclui inúmeras referências a era The Most Beautiful Moment In Life, fazendo com que os ARMYs mais antigos chorassem com a nostalgia. Algumas semanas depois, foi lançado LOVE YOURSELF 轉 Tear ‘Singularity,’, sendo o momento de Taehyung brilhar e introduzir um tom mais sério e sombrio a narrativa. Como a terceira introdução, esta representa a ‘virada’ da narrativa e foi seguida pelo lançamento de Fake Love”. Finalmente, Jin nos agraciou com LOVE YOURSELF 結 Answer ‘Epiphany,”, concluindo a narrativa e proclamando o final da era “Love Yourself” com o lançamento do álbum e do single “IDOL”. Cada uma das quatro músicas realmente mostra as habilidades vocais do respectivo membro – se você pode assistir a isso sem ficar arrepiado pelo menos uma vez, provavelmente você é feito de pedra.

As fotos de conceito

Além dos lançamentos dos pôsteres e curta-metragens, as promoções de Love Yourself: Her  em setembro de 2017 incluíram a revelação das fotos conceituais, divididas nas versões “L” e “O” ou “V” e “E”. “L” e “O” mostraram os garotos em um ambiente romântico e vintage, com cores desbotadas. Em contraste, as fotos “V” e “E” foram visualmente mais intensas com muito color blocking em cores fortes.

Os teaser das imagens de Love Yourself: Tear foram divulgadas em maio de 2018. Dessa vez, as versões “Y” e “U” mostravam os integrantes em um cenário mais romântico, enquanto “O” e “R” o famigerado look jeans e em preto e branco. Em comparação com “Her”, especialmente as versões coloridas de “V” e “E”, “Tear” mostrou um BTS mais maduro e calmo. E olhando o look jeans de Jimin (que é apenas a ponta do iceberg), você pode considerar o conceito mais sexy do grupo.

Seguindo para as fotos conceituais de Love Yourself: Answer: nas versões “S” e “E”, os meninos foram postos em inúmeros sets; desde caixas vermelhas com olhos, mãos e câmeras de vigilância até em gigantes bolhas que lembram uma atmosfera de contos de fada. Já nas edições “L” e “F”, a primeira inclui metade das fotos em preto-e-branco e meia-cor dos meninos, enquanto as fotos em “F” apresentam os integrantes em um tipo de trepa-trepa. O conceito dessa sessão de fotos é o primeiro em muito tempo em que o BTS apresentar conjuntos e itens mais elaborados, dando uma sensação um pouco diferente dos  antecessores.

As músicas e MVs

Apenas um aviso, aqui o texto fica um pouco mais analítico. Então coloque seus óculos de leitura e preste atenção. Para os MVs e respectivos teasers desta era, Love Yourself: Her  tem “DNA” e “MIC Drop”, Love Yourself: Tear tem “Fake Love” e Love Yourself: Answer tem “IDOL” (por enquanto). O primeiro MV da era, “DNA”, e o mais recente, “IDOL”, apresentam um conceito mais alegre e colorido que inclui visuais divertidos e animações impressionantes. Ambos também possuem letras otimistas e positivas; mas enquanto em “DNA” possui uma letra mais otimista e apaixonante, “IDOL” transmite uma mensagem mais confiante e individualista.

Olhando para a estrutura narrativa de quatro partes, as semelhanças visuais e contextuais de ambos são baseados em um tom positivo – um começando com uma nota otimista, e o outro chegando a conclusão de amar a si mesmo, herdando um pensamento positivo e uma mentalidade menos ingênua. Também  com o tema de encontrar a si mesmo, “IDOL”, inclui elementos tradicionais coreanos e os combina com as vibrações modernas, que capturam a identidade dos meninos como artistas e indivíduos.

Em contraste, “Fake Love” claramente tem um tema mais sombrio, apresentando misteriosas figuras encapuzadas, cores escuras e muito preto. A canção simboliza uma visão muito madura e também realista (talvez até pessimista) sobre o amor e a vida. Correspondendo a parte (virada) da estrutura narrativa (como mencionado acima), tanto a música quanto o MV expressam a escuridão física e emocional que os meninos têm que atravessar para passar da esperança e otimismo em “DNA” para real confiança em “IDOL”.

Por fim, “MIC Drop” pode não se encaixar perfeitamente na estrutura narrativa estabelecida no começo da era, mas também incorpora uma mentalidade muito confiante. Embora tenha sido lançada durante Love Yourself: Her, sua mensagem se encaixa muito bem com Love Yourself: Answer, embora o tipo de amor próprio em “MIC Drop” possa ser mais orgulhoso do que o transmitido com “IDOL”. De qualquer maneira, estamos felizes que “MIC Drop” tenha seu próprio MV; trazendo esse lado hip hop badass do BTS que conhecemos e amamos ao longo dos anos, é ótimo ver que o hip hop está, de fato, muito vivo.

Concluindo, só resta uma coisa a dizer sobre os MVs dessa era: deixando as análises de lado, eles são fogos de artifício visuais, colírios para os fãs e iscas para almas desavisadas.

As “Trivias” da rap line

Assim como a vocal line ganhou seu destaque com os trailers, a rap line finalmente teve sua chance de brilhar individualmente com as faixas “Love Yourself: Answer” e “Trivia”. Para aqueles que eram fãs do lado calmo ou incomum da  rap line; essas faixas podem ser do seu gosto. J-Hope agrada aos fãs com uma música animada intitulada “Trivia 起: Just Dance”, que nos incita a fazer exatamente isso, enquanto “Trivia 承: Love” é a ode de Namjoon para a mais bela emoção. Em “Trivia 轉: Seesaw”, Yoongi literalmente deixa os fãs chocados, provando que pode cantar! Honestamente, ainda não estamos bem com isso.

As músicas que não possuem MVs

Como não poderíamos falar sobre literalmente todas as outras músicas dos álbuns dessa era? Todo mundo conhece as incríveis “Go Go“, “Airplane pt. 2,” ou “Anpanman” porque foram apresentadas no palco pelo grupo. Mas as músicas menos conhecidas dos álbuns merecem também destaque. Tomemos como exemplo, “Dimple”, “Pied Piper”, “Truth Untold”, “Magic Shop”, “Outro: Tear”, ou a sequência de “Save Me”, “I’m Fine”. Ou as “Outros”. Ou as faixas escondidas! Você vê como é realmente difícil não mencionar todas as músicas. De modo geral, o grande número de gêneros, facetas e atmosferas nos álbuns do BTS garantem que praticamente qualquer pessoa que tenha tempo para ouvir todas as faixas (provavelmente) encontre algo que goste. Se você ainda não teve tempo de ouvir os álbuns por completo, por favor, porque (e isso é verdade para muitos artistas por aí), as faixas-título são apenas a ponta do iceberg.

As colaborações

Nesta era, o BTS conseguiu colaborar com muitos artistas coreanos e internacionais. Em Love Yourself: Her, “Best Of Me” foi produzido por Andrew Taggart do duo The Chainsmokers, enquanto” MIC Drop” teve a participação de Steve Aoki e uma versão remix com o rapper Desiigner. Para Love Yourself: Answer e sua faixa-título “IDOL”, a Big Hit anunciou uma colaboração com o rapper Nicki Minaj. É incrível para o ARMY ver os garotos tendo a chance de trabalhar com seus ídolos e espalhar o amor pelo K-pop para novos fandoms e gêneros. Depois de ver as colaborações existentes, uma coisa é certa: estamos muito entusiasmados com o futuro do BTS quando se trata de novas colaborações e esperamos que os rapazes trabalhem com todos os seus artistas favoritos.

