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Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua... LEIA MAIS
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Tag: the guardian

Publicado em 15.10.2018
Da Coreia para o Mundo: Como o BTS se tornou o maior grupo do Planeta 🌏
O The Guardian entrevistou o grupo em sua passagem por Londres, leia a tradução!

Com o One Direction em pausa por tempo indeterminado, as boybands ao redor do mundo tem se esforçado para chegar ao topo. Conheça os sete sul-coreanos que venceram, depois de terem impressionado os Estados Unidos e Reino Unido.

Resultado de imagem para bts unicef ukBTS em visita à sede da UNICEF em Londres

Eles chegam para os seus primeiros shows no Reino Unido em um jato particular. Começaram a usá-lo na parte norte-americana de sua BTS World Tour: Love Yourself, que encerrou a passagem pelo continente com um show para 40 mil pessoas no estádio Citi Field em Nova Iorque, no dia 6 de outubro, três dias antes de tocarem para uma multidão em duas noites no O2 Arena, em Londres. Eles já acumulam dois álbuns nº 1 nos Estados Unidos, possuem bilhões de streams nas maiores plataformas de música do globo, e foram recentemente convidados para uma das sessões da Assembleia Geral da ONU como Embaixadores da UNICEF, onde seu carismático líder, RM, discursou em inglês sobre auto-aceitação. Feitos como este são monumentais na carreira de qualquer artista, mas ao alcançá-los, o BTS – RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V e JungKook – fez com que a cara do pop mudasse, se tornando o primeiro grupo sul-coreano a alcançar o topo da indústria musical ocidental.

Jimin, conhecido por sua aparência etérea, foi às lágrimas no final do show no Citi Field. O grupo já se apresentou para públicos de tamanho similar em outros países, mas os Estados Unidos sempre foi a fronteira final para o K-pop – um mercado que já teve inúmeras tentativas frustradas de sucesso com grupos como BIGBANG, EXO e CL do 2NE1. “Nós sentimos isso o tempo todo”, diz Jimin. “Nessa turnê nos apresentamos em alguns locais gigantescos, e isso nos faz ver que as pessoas realmente nos amam. Ao ser inundado por todas essas emoções, isso meio que me pegou.”

Em um hotel em Londres, antes dos seus shows na capital britânica, os primeiros da turnê Europeia, a segurança se mantém alerta nos corredores. Homens enormes acompanham os integrantes do grupo pelos corredores. O BTS atingiu esse nível dissociativo de estrelato, onde precisam ser acompanhados por seguranças todo o tempo. “Sabemos que a popularidade não é para sempre”, RM diz com um sorriso. “Então, aproveitamos a jornada, a montanha-russa e, quando acabar, apenas terminou. Estamos em jatinhos e nos estádios, mas não sinto que seja meu. É como se tivéssemos pegado emprestado de alguém.”

O BTS é uma criação do veterano compositor e produtor Bang Shi Hyuk – que anteriormente trabalhou em uma das maiores empresas da indústria do K-pop, a JYP – posteriormente fundando a Big Hit Entertainment, com o BTS tendo o seu debut em 2013. A prática normal do K-pop é supervisionar cada elemento do vida dos jovens “ídolos”, como são conhecidos na Coreia. No entanto, Bang deu autonomia ao BTS para ter o seu próprio Twitter e vloggar de seu estúdio, e aos rappers o direito de escrever/produzir ao lado da equipe de produção interna da Big Hit. Suas letras são emocionalmente vulneráveis e socialmente conscientes, às vezes beirando a raiva, e indo contra o comportamento “passivo e perfeito” esperado no K-pop. Baepsae, que se traduz como “colher de prata”, defende sua geração “amaldiçoada”.

Os críticos tentaram desvendar o segredo do seu sucesso nos Estados Unidos: muitos creditam as mídias sociais por espalharem seu nome, mas os fãs do BTS, conhecidos como ARMY, indicam suas músicas e suas letras como a razão pelo qual se conectaram tão profundamente com o grupo. Foi isso – juntamente com o fim do One Direction – que culminou no crescente interesse pelo K-pop nos Estados Unidos, além do fluxo constante de conteúdo visual produzido pelo BTS (de cenas de bastidores à reality shows), que envolvem os curiosos e os atraem para a forte personalidade do grupo. No quesito boyband com honras, eles oferecem algo à todos.

