📝 Metacritic – Análise e críticas ao ‘Map of the Soul: 7’

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📝 Metacritic – Análise e críticas ao ‘Map of the Soul: 7’

Variety (nota 9.2)

Como o primeiro grupo sul-coreano a alcançar o status de superestrelas nos Estados Unidos, o BTS fez um trabalho notável em mantê-lo” – Cada álbum superou o seu antecessor, e o novo trabalho do grupo Map of the Soul: 7, parece não ser exceção, ao ter todas as faixas figurando no top 20 das principais paradas do iTunes – inclusive as cinco que foram lançadas anteriormente em seu álbum de 2019, Map of the Soul: Persona – poucas horas após o seu lançamento.

Tenso e primitivo, MOTS: 7 é um tipo de homenagem auto-referencial. Atualmente em seu sétimo ano juntos, o septeto sempre apresentou uma atitude de um por todos, todos por um, e embora cada um dos integrantes do grupo – os rappers RM, SUGA e J-Hope; e os vocalistas Jin, Jimin, V e JungKook –  tenham sua chance de brilhar individualmente, é seu trabalho coletivo que se destaca.

O BTS inicia o álbum com hits conhecidos de MOTS: Persona, incluindo suas colaborações com Ed Sheeran (a delicada balada “Make It Right”) e Halsey (o brilhante bop “Boy With Luv”). Mas o melhor dessas faixas “antigas” é a subestimada “Intro: Persona” de RM. Cheias de riffs arranhados e eco de fundo, as linhas de guitarra levam os ouvintes de volta à era retro (pense em Beastie Boys), enquanto o líder do BTS repreende inimigos em coreano e inglês.

As novas faixas iniciam com a introspectiva, “Interlude: Shadow” de SUGA, onde ele faz um rap sobre paranoia e medos. Todo o grupo se apresenta no hipnótico “Louder than Bombs”, que foi co-escrito por SUGA, RM e J-Hope com o cantor pop australiano Troye Sivan, nascido na África do Sul. A precisão metronômica da batida compensa os falsetes de JungKook antes da entrega divertida de SUGA, dando a música uma sensação sonhadora, fazendo com que a faixa seja perfeita para a trilha sonora de um filme do James Bond: “As pessoas dizem que têm inveja de nós / que minha dor é hipocrisia.

O bop pop de Jin, “Moon”, fala diretamente com seus fãs (“Você é minha Terra / E tudo o que vejo é você”), enquanto V, é reflexivo em “Inner Child” ao relembrar tempos difíceis que ele enfrentou. Já JungKook relembra que cresceu dentro do BTS em “My Time” e “Filter” de Jimin começa com uma sedutora sensação latina, enquanto ele chama por atenção (“Essa sua cara desinteressada… por favor, olhe para mim agora”). Além disso, V e Jimin registram sua amizade no dueto brincalhão “Friends”, “Seul costumava ser tão extraordinariamente brilhante / Era outro mundo novo para mim… Um dia em que esse aplauso acaba / Fique ao meu lado”. A música reúne vários elementos aparentemente incongruentes: um par de estrelas pop coreanas cantando ao ritmo calipso, e depois se juntando a um coral gospel.

“Black Swan” e “UGH!” começam com riffs distintamente asiáticos. Enquanto a primeira possui uma melodia rapsódica em um mar de batidas e vozes distorcidas que trilham momentos agridoces, “UGH!” é o novo diss onomatopédico do grupo (no espírito de “Ddaeng” de 2018) pela letra: “As verdades podem se tornar falsas / As mentiras podem se tornar verdadeiras / Neste local / Todo mundo se torna alguém com ética perfeita / E julgamento perfeito, isso é engraçado.”

A poderosa balada “00:00 (Zero O’Clock)” resume perfeitamente o tema MOTS: 7, prometendo aos ouvintes que, não importa o que eles estejam passando, todos têm a chance de serem felizes no início de um novo dia.

RM e SUGA trocam versos em “Respect”, apertando o nariz dos esnobes. Com a balada assustadora e pensativa “We are Bulletproof: the Eternal”, BTS reflete sobre como eles realizaram seus sonhos: “Tínhamos apenas sete anos / mas temos todos vocês”. “Outro: Ego”, de J-Hope, oferece um aceno mais explícito ao passado do BTS, com amostras de seu álbum de 2013, 2 Cool 4 Skool. É uma celebração alegre da determinação do rapper, que o levou a momentos difíceis.

