O BTS não “trapaceou” para alcançar o seu terceiro nº 1 no Hot 100 da Billboard

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O BTS não “trapaceou” para alcançar o seu terceiro nº 1 no Hot 100 da Billboard

Esta semana, o BTS voltou ao topo do chart Hot 100 da Billboard com “Dynamite”, alcançando sua terceira semana na primeira posição, e conquistando vários marcos no processo. “Dynamite” vendeu impressionantes 153 mil downloads em sua quinta semana, ultrapassando a maior semana de vendas de qualquer outra faixa em 2020. Também é a primeira música a passar cinco semanas consecutivas no topo do Digital Song Sales chart desde “Old Town Road” de Lil Nas X. A faixa também chegou no topo do novo chart Global 200 da Billboard, fazendo do BTS o primeiro artista a dominar os três charts Hot 100, a Global 200 e a Global 200 (excluindo os EUA) ao mesmo tempo!

“Dynamite” também é a única faixa pop de 2020 a ficar no topo do Hot 100 por várias semanas, juntando-se a “The Box” de Roddy Ricch, “Blinding Lights” de The Weeknd, “Rockstar” de DaBaby e “WAP”, de Cardi B e Megan Thee Stallion. O fato de “Dynamite” ter passado cinco semanas consecutivas nas duas primeiras posições do Hot 100 é em grande parte graças às vendas digitais: uma prova do tamanho, fervor e poder de compra dos ARMYs.

Algumas pessoas questionaram a estratégia que o BTS usou para voltar ao nº 1 essa semana. Como o Twitter Billboard Charts postou, 52% das vendas de “Dynamite” essa semana vieram dos remixes “Bedroom,” “Midnight,” “Retro” e “Slow Jam” lançados no dia 18 de Setembro. Outros fandoms usaram esse fato para argumentar que o BTS teria “trapaceado” para chegar ao nº 1 essa semana, ou que o sucesso deles no chart seria ilegítimo. Os ARMYS, em resposta, notaram o absurdo de criticar um artista por estar no topo dos charts por … vender música.

Essas acusações mesquinhas são, infelizmente, comuns no Twitter, e frequentemente realçam a memória seletiva dos fandoms. Convenientemente, todo artista (que não seja seu favorito) parece estar manipulando os charts a todo momento. Ainda assim, enquanto esses “críticos” do BTS podem não aprovar a venda de vários remixes de “Dynamite” para melhorar a sua performance nos charts, eles nunca poderão acusar o grupo de incluir downloads digitais com edições físicas que não são enviados por meses, ou fazer bundles da faixa com mercadorias irrelevantes como calças de moletom, pirulitos e preservativos. (Sim, é sério.)

A verdade é que BTS não “trapaceou” para voltar à primeira posição nesta semana na Hot 100. Eles apenas venceram outros artistas em seu próprio jogo.

Você não teria que olhar muito longe para ver que outros artistas também usaram esse jogo para sua vantagem. Por exemplo, Harry Styles deu um último empurrãozinho no seu hit “Watermelon Sugar” para chegar na primeira posição no começo de agosto, lançando um bundle de 3 faixas físicas/singles digitais, 2 novos clipes e descontando o download para 69 centavos (de dólar) durante a mesma semana de rastreamento. Ou Travis Scott e Kid Cudi, que impulsionaram “The Scotts” para uma estreia em primeiro lugar com a ajuda de “15 configurações físicas”, de acordo com a Billboard. (A faixa caiu para a posição 12 em sua segunda semana, provando que permanecer na primeira posição é uma batalha muito diferente do que chegar à primeira posição.)

E falando de remixes: talvez os “críticos” do BTS tenham esquecido de “Rain on Me”, de Lady Gaga e Ariana Grande, que ficou disponível para streaming e compra na versão original, instrumental, e remixes de Purple Disco Machine e Ralph Rosario. Outros exemplos são “Say So” de Doja Cat e “Savage” de Megan Thee Stallion, que chegaram à primeira posição graças aos remixes com colaborações de Nicki Minaj e Beyoncé, respectivamente. 

Pessoas que acusaram o BTS de lançarem muitas versões de “Dynamite” podem também ter esquecido de Taylor Swift, que lançou 16 edições físicas deluxe e uma variedade de bundles de mercadorias no seu último álbum nº 1, “folklore”. Taylor também impulsionou seu mais recente single nº 1, “cardigan”, vendendo uma edição vinil limitada que inclui o rascunho original de voz e lançando a versão “cabin in candlelight” (cabana à luz de velas) da faixa para reprodução e compra.  

E claro, nenhum resumo dos acontecimentos estranhos do Hot 100 estaria completo sem uma saudação à Drake, que supostamente recrutou os dançarinos e influenciadores Toosie, Ayo & Teo e Hiii Key para criar movimentos de dança para seu “Toosie Slide,” e exibi-los em suas plataformas de mídia social, criando um desafio de dança viral para uma música que ainda nem tinha lançado.

Notou o padrão? Basicamente, todo grande artista tem seus truques para escalar cada vez mais alto no Hot 100 e Billboard 200.  É apenas questão do que eles escolhem fazer: remixar suas músicas, agrupar suas músicas com merch, ou contratar influenciadores para criar desafios virais em redes sociais. Você pode argumentar com credibilidade que os artistas e fãs atribuem muita importância a um álbum ou single nº 1, e que a pressão de toda a indústria força os artistas a fazerem acrobacias insanas para inflar suas vendas, diminuindo assim a integridade dos charts. Mas se esse é o caso, você não pode escolher quais artistas criticar.

Todo artista pop está competindo pelo mesmo prêmio – um hit nº 1 – e os artistas mais experientes com os maiores fandoms levam o ouro pra casa. Os fãs vão escolher como gastarão o seu próprio dinheiro, não importa o quanto os “críticos” reclamem, e os números de ‘Dynamite’ falam por si mesmos. O BTS aprendeu a jogar o jogo – e há jeitos muito piores de ganhar do que apenas vendendo sua própria música.

Fonte: Forbes
Traduzido por Laura Borges @ BTSBR

Artigos | por em 28/09/2020
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