» traduções | Bangtan Brasil
btsbr.co.vu/archive & btsbr.wordpress.com
SITE: Bangtan Brasil - Fã Base
VERSÃO: 1.3 - WINGS BLUE
DESDE: 29.03.2013
VISITAS: ARMYs
Bulletproof Boy Scouts (em coreano: 방탄소년단) é um grupo masculino sul coreano de hip-hop formado pela Big Hit Entertainment. Geralmente conhecidos como BTS, são também chamados de Bangtan ou Bangtan Boys. Eles estrearam em 13 de junho de 2013 com sua.. LEIA MAIS
SEJA BEM VINDO AO BANGTAN BRASIL, A PRIMEIRA E MAIOR FÃ BASE BRASILEIRA DO BTS. FEITA DE FÃ PARA FÃ!

Tag: traduções

Publicado em 04.07.2018
Side B: BTS encontra força na vulnerabilidade
BTS tem o compromisso de contar histórias através de suas canções.

Neste mês, o BTS comemora seu quinto aniversário. Os últimos cinco anos trouxeram um mar de mudanças para o grupo, da mesma forma que mostrou a evolução da sua música. Entre as transformações, no entanto, algo permanece constante: seu compromisso em contar suas histórias através das canções.

Analisando sua discografia, parece que é nas B-sides mais vulneráveis e honestas onde está o lado mais humano e cativante do BTS. Essas faixas encontram-se em cruzamentos de contrastes, delineando os sonhos e dificuldades do grupo, bem como suas esperanças e medos, através de uma produção evocativa, a qual favorece letras sinceras.

 

 

Abrindo The Most Beautiful Moment in Life Part.1 de maneira marcante, “Intro: The Most Beautiful Moment in Life” conta com uma produção de tirar o fôlego, a qual evoca uma solitude intensa – um sentimento que, frequentemente, caracteriza as canções de Suga. A música inicia curiosamente, como se estivesse terminando ao invés de começando, com um sintetizador que plana nostalgica e melancolicamente, como raios de sol no fim de tarde atravessando cortinas que se movem com o vento. Isso é pontuado por respirações leves e irregulares, um motivo aural recorrente durante a canção. A esfera sonora sombria e desoladora ilustra como o caminho de Suga em direção ao seu sonho, carregado de circunstâncias hostis, parece estar terminando antes mesmo de começar. Uma batida abafada, acompanhada do ruído de passos emborrachados em uma quadra, entra junto ao rap de Suga. É o som da batida de uma bola de basquete no chão, como também da de seu coração, com adrenalina ou terror. Suga cospe seus amargos medos sobre sua decisão de ir atrás de seu sonho:

 

Minhas notas estão no chão mas

Eu prefiro fazer isto

Mas na verdade o mundo me dá medo

Ao invés da bola, eu jogo meu futuro

O horóscopo que os outros pintam

Desqualificado pelos critérios de sucesso

Graças a (estas) preocupações se espalha como câncer

 

Toda a vez que existe uma faísca de esperança, ela é inundada por uma corrente de inseguranças. Mesmo com todas as dúvidas expressadas, as letras são proferidas sem pausa. Pode conter hesitação, mas não há paradas nessa jornada à beirada de um sonho que parece impossível, mas ainda sim é almejado. De encontro à batida contínua, o rap de Suga chega a um momento de questionamento: “Eu estou feliz agora?”

“Essa resposta já está estabelecida”, Suga compreende, e o som abafado para ao passo que ele revela o entendimento. A entrega desta última linha é engenhosa, porque ele brinca com a estrutura da linguagem para criar uma tensão. Em coreano, o principal verbo, “feliz”, tem de ser conjugado com um verbo auxiliar, “sou” ou “não sou”, para determinar seu significado. Por pausar logo antes da conjugação do verbo principal, Suga deixa o ouvinte no mistério sobre ser ou não ser feliz, aumentando a angústia sobre a declaração que logo faz: “Eu sou feliz”.

A canção é um drama de catarse: Suga tem que proferir todos os medos que o consomem por dentro antes de poder ver o sentimento instintivo que permanece. O sintetizador deslizante retorna; o sol está se pondo na quadra, e o dia está chegando ao fim. A percepção de Suga é uma lembrança de que o fim sempre vem com um começo: sua manhã o espera.

 

 

“Intro” provou-se estranhamente presciente; The Most Beautiful Moment in Life Part.1 tornou-se a grande oportunidade que o BTS vinha trabalhando para conseguir. No período em que lançavam a segunda parte da série com The Most Beautiful Moment in Life Part.2, eles estavam numa escalada confusa a alturas nas quais eles tinham posto seus objetivos, mas não sonhavam alcançar tão cedo. Parecia apenas normal que o episódio final da série, The Most Beautiful Moment in Life: Young Forever, deveria celebrar suas conquistas.

Mesmo neste ponto alto eufórico de suas carreiras, eles apresentaram “Epilogue: Young Forever” extraordinariamente, confessando seus medos na transição de seu sucesso:

Quando o calor do show vai embora

Eu deixo assentos vazios para trás

O enorme aplauso, eu não posso tê-lo para sempre

 

A atmosfera sonora é, como em “Intro”, profundamente evocativa no que diz respeito à imagem sensorial que cria. Ela abre com sintetizadores ecoando gentilmente e um brilho distante como uma estrela cadente cortando o céu à noite. Uma batida que cai como gotas de suor entra junto ao verso de RM; ela também soa como um batimento cardíaco desacelerando após uma injeção de adrenalina de performances.

As reverberações conduzidas junto aos versos de Suga trazem à mente o palco vazio ao qual ele se refere. A imagem é reforçada pelo eco das últimas palavras em cada linha de seu segundo verso e do primeiro de J-Hope. O efeito de auditório desocupado forma um paralelo ao vazio emocional expressado por eles. A medida que os versos de J-Hope alcançam o tema central, batidas rápidas e de percussão acentuam cada sílaba, mas, de repente, o instrumental desaparece, expondo uma simples e comovente confissão sobre a verdade: “Eu quero permanecer jovem para sempre”.