Como todas as estrelas do pop com fandoms gigantescos e poderosos, o BTS traça uma linha tênue entre celebrar seus fãs e potencialmente aliená-los. “A fama é como uma sombra”, diz SUGA, o integrante mais sério. “Há luz e escuridão; é algo que nos segue constantemente e não algo que você pode fugir. Mas as pessoas tendem a respeitar nossa privacidade. Nós vamos muito à galerias de arte e as pessoas não nos incomodam, e após sairmos, eles mostram que estivemos naquele local com uma postagem [nas redes sociais]. ”

“Se tomar grandes proporções e passar dos limites, então pode ser uma fonte de estresse, mas para mim, pelo menos, é uma forma de demonstração do amor deles”, diz J-Hope, dançarino de street-dance antes de se unir aos demais. Em um dos seus recentes álbuns, o grupo fala sobre esse comportamento obsessivo na canção Pied Piper: “Pare de nos assistir e comece a estudar para os seus exames, seus pais e seu chefe me odeiam… Você já tem muitas fotos minhas em seu quarto.”

Essa honestidade surpreendente – quando se fala em idols no K-pop – foi o sustento para o conceito da era Love Yourself, com a trilogia de álbuns (Her, Tear e Answer) que traçaram uma narrativa em torno da descoberta e aprendizado do amor-próprio. O discurso de RM na ONU ecoou a temática: “Não importa quem você é, de onde você é, sua cor de pele, sua identidade de gênero, fale por você mesmo”. Essa afirmação relativamente anódina chamou atenção na Coreia do Sul, onde o Presidente se opõe publicamente à homossexualidade.

Durante sua carreira, o grupo teve como inspiração Haruki Murakami, Ursula K Le Guin, Jung, Orwell, Hesse e Nietzsche. O último, figura notável nas teorias que cercam Her, por meio do qual o amor é destinado e deve, portanto, ser inabalável (apenas para se desmoronar em Tear). Como os indies nos anos 80 fizeram, os ARMYs agora leem obras literárias para entender completamente a visão do grupo, enquanto investem muito dinheiro em lightsticks programados via Bluetooth para iluminar o oceano de fãs nos shows.

IMG01BTS durante a coletiva de imprensa para o lançamento de Love Yourself轉 ‘Tear’,
primeiro álbum do grupo nos charts do Reino Unido na 7ª posição

Para muitos, no entanto, o BTS simboliza uma indústria que é pouco mais do que uma máquina de fazer chicletes de alta funcionalidade. O K-pop é visto como cruel por seu sistema de treinamento intensivo, que pode se iniciar quando os artistas têm 7 anos de idades e durar uma década sem garantia de que ele faça o seu debut; e por seu tratamento hostil aos idols que lidam com casos de extrema exaustão e sua saúde mental. Muitos já desmaiaram no palco, enquanto Leeteuk (Super Junior) silenciosamente montou um grupo de apoio – já extinto – chamado de Milk Club, para idols que lidam com depressão. Enquanto isso, os fãs são constantemente retratados como adolescentes histéricas e de mentes vazias. “Não faz sentido discutir ou lutar sobre isso”, SUGA afirma, rispidamente. “Francamente, não consigo entender pessoas que querem degradar um certo tipo de música, seja qual for. A música clássica era o que hoje temos como música pop na época em que surgiu. É uma questão de gosto e compreensão – não é bom ou ruim, não há intelectual ou sem cultura.”

O som do BTS começou como R&B e hip-hop old-school, mas desde então incorporou uma miríade de gêneros, do EDM à house sul-africana. As letras também tornaram-se cada vez mais complexas, mais próximas da prosa do que o simples pop. Em muitos aspectos, o BTS se encaixa nos moldes de uma boyband clássica – eles são bonitos e se apresentam bem – mas também são homens crescidos que choram, abraçam e expõem suas vulnerabilidades e falhas, mesmo quando uma cultura de masculinidade tóxica prospera dentro e fora da mídia. Fortalecendo suas mensagens de força, amor, esperança e aceitação, indo além do que qualquer boyband já ofereceu.

