Crítica: ‘Map of the Soul 7’ é definitivamente o maior comeback do BTS!

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Crítica: ‘Map of the Soul 7’ é definitivamente o maior comeback do BTS!

O BTS voltou — e os ARMYs receberam o melhor presente possível! Map of the Soul: 7 finalmente chegou, 10 meses após o lançamento de Map of the Soul: Persona e, apesar do álbum incluir algumas músicas do último, MOTS: 7 marca uma mudança para RM, Jin, SUGA, J-Hope, Jimin, V, e JungKook.

“Interlude: Shadow”

Sempre amamos quando SUGA tem um tempinho para si no holofote e “Interlude: Shadow” é a introdução perfeita para MOTS: 7.

Abrindo as portas para uma área mais obscura do álbum, o rap emo de SUGA reflete as dificuldades da fama e do sucesso. Ele diz, na letra da música, “Estou com medo, voar alto é assustador. Ninguém me disse que eu ficaria tão solitário aqui.”

Enquanto a letra mostra um lado mais obscuro da grande fama do BTS, a música ainda possui a energia que é de se esperar do grupo e de SUGA, com um som um pouco mais maduro. Com pequenas samples da intro de O!RUL8,2?, ele mistura o melhor do som antigo do BTS com algo mais novo.

A Big Hit sabia o que estava fazendo quando escolheu lançar essa música antes das outras, porque ela se provou ser a introdução perfeita para o comeback.

“Black Swan”

Nós ficamos muito surpresos quando “Black Swan” foi escolhida como o primeiro single do álbum — ela oferece um lado mais sexy e contemplativo do BTS do que o normal. Tradicionalmente, músicas como “IDOL” e “FAKE LOVE” são lançadas logo de cara para mostrar o potencial do álbum que as acompanha.

Apesar de ser mais melódica que as outras músicas do álbum, “Black Swan” mostra o crescimento do grupo ao longo dos anos, e o quanto os integrantes amadureceram nesse tempo

Fãs mais novos podem ter ficado levemente desconfortáveis com a escolha de instrumentos e a falta de uma batida viciante, mas os ARMYs mais old school amaram a mudança no padrão que o BTS manteve nos últimos anos. Os meninos claramente estão crescendo e experimentando com coisas novas.

“Filter”

“Filter” é o solo de Jimin e a inspiração por trás da batida pop latina é óbvia. Desde o ritmo do violão até o vocal leve, essa música poderia facilmente ser uma colaboração entre Camila Cabello e Shawn Mendes, quase uma parte 2 para o single “Senorita”.

Mas não confunda essa comparação como uma acusação, porque Jimin faz desses elementos algo único. Como um dos vocalistas mais fortes do grupo, ele atinge as notas agudas com facilidade e seu tom de voz deixa a música com um tom ainda mais sexy — os ARMYs que tem ele como bias vão pirar com esse solo.

Junto de “ON”, “Filter” parece ser a música mais amigável às regras das rádios americanas, e pode facilmente se manter no topo das paradas com sua perfeita mistura de elementos.

“My Time”

Nessa música, JungKook reflete sobre sua jornada desde seus anos de trainee até sua vida como o maknae de ouro da maior boyband do mundo. Com um dedo num estilo mais eletrônico, o foco dessa música é nas batidas.

“My Time” mistura eletrônica e R&B com o tom natural da voz de JungKook, com o tom perfeito para essa mistura. Nós sentimos uma vibe de anos 90 no fundo, o que não é nada ruim em nossa opinião.

Desculpe, stans de “Euphoria”, mas “My Time” pode tomar o posto como o melhor solo do JungKook.

“Louder Than Bombs”

“Louder Than Bombs” foi co-escrita pelo queridinho do pop, Troye Sivan, então não é nenhuma surpresa que essa é uma das músicas mais apropriadas para as rádios americanas desse álbum.

Com alguns elementos de pop sentimental, a faixa é cheia de tons baixos, vocais discretos e um refrão impactante.