Um refrão com um sentimento de hino surge, mas com cada repetição, o instrumental some camada por camada. O refrão final se assemelha a uma canção de rodas de fogueira de acampamentos cantada na noite anterior à partida, com um ar agridoce. Alguns momentos você já enxerga como uma memória, mesmo que eles ainda estejam acontecendo; esse é o efeito escolhido pela produção para ser evocado. A canção pode ser vulnerável, empolgante, triste e bonita.

O tema de “Young Forever” – a transição do sucesso – é um ao qual o BTS retornaria quando sua trajetória como artistas alcançara um nível que eles nunca poderiam ter imaginado quando debutaram. No encalço da sua conquista do prêmio Top Social Artist no Billboard Music Awards em 2017, Love Yourself: Her é um álbum divertido e animado, sinalizando o começo de uma nova trilogia. Acolhida entre a aura otimista está “Sea”, uma canção lançada como uma faixa escondida no álbum físico, porque ela expressa suas preocupações que, como o BTS acredita, os fãs entenderão melhor que ninguém.

Dentro da cena K-Pop, histórias sobre adversidades, frequentemente, são contadas por um ponto de vista encorajador, seguindo o padrão de “Foi difícil, mas agora estamos felizes”. “Sea” leva embora a ilusão de que, com o sucesso, tudo toma seu lugar e as dificuldades chegam ao fim. Ela expõe o quão competitiva e inconstante é a indústria através de uma metáfora sobre paisagens naturais contrastantes:

Eu quero ter o mar, eu te bebi rapidamente

Mas eu estou com mais cedo que antes

Tudo que eu conheço é o mar de verdade

Ou é um deserto azul

 

A canção inicia com o som de ondas, porém logo evade-se, sendo substituída por um motivo tranquilo na guitarra, lembrando a paisagem infértil de um deserto. Um chocalho distante junto aos vocais de Jungkook cria a imagem de uma cascavel. Os instrumentais são calmos, mas a sua uniformidade produz uma inquietação quando contrastada com a mistura de incertezas dos versos cantados.

O refrão mostra-se com resignação persistente. A letra conta com uma reviravolta à retórica comum de obtenção de recompensas após a superação de obstáculos, enfatizando “Onde há esperança, há dificuldades”. Uma batida contínua inserida na segunda parte do refrão constrói um momentum, prometendo um som mais otimista, mas desaparece antes do último verso. O instrumental volta ao motivo anterior quieto e perturbador da guitarra, ressaltando como o BTS teme que seu sucesso seja realmente uma miragem desértica que continua a retornar. Os aspectos musicais e a letra de “Sea” expressam de forma franca o lado vulnerável do grupo, sem tentar transformá-lo em algo mais esperançoso ou inspiracional.

Outras faixas encontram um equilíbrio entre a expressão de sentimentos específicos do BTS e uma abertura a interpretações diferentes aos ouvintes, permitindo que estes possam compreender da sua própria maneira. O solo de Jin em Wings, “Awake”, exterioriza as lutas que ele enfrenta como um membro escolhido, primeiramente, para o papel de visual do grupo. A letra conta sobre a percepção dolorosa de sua inadequação em contraste aos talentos dos outros membros, mas revela, também, a sua determinação em nunca parar de tentar. É a sua história, mas o sentimento pode ser compartilhado por qualquer um que já se sentiu insuficiente mesmo ao dar o seu melhor.

Um ornamento melódico de cordas abre a canção, com glissandos que lembram o Swing de 1930. O efeito é teatral, no entanto há uma mudança surpresa a um instrumental de piano que permite a voz sincera do Jin tomar o lugar central. Os versos são pensativos, como um monólogo interpretado em um teatro com um cenário simples, quadrado, de paredes e chão pretos. Não há sinos nem assobios no instrumental; a produção não chama atenção para si, mas sim apoia os altos e baixos dos vocais de Jin ao longo da sua história.

Através de tremolos expressivos nos versos de abertura e glissandos concluindo cada linha do pré-refrão como um suspiro, Jin revela suas incertezas quanto às suas limitações. Entretanto, ao mesmo tempo, sua elocução estável e bem sustentada da melodia demonstra como ele começou lentamente a transcender suas limitações.

2018 acompanhou novos recordes e incursões do BTS no cenário musical norte-americano. O grupo combinou esses passos com um movimento introspectivo em Love Yourself: Tear, buscando alguns de seus medos mais profundos nos cantos de seus corações. Vindo do mesmo produtor que canalizou uma idealização diferenciada no remix de “Mic Drop”, o som simples e sem excessos de “The Truth Untold” é um choque visceral, um abalo atordoante de vulnerabilidade.

A maturidade do BTS como liricistas é evidente na maneira em que a canção expressa um medo muito específico mas ainda permanece aberta a outras interpretações. Para o grupo, poderia ser o sentimento perturbante de que eles não estão mostrando aos fãs tudo o que são, mas na verdade apenas seus melhores lados. Esta é uma brecha que pesa a eles, considerando que um de seus objetivos como artistas é a conexão com seus ouvintes como pessoas, humanas e com defeitos, e não ídolos perfeitos.

No começo de seu documentário recente, Burn the Stage, Suga observa, “Eles acham que mostramos nossas vidas sem filtrar nada, mas escondemos muitas coisas”. RM complementa, “Eu na verdade… tenho outros lados como pessoa. Mas se eu permitir que eles vejam… eles podem não gostar de mim”. Esse medo ganha corpo em “The Truth Untold”:

Tenho que me esconder

Porque sou feio

 

Eu tenho medo

Eu sou patético

Eu tenho muito medo

Caso você também me deixe no final

Mais uma vez eu ponho uma máscara e vou te encontrar

 

Para alguns ouvintes, no entanto, a canção captura as lutas de se viver com depressão. A melodia é acompanhada por um piano só que, algumas vezes, traz a lembrança da balada impactante “My Immortal”, do Evanescence. Os vocais de BTS ainda podem adquirir maior conhecimento de técnicas, mas há um nível de sofisticação em sua entrega emocional ao passo que revelam os conflitos entre seus medos e desejos. O verso lastimoso de Jungkook no pós-refrão, “Mas eu ainda te quero’, é, particularmente, de arrancar o coração.