Obviamente, existem várias faixas com uma qualidade antêmica, pronta para o estádio. O single principal “ON” aparece duas vezes, primeiro apenas com o grupo e em um remix de faixa final com Sia abordando o refrão de maneira inconfundível. Começando com uma bateria implosiva sinalizando uma banda, Jimin docemente pondera a confusão que resulta de ser constantemente examinado e julgado. Um alegre “Hey-na-na-na” precede a declaração de que nada é capaz de “Me segure / porque você sabe que sou um lutador” torna óbvio que, como todo esse álbum, “ON” é uma exortação para seus fãs, mas também uma homenagem às suas próprias carreiras.

Tradução: Fefa Azevedo @ BTSBR

Consequence of Sound (nota 8.3)

“BTS justifica o hype com um reflexivo ‘Map of the Soul: 7’ e provaram que são capazes de tudo, sem comprometer a profundidade emocional” – Os detalhes: Esperamos ter passado do ponto cultural de se perguntar como o BTS se tornou o maior grupo pop da atualidade, estando prontos para olhar mais detalhadamente ao porquê eles são tão merecedores de tal título, e o que significa estar nessa posição. Essas são algumas das ideias trabalhadas pelo grupo em seu último lançamento de estúdio, Map of the Soul: 7. Em complemento ao trabalho do ano passado, Map of the Soul: Persona, o septeto continuou explorando títulos baseados na “teoria do eu”, do psicanalista Carl Jung. Desta vez, incorporando as ideias de ego e sombra ao longo do álbum. As cinco primeiras músicas antes de “Interlude: Shadow” são faixas presentes em Persona, mas as outras 15 que as seguem são novidade para os fãs, abrangendo a grande variedade de gêneros e influências musicais — de trap e R&B, a baladas pop e hip-hop — pelas quais o BTS ficou conhecido.

O lado positivo: As letras do BTS continuam sendo um dos pontos mais fortes de seu trabalho. Apesar de nenhuma tradução oficial ter sido lançada, graças ao trabalho das fanbases e contas voltadas à tradução de conteúdos do grupo, é possível perceber a nuance de interpretações das palavras do grupo. Em músicas como “Black Swan”, um claro destaque no álbum, o BTS questiona o que significa ser um artista. De acordo com um comunicado de imprensa, “Black Swan” foi inspirada na citação de Martha Graham, “Um dançarino morre duas vezes — a primeira e mais dolorosa delas é quando ele para de dançar.” A ideia da “primeira morte” é mencionada diretamente nas letras, onde o BTS lida com a ideia de que sua paixão pela música e por se apresentar nos palcos pode acabar algum dia. A faixa em si é uma bela mistura de batidas de trap, cordas, rap e vocais, que cria uma atmosfera de ansiedade antes mesmo de você ler a letra.

O medo de perder sua paixão é algo comum entre artistas, mas essas ideias estão diretamente relacionadas às experiências pessoais do BTS em “Interlude: Shadow”. A faixa é o solo de SUGA, que acredita ter conseguido tudo que desejava, mas se preocupa em ter voado alto demais, ao olhar para sua sombra. Na parte antes do coro, ele implora em inglês: “Por favor, não me deixe brilhar. Não me decepcione. Não me deixe voar”. Não há resposta satisfatória para seu dilema, mas após uma mudança emocionante no ritmo ao final da música, ele decide que deve aceitar sua sombra como parte de si mesmo.

Map of the Soul: 7 não fala apenas sobre os demônios internos, contudo: alguns de seus melhores momentos líricos vêm de lugares mais alegres. “Friends” é um dueto cativante de Jimin e V capaz de derreter até o coração mais frio, enquanto os dois cantam sobre sua longa amizade. “Você é da lua, eu sou das estrelas,” Jimin diz, complementando com um, “Oi, meu alien” para V, um amigo que ele nem sempre entende, mas que ele considera sua “alma gêmea”. Outro destaque do álbum é “UGH!”, a faixa do trio de rappers, que lembra as antigas “Cyphers” dos álbuns anteriores. Essas músicas são repletas de raiva, mas em “UGH!”, eles estão com raiva do mundo raivoso. Ao som de tiros que acompanham muitas das primeiras músicas do BTS, RM, SUGA e J-Hope dirigem sua raiva aos haters anônimos da internet, que usam sua raiva injustificada para explicar suas ações cruéis.