Se alguns críticos ainda estão procurando defeitos na discografia do BTS, não será aqui que vão achar tal coisa. “Louder Than Bombs” é puro pop moderno e podemos apostar que não será a última vez que o BTS trabalhará com Troye Sivan.

“ON”

BTS se superou com esse single. Desde a bateria até os gritos, nós podemos perceber que o BTS não está de brincadeira. A música é quase uma versão crescida de “IDOL” — muita energia, perfeita para dançar — e o vídeo foca nas habilidades dos integrantes de dominar qualquer coreografia.

Se você está procurando por uma música do BTS que agrade a qualquer pessoa, “ON” é essa música. Todos os meninos tem sua hora de brilhar, com o rap de SUGA sendo um dos maiores destaques.

Nós estamos prevendo outro sucesso mundial alá “Boy With Luv”. “ON” é o momento mais forte do MOTS: 7.

“UGH!”

A cada novo álbum lançado, sempre torcemos pela volta do antigo som do BTS e “UGH!” com certeza foi o que esperávamos!

A rap line veio com tudo e “UGH!” é um estouro (literal) desde o começo.

Aos fãs casuais, que não entendem muito de K-Pop ou de BTS, eu gosto de recomendar músicas assim. Se essa música fosse lançada sem conexão alguma ao K-Pop, ela seria um hit instantâneo na cena do hip-hop, e com razão.

A rap line, composta de RM, SUGA e J-Hope, descarrega toda a sua raiva contra a malícia em seus versos, sem nunca parar com a agressão em suas vozes. “UGH!” foi feita para os ARMYs que amam as músicas antigas do BTS.

“00:00 (Zero O’Clock)”

Depois de tantas músicas intensas, o BTS faz uma pequena pausa com “00:00 (Zero O’Clock”) — uma balada mais suave com os vocalistas do grupo.

Com uma vibe mais confortável e leve, a faixa é perfeita para ouvir em uma tarde chuvosa e, enquanto ela faz jus aos vocalistas incríveis do BTS, ela é a música menos inovativa do álbum, e isso é perfeito.

É uma música linda mas, para um álbum cheio de sons novos e experimentais, ela claramente foi feita para servir de intervalo entre as duas metades do MOTS: 7.

“Inner Child”

V finalmente ganha seu momento com “Inner Child”, que é dedicada ao menino que trabalhou duro para virar o homem que Kim Taehyung é hoje.

Apesar de começar bem suave, “Inner Child” pega força ao chegar no refrão e parece ter pego emprestado o estilo de algumas bandas indie britânicas como influência.

Isso poderia muito bem ter sido uma parte 2 para “00:00 (Zero O’Clock)”, mas os vocais encantadores e a batida boa de ouvir foram uma surpresa. Não esperávamos ouvir algo indie em um álbum do BTS.

“Friends”

Você quer hino? Jimin e V vão te dar um hino!

“Friends” é sobre… bem, a amizade entre Jimin e V, o que é o suficiente para nos deixar com lágrimas nos olhos.

A letra da música faz jus ao título e, com um refrão perfeito para ser cantado por milhares de fãs em uma arena, essa música vai ser linda durante a turnê.

Ela teve uma mãozinha de Jimin na produção e, com a partezinha no final em que ele e V se chamam de “almas gêmeas,” podemos dizer que “Friends” será uma das músicas favoritas dos ARMYs.

“Moon”

Para o solo de Jin, produzido em colaboração com Slow Rabbit, nós recebemos mais um exemplo perfeito de pop rock.

Com uma homenagem aos ARMYs, Jin os compara com a Terra quando vista da lua.

Apesar de não ser a música mais inovativa, a inspiração por trás da letra com certeza fará dela uma das favoritas dos ARMYs, além de ser perfeita para a turnê.

“Respect”

O par RM e SUGA voltam durante “Respect”, que mistura o estilo old school de RM e o estilo mais inovativo de SUGA, para refletir sobre o significado por trás da palavra “respeito”.