Analisando essas B-sides, fica claro que existe algo se movimentando no que tange a honestidade do BTS ao confrontar suas imperfeições. Coragem não precisa vir na forma de capacidade de mudanças internas; ela pode ser, simplesmente, o enfrentamento de lados desagradáveis de si sem se esconder atrás de desculpas. Espero que, mesmo que eles experimentem novos sons e temas, o BTS não perca de vista o fato de que a vulnerabilidade pode ser uma de suas maiores forças.

 

(YouTube, Imagens via Big Hit Entertainment, Letras via Bangtan Subs, Ktaebwi no Tumblr).

Fonte: Seoulbeats
Trans: eng-ptbr; cláudia @ btsbr


Publicado em 04.07.2018
[TWITTER] 03.07.18 – RM
Tweet postado por RM no dia 03.07.2018

[TRAD] Está calor

 

Trans ko-eng: Bem @allforbts
Trans eng-ptbr: Fernanda Azevedo


Publicado em 04.07.2018
[TWITTER] 03.07.18 – V
Tweet postado por V no dia 03.07.2018

[TRAD] Antes que eu diga alguma coisa #shinsunhye #PorqueEstouEntediado

[T/N: Shin Sunhye é um fotógrafo]

Trans ko-eng:Bem @allforbts
Trans eng-ptbr: Fernanda Azevedo


Publicado em 28.06.2018
[TWITTER] 26.06.18 – @bts_love_myself
Tweet postado por @bts_love_myself no dia 26.06.2018

[TRAD]
Um novo emoji do Jin é revelado.
“Eu vou sempre amar o ARMY”
#BTSLoveMyself

Trans eng-ptbr; Kauã @ btsbr


Publicado em 28.06.2018
BTS e BLACKPINK promovem o K-Pop mundialmente
BLACKPINK se tornou o primeiro grupo feminino coreano a entrar nos charts [...]

O grupo pop BTS posa para fotos durante uma conferência de imprensa de seu terceiro álbum, ‘Love Yourself 轉 Tear,’ no Hotel Lotte em Jung-gu, Seul, em 24 de Maio.” (Yonhap News)

Estrelas do K-Pop continuam a viajar ao redor do mundo e a fazer história na crescente popularidade da música, dos programas de TV e filmes coreanos, ao leste da Ásia e em outros lugares.

BTS ganhou quatro prêmios no Radio Disney Music Awards de 2018, nos Estados Unidos, no mesmo dia em que BLACKPINK se tornou o primeiro grupo feminino coreano a entrar nos charts oficiais do Reino Unido, em 22 de junho.

O BTS venceu em todas as suas categorias, incluindo Melhor Duo/Grupo, Melhor Música Dançante e Melhor Música Que Te Faz Sorrir, no Radio Disney Music Awards 2018, realizado no auditório Hollywood Dolby. O grande fã clube do BTS, chamado de “ARMY”, também ganharam o prêmio de ‘Fãs Ferozes’.

O Radio Disney Music Awards, operado pela rede de rádio americana Radio Disney, nomeou todos os seus grupos com base em voto dos fãs, exceto por alguns prêmios.

Fonte: Korea.net
Trans eng-ptbr: jumaria @ btsbr


Publicado em 28.06.2018
BTS participa do Ice Bucket Challenge de 2018
BTS é o próximo a se juntar ao Desafio do Balde de Gelo de 2018!

O desafio foi lançado novamente mês passado na Coreia, pelo cantor Sean Ro. O Desafio do Balde de Gelo de 2018 acontece como apoio à construção – feita pela Fundação Seungil Hope – do primeiro hospital para pacientes de ELA* da Coreia.

No dia 26 de junho, Sean marcou o BTS para aceitar o desafio dentro de 24 horas e adicionou, “Os fãs chineses do BTS já contribuíram com 10 milhões de won (aproximadamente 35 mil reais) para a Fundação Seungil Hope no nome de V e Jungkook. Meus sinceros agradecimentos.”

– 2018 아이스버킷챌린지 지금까지 함께 해주신 모든 분들 정말~ 감사드립니다! 우리 아이들이 자신들도 꼭 동참하고 싶다고,아빠가 지목해달라고,자신들이 모은 용돈에서 10만원(100달러)씩 돕고 싶다고 해서,그리고 저 또한 꼭 함께 해줬으면 하는 사람들이 있어서 한번 더 아이스버킷챌린지에 도전합니다. 바로 기적의 현장인 대한민국 첫번째 어린이전문재활병원. 불가능 할거 같던 일이 가능해졌고 기적의 병원이 지어졌습니다. 많은 시민과 기업들이 함께 마음을 모아서 기적을 만들어 냈습니다. 저는 이 기적을 위해 1년에 만키로미터씩 3년간 달렸습니다. 이제 두번째 기적을 꿈꿔봅니다. 국내 최초 루게릭요양병원 건립을 위해 다시 한번 도전합니다. 제가 지목할 사람은 첫번째 네명의 우리 아이들 하음,하랑,하율,하엘 두번째 최초란 단어가 가장 잘 맞는 방탄소년단 @bts.bighitofficial (방탄소년단 중국팬분들이 방탄소년단 뷔&정국으로 승일희망재단에 벌써 1000만원을 보내주셨습니다. 진심으로 감사드립니다~) 그리고 세번째는 바로 이 영상을 보고 계시는 여러분입니다. 24시간 안에 아이스버킷챌린지에 도전해주세요! 루게릭 환우분들 그리고 가족분들 힘내세요 루게릭요양병원 꼭 지어 보겠습니다. 승일아~ 그리고 승일희망재단 @sihope1004 화이팅! _ _ 국내 최초 루게릭요양병원건립에 함께 해주세요! 승일희망재단 www.sihope.or.kr 02-3453-6865 계좌번호 신한은행 100-028-685586 예금주:승일희망재단 _ #방탄소년단 #BTS #아이스버킷챌린지 #2018icebucketchallenge #icebucketchallenge #2018아이스버킷챌린지 #승일희망재단 #루게릭요양병원

A post shared by Sean Ro (@jinusean3000) on

*ELA, ou Esclerose Lateral Amiotrófica, é uma doença que causa a morte dos neurônios responsáveis pelo controle de movimentos voluntários. Não há cura conhecida para a ELA.