A missão

A BTS não apenas inspirou fãs em todo o mundo através de suas músicas e vários outros conteúdos, como também tomou providências para várias causas de caridade. No epicentro da era “Love Yourself”, o BTS trabalhou junto com a UNICEF para lançar a campanha “Love Myself”, com o objetivo de parar a violência contra crianças e adolescentes em todo o mundo. Várias formas de doações estão sendo coletadas em um fundo, promovido pela influência do grupo e mídias sociais. Tanto a Big Hit Entertainment quanto os membros provam que estão cientes de sua responsabilidade e que não vão deixar de agir para tentar tornar o mundo um lugar melhor.

 

Essa foi nossa compilação dos lançamentos e campanhas mais importantes da era “Love Yourself”. E se você acha que isso parece cheio; também há shows, conteúdo de variedade, transmissões, YouTube, premiações, etc. etc. etc.

Qual é a sua parte favorita da era “Love Yourself”? O que você acha que virá a seguir para os meninos? Deixe-nos saber nos comentários!

 

Fonte: Soompi
Trad eng-ptbr; fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 09.09.2018
“Fake Love” vence categoria no MTV Video Music Awards Japan 2018
A faixa-título para o álbum Love Yourself 轉 'TEAR' arremata mais um prêmio

“Fake Love” concorreu categoria ‘Melhor Vídeo de Grupo’ ao lado de videoclipes de grandes artistas internacionais, arrematando mais um prêmio expressivo para o grupo, que deve receber o prêmio nas instalações da Big Hit Entertainment, uma vez que estão em turnê pela América do Norte. Parabéns, BTS!

 

cr; MTV Japan


Publicado em 24.08.2018
Álbum do BTS fica na Billboard 200 pela 13ª semana
Love Yourself: Tear ficou na 84ª posição do ranking de álbuns semanal

O álbum das estrelas do k-pop, BTS, Love Yourself: Tear foi listado na parada da Billboard de 200 de álbuns mais populares pela 13ª semana consecutiva.

O álbum, que é o mais recente do BTS, lançado em maio, ficou na 84ª posição no chart semanal da Billboard 200, sendo a 13ª semana consecutiva em que o álbum fica no ranking de acordo com o site do chart.

Dentro de duas semanas após seu lançamento, em 18 de maio, o álbum ficou no topo da parada da Billboard, tendo sido o primeiro álbum coreano a fazê-lo.

Também nesta semana, o álbum do Love Yourself: Her do BTS, lançado em setembro do ano passado, ocupou a posição de nº169 no mesmo chart.

Além disso, nesta semana o septeto quebrou seu próprio recorde ao ficar no topo da parada Billboard Social 50, lista de artistas mais populares, pela 58º semana seguida.

O resultado das paradas vieram antes de o grupo lançar seu novo álbum nesta sexta-feira, Love Yourself: Answer, a última das quatro partes da sequência Love Yourself.

Fonte: Yonhap News
Trans eng-ptbr; VenomQ @ btsbr


Publicado em 18.08.2018
O BTS vai receber uma Ordem de Mérito Cultural?
O grupo foi nomeado pelo Ministério da Cultura da Coreia do Sul

O BTS, sensação do K-Pop, foi nomeado para receber uma ordem de mérito cultural. O boygroup de 7 integrantes ficou no topo da Billboard 200 com o álbum “Love Yourself: Tear” e foi incluído na lista de nomeados desse ano junto a 11 outros, incluindo o lendário cantor/escritor folk Kim Min-Ki, o falecido cantor folk Dong-Jin e o ator veterano Lee Soon-Jae, de acordo com o Ministério da Cultura, Esporte e Turismo.

A Ordem de Mérito Cultural concedido pelo Presidente da Coreia é dada a aqueles que realizam “serviços meritórios excepcionais nos campos da cultura e da arte, no interesse de promover a cultura e desenvolvimento nacional.”

O Ministro da Cultura disse “O BTS ganhou um ótimo reconhecimento nos EUA, Japão e outros mercados estrangeiros, contribuindo com o Hallyu*. Ao liderar a Billboard 200 com o álbum ‘Love Youself: Tear’ o grupo re-escreveu a história do K-Pop.”

*Hallyu significa “Onda coreana” se referindo a K-dramas e ao K-pop, que tem tido cada vez mais reconhecimento internacional.

Fonte: Style
Trans eng-ptbr; natália feitosa @ btsbr


Publicado em 10.08.2018
Love Yourself 轉 ‘Tear’ recebe certificado de ouro pela RIAJ
O álbum é primeiro lançamento do grupo a receber um certificado no Japão

BTS recebeu um certificado de ouro pela RIAJ com um álbum em coreano!

Em 10 de agosto, a Associação da Indústria Fonográfica do Japão (RIAJ, na sigla em inglês) revelou que o terceiro álbum coreano do grupo, Love Yourself: Tear, está oficialmente certificado como ouro. Sendo o primeiro lançamento coreano do grupo a receber uma certificação pela RIAJ.

Para ser certificado em ouro pela RIAJ, singles e álbuns de estúdio devem registrar pelo menos 100.000 unidades em vendas. A certificação Platinum exige pelo menos 250.000 em vendas de álbuns, enquanto a certificação em platina dupla precisa de pelo menos 500.000.

Atualmente, BTS possui inúmeras certificações de ouro da RIAJ. Seu single “Blood, Sweat and Tears Jap. Version” e o álbum de estúdio Face Yourself são disco de platina enquanto “MIC Drop / DNA / Crystal Snow” é certificado com platina dupla pela RIAJ.

BTS lançará seu repackaged álbum Love Yourself: Answer no dia 24 de agosto. Confira o comeback trailer “Epiphany” aqui


Fonte: Soompi
Trans eng-ptbr; fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 05.08.2018
O BTS está quebrando o estereótipo do K-Pop nos Estados Unidos?
O grupo tomou a América como uma tempestade desde a sua aparição no BBMAs

Desde a sua primeira aparição no Billboard Music Awards em meados de 2017, o BTS tomou os EUA como uma tempestade. O que torna o grupo tão especial e como eles estão quebrando o protocolo quando se trata de romper um mercado notoriamente difícil?

Se você está sempre no Twitter, YouTube, Instagram ou em qualquer outro site de mídia social – sério, há uma grande probabilidade de você ter se deparado com pelo menos duas fotos ou vídeos relacionados ao boygroup mundialmente conhecido, BTS.

Ame-os ou odeie-os, você tem que admitir que o mundo está curioso sobre eles.

Do seu comeback no Billboard Music Awards 2018, ao seu mais novo álbum, Love Yourself: Tear, conquistar o primeiro lugar das paradas americanas, nada tem impedido que o grupo se torne o primeiro e verdadeiro artista K-pop a quebrar a barreira e findar seu caminho para a consciência da música americana.

No entanto, há três perguntas que devem ser feitas (e respondidas) antes que isso aconteça:

O que há de diferente no BTS?

Como eles se diferenciam do grupos regulares de K-pop?

O que os levou até este ponto?

Vamos descobrir.

OS FÃS

Indiscutivelmente o traço mais notável do BTS é o seu fandom – ARMY.

Muito já foi dito sobre o quão escandalosos, dedicados e “obcecados” eles podem ser. Mas, na maioria das vezes, essa retórica é apresentada principalmente por ocidentais que ainda não se aprofundaram nos motivos pelo qual os ARMYs são assim (de qualquer forma, eu não os descreveria assim necessariamente).

Essa não é uma avaliação justa de sua legião de fãs.

Claro, isso pode soar clichê, mas há uma razão para que os seguidores mais fervorosos do BTS sejam tão leais a esses sete garotos.

Os ARMYs fazem muito por esses caras, eles têm sido uma presença constante na vida do grupo desde o seu debut, no verão de 2013.