“Respect” não possui a agressão de “UGH!”, mas é uma mudança legal depois de tantas músicas melódicas.

Map of the Soul: 7 é um álbum sobre o grupo em si, mas os rappers trabalham tão bem juntos que os outros cinco integrantes não fazem falta em uma música como essa, que grita RM&SUGA.

O par realmente parece se divertir enquanto cantam “Respect”, o que faz o ouvinte se divertir, também.

“We Are Bulletproof: The Eternal”

“We Are Bulletproof: The Eternal” conecta Map of the Soul: 7 aos álbuns anteriores, concluindo uma jornada que começou com “We are Bulletproof Pt.1” (da época antes de debut oficial do BTS) e “We Are Bulletproof Pt.2”, que foi lançada junto com o primeiro álbum do grupo.

Com samples da segunda parte da música, “The Eternal” se mostra uma música para os ARMYs cantarem junto enquanto os meninos refletem sobre o seu amadurecimento nos últimos sete anos.

É óbvio que “The Eternal” foi feita para ser apresentada ao vivo, em uma arena cheia de fãs do BTS. Apesar de não ser a música que mais se destaca do MOTS: 7, a mensagem que ela transmite faz qualquer pessoa parar e ouvir o que o BTS tem a dizer.

“Outro: Ego”

Com samples de 2 Cool 4 Skool e sua batida de hip-hop alegre, o solo de J-Hope é o antídoto para um dia chuvoso e triste

A letra é toda sobre a determinação que J-Hope teve para se manter no caminho que o levaria a seu sonho. E J-Hope realmente brilha durante a faixa.

A vibe de festa é um ótimo jeito de terminar o álbum, e com certeza faz com que “Outro: Ego” esteja entre as melhores músicas do álbum.

“ON” (feat. Sia)

Eu sempre fico hesitante quando se trata de artistas americanos em músicas coreanas — é mesmo necessário?

Por exemplo, a presença de Halsey em “Boy With Luv”, que não foi nada ruim, claro, mas foi tão rápida e ignorada que não foi exatamente necessária.

Frustrantemente, a presença de Sia em “ON” cai na mesma categoria. Não há nada de ruim sobre essa colaboração, mas não é necessária. A estrela simplesmente canta algumas partes no refrão e, por isso mesmo, ela não traz nenhuma de suas marcas para essa versão da música. De um certo jeito, o talento de Sia foi desperdiçado como apenas uma voz a mais.

Veredito: Todos os álbuns do BTS possuem seus momentos incríveis, mas Map of the Soul: 7 é um resumo da grande jornada dos meninos.

“ON” prova ser um som mais maduro para os meninos, pegando elementos emprestados de vários hinos do pop enquanto mantém seu estilo BTS. “Filter” mostra que eles podem muito bem testar novos gêneros de música, enquanto “Black Swan” e “Louder Than Bombs” apresentam um lado mais sexy e obscuro dessa era.

Nós também fomos presenteados com throwbacks para as raízes do que faz o BTS ser o que é hoje, com “Interlude: Shadow”, “UGH!”, “Respect” e “Outro: Ego” dando uma pegada mais pesada ao álbum e mostrando o puro talento de SUGA, RM e J-Hope. Os vocais de todos tiveram seus momentos para brilhar em músicas solo, também.

Nem todas as músicas são puro sucesso, com “00:00 (Zero O’Clock)” sendo um pouco mais genérica do que as outras músicas e com “Moon” e “Inner Child” precisando de um pouco mais de energia. No entanto, não vamos reclamar, pois mesmo as músicas mais lentas de Map of the Soul: 7 continuam sendo hinos.

Em um todo, Map of the Soul: 7 é uma celebração do BTS quanto ao seu crescimento e sua vontade de se reconectar com suas raízes e, com certeza, é o álbum mais interessante e eclético que o BTS lançou em toda a sua carreira. Esses meninos possuem os fãs e o talento — agora eles vão pegar todo esse poder e conquistar o mundo.

Fonte: Metro UK

Artigos | por em 25/02/2020
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