 

Fonte; Soompi
Trans eng-ptbr; Jojo Viola @ btsbr


Publicado em 28.06.2018
BTS está subindo nas paradas do iTunes México após vitória da Coreia do Sul na Copa do Mundo
O México chegou às oitavas de final graças a Coreia do Sul

O México chegou às oitavas de final graças a Coreia do Sul, e agora os fãs mexicanos se mostram extremamente gratos

Enquanto o drama da Copa do Mundo continua nos gramados, fora deles dois grupos de fãs se reuniram para dar um pouco de amor um ao outro. Na verdade, “o belo jogo” acabou de se tornar o motivo de uma das colaborações de fandoms mais épicas desde que os fãs da Beyoncé e do BTS formaram o #ArmyHiveProject.De acordo com o Remezcla, o BTS vem subindo nas paradas do iTunes mexicano desde a chocante vitória de 2-0 da Coreia contra a Alemanha hoje na última rodada das fases de grupo da competição.

A vitória da Coreia eliminou os alemães do torneio, o que acabou salvando o México no processo. Os fãs mexicanos então começaram a demonstrar sua euforia online, tweetando apenas amor e elogios para a Coreia do Sul. Parece que os fãs do time nacional mexicano têm tocado canções do BTS sem parar para mostrar seu apreço pelo país.

O artigo do Remezcla também mostra que o novo single do grupo, “Fake Love”, subiu 31 posições na parada.

Dê uma olhada em alguns tweets amorosos dos fãs mexicanos:

“Os mexicanos encontraram um sul-coreano do lado de fora do estádio”

O BTS está subindo no iTunes México lol”

“Eles acabaram de tocar Fake Love na minha rádio mexicana depois da Coreia vencer a Alemanha, ou seja, salvando o México lmao Talvez todo mundo no México tenha se tornado fã do BTS”

“Te amamos, Coreia! Nossos voos do México a Coreia estão com 20% de desconto!”

“Fake Love subiu mais de 30 posições no iTunes México”

Fonte: Fader
Trans eng-ptbr; maureen h. @ btsbr


Publicado em 28.06.2018
Como o BTS derrubou estereótipos asiáticos e dominou os Estados Unidos
O grupo se tornou o primeiro artista de K-pop ao chegar ao primeiro lugar [...]
No dia 27 de maio, o grupo sul-coreano de sete integrantes, BTS, se tornou o primeiro artista de K-pop ao chegar ao primeiro lugar da Billboard 200 com o seu terceiro álbum de estúdio, Love Yourself: Tear.

Uma semana antes, o BTS havia ganhado o prêmio de Top Social Artist pelo segundo ano consecutivo no Billboard Music Awards 2018, derrotando artistas como Justin Bieber e Ariana Grande. Durante a premiação, eles apresentaram a música “Fake Love” para o delírio dos adoradores fãs americanos, que pareciam não encontrar problemas para cantar as letras em coreano.

Como alguém que estuda e ensina sobre cultura coreana moderna, eu venho seguindo os altos e baixos da popularidade do K-pop nos Estados Unidos com uma mistura de interesse e ceticismo. Como Euny Hong, autora do livro “The Birth of Korean Cool” (2014), eu, também, sou mais familiarizada com um tempo em que a Coreia era simplesmente considerada “fora de moda” pelos padrões ocidentais.

Por décadas, os americanos pareciam enxergar a Coreia somente através das lentes da Guerra da Coreia e das tensões diplomáticas com a Coreia do Norte. A música pop coreana mal era reconhecida.

Mas, quando escutei “MIC Drop” e “Fake Love” em uma estação de rádio local durante uma viagem ao meu campus, eu percebi que talvez o K-pop tenha entrado em uma nova fase. A crescente popularidade do gênero diz tanto sobre o talento de grupos como o BTS quanto sobre o gradativo papel [da Coreia do Sul] nos assuntos globais.

A estética “perfeita”

O K-pop é um estilo particular de música popular sul-coreana que é distinta de outras formas de música popular coreana, como o trot e baladas sentimentais. Muitos traçam a sua origem ao começo dos anos 1990, mas o gênero só se tornou algo próprio entre os anos 2000 e 2010, com artistas como BoA, Wonder Girls, Girls’ Generation, TVXQ, Big Bang e 2NE1 se tornando imensamente populares na Ásia e além.

A parte “pop” do K-pop parece fácil de se entender; você escutará as influências musicais americanas — principalmente dance pop, mas também rap, hip-hop, R&B, jazz, techno e rock — nas músicas do K-pop.

Mas e quanto ao “K”? É aqui que o estilo único da Coreia entra em cena: melodias contagiantes cantadas quase que inteiramente em coreano, algumas palavras em inglês estrategicamente posicionadas no refrão contagioso, e grupos compostos por integrantes do mesmo gênero, tendo de 7 à 15 membros.

Ao meu ver, o maior aspecto atrativo do K-pop é a busca incansável dos integrantes dos grupos pela perfeição. Suas apresentações envolvem coreografias perfeitamente sincronizadas. Eles também tendem a ter um visual muito específico, que reflete os padrões de beleza idealmente caucasianos: feições esculpidas, olhos grandes, nariz reto, pernas longas e roupas da moda.