Um exemplo fantástico de sua dedicação é a relativamente recente festa de streaming “Beyhive X ARMY” que foi realizada no Twitter. Não só foi uma maneira fenomenal de elevar os números de streaming do grupo, como também introduziu sua música numa grande seita de fãs de Beyoncé (ou mais apropriadamente, stans) que nunca teriam dado uma segunda olhada à discografia do BTS.

A devoção dos ARMYs também não passa despercebida pelos garotos.

De redes sociais como o seu fancafe onde eles podem se comunicar com os fãs, ao reconhecimento constante em cada prêmio que o grupo conquista à um integrante do grupo com o logotipo ARMY estampado em seu ponto intra-auricular, BTS e ARMY são como unha e carne.

Com essa intimidade, vem a tendência de as coisas saírem um pouco… do controle, para dizer o mínimo.

É claro que com um fandom tão grande quanto esse, você provavelmente terá sua dúzia de ovos podres. Poucos? Sim, mas definitivamente altos o suficiente para causar uma agitação.

Tem havido incidentes em que alguns fãs atormentaram os DJs de rádio a ponto de quase deixarem de tocar a música do grupo, ‘intimidando’ potenciais/ex-colaboradores acusando-os de se aproveitarem do sucesso do grupo e apenas tolices gerais que afastam possíveis novos ouvintes. Felizmente, esse comportamento parece ser mantido sob controle e ao mínimo atualmente.

Eu quero reiterar, apenas uma pequena parcela de fãs que fazem isso. Felizmente, os bons ‘ovos’ superam os maus, mas não justifica o comportamento nocivo.

Essa imprudência pode ser admirável aos olhos das pessoas que participam desse caos, mas talvez, esse nível de fãs intensamente dedicados seja o que preocupa o BTS quando eles discutem sua influência global como um grupo.

OS INTEGRANTES

Formado por sete membros, o grupo e seus muitos talentos são a razão pelo qual os ARMYs são tão dedicados.

Começando do mais jovem ao mais velho: JungKook, V, Jimin, RM, J-Hope, SUGA e Jin são os jovens que compõem o grupo. Com todos eles estando em seus vinte e poucos anos, você pode imaginar a quantidade de estresse e pressão que esses meninos enfrentam.

Enquanto a maioria dos caras da sua idade estaria na faculdade, prestes a se formar, ou começando no mercado de trabalho, o BTS tem que se preocupar com várias coisas que afetam tanto o presente quanto o seu futuro.

Como dito anteriormente, o grupo tem mais de milhões e milhões de fãs, e com um número tão grande, há a inevitabilidade de não agradar a todos.

Você não pode fazer todo mundo gostar de você, e os meninos sabem disso; pegue o seu documentário Burn the Stage do YouTube Red, por exemplo.

A indústria K-pop é notoriamente conhecida por dar uma quantidade infinita de acesso aos seus ídolos, mas, ao mesmo tempo, nada.

Claro, podemos saber a sua cor favorita, ou a comida que eles mais gostam, mas em comparação com os seus homólogos ocidentais, os ídolos K-pop são reservados quando se trata de assuntos como inclinações políticas ou relacionamentos passados.

O BTS não se encaixa nesse preceito.

Durante o Burn The Stage, vimos o grupo discutir suas esperanças, sonhos, ansiedades e aflições em meio à sua ‘The Wings Tour’, que durou do início de fevereiro de 2017 até o final de novembro do mesmo ano e viajou o mundo.

O primeiro episódio mostrou os meninos falando sobre como eles queriam ser retratados durante o documentário de oito episódios. Essa conversa (resumida em dois minutos) deu o pontapé inicial para o resto da série.

De dor crônica a noites sem dormir e bloqueio de escritor, combine isso com as constantes viagens, shows de duas horas e meia, e você terá a receita para um ambiente de alta tensão e estresse.

O que leva o grupo à esses limites?

Sua fome de sucesso, os ARMYs e um pouco de ego.

Estas são as três coisas que mantém o grupo funcionando e eles estão cientes disso. O BTS tem sido extremamente transparente quando se trata das consequências de estar “no topo do mundo”.

Vamos tomar seu recente Comeback Show, onde eles discutem sobre ‘Fake Love’, faixa título do álbum Love Yourself: Tear.

A maioria dos fãs inicialmente acreditou que a música poderia ter sido sobre um relacionamento que se esvaiu, mas na verdade, foi teorizado que a letra é baseada na relação do grupo com a fama.

O grupo guarda muita coisa pra si mesmos, e é claro, isso é natural.

É fácil ver que o grupo se cansa de ter que viver de aparências 24/7. Na indústria do K-pop, ser tão franco quanto o BTS e dividir muita informação pessoal é uma fraqueza, mas nos olhos do grupo, é visto como uma força.

Junte isso com a incrível ética de trabalho e dedicação do BTS à sua música e é fácil ver por que os ocidentais estão se interessando pelo septeto.

De acordo com este artigo da Rolling Stone escrito em maio, vários produtores com quem o grupo havia trabalhado reiteraram o forte compromisso do BTS com sua arte.

Eles defendem que o som do grupo é “revigorante” e “inovador”. Ao contrário da maioria dos grupos de K-pop cuja música pode soar como uma imitação da marca ocidental, o BTS está de bom grado saindo de sua zona de conforto, trazendo-nos um som que agrada aos ouvidos mais exigentes da música.

Até mesmo o patriarca do grupo, ‘Hitman’ Bang, é um purista musical, às vezes colocando as composições musicais do grupo acima da divulgação. Existem prós e contras para este método, mas mostra que o BTS não é um acaso. Se eles fossem, o grupo não teria uma recepção tão calorosa para o seu novo álbum, superando até mesmo a maioria dos contemporâneos do mainstream.

Isso é o que separa o BTS do seu habitual grupo de K-pop. Eles não só têm um som que é singularmente diferente dos seus típicos grupos pop coreanos, eles têm o talento e motivação que força as pessoas a ouvirem o que eles têm a dizer.

O desejo de ser o melhor que podem alcançar é o que motiva o grupo a se tornar superestrelas globais. É o que os leva a ser o melhor que podem ser para si mesmos e para seus fãs.

Com essa aclamação vem as expectativas, e com as expectativas surge uma chance maior de cair, especialmente quando todo o país está de olho em você.

SEU PAÍS

É seguro dizer que o país da Coreia do Sul e o BTS estão intrinsecamente ligados.

Na verdade, quando a maioria dos coreanos é questionada sobre o BTS, a primeira coisa que mencionam são as grandes conquistas no Ocidente, até mesmo o Presidente do país fez isso!

Eles reconhecem que o grupo fez muito pela Coreia. O septeto foi apelidado como “o maior grupo idol coreano, reconhecido dentro e fora do país”.

Isso é especialmente verdade quando se trata do público em geral que só ouviu falar do grupo uma ou duas vezes.

Por exemplo, veja o jogo de futebol entre a Alemanha e a Coreia do Sul que aconteceu há algumas semanas na Copa do Mundo na Rússia.

O México precisava que a Coreia do Sul ganhasse para continuarem na competição, por sorte, os coreanos resolveram o problema e venceram a Alemanha, mandando o México para a próxima fase.

O que isso tem a ver com o BTS?

Bem, assim que o jogo terminou, a faixa-título do grupo subiu 31 posições no iTunes México, surpreendendo a todos no fandom. O fato de a maioria dos fãs de futebol pensarem no BTS e não na equipe sul-coreana quando relacionam a Coreia do Sul, é uma prova de como eles são conhecidos.

É seguro dizer que o país da Coreia do Sul e o BTS estão intrinsecamente ligados.