É uma experiência totalmente diferente de ouvir “Outro: Ego”, o solo de J-Hope, que dá a sensação do seu coração estar sendo eletrocutado por um desfibrilador de felicidade. Se toda a cor e energia do mundo pudesse ser engarrafada e transformada em uma música, ela seria “Ego”. A diversidade de ideias em suas letras e variedade de gêneros presentes neste álbum podem parecer potencialmente confusas, mas o BTS sempre foi melhor em mostrar diversos lados de si mesmo. Em Map of the Soul: 7, eles continuam se abrindo ainda mais, demonstrando faces que os fãs nem mesmo conheciam.

O lado negativo: O single “ON” tem duas versões no álbum, sendo uma delas com participação de Sia, apenas disponível em versão digital. E ela está ótima na música, mas sua contribuição não trouxe muitas coisas novas à faixa, infelizmente. “Louder Than Bombs”, por outro lado, co-escrita por Troye Sivan e Allie X, é um exemplo bem melhor de parceria inovativa e emocionante. De qualquer maneira, o BTS provou que domina qualquer gênero musical (e suas misturas diversas) com maestria.

O veredito: O BTS é o maior e mais interessante ato musical do pop atual e Map of the Soul: 7 solidifica essa posição e abre um caminho para o futuro. O impacto social do grupo é inegável, e seu trabalho continua impulsionando discussões sobre gênero, língua, e muito mais. Não há como saber o que o BTS irá fazer no futuro, e isso é extremamente atraente.

Faixas essenciais: “Interlude : Shadow”, “Black Swan”, e “UGH!”

Tradução: Jojo Viola @ BTSBR

New Musical Express / NME (nota 8.0)

“BTS alcança o topo e faz jus ao seu enorme legado” – Este é um álbum cheio de grandes ideias, fortes convicções e emoções totalmente diferentes do normal, produzida pelo grupo que tem direito de se orgulhar de sua jornada.

A vida, de acordo com o filósofo austríaco, Rudolf Steiner, se move em ciclos de sete anos. Você nasceu um dependente total, antes de começar a encontrar seu próprio senso de individualidade, você cresce e atinge a puberdade, que são assumidas por hormônios e passam por todos os tipos de dramas adolescentes (soa familiar?). Então você se torna emocionalmente maduro, começa a se libertar com o ego, e se torna um adulto responsável e olha para o mundo através de um visor mais amplo. E assim, para o resto da sua vida!

Faz sentido então, que nesse novo álbum Map of the Soul: 7, o BTS relembre os últimos sete anos. Todos os integrantes estão atualmente nesta última fase, enquanto 2020 marca seu sétimo aniversário como grupo. Como no mini-álbum, Map of the Soul: Persona (cinco de suas músicas também aparecem aqui), eles se inspiram no trabalho de outro estudioso psicólogo, Carl Jung, para falar livremente sobre aceitar quem você realmente é, com todas as suas falhas.

Depois de falarem sobre amar a si mesmo na série Love Yourself, MOTS:7 serve como uma espécie de meditação mais profunda no caminho do BTS para auto-aceitação. Primeiro, questiona os “faces” que mostramos ao mundo em ”Intro: Persona”, antes de seguir falando sobre os lados que mantemos escondidos de todos os outros, com a música de SUGA “Interlude: Shadow”. A trilha do rapper mostra como o sucesso pode aumentar nossas inseguranças e, em um novo verso (por conta da versão estendida da faixa presente no álbum) reforçado por sons de guitarra melancólica, ele diz a si mesmo: “Tente sorrir, por que você está hesitando? / Esse não era tipo de coisa que você esperava?”.