A ambição global do K-pop é outra qualidade que diferencia o gênero de outras músicas coreanas. A exportação do K-pop para o resto do mundo não é só um objetivo da indústria musical coreana, mas também uma prioridade governamental. Por exemplo, nas Olímpiadas de Inverno de Pyongchang, os organizadores deram preferência para a apresentação de artistas como EXO e CL na cerimônia de encerramento.

Durante décadas, a Coreia do Sul foi um país devastado pela guerra e pela pobreza. Mas, começando entre os anos 1960 e 1970,  sob a administração do ditador Park Chung-hee, o país embarcou em um ambicioso programa de desenvolvimento econômico e, em menos de meio século, a nação se transformou em um dos principais poderes econômicos do mundo.

Para muitos jovens coreanos, as estrelas do K-pop representam a imagem ideal deles mesmos; para os líderes coreano, eles simbolizam o futuro promissor do seu país.

Uma atração única

Mesmo assim, até recentemente, a maioria dos americanos conseguiam nomear apenas um ou dois grupos de K-pop.

Muitos tiveram seu primeiro contato com o K-pop após o hit global de Psy, “Gangnam Style”, em 2012. A música, um hino irônico à deslumbrante superficialidade do distrito de Gangnam, uma área rica de Seul, acumuluou 1 bilhão de visualizações no YouTube ao final de 2012.

Mas alguns não consideram Psy e seu hit como um verdadeiro reflexo do K-pop.

Em “Gangnam Style”, os ocidentais foram expostos a uma paródia do K-pop, uma performance zombeteira que transmite sensações de orientalismo e exotismo. O público, principalmente no ocidente, gostou da música não porque viam Psy como um artista, mas porque “Gangnam” era divertidamente estranho.

O sucesso do BTS mostra que em apenas seis anos, o K-pop — e a visão americana sobre o K-pop — percorreu um longo caminho.

O que o BTS fez de diferente? Por meio das redes sociais, os integrantes do BTS foram capazes de ir contra alguns dos estigmas que permeiam os asiáticos que, no passado, podem ter atrapalhado a popularidade do K-pop nos Estados Unidos.

Pesquisas mostram que os ocidentais tendem a estereotipar asiáticos como uma massa coletiva e vaga que imitam o ocidente de forma robótica. Dão a eles as qualidades negativas do capitalismo — materialismo e competitividade desumana — enquanto subestimam a autoafirmação e individualidade asiáticos, que são qualidades validadas pelas sociedades ocidentais.

Mas, diferente de outros grupos de K-pop, o BTS fez mais do que aperfeiçoar suas coreografias e visuais. Eles também mostraram totalmente as suas personalidades.

Através das redes sociais, eles se conectaram com e cultivaram uma comunidade de fãs absolutamente devotados. No Twitter — em inglês e coreano — os integrantes dão aos fãs uma abertura para as suas vidas, se expressando e falando sobre assuntos importantes para os jovens, de saúde mental à autoimagem.

https://twitter.com/sugafull27/status/947500950964629505

“Está tudo bem se você não tem um sonho! Seja feliz no ano que vem! Você não precisa de um sonho para ser feliz!” — Min Yoongi, 2018.

Como um dos meus estudantes me disse, “os fãs sentem que enxergam os ‘verdadeiros’ integrantes e suas personalidades.”

A nova identidade global da Coreia

Não se engane, o BTS é um produto da Coreia. Seus integrantes são movidos pela mesma ética de trabalho que move milhões de jovens coreanos a se enfiarem nos livros em “hagwons”, os famosos cursinhos.

Mas o grupo também parece representar uma nova e mais confortável negociação da Coreia com as identidades globais que surgiram em anos recentes.

Em 1997, a Coreia passou por uma crise financeira. O país estava à beira de um colapso econômico, resultando em paralisações e demissões massivas. A crise, conhecida no país como “a crise do FMI” devido ao duro pacote de medidas que o Fundo Monetário Internacional (FMI) forçou a Coreia a aceitar, devastou muitas famílias.

Mas também levou a um programa de intensa globalização econômica e cultural, que abriu portas para investimentos externos, fez da Coreia do Sul o país mais conectado do mundo e expôs os coreanos a cultura e mídias globais.

Em contraste com os coreano-americanos ou os nascidos em Gangnam, de Psy, todos os sete integrantes são originários de cidades regionais como Busan e Gwangju. Nascidos de 1992 a 1997, eles são parte da geração que cresceu na Coreia do Sul na era pós-reformas do FMI que os expuseram à cultura americana e a língua inglesa desde o momento que aprenderam a falar e a andar.

Mais tarde neste ano, durante a participação do BTS no “The Ellen DeGeneres Show”, a apresentadora Ellen comparou o pandemônio que os recepcionou no aeroporto de Los Angeles com a Beatlemania.

No entanto, nos Estados Unidos, o BTS enfrenta duas barreiras que a banda britânica nunca teve que se preocupar: etnia e língua. A cultura popular americana tem um longo histórico de exclusão de asiáticos, e foram percebidas insinuações de racismo e xenofobia após a primeira vitória do BTS na Billboard, há um ano.

Pode ser cedo demais para dizer se o BTS estará à frente da “Invasão K-pop”. Mas fica claro que eles foram capazes de construir pontes e derrubar algumas das barreiras que impediam o K-pop de ser sucesso nos Estados Unidos.

Vimos isso durante o Billboard Music Awards quando, durante o discurso, o BTS agradeceu aos seus fãs — em inglês e em coreano.


Fonte; Susanna Lim @ Salon.com
Trans eng-ptbr; nalu @ btsbr


Publicado em 28.06.2018
A arte dos MVs coreanos
Como a cinematografia grandiosa está atraindo fãs ao redor do mundo, sem [...]

