O BTS vende múltiplas versões dos seus álbuns – e não há nada de errado nisso

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O BTS vende múltiplas versões dos seus álbuns – e não há nada de errado nisso

Mais um dia onde parte da mídia ocidental tenta desesperadamente aparentar que o BTS não está dominando as paradas americanas de forma autêntica. Mas sério agora, chegamos num ponto onde eu acho que deveria fazer um artigo compilando todas as coisas erradas que a mídia já disse sobre o BTS durante este comeback.

Todo esse “ódio” que eles aparentemente recebem de alguns jornalistas que não conseguem ignorar a existência do BTS só serve para mostrar o quão populares eles se tornaram. Mesmo assim, isso não deixa essa situação menos desgastante.

Isso tudo também mostra o quão preconceituosa a mídia pode ser com relação à um grupo que não é o artista branco padrão à que ela está acostumada. Em uma tentativa de “entender” o que fez o BTS ser tão popular, ela está apenas ignorando os fatos para encontrar uma explicação que lhe seja conveniente. Dessa vez, parece que a prática de venda de várias versões de um mesmo álbum – uma prática comum entre artistas e grupos sul coreanos – é o que está sob ataque.

Apesar de ser algo comum no mundo do K-Pop, alguns estão tentando fazer com que pareça que o BTS está tentando “tirar dinheiro” dos fãs com mais vendas de álbuns.

Primeiro de tudo, vale lembrar que os artistas americanos gostam de “impulsionar” suas vendas através da prática de bundling. Ela, basicamente, atrela a venda de um álbum com outros itens, como peças de roupas, ingressos ou outros produtos.

[TRAD] Aliás, o grupo no topo das vendas de álbuns dos EUA este ano vendeu ingressos de seu show e, junto com cada um deles, vinha uma cópia física do álbum. Isso também é um bundle.

Isso faz com que o álbum suba posições dentro dos charts porque o consumidor estadunidense comum simplesmente não compra álbuns físicos mais.

Deveria ser no mínimo estranho que jornalistas estejam tentando fazer parecer que o BTS está fazendo algo errado ao vender diferentes versões de um mesmo álbum, quando artistas americanos não são criticados pela prática de bundling. Mas, infelizmente, nós já sabemos que a mídia só quer minimizar a arte e a popularidade crescente do BTS da forma que conseguirem.

O engraçado é que, se a empresa do BTS, BigHit Entertainment, decidisse começar a atrelar a venda de álbuns com outros produtos, eles venderiam uma quantidade ainda mais absurda de álbuns do que eles já vendem atualmente.

O BTS consegue esgotar várias datas da sua atual turnê por estádios ao redor do mundo e são, atualmente, os artistas com os ingressos de shows mais procurados (ultrapassando Drake, Ariana Grande e as Spice Girls) em 2019. Imagine se eles incluíssem um álbum em cada um dos ingressos vendidos? Ninguém conseguiria tirá-los do topo das paradas. Sem mencionar como eles conseguem vender muito bem outros produtos, tudo o que eles tocam acaba se esgotando rapidamente. Algumas lojas até limitaram o número de álbuns que os ARMYs poderiam comprar este ano!

[TRAD] Sério? 🤔 @Target @BTS_twt

*Na foto: Este CD do BTS está limitado à compra de uma unidade por cliente.

Isso nem era o que eu queria falar na verdade. O que eu realmente queria falar é sobre o porque os ARMYs compram diferentes versões do mesmo álbum do BTS. Uma coisa é certa, a BigHit e o BTS se esforçam muito, pensando com carinho no conceito de cada álbum e de suas diferentes versões comercializadas.

Cada versão do álbum tem seu conceito próprio que se conecta ao álbum como um todo. Para exemplificar, vamos mostrar as diferentes versões do último álbum de estúdio do grupo, Map of the Soul: Persona, e como elas se relacionam aos 4 principais arquétipos junguianos.

Map of the Soul: Persona versão 1 mostra a “persona”, ou as diferentes máscaras que as pessoas mostram ao mundo. Aqui você pode claramente ver como o BTS está mostrando suas diversas “máscaras” com cada uma de suas expressões faciais.

Map of the Soul: Persona versão 2 mostra o “anima/animus”. Aqui, você pode ver o BTS se olhando no espelho e mostrando suas duas faces, masculina e feminina (nem comece a falar sobre o quanto de hate eles receberam por ignorar as limitações do que é “aceitável” no estilo de homens e mulheres de acordo com a cultura ocidental).

Map of the Soul: Persona versão 3 mostra o “eu”. Já que o “eu” é geralmente descrito como o que aparece nos sonhos, é possível ver como alguns dos integrantes estão vestindo suas roupas de dormir.

Map of the Soul: Persona versão 4 mostra a “sombra”. Essa é fácil, já que é possível ver a sombra de cada um dos integrantes em suas fotos.

Perdão se eu expliquei algum dos princípios junguianos incorretamente, eu não sou nenhum especialista em psicologia, mas vocês entenderam a ideia.

Cada versão do álbum também tem uma capa diferente, e se um fã quiser realmente escolher sua favorita, ele pode comprar apenas uma. Ou, se ele preferir, pode comprar o conjunto – e ele foi pensado para ficar incrível junto. Por dentro, cada versão do álbum tem conteúdos diferentes que combinam com os conceitos descritos acima.

Outra razão para os ARMYs estarem mais que dispostos a comprar diversas versões dos álbuns é o laço especial que eles têm com o BTS. Por alguma razão, é complicado para a mídia entender isso, mas essa relação não é como as demais entre fã-artista que se está acostumado a ver por aí.

Os ARMYs são uma família e o BTS é uma família. Juntos, nós somos uma grande família feliz. Quando um está se sentindo triste, o outro está lá para ajudá-lo. O BTS faz tudo o que pode para os ARMYs e eles até disseram que as músicas em Map of the Soul: Persona foram escritas para eles. Da mesma forma, os ARMYs farão tudo em seu alcance pelo BTS.

Uma das formas de demonstrar nosso amor à eles é dando suporte sempre. É por isso que nós votamos neles em tudo o que podemos, sempre que a votação é aberta ao público nas premiações. É por isso que compramos diferentes versões dos mesmos álbuns.

Não apenas porque nós amamos a música e os conceitos, mas também porque o BTS merece estar no topo das paradas, e nós sabemos que comprar essas versões vai ajudá-los a conseguir chegar no topo. Isso não é algo que eles pedem aos ARMYs americanos para fazer, nós fazemos porque queremos. Os ARMYs fizeram algo parecido com o #ProjetoCompre23! quando o grupo estava sofrendo ataques na mídia japonesa.

Ao invés de tentar jogar shade* no BTS, a indústria da música estadunidense seria mais esperta olhasse para o que o BTS está fazendo e tentasse aprender com eles.

*Indireta maldosa em tom de deboche.

Fonte: Hypable

Artigos | por em 04/05/2019
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