A fama do grupo tem sido tão positiva em seu país de origem que até mesmo a possibilidade de escaparem do serviço militar está sendo discutida, mas provavelmente será apenas uma sugestão em vez de uma medida definitiva.

Quando se trata de ser um boyband global, o BTS está no caminho certo. Eles têm os fãs, a musicalidade e a ética de trabalho para chegar a qualquer lugar, a questão é: para onde eles vão a partir daqui?

…E ALÉM?

A possibilidade de o BTS minimizar seu rótulo “K-pop” é muito mais tangível do que pensamos.

O grupo mostrou que eles podem “bater” de igual para igual com os “pesos pesados” na indústria da música ocidental e ultrapassar a maioria deles.

Talvez o que impulsione o BTS para o mainstream seja o próximo álbum, Love Yourself: Answer.

Muitas pessoas acham que este próximo lançamento altamente esperado pode ser o catalisador que cimenta o status do grupo na bolha da música ocidental, superando qualquer grupo de K-pop que veio antes deles.

Outra possibilidade para o grupo é uma possível indicação ao Grammy, um sonho – sim, mas não é um crime sonhar. Junte isso com a longa fila de pessoas esperando para colaborar com eles, incluindo personalidades como o produtor TM88, de Atlanta, cantores como Charlie Puth e Gallant, e você terá um futuro brilhante à frente para esses sete garotos.

Com tudo isso listado, é seguro dizer que o BTS é uma anomalia.

Eles romperam o rótulo ‘K-pop’ e formaram seu próprio caminho. Eles passaram seus antecessores e mais alguns. A maioria das pessoas chega ao K-pop por causa do BTS, e isso não é uma coincidência.

Isso não é uma ligeira comparação com os artistas que vieram antes deles, mas o BTS está realmente a caminho de se tornarem superastros globais – alguns podem argumentar que eles já são.

Se as novas músicas do grupo em seu lançamento, Answer, excederem as expectativas, e sua turnê colaborar ainda mais o septeto no supergrupo que são, eles podem muito bem se desassociar do típica grupo “K-pop” para sempre.


Fonte: Beat

Trans eng-ptbr: Caroline Piazza @ btsbr


Publicado em 04.08.2018
[FOTOS] Photoshoot Sketch – Love Yourself 轉 ‘Tear’ Versão U
O conteúdo foi liberado pela Big Hit na página oficial do grupo no Facebook

BTS LOVE YOURSELF 轉 'Tear' Album Photoshoot Sketch

Opublikowany przez 방탄소년단 Czwartek, 2 sierpnia 2018

 


Publicado em 02.08.2018
Love Yourself 轉 ‘Tear’ em sua 10ª semana no Billboard 200
O álbum se mantém nos charts por dez semanas consecutivas

O último álbum lançado pelo grupo coreano, BTS, permanece por dez semanas consecutivas entre os 200 álbuns mais populares da Billboard, como os charts mostraram nesta quarta-feira.

O álbum lançado em 18 de maio, “Love Yourself: Tear”, ficou em 61º lugar no ranking da Billboard 200 depois de atingir o topo do chart na semana iniciada em 28 de maio.

A faixa principal do álbum, “Fake Love”, subiu para o 10º lugar no chart mais competitivo, Billboard Hot 100, e manteve sua presença na lista por seis semanas seguidas, fazendo do BTS os primeiros cantores de K-Pop a ter seu álbum e single listados simultaneamente nas duas principais paradas da Billboard por semanas

O septeto mundialmente famoso deverá lançar a parte final da série de quatro episódios “Love Yourself”, em 24 de agosto. O novo álbum, “Love Yourself: Answer”, conta com sete novos singles, além de canções dos álbuns anteriores do grupo.

Com o lançamento do álbum, a banda partirá para dois dias de shows em Seul com a turnê “Love Yourself”, que também os levará a 15 outras cidades ao redor do mundo para apresentações, incluindo Los Angeles, Chicago, Londres, Amsterdã, Berlim, Paris e Tóquio.

 

Fonte: Yonhap News
Trans eng-ptbr: jumaria @ btsbr

 


Publicado em 25.07.2018
Talento artístico, criatividade e emoção: Coreografias do eu em “Fake Love”
o BTS criou um Universo hipertextual transmidiático que é inclusivo e diverso.

“Fake Love” é a música-título do terceiro álbum de estúdio do BTS, Love Yourself 轉 Tear (eles também lançaram três álbuns de estúdio japoneses, dois repackages, cinco mini-álbuns e dois álbuns-single até agora) que segue, tanto de forma temporal quanto de forma temática, o trailer com a música “Singularity”, lançado no dia 6 de maio. Imediatamente após o seu lançamento, “Fake Love” dominou as paradas domésticas (Melon, Genie, Bugs, Mnet, Naver e Soribada), bem como o Instiz iCharts, atingindo o chamado “perfect all-kill” (PAK). Isso tudo sem as usuais apresentações em comebacks shows e music shows, que normalmente acompanham o lançamento de um novo álbum e single. Em vez disso, o BTS escolheu fazer seu ‘comeback’ no Billboard Music Awards, onde levaram o prêmio de Top Social Artist pelo segundo ano seguido e onde apresentaram “Fake Love” pela primeira vez.

Love Yourself 轉 Tear fez sua estreia no primeiro lugar da Billboard 200 e “Fake Love” no décimo lugar da parada de singles. A significância deste feito e a conquista do BTS não pode ser subestimada. Love Yourself 轉 Tear é o primeiro álbum que não é de língua inglesa a chegar ao topo das paradas da Billboard em 12 anos e o primeiro álbum coreano a fazê-lo, enquanto “Fake Love” é a segunda música coreana melhor colocada na parada (“Gangnam Style”, de PSY, chegou ao segundo lugar em 2012). Esse sucesso sem precedentes levou o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, a enviar um e-mail congratulatório ao BTS no dia 29 de maio de 2018. O álbum em si chegou ao topo das paradas de 73 países desde o seu lançamento. O MV de “Fake Love” quebrou inúmeros recordes do YouTube, incluindo o de MV de K-pop que chegou mais rápido aos 10, 50 e 100 milhões de visualizações (quebrando o recorde do próprio BTS, em “DNA”) e 1, 2, 3, 4 e 5 milhões de likes. Está no segundo lugar da lista de MVs mais vistos de todos os tempos, ultrapassando o recorde de PSY e ficando logo atrás de “Look What You Made Me Do”, de Taylor Swift. “Fake Love” e Love Yourself 轉 Tear também estraçalharam recordes do Spotify para artistas coreanos. Para a sua turnê mundial, que incluem shows na Europa pela primeira vez, os ingressos estão vendendo em questão de minutos. Tudo isso demonstra a atração e o impacto global do BTS e a sua habilidade de falar para e pelos jovens que é sem precedentes na história da música popular coreana.

A postura inclusive é um importante fator na popularidade do grupo com o BTS apoiando abertamente os direitos LGBT (o que eles vêm fazendo desde o seu debut, em 2013), falando sobre depressão e questões de saúde mental e mudando partes da letra de “Fake Love” para as apresentações nos Estados Unidos, porque a frase “내가” ou “eu sou” (romanizado, nae ga) se parece muito com a palavra com N. Ademais, eles se comunicam regularmente com os fãs através das redes sociais. Por exemplo, após ganharem o prêmio de Top Social Artist no BBMAs e apresentarem “Fake Love”, o BTS fez um V Live para agradecer aos fãs ao invés de ir para uma das muitas festas pós-cerimônia.