Os artistas no K-pop trabalham incansavelmente, em um mundo onde algumas carreiras duram mais de uma década, a maioria chega ao fim em apenas 12 meses. Este ano, o BTS lançou três álbuns inéditos (dois em coreano e um japonês), viajou pelo mundo e produziu uma terceira temporada de seu reality show de férias, Bon Voyage. Cada minuto de sua rotina é calculado. “Acredito que houveram momentos em que estávamos muito perto da exaustão”, admite SUGA, “mas é inevitável e é o mesmo para pessoas em qualquer profissão, na verdade”.

Idols do cenário atual e da geração passada migraram para a atuação, aparecendo em programas de variedades na TV sul-coreana e explorando carreiras solo. Os interesses de SUGA incluem arquitetura e iluminação. JungKook, o integrante mais jovem com apenas 21 anos, começou a produzir vídeos no estilo documentário, tendo o seu mais recente curta capturado os extremos de sua vida – a intensidade do palco e a calmaria do seu quarto. Ele diz, “Sinto uma enorme alegria quando penso em coisas que posso fazer no futuro”. JungKook tem energia de sobra para gastar – mais tarde, fomos informados de que este se machucou antes do primeiro show em Londres, o limitando a se apresentar sentado, no que o jovem desculpou-se inúmeras vezes com os seus fãs.

Durante uma recente transmissão ao vivo na plataforma V Live, V, integrante de voz rouca que dá ao grupo um toque soul, tocou trechos de um trabalho solo criando uma agitação no fandom. Os rappers do BTS já lançaram mixtapes solo com letras e produções autorais, mas os vocalistas ainda não seguiram seus passos. “Estou trabalhando nisso”, diz JungKook, quando J-Hope começa a rir.

RM complementa de forma divertida: “Ele está se preparando para muitas coisas! Filmes, boxe – ele está planejando tanto que ninguém sabe quando vai sair.”

Uma discussão bem-humorada se inicia, “Quando J-Hope me der batidas, talvez eu possa começar a meu projeto”, insiste Jin, o integrante mais velho com 25 anos.

J-Hope finge indignação, “Eu já produzi batidas para você! Ele gostou do que eu dei a ele!” O rapper diz enquanto Jin gargalha histericamente.

“Em todas as músicas que eu faço,” V entra na conversa, após ter passado a maior parte da entrevista quieto, “sinto que algo que não está lá. Eu tenho uma lacuna, não consigo terminar uma música, preciso de alguém para me ajudar [a preenchê-la]. Quando eu aparecer com algo que eu possa divulgar, eu vou.”

SUGA ataca novamente, “Vai ser daqui a 20 anos.”

Para os fãs, esse é um tipo de provocação brincalhona e mostra a camaradagem natural que torna o BTS tão atrativo. Para o grupo, sua conexão os ajuda a suportar o ritmo de trabalho frenético.

Declaradamente ambicioso, SUGA constantemente afirma que uma vitória no Grammy é seu próximo objetivo e recentemente adicionou o show do intervalo do Super Bowl (71 mil pessoas no Estádio, 120 milhões assistindo em casa) à lista. As duas hipóteses podem cimentar o status do BTS como um grande nome [na história da música]. No presente momento, nenhum dos dois parece inalcançável. “Queremos mostrar o máximo que pudermos”, diz Jimin, seu olhar inabalável. “Só queremos poder mostrar o nosso melhor sempre”.

Fonte: The Guardian
Trans eng-ptbr & adaptação do texto; caroline piazza & fernanda azevedo @ btsbr


Publicado em 22.06.2018
Por que o The Guardian está sendo racista com K-Pop e BTS?
The Guardian expôs sua opinião de forma preconceituosa em resenha.