Finalmente, em “Outro: Ego”, J-Hope muda o conceito habitual de se ver o ego como algo negativo e faz disso um afro-pop brilhante, mostrando sua jornada de Jung Hoseok de Gwangju a estrela do rap de um grupo mundialmente conhecido, com a certeza de “apenas confiar em mim mesmo”.

Antes de saberem mais detalhes sobre como seria MOTS:7, os fãs estavam esperando que o quarto álbum de estúdio do BTS seria cheio de dor e angústia, tendo teorizado que ele continuaria a teoria do “mapa da alma” de Jung, com a jornada por suas sombras. Embora existam algumas exibições de escuridão (por exemplo, “Interlude: Shadow”, “Black Swan” ou a música que Troye Sivan co-escreveu, “Louder Than Bombs”), o álbum é um monumento à força – afinal, como o trabalho de Jung demonstra, reconhecer sua sombra é a única maneira de acessar seu verdadeiro eu.

“Black Swan” é mais desafiante, falando sobre o medo de perder a paixão pela música, enquanto “Louder Than Bombs” detalha as consequências de ouvir as histórias de dor de todo o mundo, ao dizer que “A tristeza silenciosa me agita / no mar tranquilo, as ondas se levantam”. Mas, à medida que o eletro-pop estridente se intensifica, o mesmo acontece com o BTS, que em coro declara: “Mais alto do que as bombas eu canto / eu prometo para mim e para você / Não importa quais ondas nos atinjam / Nós vamos continuar cantando na sua direção”.

Dada a ideia por trás de MOTS:7, não é surpresa que este álbum seja um passeio profundamente pessoal. Cada integrante tem seu próprio solo para refletir sobre suas vidas. Em “Filter”, com um ritmo latino-pop pronto para habilidades de dança fluídas, Jimin se apresenta como uma figura versátil que pode brilhar em qualquer papel. “Eu posso ser seu gênio / Que tal Aladdin?”, ele sugere brincalhão. “Eu serei o que você quiser”.

Através do R&B em ”My Time”, JungKook reconhece sua vida encantadora como integrante do maior grupo da atualidade, mas questiona as experiências normais de jovem que ele teve que sacrificar (o integrante mais novo do grupo tinha apenas 15 quando o BTS fez seu debut). “Eu sinto que me tornei adulto adulto mais rápido do que as outras pessoas”, ele começa, adicionando mais tarde: “Eu arrasto por todo o mundo, eu fiz minha própria loteria / Mas tudo é rápido demais, as coisas que eu perdi deixaram rastros”.

V usa sua música para falar com seu antigo eu em “Inner Child”, confortando a memória de um V mais novo de que os tempos difíceis vão passar. “Porque as luzes que brilham nos seus olhos, são minhas do agora. Você é meu garoto”, ele canta. “Nós vamos mudar”, ele termina dizendo. “Inner Child” é colocada no meio de uma corrida de quatro músicas onde MOTS:7 alcança seu pico emocional (e ocasionalmente caminha pelo território pop musicalmente), terminando com a homenagem de Jin para os ARMYs, em “Moon”.

Conhecido como um dos integrantes do BTS que se mostra mais confiante e feliz, Jin já mencionou no passado que esta é apenas uma persona que ele usa para mascarar seus próprios problemas e dar força a seus colegas de grupo. Ele traz isso novamente em “Moon”, ao cantar: “Todos me dizem que eu sou bonito, mas meu oceano é todo escuro”. Mais tarde, ele acrescenta: “Eu me pergunto de repente, ‘você também está olhando para mim agora?’ / Até as minhas dolorosas cicatrizes, você não descobriria tudo?”, e estende seu apoio aos fãs dizendo “E agora você se tornou minha razão”.

“00:00 (Zero O’Clock)” é sobre como tudo se reinicia às zero horas e um novo dia começa. É uma ode gentil a não se deixar levar pelas dificuldades da vida, com o coro dizendo “e você vai ser feliz” servindo como um mantra que cresce poderosamente a cada vez que é repetido. Jimin e V, entretanto, se reúnem em uma unit na faixa “Friends”, compartilhando histórias de uma amizade do tipo mais raro e mais especial. “Olá, meu Alien / somos o nosso mistério”, Jimin canta em uma parte.