Finalmente, o BTS criou um Universo hipertextual transmidiático que é inclusivo e diverso. Os fãs podem navegá-lo da maneira que desejarem uma vez que o Universo por si só tem um final aberto e existem diversos pontos de entrada e saída. Em teoria de mídia, uma das maneiras dominantes de interpretar textos midiáticos, especialmente através de uma perspectiva marxista e neo-marxista, é falando de um modelo de “agulha hipodérmica”, que postula uma mensagem de mão única entre o texto midiático e o consumidor. No entanto, as audiências contemporâneas não são ingênuos e não consomem a ideologia dominante de forma irracional uma vez que os fãs 1) não são todos mulheres e 2) são capazes de ter pensamentos críticos e independentes. Como Brodie Lancaster escreveu em um artigo para o site Pitchfork em 2015:

A opinião comum acerca das fangirls é que elas são consumidores insípidos, ansiosas para engolir qualquer sobra que uma banda de cabelinhos bem cortados jogue na sua direção. Elas desafiam essa percepção ativamente em seus próprios termos, mas estão o fazendo em suas esferas fechadas, longe do barulho do mundo que assume que elas não podem — ou não conseguem — apreciar música pelas razões “certas” (LANCASTER, 2015).

Os fãs do BTS, ARMYs, referem-se ao seu relacionamento com o grupo como familiar, onde o BTS e os fãs formam uma rede de apoio mútuo. Na minha pesquisa sobre fandoms de K-pop, eu reparei que o cuidado e consideração que os fãs têm uns com os outros anda em conjunto com o desejo de representar o fandom de maneira positiva (evitando as chamadas “fan wars”). Finalmente, eu ouso dizer que a “masculinidade emocional” do BTS, demonstrada através do relacionamento próximo entre os integrantes e a disposição de demonstrar seus medos e pensamentos mais profundos em suas canções, tem muito a ver com em sua atratividade especial em uma era de masculinidade tóxica.

Moldar uma bela mentira para você

Revelando a mentira em “Fake Love”.

“Fake Love” começa diretamente do final de “Singularity”, continuando com a expansão estética e temática do Universo hipertextual do BTS (…). O Universo BTS é um exemplo do que chamamos de narrativa transmidiática que é definida como a construção de um complexo “mundo ficcional que pode conter múltiplos personagens interrelacionados e as suas histórias” (JENKINS, 2007). Existem referências visuais diretas em “Fake Love” e “DNA” (2017) e “Blood, Sweat and Tears” (2016) que podem ser percebidos em paletas de cores associadas, repetição de gestos, e na cinematografia geral e o estilo de edição. “Fake Love”, como os outros MVs do BTS, posiciona o leitor como um ator ativo que faz significados ao invés um recipiente passivo. Jenkins escreve, “o processo de construção de mundo encoraja impulsos enciclopédicos tanto nos leitores quanto nos escritores”. Esse é um “mundo que está sempre se expandindo além de nossas mãos” e evade nossas tentativas de domínio. Paradoxalmente, talvez, o prazer do texto está na nossa inabilidade de mapear e conter esse mundo (JENKINS, 2007). Isso fica claro nas conexões intertextuais e metatextuais  entre “DNA” e “Fake Love” (e, claro, “Blood, Sweat and Tears”). O uso de quadros dentro de quadros, espaços dentro de espaços em “DNA”, como demonstrado abaixo, pode ser entendido como representativo de uma identidade em conflito e contextualizado em referência às outras obras do BTS. “DNA” não é um ode ao ideal de amor romântico que parecia ser quando a música foi lançada. O MV pode ser lido, no entanto, como uma crítica da construção do amor romântico em discursos políticos e populares na Coreia do Sul, que é conectado com a perpetuação do privilégio patriarcal e consolidação da heteronormatividade.

Enquadrando o eu em “DNA”.

O mundo cuidadosamente construído de “DNA” e o seu esquema de cores saturado e complementar de vermelhos, azuis e amarelos, é apagado pela paisagem escura e emocional que constitui “Fake Love” e suas peças de cores, associativas e discordantes ao mesmo tempo, que é sinalizado no preto e branco da sequência de abertura. Através de repetições e diferenças, “Fake Love” faz com que acessemos novamente “DNA” e Love Yourself 承 Her. O que se torna notável nessa leitura retroativa é a maneira com que os momentos chave do relacionamento entre primeiro e segundo plano são marcadas por diferenças mais do que pelas semelhanças. Essas diferenças são esquematizadas em cores e expressadas através da maneira pela qual a luz é reposicionada e deslocada pela escuridão. Isso pode ser visto na sequência da última cena, quando cada um dos integrantes desvia o olhar da câmera e olha para um céu noturna cavernoso pelo qual eles estão emoldurados. Ali, as imagens registram insinuações da escuridão por entre a superfície enganosamente positiva de “DNA”.

Escuridão absorve a luz em “DNA”.

Para contextualizar mais além, é útil referenciar o último comeback trailer, “Singularity”, que faz mediação entre “DNA” e “Fake Love”. O termo “singularity” (“singularidade”) tem mais de um significado. Os dois principais são: 1) a condição de ser singular, e 2) o centro de um buraco negro que é rodeado por um horizonte eventual. Se formos com o segundo significado por agora, podemos ler o esmaecimento para a escuridão de “DNA” como uma referência para a segunda definição de singularidade. O que é um buraco negro, então? E por que ele é relevante? De forma simplista, “um buraco negro é aquilo de um corpo cuja gravidade é tão forte que nada, nem mesmo a luz, pode escapar dele” (CURIEL e BOKULICH, 2009). Um buraco negro é definido como um ruptura no espaço-tempo contínuo e um ponto em que é impossível de determinar a trajetória de um corpo que se move através dele. No sentido político e como uma alegoria, um buraco negro pode ser entendido como um potencial lugar de reconfiguração de significados e identidade fora de uma ideologia dominante. Não é coincidência, portanto, que o final de “DNA” se torne o começo de “Fake Love”.

Nos trabalhos dos filósofos franceses Deleuze e Guattari (tanto em seus escritos conjuntos quando individuais), a singularidade é importante onde marca o ponto de se tornar (em oposição do ser estático, congelado no tempo) e a transformação que, portanto, se conecta com a definição de buraco negro discutidas anteriormente. Na obra de Guattari, As Três Ecologias (2005 [1989]), ele usa o termo singularização para destacar o processo material-semiótico pelos quais os sujeitos são construídos (territorializados) e através dos quais o sujeito pode ser desconstruído (desterritorializado). Para desmantelar sustemas de opressão que restringem e contêm o sujeito, é necessário abrir “novos vetores de subjetificação” que são o catalisador para mudanças (2005, p. 25). Em “Fake Love”, um dos temas principais é o relacionamento entre o eu autêntico e não-autêntico, quem somos e quem achamos que deveríamos ser para nos conformar às ideologias dominantes e às narrativas de individualidade que são perpetuadas através de tais ideologias. A metáfora das máscaras, portanto, dá o primeiro plano para a performatividade dos papeis que tomamos em nosso dia a dia e a maneira com que o corpo é disciplinado a legibilidade por sistemas binários de representação que restringem nossa liberdade e autodeterminação. Em uma entrevista recente, Judith Butler argumento que “liberdade social não pode ser entendida de forma distinta do que se forma entre as pessoas, o que acontece quando elas fazem algo em comum ou quando, na verdade, elas procuram fazer ou refazer o mundo em comum” (BUTLER e BERBEC, 2017).