Como seres humanos, temos direito de gostar e não gostar de algumas coisas, e só porque algo está em alta no momento não significa que todos devemos concordar com aquilo.
Porém, quando uma publicação como o The Guardian publica um artigo claramente parcial e quase racista sobre o porquê de não realizar a resenha de um álbum, deve-se imaginar exatamente o que está acontecendo.
Recentemente, a principal crítica de rock e pop do The Guardian, Alexis Petridis resenhou o mais novo CD do grupo de k-pop BTS (Bangtan Sonyeondan), ‘Love Yourself: TEAR’.

Apesar da resenha em si não ter sido mais longa que um parágrafo, o artigo inteiro estava recheado de julgamentos preconceituosos e parcialidade contra qualquer coisa referente à k-pop, sem entrar a fundo no que o álbum realmente abordava.
Além de estereotipar BTS e seus fãs, ele também generalizou a audiência normal também.
Vamos ver algumas das áreas problemáticas dessa “resenha” (se é que pode ser chamada assim):

  1. Preconceitos internos do autor:

A maneira pela qual a resenha foi escrita demonstra extremo amadorismo,  preconceito e parcialidade incoerente, que o autor aparentemente tem contra k-pop e suas variações.
Fazendo piadas desonestas dos nomes em inglês das músicas do BTS, apontando os estereótipos da indústria de k-pop, ressaltando como os fãs não conhecem o idioma mas ainda cantam junto com seus ídolos e colocando grande parte do sucesso para seu alcance nas redes sociais.
E a linha, “você começa a se perguntar até que ponto tem a ver com a música” mostra em primeira mão o descaso do autor com a música do septeto.
Também, o uso de palavras como ‘estranho’, ‘diferente’, ‘alien’ mostram exatamente o que o escritor pensa do k-pop e, consequentemente, do BTS.
Isso automaticamente torna a resenha parcial e não objetiva, que deveria ser apenas sobre a música.

     

      2. Factualmente incorreta:

O artigo também parece ser factualmente incorreto em alguns pontos, o mais óbvio sendo quando o autor disse, “43 minutos de música disponíveis em 5 versões diferentes do CD”.

Existem apenas 4 versões, e não 5.

Também parece que o escritor não fez qualquer tipo de pesquisa sobre o grupo ou sobre os possíveis significados de músicas como Anpanman, que referencia o desenho animado japonês que é um super herói que não tem nada a ver com a ideia comum desse tipo de personagem. Seu corpo é mais redondo, com bochechas gordinhas, mas sua determinação em ajudar as pessoas é o que o diferencia dos outros heróis.
No mesmo estilo, Paradise, que o autor insistiu em chamar de música R&B para cantarolar, na verdade aborda como está tudo bem viver sem um sonho em mente. Na sociedade competitiva dos dias de hoje, aprendemos que é necessário ter um sonho e lutar por ele, mas a música trata de como é perfeitamente normal não ter um sonho em específico e viver uma vida considerada ordinária.

  1. Generalização dos fãs

Diversas vezes ao longo do texto o escritor parece estar generalizando os fãs de BTS ao sugerir que são obsessivos, intrometidos e irão seguir cegamente qualquer comando dado pelo grupo coreano.

Ele também parece não perceber a conectividade do mundo atual ao dizer: “As razões tradicionalmente dadas ao sucesso do BTS em sua terra natal – suas letras são livres dos problemas padrão de k-pop, que costumam ser superficiais e controversas – não se aplicam no ocidente: não consigo imaginar adolescentes britânicos que estão aflitos para ouvir sobre críticas juvenis das convenções sociais na Coréia do Sul.”

Isso automaticamente assume, em primeiro lugar, que um adolescente britânico está disposto a viver apenas em sua bolha e não ser consciente do que está acontecendo ao redor do mundo. E em segundo lugar, deixa implícito que somente adolescentes seriam fãs de BTS quando, na verdade, isso foi provado como errado diversas vezes, na medida em que a demografia dos fãs de BTS é variada em idade, gênero, raça, religião e cultura.

legenda: o meio de comunicação GAON recentemente soltou dados sobre a demografia dos fãs de BTS. A “área cinza” é referente à BTS enquanto a laranja se trata de outros grupos de k-pop.