K-Pop sempre foi associado à visuais memoráveis, mas agora a percepção evoluiu para complexa e criativa ao invés de apenas excêntrica e escandalosa, cortesia da artisticidade da sensação global atual, BTS.

Quando as pessoas descobrem que eu sou fã de pop coreano é inevitável que me perguntem, “Mas como você entende o que eles estão dizendo?”. Há uma confusão imediata na cabeça delas de como é possível se conectar com artistas que se apresentam numa língua que não seja o inglês. Quando respondo à elas que não necessariamente preciso saber a letra para entender a mensagem do artista sou recebida por alguns olhares incrédulos ou risadas, ou ambos. A outra pergunta é quase sempre sobre se é a beleza ‘exótica’ que me atrai! Se você não é um fã de pop coreano, talvez você já tenha experimentado isso também.

Para ficar mais fácil de entender, acho importante retroceder bastante dessa narrativa: filmes mudos. Nascidos diretamente da fotografia, o cinema mudo perdurou por décadas sem áudio e língua e mesmo assim as mensagens eram transmitidas e o público entretido. Quer tenham sido pistas escondidas dentro de cenas para transmitir um mistério ou uma piada na comédia simples,  cada filme gerava uma emoção, reação e discussão sem depender do diálogo. Eu acredito que a analogia com o cinema mudo um bom jeito de entender a indústria musical coreana, onde os vídeos e elementos visuais algumas vezes expressam mais que palavras.

Primeiramente, Moda

Vestido em um terno listrado com estampa de estrelas, cabelo longuíssimo ruivo raspado na lateral e olhos delineados, G-Dragon se mostrou confiante, andrógino e poderoso no MV de “Fantastic Baby” de 2012.

Todo fã tem um artista específico que o introduziu no cintilante mundo do K-Pop. Para mim, foi o grupo veterano Big Bang com a música de 2012 “Fantastic Baby”. O escandaloso vídeo-clipe distópico destacou-se de tudo que eu já tinha visto e a cena de abertura com o líder do grupo, G-Dragon, sentado num trono me causou um particular e poderoso impacto. Vestido em um terno listrado com estampa de estrelas, cabelo alaranjado extremamente longo e olhos delineados, ele parecia confiante, andrógino e poderoso – sem mencionar a completa oposição da ideia social do que um homem não deve ser. O grupo inteiro com cabelos neons combinando e com estética cyberpunk, criou choque e admiração em medidas iguais.

O grupo de mesma empresa de Big Bang, 2NE1 teve um efeito parecido comigo com “I Am The Best”, um hino glamuroso cromado em prata e empoderamento feminino. Usando correntes, látex e estilo urbano de alta-costura, o quarteto feminino quebrou tudo ao redor com vigor, dirigindo carros caros e apresentando coreografia poderosa em cima de salto-alto – elas equilibraram sex appel e poder feminino como instrumentos para contar algo, ao invés de apenas excitar o público.

A moda sempre foi o sustentáculo pelo qual os MVs coreanos optaram para construir seu universo ao redor. De volta ao tempo dos originadores do K-Pop, Seo Taiji & Boys incorporaram o estilo de rua norte-americano e hip-hop com as calças largas dos anos 90. Isso deu aos fãs coreanos um gostinho da cultura ocidental e por outro lado, tornou os artistas coreanos mais acessíveis ao público ocidental. Quanto mais idols eram lançados, eles começaram a combinar com cuidado seus figurinos que refletiam as tendências de cada época. Logo, os videoclipes começaram a experimentar com conceitos  e temas completos. “Chained Up” do grupo masculino VIXX é sensualmente memorável, assim como o revival dos anos 60 proporcionado por Wonder Girls em “Nobody” de 2007.

 

O revival dos anos 60 de Wonder Girls em “Nobody”, 2007.

É apenas natural agora que grandes nomes da moda colaborem com essas estrelas da nova geração; a maioria dos artistas coreanos atualmente optam pela estilo urbano de grife combinando com looks saídos diretamente das passarelas, geralmente cruzando as fronteiras ocidentais com roupas uma estação adiantadas. O quarteto feminino BLACKPINK é um exemplo elogiado pelo estilo urbano em suas apresentações ao vivo e MVs.

 

Referências à arte e cultura pop

Cena de “Singularity” à esquerda incorpora uma alusão à famosa pintura de ‘Ophelia’ de John Everett Millais (e consequentemente, ‘Hamlet’ de William Shakespeare”), ‘O retrato de Dorian Gray’ do inglês Oscar Wilde e o mito grego de Narciso.

Com o passar do tempo e do início da dominação global do K-Pop, os figurinos e estilo dos artistas nos videoclipes se tornaram apenas a ponto do iceberg. Os diretores e artistas procuravam agora incorporar metáforas visuais em seus filmes.

“Em termos de simbolismo, o primeiro vídeo que vem à minha mente é ‘Doom Dada’ de T.O.P”, diz Ruchi Sawardekar (diretor de filmes e ardente fã do gênero). “A quantidade de referências visuais ao cinema e arte pós-moderna – foi um prazer para meus olhos de nerd e cinéfilo.”  

O MV lançado em 2013 demonstra o entendimento sagaz de história da arte e cultura pop de T.O.P. “Doom Dada” por si só já se refere ao movimento do Dadaísmo, que rejeita a lógica e utiliza a irracionalidade e absurdidade para criticar à sociedade. O vídeoclipe ainda carrega referência à diversos filmes aclamados pela crítica, incluindo “2001: Uma Odisséia no Espaço”, “A Bruxa de Blair” e muitos outros.

Há uma sequência com T.O.P dentro de um zootrópio, o perpetuador do cinema, com imagens de esqueletos correndo ao redor dele. Em uma entrevista à Fuse em 2014, T.O.P disse, “Eu queria criar um vídeo único que parecesse como um filme cult com alguns elementos divertidos, um vídeo com uma mensagem.” O vídeo inteiro é uma reflexão sobre a arte ser um caminho para a rebelião.