Uma vez que o sujeito é definido como estando localizado em um espaço e um tempo, a abertura de novos vetores de subjetificação necessita da desconstrução de coordenadas espaço-temporais tradicionais e a construção de novas narrativas pertencentes. Tipicamente, em MVs de K-pop, os espaços são imaginados como fantásticos e como espaços de transição. Tais espaços são conhecidos como “não-espaços”, uma vez que não existem coordenadas geográficas que os relacionam a materialidades e realidades de fora. De acordo com Michael Fuhr, esses espaços “não são específicos o suficiente para suportar uma identidade (2015, p. 15). Em “Fake Love”, as ações são feitas em múltiplos espaços que estão desconectados tanto espacialmente quanto temporalmente. Enquanto os integrantes estão conectados nos espaços principais de performance, eles estão desconectados nos espaços de narrativa onde aparecem sozinhos, seu solipsismo monitorado e assistido por uma versão alternativa deles, colocando em primeiro plano a falta de uma subjetividade unificada e segura. Esses espaços também são organizados vertical e horizontalmente, bem como em códigos de cores para enfatizar a estratificação de subjetividade. Esses espaços claramente conectam o Universo BTS, criando conexões hipertextuais para cá e para lá no tempo, dobrando o Universo nele mesmo ao invés de marcar um senso de progressão claro dentro e através do tempo. A função de tais espaços, portanto, é revelar a natureza transicional e múltipla das identidades e revelar a mentira de um eu fixo e singular que persiste através do tempo e do espaço.


Tente balbuciar no espelho, quem é você?

Espelhos e máscaras em “Fake Love”.

“Fake Love” continua com a narrativa de perda — de amor e do eu — que sustenta o trailer de comeback “Singularity” e que foi expressado bela e emotivamente por Taehyung (e coreografado por Keone Madrid). Na psicanálise lacaniana, a perda é um pré-requisito necessário do amor. Em Seminário VIII, Lacan discute como o amor opera usando uma analogia de uma fruta madura e uma linda flor. Owen Hewiston a descreve como:

Imagine que você vê em sua frente uma bela flor, ou uma fruta madura. Você estende sua mão para tocar. Mas, no momento em que você o faz, a flor, ou a fruta, explode em chamas. No lugar, você vê outra mão aparecer, estendendo-se em direção a sua (2017).

Isso pode ser interpretado, na luz do trabalho de Lacan sobre desejo e prazer, como a articulação da impossibilidade do desejo totalmente satisfatório. Ele explica isso em seu trabalho em referência à Fase do Espelho, onde a criança, para entrar em um mundo simbólico (o mundo de palavras, instituições, linguagens) deve se separar da mãe, que é o objeto de desejo original (tanto para meninas quanto para meninos), assim, criando uma sinergia entre desejo e perda (o estágio antes do mundo simbólico é conhecido como imaginário e é um reino de imagens e reflexões). Para Lacan, o objeto de desejo é o falo [não o pênis, mas a representação do pênis], tanto para homens quanto para mulheres: o homem quer ter o falo, enquanto as mulheres desejam ser o falo (e o objeto perdido original) e, portanto, ser o objeto do desejo masculino. Claro, não é muito romântico especialmente porque sugere que mulheres precisam se tornar o outro — vestir uma máscara — para suprir o desejo (ainda que isso seja ilusório, uma vez que desejo está sempre ligado a perda). Para fazer sentido disso, é útil fazer referência ao conceito de disfarce que foi usado pela primeira vez por Joan Riviérè, no artigo “A feminilidade como máscara” de 1929. A historiadora da arte e acadêmica, Dr.ª Jeanne S. M. Willette, explica bem quando escreve:

Riviérè traça uma analogia entre a mulher e o homossexual, ambos obrigados a usar máscaras: um exagero da “feminilidade” é um disfarce para mulheres que desejam por masculinidade como sua identificação e a “masculinidade” de um homossexual esconde dos outros sua “feminilidade” através do exagero de masculinidade. O disfarce, a máscara, é central para a criação da feminilidade que os homens irão aceitar (2013).

Ao escrever durante o fim dos anos 1920 e a primeira onda do feminismo, Riviérè argumentou que, para as mulheres trabalhadoras da época não serem vistas como desafiantes da dominância masculina, elas precisavam se tornar hiperfemininas. Nesse sentido, “feminilidade” não é uma expressão de uma identidade genderizada inata, mas sim uma máscara que colocam para se conformar à ideologia dominante. Da mesma maneira, “masculinidade” também funciona para mascarar qualquer feminilidade que ameace o discurso de heteronormatividade. Isso pode ser visto na ansiedade em que qualquer performance que não se conforme a gênero entre idols homens [gera] na Coreia do Sul é compensada com violência (em variety shows, integrantes homens são agredidos e chutados com frequência como forma de punição quando falham em realizar alguma tarefa), o que funciona para reafirmar uma masculinidade apropriada e enfatiza a masculinidade dos artistas. É importante apontar que o fato de idols homens apreciarem a beleza uns dos outros não é qualquer indicativo de que não se identificam como heterossexuais, apesar da existência de vídeos no YouTube que parecem sugerir que o K-pop é essencialmente gau e/ou que todos os idols são gays. Tais vídeos são resultados de uma falta de entendimento cultural. A necessidade de assegurar barreiras e binarismos: macho/fêmea, masculino/feminino, hétero/gay, diz muito mais sobre a postagem desses vídeos do que sobre quem eles afetam.

Em “Fake Love”, entretanto, são os integrantes do BTS que são forçados a usar máscaras para se tornarem objetos de desejo. Isso pode ser entendido tanto a nível pessoal como a nível profissional. Ter um relacionamento romântico (ou sexual) normal como um idol é quase impossível, porque, então, você não pode ser o ‘namorado’ ou ‘namorada’ para seus fãs. É difícil de entender a partir de uma perspectiva ocidental, uma vez que não existem tais restrições para o relacionamento entre os fãs e seus objetos de desejo ou bias, exceto, claro, por [restrições] morais e éticas. Em entrevista recente com Scott Evans, do Access, quando questionados se estão saindo com alguém, a resposta de RM foi “queremos focar em nossas carreiras… então fica difícil namorar” (2018). Em outras entrevistas, o grupo sempre refere ao seu fandom, ARMY, como suas namoradas. Para ter uma namorada, namorado, ou amante, como idol, a quantidade de subterfúgios necessários provavelmente faz não valer a pena o esforço e, claro, rumores de namoros podem ser extremamente prejudiciais para a carreira de um idol. Então, enquanto a ênfase em máscaras e disfarces pode estar relacionada a suas vidas pessoais, também é uma metáfora para a vida profissional. Isso é melhor encapsulado na letra: “Desejo que todas as minhas fraquezas pudessem ser escondidas / Cultivei uma flor que não pode florescer em um sonho que não se tornará realidade” e “Eu até me tornei incerto de quem eu era / Tente balbuciar no espelho, quem raios é você?” (2018). BTS, como é típico para grupos idol, tem muito pouco tempo para si mesmos, enquanto suas vidas profissionais são incessantemente documentadas e gravadas para o prazer dos espectadores. Sendo assim, é fácil perder o senso de você mesmo uma vez que vocês está quase sempre em frente às câmeras tanto com fãs e antis examinando detalhadamente cada movimento seu. A pressão para ser perfeito na indústria do K-pop significa que qualquer coisa abaixo da perfeição é vista de maneira negativa. Claro, todos sabemos que a perfeição é uma ilusão e somente pode ser produzida através de manipulações de imagem pela tecnologia. O BTS discute a tensão entre seus papeis como idols e suas vidas comuns em “Burn the Stage”: uma série documentário de seis episódios sobre a Wings Tour que foi ao ar recentemente pelo YouTube Red. De muitas maneiras, “Fake Love” é um reflexo de suas identidades e inseguranças acerca do conflito entre os seus eus profissionais e pessoais e a mentira da perfeição que media entre os dois.


Tente me apagar, e faça de mim seu boneco

Jimin como o mestre de fantoches em “Fake Love”.