 

Além disso, o autor parece constantemente assumir que as músicas do BTS giram em torno de seu lugar, quando isso não chega nem perto da verdade. Esse argumento está eticamente incorreto, já que não se pode simplesmente afirmar que uma pessoa da Inglaterra não irá se importar com problemas na Coreia do Sul quando a verdade é que eles estão ocorrendo em todo lugar.
Tópicos como depressão na adolescência, suicídio e outros problemas similares são tópicos globais e o autor dizer que não é errado em níveis éticos e sociais.
 

 Assim como dito pelo artigo do Washington Post, depressão em adolescentes subiu em 33% entre os anos de 2010 a 2015, enquanto tentativas de suicídio aumentaram em 23%. O número mais assustador é o aumento de 31% em suicídios cometidos por pessoas na faixa de 13 a 18 anos. Também global, de acordo com o relatório da OMS, houve um aumento de 18.4% entre 2005 a 2015, de pessoas vivendo com depressão, o que totaliza quase 322 milhões de pessoas. Na Índia, a taxa de depressão na adolescência assim como dito pela OMS afirma que 1 a cada 4 crianças entre as idades de 13-15 sofrem de depressão e a taxa estimada de suicídio entre pessoas de 15-29 anos na Índia está em assustadores 35.5%. Até mesmo no próprio Reino Unido, a taxa de ansiedade e depressão subiram quase 70% nos últimos 25 anos, o que não é exatamente um número muito saudável.

Problemas como depressão na adolescência e suicídio são fenômenos globais e não apenas limitados à Coreia. Então não é questão de onde o jovem está, se é na Inglaterra, Índia, EUA ou Coreia do Sul, ou de entender os sofrimentos da sociedade sul coreana. É aí que músicas como 2! 3! basicamente inspiram as pessoas por meio de letras que dizem que se você está passando por algo difícil, está tudo bem, feche os olhos e conte até 3 e depois siga em frente. Essa música tomou forma de hino que o grupo escreveu para seus fãs. Ela também encoraja apoio e empatia ao pedir ao outro que segure sua mão e ria em vez de ficar triste.

Suas músicas e conceitos são únicos na medida que se aplicam de forma universal, juntando homens de meia idade, mulheres na casa dos 20 anos de idade e crianças de 10 anos e os transformando em fãs. Sua campanha em colaboração com a UNICEF ‘LOVE MYSELF’, em prol da diminuição da violência contra crianças e adolescentes dá uma perspectiva global ao seu álbum “Love Yourself”, então não se pode simplesmente dizer que uma criança na Inglaterra não se importa com o que está acontecendo na Coreia.

Hoje, se Taylor Swift e Charlie Puth são um fenômeno global é porque foi extremamente fácil para eles chegarem nesse ponto, levando em conta que os Estados Unidos são um superpoder e seu alcance é muito maior.

Mas, vindo da Coreia do Sul, além de ser um pequeno grupo de k-pop, e se tornar um fenômeno global não é fácil e mostra como que existe algo além de sua presença nas redes sociais e “cores de cabelo neon” para seu sucesso.

Esse nível de efeito abrangente não pode ser atingido se não estão falando de algo que as pessoas podem se identificar.

Apesar disso, deve-se dizer que uma resenha tão amadora e racista não era algo esperado de uma publicação do nível do The Guardian.

Sendo uma leitora assídua do meio, eu esperava que teriam padrões melhores do que deixar passar uma resenha de um album que nem sequer aprofunda nos detalhes das músicas ou tema do álbum.

Devo ressaltar que este artigo não é porque a resenha não foi positiva, e francamente, eu teria respeitado mais o autor se ele tivesse entrado mais em detalhe no porquê o álbum não foi bom o suficiente. Levando em conta a variedade de gêneros, letras e composições, haviam diversos fatores que poderiam ter sido discutidos.

Contudo, a resenha foi mais um exemplo de retórica parcial e desvalorização dos fãs e grupo, e uma pequena parte se referindo à verdadeira resenha do álbum.

 

Fonte; ED Times
Trans eng-ptbr; fer @ btsbr