“É um paraíso para estudantes de literatura, realmente,” diz Meghna, pós-graduada em literatura inglesa em referência à “I Need U”, “Prologue” e “Run”, que fazem parte da série The Most Beautiful Moment In Life do BTS. Meghna é uma das fãs mais famosas por suas teorias divulgadas no Twitter (onde é conhecida como @Kookminvasion) e ganhou reconhecimento graças a sua análise cena por cena de MVs de K-Pop. Ela revela que foi The Most Beautiful Moment In Life que motivou esse hobby inicialmente. Com esses vídeos, o BTS deu início aos três anos de saga de seu universo fictício.

Cada integrante representou diversas dificuldades enfrentadas pelos jovens na sociedade atual, como vício em drogas, abuso, suicídio e assassinato e como as amizades podem ser uma válvula de escape dessas realidades. De longe, é uma das narrativas mais atraentes já existentes no K-Pop, quebrando diversos estereótipos, normas culturais e barreiras de linguagem para alcançar  notável apelo universal. “Esses três vídeos sozinhos geraram tantas teorias e possibilidades em todo o fandom que é inacreditável que eles tenham feito tudo isso em… que, 25 minutos de vídeo?”

Com seu álbum de 2016, Wings, eles levaram a mitologia ainda mais longe e começaram a explorar os limites da vida e morte, universos paralelos, literatura, mitologia e simbolismo religioso em seu trabalho. Muitos vídeos desde então possuem referências à literatura, arte e cultura pop que são reconhecidas pelas pessoas ao redor do planeta. “Eu acho que cada vídeo do BTS é explêndido por si só, pois as vezes uma cena só tem cinco elementos diferentes que eu preciso analisar, e alguns deles são impossíveis de se explicar em uma simples postagem no Twitter exatamente pelo extenso contexto que há por trás,” explica Meghna.

Livros como “Demian” de Hermann Hesse, “Aqueles que se afastam de Omelas” de Ursula K. Le Guin e “O pequeno príncipe” de Antoine Saint-Exupéry são as principais fontes de inspiração para o enredo construído pelo BTS, enquanto muitos outros moram escondidos entre as cenas. O vídeo para o recente comeback do grupo, “Singularity” é particularmente chamativo – ele incorpora alusões à pintura ‘Ophelia’ de Sir John Everett Millais, ao clássico de Oscar Wilde “O retrato de Dorian Gray” e o mito grego de Narciso.

Muitos fãs buscam por eles mesmos a leitura de todos esses conteúdos literários para entender a narrativa e acompanhar a atenção aos detalhes que o grupo mostra. Em uma entrevista com a Rolling Stone India em 2017, o líder do septeto, RM, falou sobre como a história deles é interligada: “Star Wars foi lançado há décadas, mas hoje pai e filho ainda vão ao cinema para assistir. Não é apenas algo de cinco ou dez anos, você me entende? Então nossa empresa entendeu isso e sempre reforçou a importância de construir um universo como o de Star Wars ou Marvel.”

 

Metáforas meticulosas e piadas visuais

Além de amplificar a letra de uma música, simbolismos visuais também servem como um substituto para ela. “Coup D’etat’ de G-Dragon é um ótimo exemplo”, aponta Sawardekar. “É uma música auto-expressiva que ficou ainda mais poderosa com seu vídeo. Ele consegue falar de sua experiência como artista em relação a liberdade criativa, sobre lidar com a constante crítica e ter dificuldades com sua própria identidade artística até para alguém que não entende a letra.”

Em “Coup D’etat” o ‘rei do K-Pop’ mergulha em sua própria psique para dar início a uma revolução interna. Ele precisa matar uma parte de si mesmo para nascer mais forte e criar uma nova narrativa. O MV é repleto de metáforas sobre autodestruição, capitalismo, relacionamentos tóxicos e as armadilhas da indústria de entretenimento. Ele também é autodepreciativo quando utiliza Easter eggs de músicas antigas de sua própria autoria para zombar de sua própria frivolidade. Simbolismo, piadas visuais e Easter eggs inteligentes se tornaram uma marca do trabalho de G-Dragon.

Todos concordamos em algo entretanto: VIXX são os líderes nesse jogo. O sexteto masculino construiu uma reputação como os ‘bonecos dos conceitos’ no K-Pop, fazendo uso de diversos enredos, alusões à literatura e mitologia desde seu vídeo com temática vampírica de 2013 para a música “On and On”. “Eu não acho que eles vão abrir mão de tal título,” diz Meghna. “Eles provavelmente são recordistas em quantidade de enredos já trabalhados.” Ela aponta “Fantasy” em particular, o single dark e sensual de 2016. “Eu tive que me sentar e tirar prints de diversas cenas para entender melhor,” ela relembra. O single faz parte da trilogia conceitualizada e nomeada à três diferentes deuses da mitologia grega: Zeus, Hades e Kratos. Os vídeos de cada single dos míni-álbuns da trilogia refinaram o simbolismo que conectava os integrantes naquela mitologia. “Esse foi um dos muitos momentos chocantes, eu acho, quando percebi que um dos integrantes representava Hades e o outro Perséfone, sua esposa.”

Simbolismo não é restrito apenas ao mundo K-Pop, porém, é uma arte que a maioria dos artistas coreanos botam fé. O cantor R&B Dean tirou inspiração da cultura norte-americana e história para contar suas próprias. Seu vídeo de 2016 de “Bonnie and Clyde” reconta a trágica história do infâme casal homônimo, desta vez num cenário por volta dos anos 80. Seu mais recente trabalho, “Instagram” é um vídeo de apenas uma tomada que utiliza trechos de importantes momentos e figuras históricas projetadas ao seu redor para criticar o desespero moderno das mídias sociais.

Os artistas coreanos frequentemente escolhem não explicar o significado de seus vídeos, permitindo à audiência liberdade para criar sua própria interpretação do trabalho – isso permite que se crie inevitavelmente um vínculo único entre artista e público que são livres para absorver o que é preciso de cada narrativa para os entreter.