A perda do eu autêntico e a substituição pelo eu inautêntico que age como um espelho para o desejo do Outro também é expressado através da coreografia. O [estilo] popping é utilizado a longo da performance no MV e seus movimentos rápidos e sacudidos são visualmente expressivos como o de um boneco manipulado por um mestre de fantoches, como pode ser visto na imagem acima onde Jimin, em posição vertical, segura rédeas invisíveis e está, portanto, em posição de poder sobre o resto do grupo, que ocupa posição horizontal. Na arte e na dança, o horizontal é inextricavelmente ligado a feminilidade e o vertical, a masculinidade. Em ‘Toppling Dance’, Andre Lepecki explica que: “Perspectiva é o efeito criado por uma organização de linhas específica e uma superfície representativa (normalmente verticais) que segura uma figuração geometricamente coerente de profundidade espacial” (2006, p. 74). O uso repetido do horizontal em “Fake Love” desmantela o privilégio de gênero do vertical codificado como masculino em oposição ao horizontal, codificado como feminino. A subversão dos binários de gênero também é visualmente expressado na oposição entre figuras arredondadas e geométricas; o circular é uma expressão do feminino, enquanto os ângulos são expressões do masculino. Lis Engel aponta que: “A polaridade entre linhas curvas e retas é, em muitas culturas, interpretada como masculino e feminino” (2001, p. 365). Em “Fake Love”, a coreografia muda entre estéticas firmes e suaves e entre controle e espontaneidade onde a linguagem corporal do BTS “se expande além das normas tradicionais de feminilidade e masculinidade” (2001, p. 365). Em ‘Coreography of Gender’, Yamanashi e Bulman argumentam que “a dança de salão permite que homens explorem traços há muito reprimidos pela masculinidade tradicional — como sensibilidade emocional, paixão artística e criatividade” (2009, p. 612). Podemos ver isso em “Fake Love”, no sentido em que a coreografia abstêm-se da típica masculinidade ‘dura’ encontrada em danças de hip-hop, dando lugar para uma masculinidade emotiva, suave e emocional que não tem medo de mostrar fragilidade e fraqueza. A performance da coreografia fornece outro exemplo: durante o rap de Yoongi, ele caminha ao longo da linha formada pelos integrantes do BTS, seus corpos se curvando e caindo à medida que [Yoongi] passa por eles.

Epílogo: Cultivei uma flor incapaz de florescer e um sonho que não se tornará realidade

“Fake Love” é o BTS em seu estado mais vulnerável, abrindo e exibindo seus medos sobre a efemeridade da fama bem como comentando na natureza passageira da juventude, se conectando com sua audiência por meio da sua criatividade artística e intensidade emocional. O uso de gestos, particularmente a repetição da mão estendida que podemos observar nas imagens de “Singularity” e “Fake Love” acima, pode ser interpretado como o BTS estendendo suas mãos diretamente aos fãs como um mecanismo de comunicação e conforto. Isso é parte dos esforços de inclusão do BTS, como discutido anteriormente, em relação a comunidade LGBT e outros grupos oprimidos e marginalizados. Enquanto que, primeiramente, sua mensagem seja direcionada aos jovens com dificuldades em casa e na escola, alguns dos quais sofrem com depressão severa e pensamentos suicidas, o fandom também inclui pessoas que, como eu, já disseram adeus à primavera da juventude há muito tempo e sentimentos que suas mensagens são importantes na sociedade de hoje. Na minha experiência como professora, problemas de saúde mental entre pessoas jovens vêm se tornando comuns demais. Um estudo recente acerca da saúde mental do jovem adulto no Reino Unido mostrou que essas pessoas passam mais de 6 horas por dia se sentindo estressadas e ansiosas: “uma enquete com mil pessoas entre 18 e 25 anos que preocupações com dinheiro, aparência e carreira, bem como medo sobre o futuro, significam que uma grande parcela do seus tempo é passado com ansiedade ou sob pressão” com mais da metade não procurando ajuda profissional (FRANCIS, 2018). Na Coreia do Sul, a natureza competitiva do sistema educacional e a pressão nos meninos para pagar de volta às suas mães ao entraram no mundo corporativa enquanto meninas precisam “casar bem” e ter filhos para garantir a continuidade da linhagem familiar, pode ser observado no aumento das questões de saúde mental (esse é um problema global e não local, mas possui ressonâncias culturais específicas). Em uma aula sobre “o desmanche da família coreana” (“The (un)Making of the Korean Family”), Hyun-mee Kim discute as primeira raízes dessa pressão social e econômica.

Esse processo começa desde o jardim de infância. Uma vez que as crianças entram e graduam-se de universidades de elites, as chances desse jovens adultos em conseguir um bom emprego em escritórios aumenta. De certa maneira, o “gerenciamento” da mãe é o planejamento do futuro de seus filhos para o sucesso. Aqui, o sucesso das crianças se torna uma oportunidade e uma ferramenta para toda a família. O sucesso garante, e promove, as chances da família inteira manter os se tornar membros da classe média ou alta da sociedade coreana. Em retorno, a ascendência da família fica nas mãos das mães.

Tal divisão de trabalho social e econômico apoia e propaga papeis de gênero tradicionais e, por associação, a heteronormatividade. Hyun-mee Kim explica que “O casamento e as famílias coreanas típicas são entendidos como instituições heterossexuais. Isso sustenta a reprodução populacionais através da divisão de gênero do trabalho” (2017). As músicas e os MVs do BTS (e, em conjunto, materiais transmidiáticos), criticam diretamente essa narrativa dominante da juventude, que está contida em discursos nacionalistas de identidade, gênero e sexualidade, ao abrir espaços alternativos dentro do seu universo que os fãs podem interagir e se identificar se quiserem. Em entrevista no começo do ano, Min Yoongi disse: “está tudo bem se você não tem um sonho, você pode não ter um. Só ser feliz está bom”. Esses sentimentos ganham forma em “Paradise”, uma das faixas do Love Yourself 轉 Tear, co-escrita por Kim Namjoon (RM), Min Yoongi (SUGA) e Jung Hoseok (J-Hope) e esse parece ser um ponto apropriado para terminar essa crítica.

Está tudo bem parar / Você não precisa correr sem saber o motivo /

Está tudo bem não ter um sonho /

Se você tem momentos em que sente felicidade por um tempo /

Está tudo bem parar / Agora, não corremos sem saber o destino /

Está tudo tudo bem não ter um sonho / Todo o ar que você respira já está no paraíso

Fonte; Dra. Colette Balmain @ London Korean Links
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr

REFERÊNCIAS

BUTLER, J.; BERBEC, S. We are wordless without one another: an interview with Judith Butler. The Other Journal. 2017. Disponível em: https://theotherjournal.com/2017/06/26/worldless-without-one-another-interview-judith-butler/ Acesso em 30 maio 2018.

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Publicado em 17.07.2018
Não é somente um fenômeno: idols que expandem barreiras culturais
O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia

O homem tido como o “presidente da cultura” na indústria do entretenimento coreano — Seo Taiji — é reconhecido igualmente por todos, dos seus fãs até pessoas de todas as gerações menos familiarizadas [com o seu trabalho]. Em 2005, um DVD-livro lançado pela Seo Taiji Company, The Shedding Bird, dominou a indústria editorial. O livro estabeleceu um recorde sem precedentes de “o maior faturamento em pré-venda no menor tempo” [já registrado], provocando alvoroço no mercado de livros em declínio, ultrapassando o livro mais vendido até então, O Código Da Vinci. Entre os profissionais de marketing da área editorial, especialmente, foi considerado um feito inédito. Em apenas uma semana, as vendas nas maiores livrarias online, como a Kyobo, acumularam mais de ₩ 100 milhões (cerca de R$ 350 mil) somente durante a pré-venda, o número mais alto desde a abertura dos mercados digitais de livros.