Os sentimentos de Map of the Soul: 7 não se manifestam apenas de forma bela, no entanto. Há também músicas como os “UGH!”, uma faixa da rap line cheia de barulhos de pistolas, em força completa contra um mundo regido pela raiva. “O ódio de uma pessoa vira a vida de outra”, SUGA sabiamente fala sobre a dor de ser uma vítima da raiva de internautas anônimos. Ele e RM juntam forças novamente em outra faixa, “Respect”, que examina o verdadeiro significado de uma palavra que eles consideram super utilizada na sociedade de hoje.

MOTS: 7 chega após a mais longa espera entre comebacks (10 meses no total), mas, sendo um álbum cheio de grandes ideias, fortes convicções e emoções totalmente diferentes, valeu a pena esperar. No mês passado, no tapete vermelho do Grammys, J-Hope disse a E!: “Você saberá quando você ouvir o nosso novo álbum e assistir a nossa apresentação, que gostar do BTS foi a melhor decisão da vida”. E como ele não estava errado. E à mais sete anos com as estrelas globais da Coreia!

Tradução: Fefe Diniz @ BTSBR

Exclaim (nota 8.0)

“BTS reflete sobre sua história em seu introspectivo novo álbum Map of the Soul: 7″2020 marca o 7° aniversário do debut da sensação mundial que é o BTS. Apropriadamente nomeado, o novo álbum do septeto, Map of the Soul: 7, é uma análise introspectiva dos últimos 7 anos do grupo, transparecendo todas as dificuldades passadas de cada integrante de uma forma que raramente se vê nesse gênero. O resultado é um álbum que, ao invés de se importar tanto em atrair novos ouvintes, se preocupa mais em rejuvenescer seus integrantes por meio da música e agradecer aos fãs existentes que os ajudaram a chegar onde estão.

Map of the Soul: 7 é uma espécie de continuação do último álbum do grupo, Map of the Soul: Persona, o EP que deu início à era Map of the Soul. Desse modo, as 5 primeiras faixas de MOTS:7 foram tiradas diretamente de Persona, seguidas pelas 15 novas músicas do álbum. Adicionar as canções mais alegres do último álbum como prelúdio ajudou a acentuar a transição do tom do álbum para um território mais sério quando se chega em “Interlude: Shadow” e “Black Swan”. É como se as faixas vindo de Persona fizessem uma recapitulação do que já passou enquanto tudo após a faixa 5 é momento em que o grupo se encontra atualmente.

As músicas do álbum são, literalmente, escritas para os integrantes e para os fãs. Há “Inner Child,” onde V canta para uma versão mais nova de si mesmo e o oferece conselhos. Na faixa  extremamente meiga “Friends,” Jimin e V cantam um para o outro sobre querer permanecer amigos para sempre. E tem também agradecimentos aos fãs em faixas como “Moon” e “We Are Bulletproof: The Eternal”, que expressam como o BTS usou do apoio dos ARMYs para lhes dar força.

Depois de um álbum cheio de sentimentos de incerteza, dúvida e raiva, a abundante positividade de “Outro: Ego” é um belo finale. Com um ritmo cativante e um refrão cheio de cornetas digno da Copa do Mundo da FIFA, J-Hope reforça a si mesmo e aos ouvintes que você se conhece melhor que ninguém, e deve confiar em si mesmo antes de tudo.

Map of the Soul: 7 não é necessariamente cheia de singles explosivos feitos para conquistar a internet da forma que músicas como “IDOL” “DNA” e “FAKE LOVE” fizeram no passado, mas isso foi claramente o propósito. O grupo fez uma decisão consciente de experimentar criativamente e dar mais de si mesmos do que apenas repetir o que deu certo no passado. MOTS:7 tomou a decisão inteligente de focar no que faz o BTS ser tão especial: os seus próprios integrantes.

Tradução: Lu Ribeiro @ BTSBR

N/T: No momento de postagem desse artigo, o Metascore (média das notas de todos os críticos) do álbum era positivo, acumulando 82 pontos e superando Love Yourself: Tear (2018) e Map of the Soul: Persona (2019) que obtiveram 74 pontos à época de seus lançamentos. Para conferir a nota atual, clique aqui.

Artigos | por em 05/03/2020
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