 

Todos os movimentos certos

Não há como negar que visuais com coreografias impecáveis as vezes podem ter um impacto ainda maior. “Eu entrei para o K-Pop logo após assistir ‘Lucifer’ de SHINee em 2013, naquele tempo foi realmente a música e a coreografia que me atraíram para o gênero.” Sawardekar relembra. De fato, muitos fãs mais antigos apontam o quinteto masculino como seu primeiro encontro com o K-Pop.

Sawardekar admite que “Lucifer” é um tanto formuláica, mas desde lá a evolução criativa foi meteórica. “Ver grupos dançando em cenários fechados para agora combinar isso à narrativas complexas é bem impressionante. Em 2013-2014 percebi que muitos grupos tentavam ser inovativos e diferentes mesmo com suas típicas coreografias muito trabalhadas. ‘Growl’ do EXO é um bom exemplo.” Ela explica que “Growl” foca na coreografia com um cenário minimalista e uma câmera em take único que se movimenta durante o vídeo. “Save Me” do BTS e “Be Natural” de Red Velvet possuem técnicas visuais semelhantes.

Grupos maiores como Seventeen, com seus treze integrantes e NCT, com dezoito, dependem mais do visual rápido, complexo e preciso de seus passos de dança. Tidos como os reis da sincronia, Seventeen é responsável pela maioria de suas próprias coreografias e utilizam sua quantidade em próprio favor. Por exemplo, seu MV de 2017 para o single “Don’t Wanna Cry” contém cenas aéreas que mostram as formações impecáveis que o grupo utiliza.

Muitos artistas também incluem vídeos próprios para mostrar a coreografia – performance versions – o maknae do SHINee, Taemin, é conhecido por ser um dos melhores dançarinos da indústria e possui a tendência de preferir esse específico formato de MV (como visto em “Drip Drop”, “Press Your Number” e “Move”), para favorecer onde ele é mais forte.

Há também o aspecto ‘chave’ da coreografia, que se refere ao movimento que os fãs amam aprender e seguir ou uma parte específica da coreografia que a resume de maneira visualmente atraente. O viral de PSY, “Gangman Style” é um exemplo desse aspecto, onde o mundo todo aparentemente aprendeu a copiar os movimentos do produtor e artista veterano.

O futuro em cena

O grupo feminino LOONA utiliza múltiplas realidades, possível relacionamento homoafetivo e referências bíblicas em seus vídeos. Aqui, uma cena da música “Egoist”.

O K-Pop sempre foi associado à visuais memoráveis, mas agora a percepção evoluiu para complexa e criativa ao invés de ‘excêntrica’ e ‘exagerada’, cortesia da artisticidade do BTS. “O engajamento de um fã de K-Pop com a música e cultura é na maioria das vezes através dos MVS.”, diz Sawardekar. “Levando isso em consideração, é compreensível que os fãs criem expectativas nos MVs de seus artistas favoritos. Especialmente também porque a indústria está se tornando saturada de novos artistas, e mais músicas e consequentemente novos vídeos. O público está constantemente procurando por algo novo e interessante.”

A competição para lançar o melhor trabalho é intensa e grupos mais novos estão carregando a tocha com sucesso; as séries de vídeos do Monsta X que explora viagem no tempo, rebelião e reformas sociais é um exemplo, assim como o grupo de 12 integrantes, LOONA, que explora realidades múltiplas, possível relacionamento homoafetivo e referências bíblicas.

Meghna explica que os enredos e simbolismos nos MVs coreanos também desafiaram as atitudes desdenhosas que o público pode ter em relação à artistas asiáticos e/ou não falantes de inglês. “Isso alimenta discussões entre fãs que amam esses grupos e que querem saber o que exatamente aconteceu – ou o que pode vir a acontecer no futuro,” diz ela. Especulações online mantém o fandom em sincronia enquanto os fãs se juntam para conversar sobre teorias. Amizades são instantaneamente formadas quando fãs engajam nesses contextos para decifrar metáforas.

Ano passado RM apontou o quão impressionado ele fica com os fãs que com muita eficiência sempre estão ali estudando e analisando os vídeos do BTS. “Na verdade eu já vi algumas teorias e eu não sei quem foi, mas era um vídeo – tipo uma interpretação da história num geral – que estava realmente próximo,” ele revelou à Rolling Stone India sobre o fã misterioso que chegou muito perto de descobrir o segredo da narrativa de mais de três anos do septeto. “Eu acho que eles estão ficando muito espertos e talentosos demais!”

 

Fonte: Rolling Stone India
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSBR


Publicado em 06.06.2018
[TWITTER] 03.06.18 – @bts_bighit
Tweets postados por @bts_bighit no dia 03.06.2018

[TRAD] [#BangtanDoDia] Terminamos nossa atividades pela segunda semana nessa primeira semana de junho com o 1° lugar!! Nosso ARMY são os super-heróis do #BTS

#GarotosDosPrêmios #GarotosDaPontuaçãoPerfeita #StagePreciosoQueRMcriou

 

[TRAD] – . . . – . . . . . – . . . . –

Cerimônia de Abertura

#2018BTSFESTA

 

Trans ko-eng; bts_trans
Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSB


Publicado em 06.06.2018
[TWITTER] 03.06.18 – @PDogg
tweet postado por @PDogg no dia 03.06.2018

[TRAD] A estréia dos meninos!!! Olhe para a elegância deles

 

Trans ko-eng; doyou_bangtan

Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSB


Publicado em 06.06.2018
[TWITTER] 03.06.18 – @hitman
tweet postado por @hitman no dia 03.06.2018

[TRAD] Uma foto com o artista n° 1 da Billboard! #IssoÉumSonho #OrgulhoDaFamília #Hobi #BTS

 

Trans ko-eng; doyou_bangtan

Trans eng-ptbr; Bia Rehm @ BTSB