Treze anos mais tarde, o BTS está tendo um impacto parecido na indústria editorial. Na primeira semana de junho, Into the Magic Shop, do Dr. James R. Doty, ficou conhecido como o livro de onde o BTS tirou inspiração para o seu mais recente álbum e, portanto, se tornou o mais vendido no Aladdin, uma livraria online, dois anos depois da sua primeira edição ser publicada. Após um teaser mostrar os integrantes do BTS trocando objetos associados a traumas por outros objetos em uma “loja mágica”, as vendas do livro aumentaram 510 vezes se comparadas às da semana anterior. O livro pode não ser um produto do BTS ou da sua gravadora, mas certamente se beneficiou do “efeito BTS”.

Into the Magic Shop, alegadamente, inspirou os temas do LOVE YOURSELF 轉 ‘Tear’, álbum do BTS que ficou famoso por se tornar o primeiro álbum de um artista coreano a chegar ao primeiro lugar da Billboard 200. O livro vendeu 30 mil cópias após o lançamento do álbum a medida que a notícia se espalhou. No dia em que o BTS recebeu o prêmio de Top Social Artist da Billboard, o autor do livro enviou-lhes uma mensagem dizendo, “obrigado por usarem meu livro como #inspiração.”

A indústria editorial também “surfa na onda” do BTS

Into the Magic Shop não foi o único livro a experienciar o efeito BTS. No seu álbum de 2016, WINGS, o grupo adaptou os temas do livro de Hermann Hesse, Demian, e inseriu a história na narrativa do álbum, o que fez com Demian fosse lido em massa pelos fãs. Ano passado, o BTS recebeu o apelido de “idols literários” quando, no MV de Spring Day, eles fizeram referência ao conto da autora de ficção científica e fantasia Ursula K. Le Guin The Ones Who Walk Away from Omelas. A edição de The Wind’s Twelve Quarters, publicado pela editora Sigongsa em 2014 como uma coleção de contas que inclui The Ones Who Walk Away from Omelas, chegou a sua sexta edição (15 mil cópias) após uma longa pausa em sua segunda edição. Não é segredo que os livros que inspiraram o BTS passaram por diversas republicações cada vez que um álbum novo era lançado.

O BTS continua a acompanhar seus fãs no desenvolvimento mútuo do intelecto, mencionando trabalhos de nomes renomados como Banana Yoshimoto, Elisabeth Kübler-Ross, Júlio Verne e Philip Stanhope, 4º Conde de Chesterfield de forma constante. Os fãs estudam essas obras e fazem conexões com os símbolos presentes nas letras, trailers e MVs do BTS, compartilhando suas análises nas redes sociais. À medida que os livros associados ao BTS são catalogados em listas chamadas “livros recomendados pelo BTS”, o BTS se torna conhecido como um grupo que exemplifica a direção positiva em que eles usam suas posições de influência.

Livros sobre o BTS.

Sobre a influência cultural do BTS, um representante da indústria editorial comentou, “Quando a imaginação literária de um livro encontra as canções e vídeos de músicos, aumenta o significado de cada um desses elementos. Com o trabalho de idols tão influentes, isso resulta em uma tendência de uma nova forma de leitura em que fãs criam as suas próprias versões das histórias.” Na indústria do entretenimento, muitos opinam que o que separa o BTS dos outros, além da grande contribuição de expandir sua fanbase em grupos etários diversos é, de fato, o seu talento artístico distinto em contar histórias.

Juntamente dos livros que inspiraram o BTS a produzir seus trabalhos ganhando popularidade, muitos livros que vêm analisando a história do sucesso do BTS vêm sendo publicados. A pesquisadora de cultura popular, Cha Min-joo, escreveu o livro Filosofando o BTS (BTS를 철학하다), publicado pela editora Bimilshinseo, uma interpretação filosófica da música do BTS com referências a filósofos clássicos como Nietzsche e Heidegger. BTS, Arte Revolucionária (BTS 예술혁명), publicado pela editora Paresia, da Ph.D em filosofia Lee Ji-young; BTS: Bem vindo, primeira vez com Bangtan? (BTS 어서와 방탄은 처음이지), publicado pela Light Pillar Entertainment, escrito por Kim Ja-hyung; DNA Bangtan: O segredo por trás do conteúdo e o poder social do BTS (This Is 방탄 DNA : 방탄소년단 콘텐츠와 소셜 파워의 비밀), publicado pela editora Dogseogwang e escrito pelo jornalista Kim Sung-chul; e BTS e música: Sua música & histórias (BTS 음악 : 그들의 음악 & 에피소드), publicado pela Jjim Communications e escrito por Hong Ki-ja são todos livros publicados neste ano examinando as conquistas do BTS através de diversas perspectivas. O sucesso do BTS sendo estudado por diversas publicações e em diversas maneiras — politicamente, socialmente, culturalmente, etc. — ilustra diretamente o fato de que suas conquistas não são meramente de significância para a indústria do entretenimento mas também de sério valor social como um todo.

A correlação entre BTS e cultura: intercâmbio de influências

O impacto do BTS fora do mercado musical não pára nos livros. Em contrapartida, o BTS é influenciado pela cultura ao seu redor e exerce um tipo diferente de poder ao incorporá-lo em suas músicas. Essencialmente, a sua música e cultura estão formando um circuito de feedbacks positivos.

Alguns entendem a resposta do BTS à controvérsia acerca de letras misóginas, em 2016, como um exemplo. Na época, as letras das músicas War of Hormones e Joke, da mixtape de RM, foram criticadas por representar as mulheres de forma depreciativa.

A gravadora emitiu um comunicado: “Nós estamos cientes acerca e estamos revisando a controvérsia misógina sobre as letras do BTS desde o fim de 2015. Aprendemos que, independente das intenções dos artistas, alguns conteúdos podem ser entendidos como depreciativos para mulheres e podem levar os ouvintes a se sentirem desconfortáveis.”

Pode parecer que a questão dos direitos das mulheres só se tornou um assunto de grande debate recentemente, mas o discurso criou raízes profundas durante muito tempo. Como algumas coisas são culturalmente arraigadas, existem tópicos sem respostas claras e pode ser difícil de determinar o que é certo e o que é errado. O BTS aceitou isso. Eles modificaram a letras em questão para as apresentações ao vivo para que não existisse espaço para mais mal-entendidos. Ademais, após a controvérsia, RM foi além e buscou conselhos de professores de Estudos Feministas e procurou ler literatura feminista. E, na verdade, Breaking Out of the “Man Box”: The Next Generation of Manhood foi visto em uma foto do quarto de RM, que ele postou em uma rede social.

Foto postada por RM.

Idols não só têm forte influência sobre o público em geral, mas também são responsáveis por um importante pilar de cultura pop. Como idols são, efetivamente, produtores de cultura em massa, é importante que suas visões e valores sejam sensatos. É isso que faz a música prudente e gera influências positivas.

Claro que tais letras uma vez escritas, não podem nem ser apagadas da memória da audiência, nem ser defendidas. No entanto, é de excepcional progresso que o BTS tenha aberto seus olhos e ouvidos e aceitado essas ideias culturais, ao invés de simplesmente manterem sua visão de mundo, focando em persuadir seu pública nela.

Desde então, o BTS não teve mais controvérsias do tipo. Eles refletiram em seus erros e fizeram o dever de casa, se esforçando para nunca mais repetir esse erro. O BTS acolhe proativamente o ambiente que os rodeia; em vez de simplesmente deixar uma “concha vazia”, eles fazem músicas cheias de substância. Através dessas músicas, eles expandem a cultura a novas fronteiras.

Fonte; Daum
Trans ko-ptbr; nalu @ btsbr